Valor Econômico / Bloomberg News

As vendas de medicamentos genéricos deverão crescer até 14% em 2007, compensando a derrocada da comercialização dos remédios de marca, num momento em que a israelense Teva Pharmaceutical Industries e a indiana Ranbaxy Laboratories lideram esse setor, que em 2005 foi responsável por uma receita de mais de US$ 10 bilhões.

A produção de genéricos deverá gerar US$ 65 bilhões no ano que vem e responder por quase 10% das vendas mundiais do setor, segundo relatório anual divulgado ontem pela empresa de pesquisa IMS Health. O total mundial das vendas de medicamentos vai crescer de 5 a 6% em 2007, para entre US$ 665 bilhões e US$ 685 bilhões.

A expansão das vendas de produtos farmacêuticos convencionais deverá desacelerar em 2007 pelo quarto ano consecutivo, uma vez que os laboratórios enfrentam dificuldades para descobrir produtos que substituam a receita perdida em favor dos genéricos. "Continuamos a presenciar níveis de expansão relativamente baixos gerados pelo lançamento de novos produtos, especialmente em comparação com o valor dos produtos que estão perdendo as patentes", disse Murray Aitken, vice-presidente-sênior de estratégia corporativa da IMS.
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No Brasil

No Brasil o mercado de genéricos mantém o ritmo de crescimento semelhante ao verificado no restante do mundo. No acumulado dos últimos 12 meses, com base em agosto passado, os genéricos representaram 10% do total de medicamentos vendidos. Nesse período, o mercado faturou pouco menos de R$ 9,4 bilhões. Os genéricos somaram R$ 940 milhões.

A liderança no Brasil é da Medley. O laboratório faturou R$ 290 milhões no período de 12 meses até agosto passado. Em segundo lugar aparece a SEM, com um total de vendas de R$ 270 milhões. O faturamento do terceiro colocado no ranking brasileiro é bem inferior aos líderes. O Ache vendeu R$ 90,8 milhões no período. 

Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6619
Consultado em 23/02/2007