Por: Luciana Alvarez
O Estado de S. Paulo
O laboratório Merck Sharp & Dohme informou que continua aberto ao diálogo com o governo, mas que não pode cobrar no País o mesmo que na Tailândia pelo remédio antiAids Efavirenz. “Na categoria do Brasil, o medicamento já tem o menor preço do mundo, e ainda oferecemos 30% de desconto”, afirmou João Sanches, diretor de Comunicação da empresa. “Agimos segundo a política de acesso, formulada em conjunto com as Nações Unidas, Organização Mundial da Saúde e Banco Mundial.”
Por essa política, o preço do remédio varia de acordo com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da nação e a quantidade de pessoas adultas infectadas. Como na Tailândia mais de 1% da população é portadora do HIV, o preço lá é mais baixo. “Estamos desapontados com a decisão do Ministério da Saúde. Não acreditamos que essa é a melhor solução para os pacientes”, disse Sanches. Ele informou que, além do desconto, a Merck ofereceu outras vantagens.