Valor Econômico

A Pfizer, a Novartis e a Eli Lilly registraram aumento de lucros, uma vez que a receita gerada pelos medicamentos mais recentes e o aumento do alcance do Medicare, o serviço americano de assistência médica, sinalizaram uma recuperação dos lucros dos laboratórios farmacêuticos.

A Pfizer, maior fabricante de medicamentos do mundo, disse que seu lucro mais que duplicou, puxado pela alta das vendas de analgésicos e comprimidos contra artrite. A suíça Novartis, a quarta maior do mundo, informou que seus lucros deram um salto de 12%, puxados pela receita produzida pela comercialização de medicamentos de combate ao câncer e a doenças do coração.

Os laboratórios lucraram com o lançamento de remédios para moléstias comuns em populações em processo de envelhecimento, como o Diovan, da Novartis, para doenças do coração, e o Enbrel, da Wyeth, para artrite reumatóide. A receita refletiu as compras realizadas dentro dos parâmetros do novo benefício do programa americano Medicare voltado para idosos ou incapacitados, que vai totalizar US$ 41 bilhões este ano, disseram as farmacêuticas. Os lucros também subiram devido às medidas de contenção de gastos adotadas pela Pfizer e a Wyeth.

“Todas estão reportando bons aumentos dos lucros com novos produtos”, disse Michael Obuchowski, administrador de recursos da Altanes Investments. “ As que estão sendo puxadas pela receita produzida por novos produtos estão indo bem, enquanto as que têm de enfrentar expirações de patentes ou a concorrência dos genéricos estão operando sob a égide da economia de custos”.

Os lucros da Lilly subiram 10%, uma vez que as vendas do antidepressivo Cymbalta quase duplicaram. O lucro da Wyeth subiu pelo quarto trimestre consecutivo, em 33%, com a expansão da demanda por seu remédio Enbrel e pela vacina contra pneumonia e meningite Prevnar. A Pfizer disse que o aumento de 15% nas vendas de seu principal produto, o Lipitor, para o controle dos níveis de colesterol, refletiu as vendas do Medicare.

Os lucros da Pfizer subiram para US$ 3,36 bilhões, contra US$ 1,59 bilhão no mesmo trimestre do ano passado. As vendas do laboratório cresceram 10%, para US$ 12,3 bilhões, excetuando-se as vendas dos produtos de consumo que a Pfizer vai vender à Johnson & Johnson até o fim deste ano.

A Novartis informou que seu lucro líquido cresceu para US$ 1,87 bilhão, a partir do R$ 1,67 bilhão do mesmo período do ano passado. No Brasil, as vendas da Novartis cresceram 12,5%. A empresa, depois de seis meses com perda de fatias de mercado, cresceu e chegou a 6,15%. O lucro da Lilly saltou para US$ 873,6 milhões, em comparação aos US$ 794,4 milhões do mesmo período de 2005, enquanto os da Wyeth passaram a totalizar US$ 1,16 bilhão, contra US$ 869,9 milhões do mesmo período do ano passado. 

Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6613
Consultado em 23/02/2007