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outubro 2005

Acordo reduz em 46% preço de remédio para aids

2017-01-10T17:18:27-03:00outubro 3, 2005|Categories: Acervo|

Brasil chegou a um acordo com a empresa farmacêutica Abbott Laboratories, dos EUA, para diminuir em quase 46% o preço pago por um importante medicamento usado no tratamento da aids. "Chegamos a um acordo sobre o preço", afirmou nesta segunda-feira o ministro da Saúde, Saraiva Felipe, que assumiu o cargo em julho. As declarações foram feitas durante um seminário sobre a aids realizado em São Paulo. "Há apenas algumas diferenças no texto do acordo que ainda precisam ser trabalhadas", disse, acrescentando a assinatura do acordo deve ocorrer até a quarta-feira. O Brasil paga atualmente US$ 1,17 por pílula do Kaletra, o medicamento fabricado pela Abbott. Isso significa um gasto de cerca de US$ 107 milhões por ano, ou quase um terço do orçamento anual do país para os anti-retrovirais. Segundo Felipe, a Abbott concordou em baixar o preço cobrado para US$ 0,63 por pílula. O acordo, que entraria em vigor a partir de fevereiro, também inclui outros benefícios para o Brasil, e o preço real do remédio cairá para US$ 0,59 a pílula, acrescentou o ministro. Brian Kyhos, porta-voz da empresa norte-americana, não quis confirmar a redução no preço, afirmando que o acordo não tinha sido assinado ainda e, portanto, "não há nada sobre o que dar detalhes". O governo brasileiro ameaçou quebrar a patente da Abbott se a empresa não baixasse o preço, insistindo que o desconto era necessário a fim de garantir a sustentabilidade do programa anti-Aids no país, elogiado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e visto como um modelo para outros países em desenvolvimento. O Brasil disse poder produzir uma versão genérica do Kaletra por apenas US$ 0,68 a pílula, economizando cerca de US$ 55 milhões por ano. A Abbott respondeu afirmando que o país já pagava o menor preço mundial pelo medicamento, se não forem considerados os programas humanitários implementados na África. O impasse parecia ter chegado perto do fim em julho, quando o então ministro Humberto Costa anunciou, em seu último dia no cargo, que havia chegado a um acordo com a Abbott. Mas logo depois de assumir, Saraiva Felipe disse que iria rever o acordo por considerar a oferta do laboratório inadequada. Essa não é a primeira vez que o país entra em choque com grandes empresas farmacêuticas. Já foram várias as vezes, nos últimos anos, em que os laboratórios viram-se obrigadas a baixar o preço de seus remédios de combate à aids devido à ameaça de quebra de patente e de produzir a droga localmente. O governo brasileiro também negocia com a Merck Sharp Dohmee e a Gilead Sciences com o objetivo de reduzir o preço dos outros dois medicamentos largamente usados no programa de combate à doença. Segundo o ministro, ainda está em negociação uma redução de gastos com os medicamentos efavirenz (Merck) e tenofovir (Gilead). Somente em 2005, o total gasto com anti-retrovirais atingirá 1 bilhão de reais, segundo o ministério, e juntas essas três drogas citadas consomem 80% do orçamento. Fonte: http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI693161-EI715,00.html Acessado em 01/12/2006

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setembro 2005

Aids, patentes e a chantagem da indústria

2017-01-10T17:18:27-03:00setembro 30, 2005|Categories: Acervo|

O empresário Ciro Mortella, no artigo ''Aids, coquetel e desigualdade social'', publicado na quarta-feira (28/09), tenta desqualificar aquela que é hoje a mobilização mais urgente da sociedade civil organizada que atua na área da saúde: a defesa do licenciamento compulsório dos medicamentos anti-retrovirais para tratamento da Aids. Porta-voz dos laboratórios farmacêuticos, sua famigerada opinião é também desrespeitosa, ao chamar de inconseqüente a abordagem promovida pelas entidades de luta contra a Aids que, recentemente, durante encontro nacional, ocuparam as ruas de Curitiba em ato que reuniu representantes de cerca de 400 ONGs. O fato é que nós, ativistas do movimento de Aids, não estamos sozinhos. Está conosco a Câmara dos Deputados, que aprovou em todas as comissões o Projeto de Lei 22/03, que deixa de reconhecer as patentes dos medicamentos de Aids. Também o Conselho Nacional de Saúde, maior fórum de controle social, do qual Ciro Mortella é membro, deliberou por imensa maioria pelo fim das negociações de preço entre o governo federal e os laboratórios, pelo licenciamento compulsório e pelo imediato início da fabricação nacional do medicamento lopinavir. O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, que congrega 90 mil médicos, é outro exemplo de entidade que manifestou apoio formal à medida. Sem contar o Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde que têm defendido, com argumentos incontestáveis, a necessidade do licenciamento. Ou seja, cresce na sociedade a convicção de que não há outro caminho, a não ser a produção local de anti-retrovirais genéricos, para manter o acesso a 170 mil brasileiros em tratamento. Outros 600 mil cidadãos, portadores do HIV, mais cedo ou mais tarde também dependerão destes medicamentos para viver. E o Sistema Único de Saúde já não tem mais como pagar o preço imposto pelas multinacionais. Atualmente, os laboratórios públicos e privados do Brasil produzem apenas 7 dos 16 medicamentos do coquetel anti-Aids. Com isso , os gastos anuais do Ministério da Saúde com anti-retrovirais somarão R$ 950 milhões em 2005. Com o licenciamento compulsório das drogas hoje patenteadas, a drástica economia poderá ser aplicada em outras ações de combate à Aids ou de saúde pública. Não nos faltam argumentos. O que falta é coragem e decisão política do governo Lula de emitir as licenças compulsórias, absolutamente compatíveis com a legislação já existente no país, com o respaldo das flexibilidades previstas no acordo TRIPS da Organização Mundial de Comércio e na Declaração de Doha, conquistas que o Brasil protagonizou. O decreto compulsório, devido às suas implicações, depende da palavra final da Casa Civil e do próprio presidente da República, convencimento que só mesmo um ministro da Saúde forte será capaz de articular. Por enquanto, o ministro Saraiva Felipe nem sequer assinou a resolução do Conselho Nacional de Saúde, instância que preside. Fragilizado pela crise política, está aí uma boa oportunidade de o presidente Lula demonstrar que ainda guarda compromisso com os movimentos sociais que foram decisivos para conduzi-lo ao Palácio do Planalto. Ressalta-se que são alentadores os recentes informes divulgados por entidades da indústria nacional, que provaram possuir qualificação técnica, equipamentos e recursos humanos , não só para a produção de remédios bons e baratos, mas também de substâncias ativas dos anti-retrovirais. Não podemos admitir o argumento chantagista de que, sem patentes no Brasil, não haverá produção científica e novas descobertas, o que prejudicaria os próprios pacientes no futuro. As vendas nos países ricos, maior mercado consumidor de anti-retrovirais, certamente garantirão o investimento em pesquisa de novos fármacos. E, por aqui, seja dito: os laboratórios multinacionais já lucraram muito com a Aids. Além da nossa política de acesso universal, a mobilização dos usuários dos medicamentos, das pessoas vivendo com HIV/Aids e das ONGs, garantiram um mercado altamente rentável por muitos anos. Sem contar que muitas das pesquisas para novas drogas foram realizadas nas nossas universidades, nos nossos hospitais que tratam Aids e que ofereceram centenas de voluntários. Também é momento de explicitar que o monopólio das patentes dos medicamentos de Aids é reforçado no Brasil por meio de alianças estratégicas nem sempre éticas, que incluem a prática de alguns laboratórios de cooptar parlamentares e médicos, comprar ''porta-vozes'' e estabelecer parcerias aparentemente inofensivas com ONGs e jornalistas. Ninguém é ingênuo a ponto de esperar um ato de ''gratidão'' da indústria, de conceder licenças voluntárias, mesmo depois de tanto lucro auferido no Brasil. Por isso, conclamamos a sociedade a juntar-se a nós na exigência do licenciamento compulsório imediato dos medicamentos anti-retrovirais. Soberanos, devemos ter o direito de escolher o país em que queremos viver. *Mário Scheffer é comunicador social, membro do Grupo Pela Vidda/SP e do Conselho Nacional de Saúde.  Fonte: http://www.agenciaaids.com.br/noticias-resultado.asp?Codigo=3706 Consultado em 12/02/2007

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Aids, Coquetel e Desigualdade Social

2016-02-02T20:46:03-03:00setembro 28, 2005|Categories: Acervo|

Em recente encontro realizado em Curitiba, organizações não-governamentais voltaram a exigir o licenciamento compulsório das patentes dos medicamentos do coquetel antiaids. Infelizmente, a questão extrapolou os limites financeiros que lhe dão fundamento, a saber, a tentativa de reduzir os preços dos medicamentos, tendo em vista que as verbas públicas não seriam suficientes para a atender o número crescente de pacientes, para se transformar numa campanha de desinformação, com o objetivo de desacreditar a indústria farmacêutica. É uma pena que um tema de tamanha gravidade seja abordado de forma inconseqüente. Os partidários do desrespeito à propriedade intelectual argumentam que os medicamentos são muito caros e países como o Brasil não têm condições financeiras de pagar seu preço. De fato, produtos cuja pesquisa e desenvolvimento (P&D) custa em média US$ 900 milhões são caros. E os altos investimentos feitos para criá-los precisam ser cobertos, como impõe a lógica econômica. E o são. Pelos mercados dos países ricos. O consumidor e o governo brasileiros já pagam pelos medicamentos que adquirem um preço subsidiado pelos consumidores norte-americanos, europeus e japoneses. Por conveniência, os partidários da quebra de patentes costumam incluir o Brasil no rol dos países pobres. O Brasil é, na verdade, a 12ª economia mundial. Mas não paga pelas drogas do coquetel antiaids um preço equivalente a essa posição. Paga, proporcionalmente, muito menos. Já países reconhecidamente pobres, como a maioria dos países africanos, não pagam nada ou muito pouco pelos medicamentos contra a aids, por exemplo. O que acontece é que a ajuda humanitária para a África, que inclui a doação de medicamentos em grandes quantidades, é desviada pelos burocratas e pelas redes de corrupção, segundo a análise do insuspeito economista africano James Shikwati, do Quênia, em entrevista à revista alemã Der Spiegel. O problema do acesso aos medicamentos no Brasil não está centrado no preço, mas na renda. E não há nenhuma novidade nisso. Um relatório da ONU que acaba de ser divulgado mostra que o Brasil ocupa a 8ª posição no ranking da desigualdade social. A má distribuição de renda e políticas públicas precárias restringem o acesso da população a bens essenciais, como os medicamentos. As drogas contra a aids desenvolvidas pela indústria farmacêutica ao longo de duas décadas deram novo alento aos portadores da doença. As substâncias descobertas transformaram a enfermidade, inicialmente fulminante e devastadora, num mal que pode ser controlado, embora ainda incurável, aumentado a qualidade e a expectativa de vida de seus portadores. E há quem diga que o sucesso do programa brasileiro de distribuição universal de medicamentos para combater a aids se deve exclusivamente à iniciativa do governo e não à indústria farmacêutica. Ora, de nada valeria a estratégia de negociar com os laboratórios a redução de preços das drogas do coquetel antiaids ou fabricar localmente os produtos com patente expirada sem a disposição e a ousadia dos laboratórios de mobilizar bilhões de dólares na descoberta de substâncias capazes de reduzir a mortalidade provocada pela doença. Sem a pesquisa e o desenvolvimento de medicamentos inovadores contra a aids o programa público de tratamento dos portadores da aids simplesmente não existiria. Por mais absurdo que possa parecer, defensores da quebra de patentes chegam a afirmar sandices do tipo: ''A simples existência de medicamentos antiaids não garante a vida''. Os medicamentos garantem, sim, a vida de um contingente cada vez maior de brasileiros. O sucesso do programa brasileiro de acesso universal ao coquetel antiaids é o sucesso da indústria farmacêutica, tanto no plano científico como comercial. Os dados do próprio governo ilustram esta afirmativa. Em 1997, 35,9 mil portadores da doença foram atendidos, com o dispêndio per capita de US$ 6.240. No ano passado, o grupo beneficiado chegou a 154 mil pessoas, com gastos por paciente de US$ 2.500. Em 2003, o custo médio por pessoa foi ainda menor: US$ 1.359. Que os responsáveis pelo programa brasileiro de combate à aids queiram otimizar os recursos disponíveis é compreensível e até legítimo. Os laboratórios têm jogado este jogo, negociando condições mais favoráveis, como demonstram os números acima citados. O que não se pode aceitar é que em nome desse objetivo os laboratórios sejam tratados como vilões de um programa que é aplaudido em todo o mundo graças, fundamentalmente, ao conhecimento e aos vultosos investimentos da indústria farmacêutica. O setor reafirma seu compromisso de contribuir para a ampliação do acesso aos medicamentos para os medicamentos em geral e não apenas do coquetel antiaids. Só apresenta uma condição. Que tudo seja feito dentro da lei, respeitados os acordos internacionais firmados pelo Brasil. *Ciro Mortella é presidente executivo da Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma)  Fonte: http://www.agenciaaids.com.br/noticias-resultado.asp?Codigo=3690 Consultado em 13/02/2007

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Profissionais da área de saúde contestam o artigo do presidente da Febrafarma para o Jornal do Brasil e dizem que os lucros excessivos da indústria farmacêutica são o principal obstáculo para o acesso universal aos medicamentos

2016-02-02T20:46:03-03:00setembro 28, 2005|Categories: Acervo|

Em artigo publicado na edição desta quarta-feira, 28, o presidente executivo da Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma) criticou a defesa do licenciamento compulsório dos anti-retrovirais promovido pelos ativistas da Aids (leia o artigo aqui). Mortella diz que o consumidor e o governo brasileiros já pagam pelos medicamentos que adquirem um preço subsidiado pelos consumidores norte-americanos, europeus e japoneses. O executivo argumenta também que, por conveniência, os partidários da quebra de patentes costumam incluir o Brasil no rol dos países pobres e que, na verdade, o Brasil é, a 12ª economia mundial, porém não paga pelas drogas do coquetel anti-Aids um preço equivalente a essa posição. Paga, proporcionalmente, muito menos. Para ele, o problema do acesso aos medicamentos no Brasil não está centrado no preço, mas na renda. O presidente da Febrafarma segue protestando que “há quem diga que o sucesso do programa brasileiro de distribuição universal de medicamentos para combater a Aids se deve exclusivamente à iniciativa do governo e não à indústria farmacêutica. Sem a pesquisa e o desenvolvimento de medicamentos inovadores contra a Aids o programa público de tratamento dos portadores da Aids simplesmente não existiria. O sucesso do programa brasileiro de acesso universal ao coquetel anti-Aids é o sucesso da indústria farmacêutica, tanto no plano científico como comercial.” A Agência de Notícias da Aids procurou o consultor sênior do Programa Estadual de DST/Aids e ex-Diretor do Programa Nacional de DST/Aids, Paulo Roberto Teixeira, Alexandre Granjeiro, diretor de Instituto de Saúde de São Paulo e ex-Diretor do Programa Nacional de DST/Aids e a coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids, Maria Cristina Abbate para comentar o artigo. Paulo destaca “que o mais importante, que o artigo exclui, é a constatação de que a indústria farmacêutica está tendo lucros excessivos à custa de vidas humanas. É esse o paradigma que tem que ser modificado, basta ver os balanços anuais das grandes companhias.” Ele também ressaltou que não se trata somente de quebrar patentes, mas de lutar contra o lucro exacerbado das indústrias farmacêuticas. “Essa declaração confirma a postura inflexível que tem sido adotada pelas companhias farmacêuticas,” concluiu. Alexandre Granjeiro também concorda com a opinião de Teixeira e destaca que esse modelo de patente (20 anos de uso exclusivo) não deve exisitir e que permite que os laboratórios exerçam o preço da forma como querem. "Os laboratórios deveriam ter responsabilidade social e tomar uma outra postura que colaborasse com o país". Maria Cristina Abbate ressalta que, em primeiro lugar, é preciso lembrar que o Dr. Mortella fala dentro da lógica das indústrias farmacêuticas e que é importante recuperar a história, pois a resposta que foi rápida, do ponto de vista do governo em relação a Aids, deve-se inegavelmente ao movimento social, à sociedade civil e aos portadores. Como Abbate, Granjeiro também atribui o sucesso do programa de Aids ao movimento social. Para ela, dentro do princípio do SUS, deve ser respeitada a universalidade do acesso aos medicamentos. “Evidentemente a indústria visa e vive dos lucros, mas quando uma empresa, que trabalha com um bem inquestionável como a saúde, o lucro tem que ter uma outra definição”. Abbate concorda que há uma má distribuição de renda e que isso dificulta o acesso aos medicamentos, mas apesar de ser a décima segunda potência econômica mundial, não significa que o Brasil está no mesmo patamar dos países desenvolvidos. “Não há recursos para a população gastar com medicamentos. E é verdade que há crescimento da economia, mas não tem como comparar,” acrescentou. Questinado sobre os termos utilizados por Mortella para referir-se aos ativistas do movimento de luta contra a Aids, Granjeiro disse que o presidente executivo da Febrafarma está correto em chamá-los de "partidários do desrespeito à propriedade intelectual", pois "é isso que eles são", ironizou. E questionou: se eles (ativistas) não respeitam a propriedade intelectual é porque talvez não seja uma propriedade legítima e da forma que foi constituída. Se não for legítima não deve ser desrespeitada", disse ele que não considera a patente essencial para o desenvolvimento de novos remédios. Como alternativa, Granjeiro sugeriu outras formas "mais saudáveis" de garantir o desenvolvimento científico dos anti-retrovirais "sem que haja uma privatização do conhecimento" como, por exemplo, a patente de direito que funciona com o registro da inovação, porém quem quiser produzir o medicamento pagará uma remuneração pelo uso ao detentor da patente. Outra alternativa sugerida por ele é de que haja a criação de fundos públicos para remunerar os investidores. "Esses dois sistemas são mais lógicos", afirmou. Abbate acredita que é necessária uma ação mais imperativa: quebrar patentes.“Pedro Chequer vem dizendo que o Brasil tem capacidade de produzir os próprios medicamentos, se investir o dinheiro economizado com a quebra das patentes, na indústria nacional. O governo precisa ter uma decisão mais incisiva. A quebra de abastecimento do começo do ano tem mostrado que é preciso incentivar a indústria nacional para desenvolvimentos dos medicamentos,” concluiu. Caso o licenciamento compulsório dos medicamentos anti-retrovirais, em especial o Kaletra, não seja anunciado, Granjeiro orientou que "o movimento social deve entrar com uma ação civil contra o governo para garantir maior racionalidade com os gastos públicos e obrigando o licenciamento". Fonte: http://www.agenciaaids.com.br/noticias-resultado.asp?Codigo=3695 Consultado em 13/02/2007

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agosto 2005

Ministro descarta falta de anti-retrovirais

2016-02-02T20:46:03-03:00agosto 29, 2005|Categories: Acervo|

O ministro da Saúde, Saraiva Felipe, descartou ontem que portadores do vírus HIV corram o risco de ficar sem o coquetel de medicamentos fornecidos pelo governo federal. ”Cumprimos a lei, mas o custo está ficando proibitivo. Com 166 mil pacientes deste tipo específico de medicamento gastamos 25% de tudo que é gasto com a distribuição de medicamentos para 180 milhões de brasileiros”, exemplificou. Saraiva Felipe adiantou que pretende “brigar” com os laboratórios para diminuir os preços. O ministro justificou-se que está há 45 dias no cargo e trabalha com um orçamento em execução. “Para o ano que vem devemos disponibilizar mais de R$ 1 bilhão somente para a Aids”, disse. O ministro afirmou também que já está em entendimentos com a prefeitura e o governo do Estado para conseguir recursos para a conclusão do Pronto Socorro de Venda Nova e o Cardiominas. ”Os valores ainda estão sendo calculados”, declarou. Saraiva recebeu ontem, em BH, a Medalha Rubens Resende Neves - Amigos do Hospital Felício Rocho.  Fonte: http://www.aids.gov.br/data/Pages/LUMISDA56F374ITEMID4C07A12DC444472F83F84CD011729154PTBRIE.htm Consultado em 13/02/2007

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julho 2005

Doente sem direito a sobrevida

2016-02-02T20:46:03-03:00julho 29, 2005|Categories: Acervo|

Sem remédio, vítima de Aids morre seis meses depois de a Justiça ordenar à prefeitura que fornecesse o medicamento. Seis meses depois de conseguir uma liminar determinando que a Secretaria Municipal de Saúde lhe fornecesse um medicamento, o auxiliar de enfermagem Miguel ângelo Pereira, 31 anos, morreu na madrugada de quarta-feira sem ter recebido uma dose do remédio. Miguel, que era portador de HIV havia oito anos, foi enterrado ontem no cemitério Jardim da Saudade, em Paciência. “O que aconteceu foi um crime. Para o governo, foi uma economia e, para a família, uma perda enorme. é muito triste saber que meu filho poderia estar vivo e lutando contra a doença se tivesse conseguido esse remédio”, disse Neide Matos Vasconcellos, 61 anos, mãe de Miguel. Na receita médica anexada ao processo consta que o remédio Cidofovir “é indispensável ao paciente”, que vinha sofrendo com infecções oportunistas - doenças que se aproveitam da baixa imunidade da pessoa com HIV para se instalar. Em 17 de janeiro, o juiz Renato Rocha Braga, da Fazenda Pública, determinou que a medicação fosse entregue a Miguel em 48 horas. “O perigo da demora, na hipótese, é nada menos do que a probabilidade de graves danos à saúde”, diz a decisão. Segundo o Tribunal de Justiça, em 8 de março foi expedido um mandado de busca e apreensão dos medicamentos, mas o produto não foi encontrado no órgão. A Secretaria Municipal de Saúde afirmou que recorreu aos fornecedores autorizados, mas nenhum vendia o remédio. Disse que, ao ser informada de que o medicamento era importado, começou a providenciar a compra, mas alegou que a família não procurou o órgão para apresentar Fonte: http://www.aids.gov.br/main.asp?ViewID=%7BDA56F374%2D128A%2D40FB%2DB16F%2DD08A1F5DD07B%7D&params=itemID=%7B1B5122CD%2DC229%2D4984%2D98D7%2D8094215AF8FD%7D;&UIPartUID=%7BD90F22DB%2D05D4%2D4644%2DA8F2%2DFAD4803C8898%7D Consultado em 15/02/2007

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Custo com remédios anti-Aids chega a R$ 1 bi

2017-01-10T17:18:27-03:00julho 28, 2005|Categories: Acervo|

O ministro da Saúde, Saraiva Felipe, declarou ontem que o alto preço dos anti-retrovirais importados pelo País pode pôr em risco a distribuição de outros medicamentos pelo governo federal, destinados a doenças como esclerose múltipla, hipertensão e hepatite. Segundo ele, os gastos com a aquisição das 17 drogas do coquetel antiaids duplicaram do ano passado para cá, subindo de R$ 600 milhões para R$ 1,07 bilhão, sendo que 80% deste total é direcionado para a compra dos nove remédios patenteados. "O orçamento total de medicamentos é da ordem de R$ 3 bilhões. Já estamos comprometendo mais de R$ 1 bilhão com a importação. é algo muito significativo. Nós podemos chegar num momento em que todos os recursos estarão comprometidos com o tratamento da Aids e vai faltar medicamento para hipertensão, diabetes... Temos que pesar isso aí", disse ele, durante a 3ª Conferência sobre Patogênese e Tratamento de HIV/Aids, realizado no Rio. Saraiva atribuiu o aumento da necessidade de recursos a fatores como a melhoria da capacidade de diagnóstico da doença, que, por sua vez, resultou em um maior número de pacientes soropositivos cadastrados no programa de distribuição gratuita do coquetel. Além disso, destacou o surgimento de novas drogas, necessárias para combater a resistência já detectada com remédios mais antigos. "Esse é um mercado em que os medicamentos mudam com frequência. Os preços crescem muito", observou o ministro. Ele não deu detalhes sobre a negociação com o laboratório Abbott, fabricante do anti-retroviral Kaletra, mas foi taxativo ao falar sobre a possibilidade de quebra de patente do medicamento. "Se o programa de assistência nesse País for ameaçado por insuficiência de recurso, nós não hesitaremos em fazer o licenciamento compulsório", afirmou. Mais tarde, na cerimônia de encerramento do evento, ressaltou que o Brasil compromete hoje 63% do orçamento com três anti-retrovirais, o Kaletra, o Efavirenz e Tenofovir, os dois últimos produzidos, respectivamente, pela Efavirenz e Gilead. "é uma situação insuportável para um país", destacou. O ministério já ameaçou quebrar a patente dos três. Perguntado se o Brasil não fica desacreditado por, sistematicamente, ameaçar, mas não decretar o licenciamento compulsório de anti-retrovirais, Saraiva explicou: "Temos um contrato com a Abbott que vai até maio do ano que vem. Estamos tentando fechar agora um acordo de tal forma que o preço do medicamento chegue a um valor que é próximo daquele que nós poderíamos produzir no Brasil no caso do licenciamento compulsório (US$ 0,49) ou comprá-lo através de outros países que estão colocando no mercado os produtos que compõem o Kaletra, que é o caso da índia. Estou há dez dias no ministério e estou tentando agilizar para que isso não vire mais uma novela". Ao encerrar a conferência, que reuniu 4.980 delegados de 128 países no Riocentro, o diretor-executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, Peter Piot, alertou para a necessidade de os países iniciarem, imediamente, um planejamento para lidar com a Aids a longo prazo. Diante da meta de universalizar o acesso ao tratamento anti-retroviral, o mundo, disse ele, precisar ter uma infra-estrutura para lidar com os pacientes, que irão viver por 20, 30, 40 anos. "Não há precedentes na história em relação ao que vemos hoje com a Aids. Precisamos ter um plano para lidar com isso, pois o mundo não vai mais voltar a ser como era antes da Aids", disse. Fonte: http://www.aids.gov.br/data/Pages/LUMISDA56F374ITEMID8E7045B99C3C4857A96E883B9742C7D9PTBRIE.htm Consultado em 13/02/2007

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Gasto maior pode forçar quebra de patente anti-Aids

2016-02-02T20:46:03-03:00julho 28, 2005|Categories: Acervo|

O ministro da Saúde, Saraiva Felipe, ameaçou ontem quebrar patentes de medicamentos contra a Aids caso o gasto do governo com a compra desses produtos continue aumentando. Ao participar do último dia da 3ª Conferência da Sociedade Internacional de Aids sobre Patogênese e Tratamento de HIV/Aids, que aconteceu no Rio de Janeiro, ele afirmou que esse gasto aumentou de R$ 600 milhões para R$ 1,050 bilhão somente no último ano. "Se o programa de assistência universal for ameaçado por insuficiência de recursos, não hesitaremos em fazer o licenciamento compulsório. É óbvio que há um espaço para negociação, mas teremos que chegar a um acordo com os laboratórios para pagar o que consideramos justo", disse Felipe. Segundo o ministro, o aumento desses custos pode acabar também comprometendo a distribuição de outros medicamentos. "De um orçamento total para medicamentos da ordem de R$ 3,4 bilhões, já estamos comprometendo mais de R$ 1,050 bilhão. Poderemos chegar a um momento em que todos os recursos estarão comprometidos com o tratamento da Aids e faltará remédio para hipertensão, diabetes, por exemplo". O licenciamento compulsório é uma maneira de reduzir os custos com importação por permitir, sem necessidade de acordo com o laboratório privado, que o governo possa produzir um remédio até então exclusivo de um único laboratório. Uma das empresas que correm o risco de ter a patente de um produto seu quebrada no Brasil é a Abbott, que produz o Kaletra. O governo ainda negocia reduzir o preço da droga. Na gestão do ex-ministro Humberto Costa, chegou a ser anunciado que o acordo fora fechado. O ministro afirma que espera que o laboratório ofereça um preço próximo do custo unitário estimado, que é de US$ 0,49. Atualmente, o custo é de US$ 1,17. A Folha tentou ouvir a associação dos fabricantes, mas não conseguiu encontrar nenhum representante. Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u111441.shtml Consultado em 16/02/2007

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Governo desiste de quebrar patente

2017-01-10T17:18:27-03:00julho 9, 2005|Categories: Acervo|

Ministério da Saúde diz que, com negociação, laboratório baixou preço do anti-retroviral Kaletra. Mas o Abbott nega O governo brasileiro voltou atrás e não vai mais quebrar a patente do medicamento antiretroviral Kaletra, produzido pelo Abbott. Em nota divulgada ontem às 19h50, o Ministério da Saúde afirmou que o resultado da negociação com a multinacional foi satisfatório, garantiu a redução significativa dos preços e a sustentabilidade do programa de Aids brasileiro. O acordo, concluído ontem, prevê a inclusão no programa de uma nova formulação do anti-retroviral, que deverá entrar no mercado dentro de dois anos, e a transferência de tecnologia para a produção do Kaletra no País. Apesar de toda a discussão, governo e Abbott ainda não se entenderam. Na nota, o ministério descreve uma série de conquistas na negociação questionadas pelo próprio laboratório. Diante das divergências, o governo sustentou a veracidade do que consta na nota. A confusão aumentou ainda mais por causa do momento da decisão. Ela foi tomada nas últimas horas do mandato de Humberto Costa como ministro da Saúde. Agora, as divergências terão de ser esclarecidas e sanadas pelo seu sucessor, Saraiva Filipe. À noite, quem dava esclarecimentos sobre o tema era a assessoria do antigo ministro. Que dizia que a nota era fiel à proposta de negociação feita pelo próprio Abbott. A expectativa diante do acordo chegou ao limite máximo à tarde, quando já havia acabado o prazo de dez dias dado por Costa para que o laboratório reduzisse o preço da unidade do medicamento para US$ 0,68. Esse ultimato tinha sido feito no dia 24, quando o governo declarou o Kaletra, usado por 23.400 pessoas no País e um dos mais caros do programa de Aids, como de utilidade pública. Na ocasião, Costa assegurou que nenhuma alternativa de acordo seria admitida caso o laboratório não chegasse ao preço estipulado pelo governo. Na nota divulgada ontem, o ministério não faz menção sobre o valor que será pago pelo Kaletra já no próximo ano. Informa, apenas, que as negociações vão garantir uma redução de US$ 18 milhões em 2006. Num período de seis anos, a economia seria de US$ 256 milhões. Atualmente, o governo gasta US$ 91,6 milhões com a compra do Kaletra. A redução de custos no período de um ano calculada pelo ministério é menor do que havia sido prevista caso a patente do Kaletra fosse quebrada e a produção nacional, iniciada. Há duas semanas, quando afirmou que a patente do medicamento seria quebrada, Costa sustentava que a produção nacional reduziria o custo da compra a praticamente a metade. Por outro lado, o ministério informa que não haverá aumento de custos, mesmo com a incorporação de novos pacientes no programa. 'Hoje, 23.400 pacientes do programa recebem Kaletra e estima-se que em seis anos esse número chegue a 60 mil', informa a nota. O comunicado cita ainda o fornecimento do Kaletra de uso pediátrico como parte do acordo. Nos próximos seis anos, os custos também estarão congelados, mesmo com o aumento do número de pacientes. A nota informa que brasileiros vão receber o Kaletra de nova geração, batizado de Meltrex, atualmente em processo de registro nos Estados Unidos. A nova droga facilita a forma de tratamento e reduz efeitos colaterais, como diarréia. Além disso, não precisa ser guardado em locais refrigerados, o que facilita tanto o uso por pacientes como a logística de distribuição por parte do ministério. O País nunca quebrou a patente de nenhum medicamento. No entanto, as ameaças já foram várias. A primeira vez foi em 2001, quando o então ministro José Serra anunciou que adotaria a medida para o nelfinavir. Como desta vez, um acordo foi realizado e a patente, preservada. ABBOTT CONTESTA PONTOS DA NOTA DO GOVERNO DIVERGÊNCIAS: Mesmo após o acordo, as divergências entre governo e Abbott persistiram. Menos de uma hora depois da divulgação da nota, o laboratório questionou algumas informações passadas pelo Ministério da Saúde. Fez questão de dizer, por exemplo, que o preço da unidade do Kaletra não baixou. O que o acordo prevê é o congelamento da despesa. Isso significa que a economia só se dará se houver aumento de pacientes no programa. O laboratório também não confirma os cálculos de economia na compra feitos pelo governo. A nota do ministério dá a entender ainda que o governo sai ganhando com a distribuição do Kaletra infantil. Mas o Abbott informa que o anti-retroviral já é doado para crianças. Por fim, questiona o dado sobre transferência de tecnologia para Farmanguinhos, que produzirá o Kaletra. O processo começa só em 2012, três anos antes do fim do prazo de patente. Na nota, o governo diz que seria em 2009. (Lígia Formenti)  Fonte: http://www.agenciaaids.com.br/noticias-resultado.asp?Codigo=3131 Acessado em 01/12/2006

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Provável contra-proposta do Abbott resolve apenas parte do problema brasileiro, dizem ativistas

2016-02-02T20:46:03-03:00julho 5, 2005|Categories: Acervo|

O fabricante do anti-retroviral Kaletra,laboratório Abott encaminhou ao governo um acordo, propondo a redução do preço do Kaletra de US$ 1,17 para US$ 0,70. O valor é próximo ao defendido pelo Ministério da Saúde: US$ 0,68 Com a iminência de o ministro Humberto Costa deixar a pasta da Saúde, o acordo com o laboratório norte-americano Abbott para reduzir o preço do medicamento anti-retroviral Kaletra poderá ser fechado ainda hoje. Ontem, no final da tarde, o fabricante enviou uma proposta formal ao governo brasileiro para vender cada unidade do remédio por cerca de US$ 0,70. A tendência é que o governo aceite essa oferta. Com isso, a patente do medicamento seria preservada e Costa ainda “colheria os louros” da negociação. O governo queria que o preço de cada unidade do Kaletra ficasse em US$ 0,68. Mas, a partir da contra proposta da Abott, os técnicos do governo refizeram cálculos e descobriram que é mais vantajoso comprar o medicamento do laboratório norte-americano a US$ 0,70, do que obter a licença compulsória e fabricá-lo no Farmanguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Há outro fator que fará com que o governo aceite a proposta do laboratório. Se quebrar a patente, o governo levará dois anos entre o início de fabricação do Kaletra brasileira e a distribuição do medicamento entre os pacientes, devido à obrigatoriedade de testes de qualidade e bioequivalência. Até lá, a saída mais econômica seria o governo comprar a versão genérica do Kaletra no mercado internacional, que é vendido, no menor preço, a US$ 0,72 por laboratórios chineses. Humberto Costa reafirmou ontem que o Brasil está disposto a quebrar a patente do medicamento Kaletra, caso não seja fechado um acordo com fabricante, nos próximos dias. “Se não houver a garantia de transferência de tecnologia, pelo licenciamento voluntário, e a oferta de preços compatíveis com aquilo que o próprio Ministério da Saúde pode produzir, por intermédio de Farmanguinhos, nós certamente levaremos este processo até à última conseqüência, que é a quebra de patente”, afirmou o ministro. No final de semana, os executivos da Abbott descobriram que o prazo dado pelo governo brasileiro para o laboratório se manifestar sobre a licença compulsória do Kaletra encerra-se na quinta-feira, e não hoje, como o próprio Ministério da Saúde havia divulgado. O prazo foi estendido porque, pelas regras da portaria assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os dez dias são úteis, e não corridos. A proposta de US$ 0,70 foi feita pelo Abbott na sexta-feira da semana passada, por telefone. Logo em seguida, a assessoria do laboratório divulgou nota informando que aos valores apresentados satisfaziam os interesses do governo brasileiro. Ontem, por causa dos rumores de que Humberto Costa pode deixar a pasta hoje, o Ministério da Saúde resolveu acenar positivamente ao laboratório. Oficialmente, no entanto, a ordem é não falar sobre a negociação com o fabricante. Acordo Para o advogado Denis Barbosa, especialista em propriedade intelectual e ex-procurador-geral do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), é possível que o acordo entre a Abbott e o Ministério da Saúde saia hoje. Mas ele ressalta que o governo brasileiro poderá levar o processo de licença compulsória adiante, mesmo que o laboratório recue no preço. Barbosa ajudou a redigir o texto da Organização Mundial do Comércio (OMC) que trata da quebra de patente e licença compulsória. O Kaletra é o mais importante medicamento que compõe o coquetel anti-Aids distribuído gratuitamente pelo governo federal. Dos 170 mil brasileiros atendidos pela distribuição de medicamentos do programa DST/Aids, 23,4 mil tomam o Kaletra. O anti-retroviral representa 30% do orçamento de compra de medicamentos para tratamento da doença. Os gastos com a compra do Kaletra, neste ano, serão de R$ 257 milhões. O remédio apresenta eficácia em pacientes que não respondem bem a outros anti-retrovirais, remédios do coquetel anti-Aids responsáveis por diminuir a reprodução do vírus HIV. As negociações para redução do preço do medicamento iniciaram em março.  Fonte: http://www.agenciaaids.com.br/noticias-resultado.asp?Codigo=3097 Acessado em 01/12/2006

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