Agência France-Presse

A Casa Branca receberá nesta quinta-feira especialistas e personalidades para uma conferência sobre as formas de combater a malária, uma doença que mata mais de um milhão de pessoas por ano, sobretudo na África.

O objetivo do encontro é debater as novas formas de luta contra a doença em escala mundial e pôr em execução novas colaborações dos setores público e privado para este fim.

O presidente americano, George W. Bush, a primeira-dama Laura Bush, anfitriões da conferência, receberão 250 especialistas internacionais e personalidades.

Entre os presentes estarão a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, a nova diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), a chinesa Margaret Chan, a cantora sul-africana Yvonne Chaka Chaka, embaixadora da boa vontade do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) para a malária, e Melinda Gates, também presidente da Fundação de Bill Gates, fundador da Microsoft.

"O objetivo desta conferência é impulsionar um esforço (público-privado), informar o público americano sobre a malária (…) e, mais amplamente, difundir uma mensagem aos governos do mundo sobre a necessidade de se unirem para vencer a malária", disse à imprensa Anita McBride, diretora do escritório da primeira-dama, Laura Bush. Ela instou ainda as empresas privadas a ajudarem na implementação de uma estratégia duradoura contra a doença. A cada ano, entre 350 e 500 milhões de pessoas são infectadas com malária e mais de um milhão delas morre devido à doença, 90% na África, segundo a OMS. A malária mata mais crianças africanas que qualquer outra doença.

Nos últimos 20 anos, a mortalidade vinculada à malária dobrou em algumas regiões do continente africano, devido especialmente à crescente resistência da doença aos tratamentos mais baratos e usados comumente.

Em junho de 2005, Bush anunciou uma "Iniciativa do presidente contra a Malária" (PMI), um esforço de 1,2 bilhão de dólares em cinco anos para reduzir à metade o número de mortes provocadas pela malária na África.

Por enquanto o programa trabalha com Angola, Malauí, Moçambique, Uganda, Ruanda, Senegal e Tanzânia, e outros oito países deverão ser beneficiados pela iniciativa em 2008.

Também é um desafio para o setor privado, afirmou o almirante da reserva Timothy Ziemer, que dirige a Iniciativa. "Precisamos da ajuda de cada um", acrescentou.

Johnn Bridgeland, que desenvolve a campanha "Não mais malária", informou que sua organização tentará reunir apoio no setor privado durante a conferência em Washington.

A Fundação Gates se comprometeu, por sua vez, a contribuir com 83,5 milhões de dólares. Esta doação servirá especialmente para aumentar o acesso a mosquiteiros, tratamentos e outros instrumentos de combate à doença.

No encontro, Melinda Gates pedirá aos dirigentes do mundo inteiro que cheguem a um acordo sobre uma nova estratégia coordenada.

"A cada dia, milhares de mães vêem, impotentes, a morte de seus filhos, vítimas de uma doença da qual conhecemos os meios de prevenção há décadas", disse Melinda Gates em um comunicado.
"O balanço da malária que continua aumentando é uma afronta moral: não o aceitaríamos nos Estados Unidos e não devemos aceitá-lo em parte alguma", acrescentou. 

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1298936-EI298,00.html
Consultado em 15/02/2007