Gazeta Mercantil
Laboratório faturou R$ 940 milhões no ano passado e prevê aumento de 20% para 2007. O crescimento nas principais áreas de atuação rendeu à Eurofarma Laboratórios, de capital nacional, ganho de participação no mercado brasileiro de medicamentos e, em conseqüência, elevação nos ranking do setor. A empresa fechou 2006 com faturamento de R$ 940 milhões, 26% a mais ante o do ano anterior. Se alcançar a meta de alta de 20% prevista para 2007, deverá encerrar o ano com vendas de R$ 1,13 bilhão, e será a mais nova integrante do clube das companhias do País com vendas superiores a R$ 1 bilhão. Das farmacêuticas nacionais, apenas o Aché Laboratórios e o Grupo EMS Sigma-Pharma têm receitas acima desse montante.
A diretora de marketing corporativo da Eurofarma, Maria Del Pilar Muñoz, disse que a empresa encerrou 2006 na quinta posição do ranking das principais em vendas, em comparação ao sexto lugar do ano anterior. Já na área de genéricos, subiu da quarta para a terceira colocação – passando a Biosintética, que pertence ao Aché -, conforme dados do IMS Health, que audita o setor no varejo.
A executiva observou que o crescimento se deu em todos os segmentos de negócios. Fundada em 1972, a Eurofarma fabrica medicamentos com marca, que respondem por 50% das vendas: genéricos, aproximadamente 18% do faturamento; e produtos de uso hospitalar e para saúde animal, que ficam com o restante da receita.
No segmento de genéricos, a Eurofarma cresceu em torno de 35% no ano passado, para R$ 204 milhões e manteve a participação de 9% que detinha em 2005 nesse mercado. Maria Del Pilar explicou que o desempenho deveu-se principalmente à mudança de mix nessa área com o lançamento de produtos de maior valor agregado, particularmente para o combate a doenças do sistema nervoso central. "Apostamos mais em áreas terapêuticas menos concorridas, apesar de termos uma carteira de genéricos ampla, e consolidamos a linha de sistema nervoso central da Eurofarma como a mais completa do mercado."
A empresa produz 13 remédios para problemas do sistema nervoso central, alguns exclusivos, do total de 55 genéricos que fabrica hoje. Em dezembro, lançou o Topiramato, para o tratamento da epilepsia e enxaqueca. Faz parte desse portfólio antidepressivos, anticonvulsivantes e ansiolíticos, entre outros.
Maria Del Pilar tem a expectativa de incremento de 25% nas vendas de genéricos da Eurofarma neste ano, o mesmo percentual que estima de elevação para o segmento todo. Para atingir a meta, planeja lançar dez genéricos, ante os quatro do ano passado. "Geralmente, lançamos dez por ano, mas 2006 foi atípico." O foco continuará sendo os produtos de maior valor, como a linha de cardiológicos, que pretende ampliar. Somando todas as áreas, disse a executiva, serão em torno de 20 lançamentos neste ano.
Com cinco unidades fabris (quatro em São Paulo e uma no Rio), a Eurofarma está em processo de concentração da produção em um complexo industrial, localizado em Itapevi (SP). Em março próximo deverá ser inaugurado o primeiro bloco do projeto: o de medicamentos líquidos, cremes e pomadas. O aporte no empreendimento, que triplicará a capacidade de produção da empresa, ficará em torno de R$ 260 milhões. A Eurofarma fabrica 80 milhões de unidades (caixas) de medicamentos por ano.
Fonte: http://www.redemed.com.br/not_detalhe.cfm?idpostagem=647
Consultado em 22/02/2007