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Tailândia – A Tailândia quer cortes de preços ainda maiores do que o obtido nesta semana pelo Brasil em acordo com o laboratório Abbott para evitar a quebra da patente do medicamento anti-aids Kaletra, disse nesta sexta-feira uma autoridade sanitária do país.
Vichai Chokevivat, mentor da polêmica iniciativa de quebrar as patentes do Kaletra e de duas outras drogas, disse que a oferta da Abbott ao Brasil – US$ 1.000 por paciente/ano – ainda é muito cara em comparação com as versões genéricas, que saem a US$ 695 por ano.
A Tailândia diz ser legal o licenciamento compulsório que anunciou recentemente para dois medicamentos anti-aids e para um remédio para o coração. O país alega que a decisão respeita as regras da Organização Mundial do Comércio. Ativistas aplaudiram a iniciativa, enquanto os laboratórios protestaram.
A Tailândia é elogiada por ter conseguido reduzir o ritmo da epidemia de aids e de oferecer tratamento a mais de 100 mil dos seus 580 mil portadores do vírus HIV. Mas o governo diz sofrer pressões orçamentárias, já que está aumentando a procura pelo tratamento na rede de saúde pública, que atende a mais de 80 por cento dos 63 milhões de tailandeses.
Do Terra, com agências