Por: Carolina Mandl

Valor Econômico

O Laboratório Farmacêutico de Pernambuco (Lafepe) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) fecharam uma parceria para realizar pesquisas em torno do medicamento Efavirenz, usado no tratamento da Aids. A expectativa tanto do laboratório quanto da fundação é que, em breve, a patente do remédio seja quebrada, possibilitando a fabricação. Hoje, a produção do Efavirenz está restrita à Merck.

O governo federal está anunciando esforços no sentido de quebrar a patente do medicamento. Mas, enquanto isso não for feito, a droga não pode ser fabricada no país por outras empresas. Na semana passada, o Ministério da Saúde declarou o Efavirenz remédio de interesse público. Na prática, isso significa um primeiro passo na tentativa da quebra de patente. De acordo com Luciano Vasquez, presidente do Lafepe, o laboratório realiza pesquisas sobre o Efavirenz há dois anos, e já investiu R$ 1,5 milhão.

"A parceria com a Fiocruz traria capacidade de produção em larga escala. A partir da quebra da patente, podemos iniciar a fabricação em seis meses", diz Vasquez. A idéia é que o remédio seja produzido no Farmanguinhos, laboratório da Fiocruz no Rio. O preço do medicamento poderia ser até 40% inferior ao praticado atualmente.