Gazeta Mercantil
Quarto maior laboratório farmacêutico dos Estados Unidos, a Merck está passando, desde o final de 2005, por um amplo plano de restruturação, que inclui a venda ou o fechamento de cinco de suas 31 fábricas e a redução de 7 mil empregos até 2010, para superar as perdas com o antiinflamatório Vioxx e com o vencimento em junho deste ano da patente de Zocor, para o controle do colesterol.
Mas, assim como o mercado de antiinflamatórios, a empresa também está se recuperando. "Nos últimos trimestres alcançamos os resultados esperados", disse o diretor de comunicação corporativa da Merck Sharp & Dohme, João Sanches. No Brasil, a companhia norte-americana deverá finalizar 2006 com faturamento estável ante os R$ 563 milhões apurados no ano passado, valor que, por sua vez, foi maior em relação aos R$ 542,2 milhões registrados em 2004.
Mas nos próximos cinco anos a previsão é crescer a taxa anual de dois dígitos, particularmente, por causa do lançamento de remédios, afirmou Sanches. No primeiro trimestre do ano que vem, a Merck pretende lançar no mercado brasileiro Januvia, para o controle do diabetes tipo 2, e Gardasil, vacina que combate o HPV e o câncer de colo do útero.
Com Januvia, a subsidiária prevê conquistar 10% do mercado doméstico de medicamentos para diabetes em 2010, estimado por Sanches em US$ 180 milhões na ocasião. Hoje, é de US$ 100 milhões por ano, disse. "As vendas de Gardasil dependerão muito da inclusão no sistema público de saúde, mas esperamos beneficiar 40 mil mulheres por ano, no terceiro ano."
Esses mesmos medicamentos, recém-aprovados pelos órgão reguladores dos Estados Unidos e pelas autoridades brasileiras, fizeram a Merck estimar lucros maiores em 2007, conforme divulgou a Bloomberg News no início deste mês. Excetuando-se custos de reestruturação, ela estima que os lucros fiquem entre US$ 2,51 e US$ 2,59 por ação. Para este ano, o laboratório estima receita entre 4% e 6% maior. Até o dia 5 de dezembro, as ações da Merck avançaram 40% este ano, com o lançamento pela empresa de cinco novos produtos, número superior ao introduzido por qualquer de suas concorrentes.
A expansão tornou os papéis da Merck os de melhor desempenho dentre os 12 membros do Índice Farmacêutico S&P 500. A farmacêutica tinha reafirmado em outubro sua projeção para os lucros de 2006, que fixou na faixa entre US$ 2,48 e US$ 2,52 por ação, após tê-la elevado por três vezes este ano.
Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6662
Consultado em 22/02/2007