Tribuna da Imprensa (RJ)
LONDRES – O Ministério da Saúde abrirá, no segundo semestre, o processo de registro do mais recente tipo de droga criado para tratamento da Aids, usada, experimentalmente, por alguns médicos brasileiros. Vendido nos Estados Unidos e na Suíça, o Fuzeon pertence à chamada terceira classe de remédios contra a doença, pois combate o HIV antes de ele atacar a célula sadia.
Outros países europeus, como Alemanha e Suécia, devem autorizar a venda do produto nas próximas semanas, segundo o pesquisador Max Bucher, coordenador do Hospital and Specialty Care da Roche, fabricante do medicamento. "É uma nova maneira de atuar contra o vírus. O Fuzeon impede que o HIV entre na célula", afirmou.
Dois testes, um com pacientes dos Estados Unidos e Canadá e outro com europeus e australianos, mostraram resultados positivos em analises da quantidade de vírus no corpo. Nos dois grupos, o número de pacientes com nível "indetectável" de HIV quase dobrou.
Bucher explicou que o Fuzeon é autoaplicado pelo portador do HIV, duas vezes ao dia. Isso, segundo o pesquisador, teria agradado aos pacientes, cansados de tomar vários comprimidos por dia. Nos testes realizados no Brasil, porém, alguns pacientes reclamaram de dores nos locais onde o remédio é injetado.
"Trata-se de uma injeção subcutânea, que pode deixar o local dolorido de sete a dez dias. Mas os pacientes ensinam uns aos outros a aplicar e descobrem modos que diminuem o incômodo", afirmou Bucher. A maioria, segundo ele, tem preferido injetar o remédio no abdome. A Roche estima que atenderá de 12 mil a 15 mil pacientes, em todo o mundo, com o novo medicamento. Até 2005, esse número deve subir a 40 mil portadores do HIV.
Fonte: http://www.aids.gov.br/main.asp?ViewID=%7BDA56F374%2D128A%2D40FB%2DB16F%2DD08A1F5DD07B%7D¶ms=itemID=%7B2E1C7D79%2DC608%2D4F4F%2D9998%2DC20B523DA731%7D;&UIPartUID=%7BD90F22DB%2D05D4%2D4644%2DA8F2%2DFAD4803C8898%7D
Consultado em 15/02/2007