Gazeta Mercantil
O lançamento de medicamentos como o Abilify, para tratamento da esquizofrenia, e Baraclude, contra a hepatite B, ajudaram a farmacêutica norte-americana Bristol-Myers Squibb a engordar o faturamento no Brasil. A empresa deve finalizar este ano com vendas 10% maiores no País, de cerca de R$ 500 milhões, ante o resultado de 2005.
Em dólar, passa de US$ 194 milhões para US$ 227 milhões este ano. Somente o faturamento com novos produtos sobe de US$ 61,4 milhões para US$ 89,3 milhões em 2006, o maior incremento do portfólio. Para o próximo ano, o presidente da subsidiária, Mário Grieco, estima um percentual maior de crescimento, de 15%, na moeda local, nas vendas totais.
Os novos remédios, produtos de maior valor agregado e protegidos por patentes, também deverão ser os principais responsáveis pelo aumento estimado para o ano que vem. Na lista de lançamentos, estão o Splycel (dasatinib), para leucemia mielóide crônica, e Orencia, para artrite-reumatóide. A empresa esperava lançar estes produtos neste ano, mas ficarão para 2007 porque "estão parados" na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) à espera de aprovação. "Há seis meses entramos com a solicitação."
Segundo Grieco, a Anvisa tem demorado em suas aprovações e os prazos podem chegar a até 3 anos. "Mas estive ontem (na segunda-feira) na Anvisa e eles disseram que estão contratando mais 200 técnicos para agilizar os processos. Prometeram também dar prioridade aos medicamentos mais importantes." Neste caso, afirmou, está incluído Splycel, indicado para pacientes que não responderam a outras terapias para a leucemia.
A expectativa da Bristol é faturar cerca de US$ 50 milhões por ano com Orencia no Brasil, em três anos. Grieco estima que remédios para o tratamento da artrite-reumatóide movimentem cerca de US$ 200 milhões por ano no País. Já com Splycel o executivo prevê rentabilidade baixa, pelo tamanho do mercado. "Estamos investindo no benefício. Ele salva vidas."
Grieco – que toca no Brasil desde o ano passado o plano global de reestruturação de portfólio da multinacional, em que os investimentos estão mais concentrados em dez áreas terapêuticas – disse que a reorganização está dando resultados. Os produtos das áreas foco ficam com 40% do faturamento previsto para 2006.
A divisão de consumo, que concentra remédios como Luftal e Naldecon, responderá por outros 40% das vendas. No ano que vem, a Bristol aumentará em 25% os investimentos em marketing nesta área, para R$ 30 milhões. No total, investirá entre US$ 35 milhões e 40 milhões no próximo ano, um aumento de 15% ante 2006.
Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6672
Consultado em 22/02/2007