Por: Pâmela Oliveira

O Dia

Sem remédio, vítima de Aids morre seis meses depois de a Justiça ordenar à prefeitura que fornecesse o medicamento.

Seis meses depois de conseguir uma liminar determinando que a Secretaria Municipal de Saúde lhe fornecesse um medicamento, o auxiliar de enfermagem Miguel ângelo Pereira, 31 anos, morreu na madrugada de quarta-feira sem ter recebido uma dose do remédio. Miguel, que era portador de HIV havia oito anos, foi enterrado ontem no cemitério Jardim da Saudade, em Paciência.

“O que aconteceu foi um crime. Para o governo, foi uma economia e, para a família, uma perda enorme. é muito triste saber que meu filho poderia estar vivo e lutando contra a doença se tivesse conseguido esse remédio”, disse Neide Matos Vasconcellos, 61 anos, mãe de Miguel.

Na receita médica anexada ao processo consta que o remédio Cidofovir “é indispensável ao paciente”, que vinha sofrendo com infecções oportunistas – doenças que se aproveitam da baixa imunidade da pessoa com HIV para se instalar. Em 17 de janeiro, o juiz Renato Rocha Braga, da Fazenda Pública, determinou que a medicação fosse entregue a Miguel em 48 horas. “O perigo da demora, na hipótese, é nada menos do que a probabilidade de graves danos à saúde”, diz a decisão. Segundo o Tribunal de Justiça, em 8 de março foi expedido um mandado de busca e apreensão dos medicamentos, mas o produto não foi encontrado no órgão.

A Secretaria Municipal de Saúde afirmou que recorreu aos fornecedores autorizados, mas nenhum vendia o remédio. Disse que, ao ser informada de que o medicamento era importado, começou a providenciar a compra, mas alegou que a família não procurou o órgão para apresentar

Fonte: http://www.aids.gov.br/main.asp?ViewID=%7BDA56F374%2D128A%2D40FB%2DB16F%2DD08A1F5DD07B%7D&params=itemID=%7B1B5122CD%2DC229%2D4984%2D98D7%2D8094215AF8FD%7D;&UIPartUID=%7BD90F22DB%2D05D4%2D4644%2DA8F2%2DFAD4803C8898%7D
Consultado em 15/02/2007