Por: Marcia Wonghon
Agência Brasil
Recife – O presidente do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi), embaixador Roberto Jaguaribe, disse hoje (20) que 90% das patentes existentes no Brasil são de origem estrangeira.
“Isso acontece porque o país não tem uma cultura de inovação sedimentada. Por outro lado, algumas indústrias e pessoas físicas ainda não sabem usufruir dos benefícios oferecidos pelo sistema de propriedade industrial, que só contribui para aumentar a competitividade de uma nação”.
Na avaliação dele, para aumentar o número de acessos ao sistema de propriedade industrial é preciso fazer atividades integradas com o setor produtivo, universidades e as áreas de pesquisas do país.
A propriedade intelectual abrange tanto a propriedade industrial (como fórmulas e o design de um produto) quanto direitos autorais (em caso de livros, músicas e filmes, por exemplo).
Segundo Jaguaribe, as áreas que mais demandam patentes no Brasil atualmente são os segmentos de tecnologia da informação e comunicação e biotecnologia.
O embaixador participou hoje (20) do Seminário Propriedade Intelectual como Instrumento Estratégico para o Desenvolvimento Industrial e Tecnológico, na Universidade Federal de Pernambuco.
O primeiro passo para criação de uma rede de propriedade intelectual no estado foi firmado hoje, com a assinatura de um convênio entre o presidente do Inpi e o secretário executivo de Ciência e Tecnologia, José Carlos Cavalcanti.
O acordo prevê a realização de cursos de capacitação para gestores em tecnologia de propriedade intelectual que atuam em universidades e empresas. As aulas começam em outubro. O Inpi ficará encarregado de oferecer apoio logístico para os treinamentos, enquanto o governo do estado disponibilizará a infra-estrutura.
Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2006/09/20/materia.2006-09-20.3983226815/view
Consultado em 16/02/2007