Folha Online
A jornalista Fabiane Leite, 28, do caderno Cotidiano defendeu a quebra de patentes de medicamentos para a Aids para garantir a distribuição gratuita e o barateamento dos custos. Especialista em saúde pública, ela participou de bate-papo nesta quinta-feira, Dia Mundial da Luta Contra a Aids.
A quebra de patentes permitiria ao Brasil fazer genéricos dos remédios contra a Aids, mais baratos", disse.
A jornalista afirma que o preservativo é, comprovadamente, uma forma de prevenção da doença. "Tanto é que pesquisas do Ministério da Saúde mostram que nos jovens, que usam mais camisinha dos que os mais velhos, os casos de Aids vêm caindo", afirma.
Porém, segundo ela, algumas pessoas ainda desconfiam da eficácia. "Mas está provado que, pela camisinha, não passa nada!", afirma. Para a repórter, pessoas que discordam do uso da camisinha prejudicam campanhas contra DST/Aids. "Integrantes da Igreja Católica que fazem um discurso contra a camisinha certamente prejudicam a saúde pública", disse.
A jornalista afirma que a qualidade do preservativo distribuído na rede pública têm qualidade confiável. "Todas
Sobre as esperanças de cura, a jornalista afirma que, apesar de estudos para desenvolver uma vacina, o custo poderá dificultar o acesso.
Prevenção
A jornalista deixou claro que não existem "grupos de risco", mas "comportamento de risco", como fazer sexo sem camisinha e compartilhar seringas no uso de drogas injetáveis. "Somos todos vulneráveis, independentemente de nossa orientação sexual ou meio de vida", alertou.
De acordo com ela, o sexo é a principal forma de contágio no país. Porém, entre os jovens, como conseqüência da informação, os casos de Aids vêm recuando devido ao uso do preservativo.
Na avaliação da jornalista, o programa contra a Aids no país ainda precisa ser aprimorado. "[O programa] não tem conseguido, por exemplo, que a epidemia recue entre as mulheres. O aumento de casos na população negra e na faixa dos 40 aos 59 anos também é preocupante. Mas certamente somos o país em desenvolvimento que mais avançou nessa ‘luta’ nos últimos anos", afirmou.
Segundo o UOL, 570 pessoas participaram do bate-papo.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u115841.shtml
Consultado em 16/02/2007