Por: Katia Cortes
Jornal do Comércio
Abbot aceita fazer acordo com o governo brasileiro
O Abbott Laboratories, o terceiro maior laboratório dos Estados Unidos, aceitou reduzir o preço de seu novo medicamento de combate à Aids, o Kaletra, em 30% para o mercado brasileiro. O corte ocorre dois meses após o País ter quebrado a patente do Efavirenz, fabricado pela Merck & Co.
O Abbott reduzirá o preço da nova versão de seu medicamento Lopinavir/ritonavir, conhecido pelo nome comercial Kaletra, para US$ 0,73 por comprimido este ano e para US$ 0,68 por comprimido em 2008, a partir do US$ 1,04 cobrado atualmente, disse o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, em cerimônia realizada em Brasília. O Governo brasileiro prevê que o acordo reduzirá seus gastos com medicamentos em cerca de US$ 11,4 milhões este ano.
O Governo brasileiro pressionou os laboratórios para que fossem concedidos descontos nos preços dos medicamentos de combate à Aids, em momento em que tenta limitar seus gastos e garantir a eficiência de seu programa de fornecimento gratuito de tratamento para todas as 200 mil pessoas com Aids ou portadoras do vírus HIV, disse Temporão.
O acordo segue-se a decisão tomada no último dia 4 de maio pelo Governo, que quebrou a patente do medicamento de combate à Aids Efavirenz, da Merck, após a empresa não ter satisfeito as exigências relativas a preços do governo brasileiro.
O acordo substitui contrato assinado em 2005, quando o Abbott reduziu o preço da versão anterior do Kaletra em 46% para o Brasil, após o Governo ter ameaçado quebrar sua patente.