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maio 2005

Prefeito do Rio e ministro voltam a trocar farpas

2016-02-02T20:46:06-03:00maio 12, 2005|Categories: Acervo|

O ministro Humberto Costa (Saúde) voltou a atacar o prefeito do Rio, Cesar Maia (PFL), após ter fechado, na semana passada, um acordo para, entre outros pontos, voltar a administrar quatro hospitais que eram federais, mas que, em 1999, passaram a ser geridos pela prefeitura. Ontem, Costa disse que pode devolver esses hospitais, quando "houver administração municipal responsável". Maia, ao responder, disse que as declarações são "choro de perdedor": "Avançamos no que exigíamos. Mas o ministro é o brincalhão de sempre". Ao visitar, no Rio, a nova fábrica de remédios da Farmanguinhos (da Fundação Oswaldo Cruz), Costa disse que espera que até o fim da semana que vem o acordo já esteja pronto para ser assinado. O ministro lembrou ainda que, se o prefeito não cumprir com os termos, poderá ser multado. Costa falou também a respeito da proposta de quebra de patentes de medicamentos contra a Aids dos laboratórios Abbot, Gilead e Merck, feita por ONGs do setor. "Apresentamos a proposta a essas empresas e estamos esperando a contraproposta. Minha expectativa é ter o licenciamento voluntário em até três semanas." Anteontem mais de cem ONGs divulgaram nota em que cobram os resultados de negociação do ministério com os laboratórios. Elas querem a quebra imediata das patentes --o licenciamento voluntário é mais demorado. Três drogas consomem 80% do orçamento de R$ 560 milhões da pasta para tratamentos. Segundo as ONGs, já passaram três semanas do prazo dado pelo governo para o fim da negociação e não há resultado --o ministério nega o prazo.  Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u108943.shtml Consultado em 16/02/2007

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março 2005

Brasil precisa de uma política nacional de medicamentos, afirmam Teixeira e Grangeiro

2017-01-10T17:18:28-03:00março 28, 2005|Categories: Acervo|

O Seminário Patentes de Medicamentos para HIV/AIDS, organizado pelo Programa Estadual de DST/AIDS, reuniu cerca de 130 participantes, no hotel San Raphael, na capital paulista. Durante o evento o Dr. Paulo Roberto Teixeira, consultor sênior do Programa Estadual de DST/AIDS e Alexandre Grangeiro, do Instituto de Saúde de São Paulo, abordaram o tema sob diferentes perspectivas. Enquanto o primeiro fez um histórico sobre a criação e implantação da Política Nacional de Medicamentos, o segundo falou sobre a licença compulsória de medicamentos anti-retrovirais. De acordo com Teixeira, o Brasil criou a Política Nacional de Medicamentos em 1998 com o objetivo de garantir a população o acesso a medicamentos eficazes, seguros, de qualidade a um preço justo. Junto a essa política foram formulados instrumentos de regulação, tais como a criação da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável pela qualidade e segurança dos produtos, e instrumentos de compra que garantam o menor preço, tais como ata, pregão, banco de preços entre outros. A política também tem por objetivo estimular a produção nacional de medicamentos. Os medicamentos para Aids devem ser pensados dentro dessa política, afirma o consultor sênior do Programa Estadual de DST/AIDS. No mesmo ano da criação dessa política, o Brasil passou a investir na produção nacional de anti-retrovirais não patenteados, uma vez que em 1996 o país aderiu ao tratado de Propriedade Intelectual. “Estudos mostravam que a produção de ARV genéricos era um mecanismo de sustentabilidade do acesso universal dos medicamentos”, afirma Teixeira. Entre 2000 e 2003, houve um grande investimento no desenvolvimento da capacidade técnica nacional para a produção de medicamentos patenteados, capitaneado por Far-manguinhos, laboratório estatal. “A partir daí, as negociações com os laboratórios detentores das patentes se deu por meio de uma possível licença compulsória, uma vez que sabíamos como produzir, assim como conhecíamos o custo dos medicamentos”, afirma Teixeira. “A quebra de patentes é um instrumento e não uma política brasileira para os medicamentos. A política do Brasil para o tema é a de garantir a população o acesso a medicamentos eficazes, seguros e de qualidade a um preço justo”, lembra Teixeira. Para o consultor sênior do Programa Estadual de DST/AIDs o problema de desabastecimento de alguns anti-retrovirais que aconteceu na região sudeste, foi ocasionado pela falta de capacidade de gestão dos responsáveis pela pasta da saúde. Grangeiro destacou a importância da produção nacional de genéricos, tanto para Aids como para outras patologias. “ O desenvolvimento tecnológico gera a autonomia dos países do sul para suas respostas aos problemas de saúde pública”, afirmou. A aprovação da Lei de Patentes brasileira gerou um forte impacto na produção de genéricos, segundo Grangeiro. Ela ocasionou a ociosidade da capacidade produtiva em cerca de 70% a 80%, restringiu a produção de novos medicamentos, diminuiu os investimentos no setor, aumentou o valor da produção e conseqüentemente gerou a perda da competitividade. As perspectivas para o setor são, de acordo com Grangeiro, duas: exportar os anti-retrovirais ou interromper a produção. Ambas descaracterizam a missão dos laboratórios estatais que é dar respostas aos problemas de saúde pública”. Grangeiro chamou a atenção da platéia para a questão da licença compulsória, que permite a produção de medicamentos protegidos por patentes em situações excepcionais e por um tempo determinado. Na sua opinião esse mecanismo não promove o desenvolvimento tecnológico dos países em desenvolvimento. “Ela apenas inibe abusos e distorções de preços”. Para ele, a política de saúde pública precisa de uma agenda mais ampla, baseada em uma política de desenvolvimento tecnológico nacional. Porém, ele acredita que hoje, devido aos problemas de falta de anti-retrovirais e aumento dos portadores do HIV/AIDS em tratamento, seja necessário o uso da licença compulsória no país. “O Brasil vive uma situação de emergência nacional, devido ao aumento do consumo dos ARV protegidos por patentes que tem consumido cada vez o orçamento da saúde”. O uso da licença compulsória para o Brasil tem conseqüências positivas e negativas, segundo Grangeiro. Caso o país resolva usar esse instrumento, ele sofrerá pressões diplomáticas e comerciais, principalmente por parte dos países detentores das patentes e poderá sofrer um processo na Organização Mundial do Comércio. Ao mesmo tempo em que vai garantir o acesso universal para os portadores do HIV/AIDS, a redução do preço do medicamento internacionalmente e contará com o respaldo internacional de organizações não governamentais e agências internacionais. Os dois palestrantes insistiram na importância da criação de uma política nacional de desenvolvimento para a área que tenha um cronograma de trabalho. Dessa forma as medidas como licença compulsória ou quebra de patente poderão ser realizadas de forma efetiva. “O problema do Brasil não é falta de capacidade técnica para a produção, pois isso nós temos, o problema das patentes de anti-retrovirais é a falta de gestão”, afirma Grangeiro. Segundo Paulo Roberto Teixeira é importante conhecer a legislação nacional e internacional sobre patentes para acompanhar as estratégias nacionais para o assunto. Dessa forma será possível fiscalizar e cobrar ações do governo. A Coordenação Estadual de DST/AIDS de São Paulo pretende continuar a discussão sobre o assunto em eventos futuros.

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Grupo pede revogação de preferências comerciais do Brasil com os EUA

2016-02-02T20:46:06-03:00março 21, 2005|Categories: Acervo|

O grupo americano Defensores dos Direitos de Propriedade anunciou nesta segunda-feira ter planos de solicitar ao representante-adjunto do USTr (espécie de Ministério de Comércio Exterior dos EUA), Peter Allgeier, que retire do Brasil as preferências tarifárias concedidas no âmbito do SGP (Sistema Geral de Preferência). Os EUA vem revisando o status do Brasil dentro do sistema e devem chegar a uma decisão até o fim deste mês. "A incapacidade do Brasil de reforçar as atuais leis de direitos de propriedade exige a revogação de seu status junto aos EUA", disse a presidente do grupo, Nancie Marzulla. "Os abusos dos direitos de propriedade intelectual no Brasil sob a liderança do presidente Lula ameaçam a força e o crescimento da economia americana." As exportações de produtos brasileiros para os EUA chegaram a US$ 21,3 bilhões em 2003. Destes, 14% entraram no país isentos de impostos. No ano passado, a IIPA (sigla em inglês para Aliança Internacional de Propriedade Intelectual) cobrou publicamente do USTr uma posição mais firme contra o Brasil e outros países. "O Brasil não tem um plano nacional para combater a pirataria, que atinge níveis elevados no país sem punição efetiva das autoridades", diz Eric Smith, presidente da entidade. Quebra de patentes Na semana passada, o Ministério da Saúde solicitou a quebra das patentes dos medicamentos Tenofovir, Efavirenz e a combinação de Lopinavir e Ritonavir que integram os coquetéis distribuídos a doentes de Aids no Brasil. Caso os laboratórios estrangeiros que os produzem aceitem a proposta, as empresas irão ceder tecnologia para a fabricação e distribuição de genéricos. Em troca, receberão royalties. O secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Jarbas Barbosa, diz que, em um ano, a indústria brasileira já estará apta a produzir os remédios em questão. Pirataria. Cerca de 40% das 197 empresas americanas, listadas no ranking Fortune 500 (que abarca as 500 maiores empresas do mundo) e mantêm negócios no Brasil dizem, no entanto, que a pirataria não tem nenhum impacto sobre seus negócios, segundo estudo feito pelo Conselho Comercial Brasil-EUA, em parceria com as empresas elencadas no ranking da "Fortune 500", divulgado no início do mês. Considerados os que disseram não ter a pirataria nenhum impacto e os que disseram que o impacto é "apenas marginal" --afetando até 10% de seus negócios no Brasil-- o total chega a 60%, segundo estudo divulgado hoje. Apenas 3% disseram que a pirataria prejudica entre 25% e 50% de seus negócios no Brasil. O dado surpreende porque as discussões sobre proteção de patentes e direitos autorais entre Brasil e EUA tem sido um dos pontos que têm emperrado as negociações para formação da Alca (Área de Livre Comércio das Américas).  Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u94588.shtml Consultado em 16/02/2007

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Governo pede aumento de verba contra Aids

2017-01-10T17:18:28-03:00março 5, 2005|Categories: Acervo|

Para garantir a distribuição gratuita de medicamentos contra a Aids neste ano, o Ministério da Saúde diz precisar de uma suplementação de 43% do orçamento atual para a compra dos medicamentos, o maior aumento em termos absolutos já previsto desde que o Programa Nacional de DST/Aids existe. A informação foi dada na quinta-feira, em Brasília, a integrantes de ONGs (organizações não-governamentais) que defendem pessoas que vivem com a doença. As ONGs participavam de encontro com o Ministério da Saúde sobre a recente crise na distribuição de medicamentos contra o HIV, que afetou alguns Estados desde o início de fevereiro. A crise, a maior já vista desde a implantação do programa, foi causada pela falta de alguns remédios. Ainda durante a reunião, o governo prometeu para maio uma decisão sobre a quebra das patentes de medicamentos importados, medida cobrada pelas ONGs, que reduziria os custos nas compras de medicamentos. Na tarde de sexta, o secretário de Vigilância à Saúde do ministério, Jarbas Barbosa, confirmou em entrevista que o orçamento aprovado, de cerca de R$ 560 milhões, não cobre a despesa prevista, que deverá ficar em torno de R$ 800 milhões neste ano. "Todo ano o ministério pede suplementação, principalmente para compras internacionais (caso de parte dos remédios contra a Aids)", disse. "Todo ano em que pedimos somos atendidos. Não imagino nenhuma razão para isto não aconteça neste ano", continuou Barbosa. O governo deve encaminhar ao Congresso um projeto que reduz em R$ 1,2 bilhão o orçamento do Ministério da Saúde, o que já causou protestos de entidades do setor de Saúde. Segundo o secretário do ministério, essa redução não deverá atingir a compra de remédios, que tem uma provisão de verba separada, afirmou. A informação sobre a necessidade de suplementação no orçamento preocupou as ONGs, disse Jorge Beloqui, do Fórum de ONGs/Aids do Estado de São Paulo. Para Beloqui, a situação ficou mais grave principalmente depois da crise que deixou pelo menos 30 mil pacientes sem parte dos remédios contra a Aids. Hoje, 150 mil pessoas estão em tratamento no país. A falta dos anti-retrovirais foi mais sentida no Estado de São Paulo, onde, no total, são 65 mil atendidos no programa contra a Aids. Durante o encontro, os grupos, segundo Jorge Beloqui, fizeram dura cobrança ao ministro Humberto Costa em razão do desabastecimento de remédios. Jarbas Barbosa, da Secretaria de Vigilância à Saúde, explica que o aumento dos custos foi causado pela incorporação de remédios mais modernos --e por isso mais caros-- e também pelas campanhas pela detecção precoce do HIV, como a "Fique Sabendo". O número de beneficiados pelo programa deve saltar para 180 mil neste ano, em parte graças às campanhas de conscientização. Em 2003, um documento do ministério já alertava que os gastos deveriam chegar à casa dos R$ 800 milhões neste ano e que, por isso, era justificável o licenciamento compulsório dos remédios. Barbosa confirmou a promessa do ministério de decidir até o mês de maio sobre a questão do licenciamento. "Estamos preocupados com longo prazo, não é um blefe. O custo tem crescido a ponto de se tornar quase insuportável para um futuro imediato, por isso estamos considerando abrir licenciamento voluntário", disse o secretário. Segundo ele, o "futuro imediato" é este ano. O licenciamento voluntário é uma transferência de tecnologia em que há a concordância do laboratório detentor da patente. Já o compulsório se faz à revelia do fabricante. A licença voluntária pode ser pedida, segundo a legislação, em caso de emergência nacional ou interesse nacional --esta última é a justificativa com maior probabilidade de ser usada pelo ministério.  Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u106411.shtml Consultado em 16/02/2007

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fevereiro 2005

Fusão cria maior fabricante de medicamentos genéricos do mundo

2016-02-02T20:46:07-03:00fevereiro 21, 2005|Categories: Acervo|

O laboratório farmacêutico suíço Novartis anunciou hoje a compra dos laboratórios de fabricação de medicamentos genéricos Eon nos EUA e Hexal na Alemanha por US$ 8,3 bilhões (R$ 21,3 bilhões) em dinheiro. Com as aquisições, a subsidiária da Novartis para a fabricação de genéricos, a Sandoz, irá se tornar o maior laboratório do mundo neste segmento. O negócio deve ser concluído no segundo semestre deste ano. Analistas do setor farmacêutico dizem que a compra da Eon é positiva, pois as organizações de saúde americanas preferem comprar medicamentos de um único fornecedor, mas, na Alemanha, o comércio de genéricos é muito forte e a concorrência deve ficar mais acirrada. As vendas dos laboratórios Sandoz, Hexal e Eon combinadas chegaram em 2004 a US$ 5,1 bilhões (R$ 13 bilhões), contra US$ 4,8 bilhões (R$ 12,3 bilhões) do israelense Teva Pharmaceuticals --hoje, o maior fabricante de genéricos do mundo. O laboratório Novartis é o terceiro maior da Europa. O executivo-chefe da empresa, Daniel Vasella, disse que busca aumentar as vendas do setor de genéricos, divisão com menor desempenho no ano passado. A Novartis anunciou também que uma redução na força de trabalho pode ser necessária e espera reduzir seus custos em US$ 200 milhões (R$ 513,4 milhões) nos próximos três anos. Patentes expiradas Vasella disse que os produtos farmacêuticos genéricos devem ganhar espaço na Europa e nos EUA. Até 2007, grandes laboratórios como GlaxoSmithKline e AstraZeneca devem perder patentes de medicamentos cujas vendas anuais são avaliadas em US$ 82 bilhões (R$ 210,5 bilhões), segundo a consultoria britânica Datamonitor. Vasella disse ainda que o setor de medicamentos genéricos deve movimentar cerca de US$ 100 bilhões (R$ 256,7 bilhões) até 2010. Medicamentos genéricos são equivalentes aos remédios originais, mas custam menos por envolverem menos custos com pesquisas e testes. Em geral, podem ser vendidos depois de expirarem os prazos das patentes originais.  Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u93599.shtml Consultado em 16/02/2007

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janeiro 2005

Comissão da OMS está no Brasil para discutir questões de propriedade intelectual, inovação e Saúde Pública

2017-01-10T17:18:28-03:00janeiro 31, 2005|Categories: Acervo|

Em visita de cinco dias, membros da Comissão de Direitos de Propriedade Intelectual, Inovação e Saúde Pública (CIPIH/OMS) se reunirão com o ministro da Saúde, Humberto Costa, para discutir, entre outros aspectos, o acesso a medicamentos patenteados a pessoas que vivem com AIDS. Encontro será amanhã à tarde, em Brasília. Na capital federal, além da reunião com o ministro, a programação dos sete membros da Comissão participantes da missão inclui ainda, reuniões com a coordenação do Programa de DST/Aids, e com um Grupo Interministerial para discutir questões de Propriedade Intelectual, à tarde, e amanhã, dia 1º de fevereiro, pela amanhã com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Na quarta-feira, dia 3, a Comissão segue para o Rio, onde visitará a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ainda no Rio, o dia 4 está destinado a duas mesas-redondas – uma com representantes da sociedade civil e outra com representantes da indústria farmacêutica e no dia 5, à reunião final da Comissão. O Brasil foi um dos líderes do movimento para a criação da Comissão, estabelecida durante a 56ª Assembléia Mundial da Saúde (AMS), em 2003 (Resolução WHA56.27), com a missão de realizar análises de direitos de propriedade intelectual, inovação e saúde pública, incluindo a questão financiamento e mecanismos de incentivo para a criação de novos medicamentos e outros produtos utilizados no combate a doenças que afetam os países em desenvolvimento. Os representantes da OMS, cuja vinda ao país está relacionada aos esforços que o governo brasileiro tem feito para melhorar o acesso de sua população aos medicamentos e para mostrar a outros países formas de fazer o mesmo, estão particularmente interessados no recente debate sobre a possibilidade de se criar uma licença compulsória (quebra de patente) para terapias antiretrovirais, facilitando a distribuição de tratamento gratuito. O interesse pelo Brasil No que diz respeito à política de medicamentos, no entanto, o país tem realizado grandes avanços. Em 1998, aprovou a Política Nacional de Medicamentos que, em consonância com as diretrizes da OMS, estabeleceu como prioridades, entre outras coisas, a adoção e a atualização da lista nacional de medicamentos essenciais, o fortalecimento da ação regulatória, com a criação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, em 1999, a reorientação da assistência farmacêutica, a promoção do uso racional de medicamentos, o desenvolvimento científico e tecnológico e o desenvolvimento de recursos humanos para o setor. Existe no Brasil uma longa história de proteção da propriedade intelectual. Em 1883, o país foi um dos 16 signatários da Convenção de Paris, a qual estabelece as premissas básicas do sistema internacional de proteção industrial. O Brasil concedeu proteção de patente para produtos e processos farmacêuticos até 1945, quando a legislação mudou para incluir produtos que contivessem alimentos ou substancias farmacêuticas obtidas por meios químicos. Em 1969, novas mudanças na lei excluíram a proteção de patentes para fármacos. O panorama mudou novamente em 1997, com a nova Lei de Patentes, estabelecida de acordo com o Acordo Internacional de Propriedade Intelectual Relacionada ao Comércio (TRIPS, da sigla em inglês). De acordo com a nova legislação, a patente pode ser quebrada, entre outras coisas, em caso de interesse público, emergência nacional ou para corrigir práticas anticompetitivas de mercado. A Comissão A Presidente da Comissão é a Sra. Ruth Dreifuss, que foi membro do governo suíço de 1993-2002, e foi Presidenta da Confederação da Suíça em 1999. Como Ministra Federal dos Assuntos Internos suas responsabilidades incluíam, dentre outras, saúde pública e pesquisa cientifica. Junto com os demais comissários, a Representante do Diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde, Dra. Tomris Türmen está participando dessa missão – uma das mais extensas para a Comissão até a presente data. Os demais membros da Comissão no Brasil para essa visita são (em ordem alfabética): • Professor Carlos Correa, um advogado e economista da Argentina, é diretor do Centro de Estudos Interdisciplinares sobre Propriedade Intelectual e Direito Econômico, da Universidade de Buenos Aires. • Professor Mahmoud Fathalla é professor de Obstetrica e Ginecologia, ex-Reitor da Escola Médica da Universidade de Assiut, Egito, e Presidente do Comitê Consultivo da OMS sobre Pesquisas em Saúde. • Dra. Maria Freire é Secretária Executiva da Aliança Global para o Desenvolvimento de Medicamentos para TB, e anteriormente dirigiu o Escritório para Transferência de Tecnologia junto ao Institutos Nacionais de Saúde dos EUA de 1995 até 2001. • Sr. Tshediso Matona, um economista e perito em política de comércio, é Vice Diretor-Geral do Departamento de Comércio e Industria da África do Sul. • Professor Fabio Pammolli é professor de Economia e Administração na Universidade de Florença. É Diretor da Regulamentação Farmacêutica e Sistemas de Inovação para a Europa na Universidade de Siena. • Professor Pakdee Pothisiri, com antecedentes em pesquisa de saúde pública, é Vice Secretário Permanente Sênior da Saúde, Governo da Tailândia, e anteriormente Secretário Geral da Administração de Alimentos e Medicamentos da Tailândia. • Professor Hiroko Yamane é professora de Direito Econômico Internacional, Direito Econômico e Direito da Comunidade Européia no Instituto de Graduação para Estudos de Políticas em Tóquio, com especialização em Direito Comercial, competição e direitos de propriedade intelectual.  Fonte: http://www.opas.org.br/MEDICAMENTOS/index.cfm?ent=2&carregar=2&action=mostrar&codigo=133 Consultado em 23/02/2007

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dezembro 2004

Lei dificulta registro de novas drogas

2017-01-10T17:18:28-03:00dezembro 31, 2004|Categories: Acervo|

Laboratórios têm de atender a várias exigências para obter autorização da Anvisa, mesmo para remédios já aprovados no exterior BRASÍLIA - Esperança de vida para muitos brasileiros, os novos medicamentos demoram a chegar ao País, ou nem chegam, por causa da legislação. Aqui, o registro de um novo remédio leva, em média, entre seis e nove meses depois do pedido feito pelo laboratório detentor da patente. Ao contrário de países como os Estados Unidos e a Argentina, a legislação brasileira não tem mecanismos que permitam a aceleração desses prazos e, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável pelos registros, não há interesse em modificar essas leis. Para o Brasil registrar uma nova droga é preciso que o laboratório entre com pedido na Anvisa. Depois, tem de apresentar um dossiê com os estudos da eficácia, os registros no país onde é produzida e a análise de outros órgãos, como o Food and Drug Administration (FDA), dos EUA, ou entidade similar na Europa. "O tempo vai depender do material apresentado pela empresa", diz Sérgio de Andrade Nishioka, gerente de medicamentos novos, pesquisas e ensaios clínicos da agência. Alguns países, como a Argentina, dão registro automático para remédios aprovados pelo FDA. Não é o caso do Brasil, que pode até negá-lo. Isso ocorre, por exemplo, com alguns medicamentos novos para câncer. O FDA dá a autorização para uso, mesmo antes de haver testes definitivos de eficácia, se a droga apresenta sinais de eficiência. A lógica americana é que, se já foi comprovado que ela pode salvar vidas em alguns casos, deve ser usada, mesmo que sob monitoramento. A legislação brasileira não permite esse tipo de aceleração de registro. E, segundo Nishioka, a agência acredita que essa é a melhor forma. "Nós ainda não temos uma estrutura que permita o controle do uso nesses casos", afirma. É o caso, por exemplo, do Erbitux, medicamento para câncer de cólon aprovado em fevereiro pelo programa de aceleração do FDA, porque estudos iniciais mostraram que ele pode fazer que o tamanho dos tumores regrida ou impedir seu crescimento. No Brasil, se seu registro fosse solicitado, a Anvisa não o concederia por ser uma droga experimental. Há outros obstáculos para esses novos medicamentos no País. Um deles é o preço. Ao mesmo tempo em que a Anvisa analisa o registro, a Câmara de Medicamentos do governo federal avalia o custo de produção e os preços internacionais para estabelecer um limite. A intenção é impedir casos de remédios produzidos aqui custarem muito mais do que no exterior. "Às vezes a empresa não aceita esses limites e, mesmo com o registro, não há acordo de preço e o medicamento não é posto à venda", explica Nishioka. CASOS EXCEPCIONAIS Mas, mesmo com preço e registro, não significa que os novos remédios serão automaticamente pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Há no Ministério da Saúde uma lista dos chamados medicamentos excepcionais - caros, para tratamentos longos e bancados pelo SUS. São 101 e seu custo é repassado pela União aos Estados, que os compram. Estão nessa lista remédios para 31 doenças, como hepatite C, leucemia, Alzheimer e fibrose cística. O que cada Estado recebe é calculado em cima de uma estimativa do número de pacientes em tratamento. "Uma vez que exista o registro, o ministério analisa se o medicamento entra ou não nessa lista. Vai depender das evidências de que isso seja realmente necessário", informa Nishioka. A lei brasileira não impede que alguém importe medicamentos para uso pessoal, mas exime a Anvisa de responsabilidade em caso de efeitos colaterais. O alto custo da importação a torna, geralmente, proibitiva. Ainda assim, há pacientes que vão à Justiça. Como a Constituição garante o direito universal à saúde, Estados e União são obrigados a garantir a importação por meio de liminares. Fonte: http://www.sistemas.aids.gov.br/imprensa/Noticias.asp?NOTCod=61975 Consultado em 12/02/2007

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Tackling AIDS with cheap generic drugs

2017-01-10T17:18:28-03:00dezembro 6, 2004|Categories: Acervo|

On World AIDS Day last week, people around the world, Malaysians included, were given a wake-up call to the need to prevent and treat the fast spreading disease. A regional workshop in Kuala Lumpur heard how generic drugs in Malaysia are significantly lowering the cost of treatment. World AIDS Day was marked on 1 December by rallies and pronouncements of government commitments around the world to fight the disease. Of particular significance was the emergence, slowly but surely, of greater commitment by political leaders in China and India to deal with AIDS more seriously than they have had. AIDS has been considered by Asians as mainly an African problem, but the centre of the global epidemic is about to shift to this region. HIV-AIDS has already infected 5 million in India and 10 million Chinese are expected to be affected by 2010. A frank and straightforward article entitled “AIDS situation worsening” by the Malaysian AIDS Council chairperson, Datuk Paduka Marina Mahathir, was published in her column in The Star last Wednesday. It should be seen as a wake up call to Malaysian policy makers and the public. Marina says that more and more people have told her recently that a relative of theirs have died of AIDS. Ten years ago, when the numbers were small and manageable, we could have done something to contain the epidemic, like programmes to prevent HIV transmission among drug users, she wrote. “Instead we didn’t do anything, citing various excuses, and today we have an epidemic that is growing bigger and faster than ever before. In its wake, it leaves widows, orphans and shattered communities and a society that is no more enlightened about HIV/AIDS than it was before.” In light of Marina’s reflections, the political leaders should take measures to launch a high-profile campaign to prevent and treat the disease. The official figure, that 50,000 to 60,000 Malaysians are infected with HIV-AIDS could be reviewed to see if it understates the scale of the problem. As Marina pointed out, there are one million drug users in the country, according to the National Anti-Drug Agency. Given the easy transmission through injections among drug users, there may well be many more people infected with HIV-AIDS than the official figure suggests. While Malaysia may be lagging behind in promoting AIDS awareness, it has taken the lead in one crucial area: the issuing of a compulsory license (in this case, a government use order) to import generic HIV-AIDS drugs, as the original drugs that are patented in the country are more expensive. Malaysia was the first developing country to issue and implement a compulsory license (to offset the monopoly privilege granted for patented products) following the World Trade Organisation’s declaration that its intellectual property agreement does not and should not prevent countries from taking such a measure to make medicines more affordable. Last week, the Ministry of Health presented the Malaysian case to an Asian regional seminar on patents and medicines held in Kuala Lumpur. The 90 participants, many of them officials from Health Ministries and patent offices from 15 Asian countries, were encouraged and even inspired by the concrete example that Malaysia presented. “If Malaysia can do it, other countries in the region can also do it,” said a senior health official from an Asian country attending the workshop, which was organized by the Third World Network and Health Action International (Asia Pacific) with the cooperation of the UN Development Programme and the World Health Organisation. At the workshop, a Health Ministry official recounted that in November 2002, the Cabinet approved a Ministry of Health proposal to import generic anti-retroviral drugs from India, using Section 84 of the Patents Act 1983 on the government’s rights to exploit a patent for public non-commercial use. In November 2003, the Ministry of Health obtained a compulsory license from the Ministry of Domestic Trade to import from an Indian company, Cipla, generic versions of three HIV-AIDS drugs that are patented in Malaysia. In February 2004, the Health Ministry issued a contract to import the generic drugs, which are now distributed through government hospitals and clinics. There have been two effects on prices. Firstly, the prices of the original patented drugs have fallen due to the competition from the generic drugs. Secondly, the cheaper generic drugs are also available, cutting costs very significantly. The Health Ministry data show that the monthly cost of treatment per patient taking three drugs (d4T, ddI and nevirapine) has fallen from USD 261 (MR 1014) in 2001 to USD197 (MR 765) in 2004 for the branded patented products. Meanwhile, the present cost of treatment using the generic drugs is much lower at USD45 (MR176). The cost of treatment today based on the generic drugs is only 17.4 per cent the cost in 2001 based on the patented products. In other words, for the same funds used, six times the number of patients can be treated. The monthly cost of treatment per patient for taking two other drugs (combivir and efavirenz) has dropped from USD363 (RM1407) in 2001 to USD136 (MR529) in 2004 for the branded patented products. And meanwhile, the present cost of the generic drugs is USD115 (MR447). The Health Ministry and the Domestic Trade Ministry are now considering a request from a local producer for a compulsory license to manufacture in Malaysia a three-in-one combination drug for HIV-AIDS patients. This would be different from the present government-use order which is for importing the drugs from India. At the workshop, an Indonesian health official also revealed that former President Megawati Soekarnoputri in October 2004 issued a compulsory license in the form of a government-use order for the government to locally produce (or authorize production of) two anti-retroviral drugs (nevarapine and lamivudine) to treat HIV-AIDS. The two drugs are patented in Indonesia. Discussions are now going on in other countries, including Thailand, China and India, on whether compulsory licenses should be issued to locally produce generic drugs. The workshop’s concluding statement urged policy makers to revise their patent laws and to take measures to promote the use and local production of cheap generic drugs that can greatly increase the access of the public to treatment not only for HIV-AIDS but also other diseases including malaria, TB, cholera and leukemia. Of course, prevention of HIV-AIDs and other ailments is more cost-effective than cure. But when disease strikes a person, he or she will be desperate to get treatment. The health authorities then have the task of finding the cheapest way to treat patients with medicines that are safe and effective. Fonte: http://www.twnside.org.sg/title2/gtrends35.htm Acessado em 30/11/2006

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novembro 2004

Brasil pode quebrar patentes de drogas da aids

2016-02-02T20:56:30-03:00novembro 30, 2004|Categories: Acervo|

BRASÍLIA. O diretor do Programa Nacional de DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) e Aids do Ministério da Saúde, Pedro Chequer, afirmou ontem que o governo estuda a possibilidade de quebrar a patente de três a cinco medicamentos importados contra a Aids para reduzir custos e produzi-los no Brasil. Ele não disse o nome dos remédios, mas afirmou que laboratórios internacionais obtêm lucros exorbitantes no país. O programa de tratamento gratuito está assegurado pela proposta orçamentária de 2005 e não corre risco de interrupções, garantiu Chequer. A quebra de patentes pode se dar tanto de forma voluntária, mediante acordo com a indústria farmacêutica, quanto de modo compulsório. Em ambos os casos, porém, o governo brasileiro deve pagar royalties ao laboratório detentor dos direitos de produção de cada remédio. Segundo Chequer, mesmo pagando os royalties, sai mais barato do que a importação. Custo do tratamento este ano será de R$ 567 milhões. Atualmente, 151 mil pacientes recebem tratamento gratuito contra Aids via Sistema Único de Saúde (SUS). O custo este ano atingirá R$ 567 milhões. — Se vamos emitir uma licença voluntária ou compulsória dependerá do processo de negociação. No caso da licença voluntária, a indústria negocia e autoriza a produção por um certo período. Mas não vamos esperar eternamente. Se essa negociação começar a demorar muito, declaramos emergência nacional e, com base na Lei de Patentes e nas regras da OMC (Organização Mundial do Comércio), o Brasil passa a produzir os remédios e a pagar os royalties — disse Chequer. Dos 15 remédios do coquetel antiviral distribuído pelo SUS, oito são importados. Esse número deverá aumentar no ano que vem, quando outros dois medicamentos serão incluídos no coquetel. O peso disso no orçamento para a compra do coquetel não pára de crescer e já atinge cerca de 80% do total. Em 2005, chegará a 90%. Desde 1996, país deixou de pagar US$ 1,5 bi em remédios Chequer entende que, a médio e longo prazos, essa proporção é insustentável pode inviabilizar o bem-sucedido programa brasileiro, que é referência internacional. Até porque mesmo os remédios produzidos no Brasil são feitos a partir de moléculas importadas. Por isso o governo quer verticalizar a produção nacional, ou seja, tornar o país capaz de responder pelo processo do começo ao fim. Chequer disse que as áreas técnicas e jurídicas do ministério analisam a possibilidade de quebrar as patentes, mas ainda não foi feito contato com os laboratórios. Durante o governo Fernando Henrique, o então ministro da Saúde, José Serra, ameaçou quebrar patentes, mas a medida nunca foi concretizada. A ameaça, porém, surtiu efeito nas negociações para a redução de preços. Desde 1996, o país já deixou de pagar US$ 1,5 bilhão em remédios contra a Aids. — A indústria multinacional fixa um preço alto demais para a negociação. Ao final, a margem de lucro fica na faixa de 15% a 20%, o que é exorbitante num mercado garantido de longo prazo em que a demanda é maior do que a oferta — disse Chequer.  Fonte: http://agenciact.mct.gov.br/index.php/content/view/22125.html Consultado em 12/02/2007

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Ex-coordenador de programa contesta colapso

2016-02-02T20:46:08-03:00novembro 30, 2004|Categories: Acervo|

O ex-coordenador do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde Paulo Teixeira afirmou ontem que discorda da avaliação do atual titular do cargo, Pedro Chequer, sobre as negociações de preços de remédios contra a Aids. Em entrevista à Folha, Chequer afirmou que a política centrada na redução direta de preços dos últimos anos levou o programa de distribuição de remédios contra o HIV a um situação de quase insolvência. Chequer também colocou que se não for iniciada a produção nacional das drogas, por meio de quebra de patentes ou de licenciamento voluntário dos medicamentos, pode haver um colapso no programa que atende hoje mais de 100 mil pacientes no país. "Eu discordo", afirmou o ex-coordenador Paulo Teixeira. "Não tenho dúvidas de que a política foi agressiva e vantajosa. Em relação a quebra de patentes [dos medicamentos], não houve oportunidade porque as negociações foram satisfatórias." Teixeira está cotado para assumir a área relacionada aos programas contra a Aids no governo de José Serra (PSDB), na Prefeitura de São Paulo. O Ministério da Saúde divulgou ontem nota em que assegura a continuidade da distribuição gratuita de medicamentos para pessoas com Aids. Segundo a nota, "a política de acesso universal a medicamentos anti-retrovirais é uma prioridade do governo brasileiro (...)".  Fonte: http://www.aids.gov.br/data/Pages/LUMISDA56F374ITEMIDB84A098D738D451D8269B2783C2D4BBCPTBRIE.htm Consultado em 12/02/2007

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