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fevereiro 2007

Prejuízo no coquetel anti-Aids

2007-02-25T00:00:00-03:00fevereiro 25, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Farmanguinhos compra produto até 94% mais caro que laboratório público paulista Compras de medicamentos para o coquetel anti-Aids feitas por Farmanguinhos, laboratório de produção de medicamentos da Fiocruz, estão com preços até 94% maiores que os obtidos por outro laboratório público do pais, a Furp, de São Paulo. Em uma delas, feita sem licitação, o laboratório pagou 19% mais do que o preço que a própria Farmanguinhos obteve no mesmo item apenas dois meses depois. As operações custaram, pelo menos, R$7,3 milhões a mais para o laboratório público, ligado ao Ministério da Saúde, que garante que não houve prejuízos e acusa o fornecedor da Furp, o laboratório chinês Xiamen Mchem, de entregar produto de má qualidade. Em dezembro de 2006, Farmanguinhos comprou, com licitação, as matérias primas zidovudina a R$1.257,14 o quilo e lamivudina a R$1.008,48. As vencedoras foram farmoquímicas nacionais, Nortec Química e Globe Química, respectivamente, que receberam prazo de oito meses para iniciar a entrega. O pregão excluiu empresas de fora do país. Na mesma época, o preço obtido pela Furp para uma licitação internacional em que comprou 70% menos matéria-prima e deu prazo de um mês para entrega foi de R$772,23 o quilo para o zidovudina e R$520,08 para a lamivudina. No caso da zidovudina, Farmanguinhos pagou 62,7% a mais que a Furp e teria economizado R$3,733 milhões se tivesse pagado o preço do laboratório paulista. Na lamivudina, o preço pago foi 93,9% maior e a economia seria de R$2,347 milhões. Em outra compra, sem licitação, Farmanguinhos pagou R$0,75 para a produção de cada Unidade Farmacêutica (UF) do medicamento lamivudina + zidovudina (150 + 300 mg). A encomenda foi feita em agosto à Blanver Farmoquímica. Em dezembro, Farmanguinhos fez licitação para o mesmo serviço. A Blanver ofereceu o mesmo preço, mas perdeu para outra empresa, a Mappel, que ofertou por 19% menos, R$0,63. Se tivesse pago à Blanver o preço da Mappel, Farmanguinhos teria economizado R$1,140 milhão. Preços caíram depois do pregão A zidovudina, conhecida como AZT, e a lamivudina são dois dos 17 medicamentos usados no coquetel para tratar pacientes com Aids e distribuídos pelo Ministério da Saúde. Destes, nove são patenteados e são comprados diretamente dos laboratórios internacionais. Os outros oito já não têm mais patentes, ou há acordos de cessão ao país, que pode comprar a matéria-prima e fabricar o medicamento. Farmanguinhos é a principal responsável pela fabricação dos medicamentos sem patente. De acordo com o diretor da unidade, Eduardo Costa, os preços foram renegociados e caíram para R$812,00 a lamivudina e R$1.084,00 a zidovudina. Segundo Costa, o motivo de o preço ser mais alto é que Farmanguinhos resolveu contratar somente de empresas nacionais porque quer ter controle de qualidade do produto. O material entregue por fabricantes chineses e indianos, os principais fornecedores de matéria-prima, para ele, é de má qualidade. - Mudei o sistema de compras e isto está gerando protestos. Mas este será o modelo de aquisição do Ministério da Saúde. Nos pregões internacionais, o material fornecido por indianos e chineses é de má qualidade. Tenho estudos mostrando que a taxa de reprovação é enorme. Agora o sistema exige que a produção seja no Brasil - disse o diretor. - Fizemos estudos mostrando que, mesmo comprando com preço 30% maior que o de fora, conseguimos com o material de qualidade ter um preço 25% menor que o deles no fim da operação. Os estudos fazem parte de um processo em que Costa obteve pareceres da Procuradoria Federal na Fiocruz e da Advocacia Geral da União autorizando o novo modelo de licitação. O medicamento lamivudina + zidovudina é o que tem a menor taxa de reprocessamentos, 4,48% dos lotes em 2005. O estudo mostra que o rendimento do produto, que deve ficar acima de 97%, foi de 94,3% em 2003, 88,18% em 2004 e 99,76% em 2005. Perguntado por que o material de má qualidade não é rejeitado e a empresa desqualificada das licitações, Costa respondeu: - Eu multei a Xiamen no último lote e dei para eles o custo do reprocessamento. Mas, se você reprova, acaba demorando e o ministério fica sem o medicamento. Por isso, queremos participar da produção em todas as etapas. Sobre a compra de emergência, Costa informou que teve que fazê-la porque a Xiamen não entregou os produtos com as qualificações necessárias e uma licitação anterior foi anulada. Em e-mail ao GLOBO, o diretor chega a insinuar que a empresa está ligada às máfias da saúde como de "sanguessugas" e "vampiros" e, como não fornece mais, resolveu entrar na Justiça contra Farmanguinhos e fazer denúncias. As empresas vencedoras da licitação para a compra da matéria-prima dizem que seus preços são maiores porque não podem concorrer com os chineses e indianos. Mário Camargo, presidente da Globe Química, diz que os impostos brasileiros são altos e as leis trabalhistas e ambientas, mais rígidas. Mas, segundo ele, os chineses não têm o mesmo rigor na fiscalização que a Anvisa. - A qualidade deles é ruim. Vários laboratórios públicos do país estão com produtos comprados de lá sem poder usar porque não há qualidade - disse Camargo. Já o proprietário da Nortec, Alberto Mansur, diz que fez denúncia à Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre a qualidade dos produtos chineses e indianos e o benefício que eles recebem nas compras de países do Terceiro Mundo. Segundo ele, países da União Européia, os EUA, o Canadá, a Austrália e o Japão não compram dos mesmos fornecedores que vendem para países subdesenvolvidos porque fazem inspeções. - A Anvisa não faz inspeções lá fora. O fato é que, quando existe uma licitação de grande quantidade, com prazo de entrega de 15 a 30 dias, posso garantir, como engenheiro químico, que nenhuma fábrica no mundo é capaz de entregar. O que eles fazem é um "catado", juntando um pouco de cada uma das mais de dez mil fábricas nesses países, para mandar para nós, o que acaba com a qualidade - disse Mansur. O representante da Xiamen no Brasil, Flávio Garcia da Silva, confirmou que entrou na Justiça para cancelar a licitação de Farmanguinhos. Segundo ele, o índice de aproveitamento do material fornecido pela empresa é acima dos padrões, técnicos chineses já deram ajuda à Farmanguinhos e seu preço fez com que o país conseguisse desenvolver seu programa de medicamentos contra a Aids. Ele disse que a suposta ligação com máfias é uma cortina do fumaça do presidente para esconder que está beneficiando empresas nacionais. - Ele (Eduardo) rejeitou uma carga, quimicamente perfeita, por uma exigência que não havia no edital. Queríamos refazer, mas ele mandou o material para a Nortec, que ganhou a licitação depois, com preço absurdo. Fomos multados em US$62 mil por isso e a Nortec recebeu três meses antes de mim - reclamou Flávio.  Fonte: http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=339157 Consultado em 08/03/2007

Comentários desativados em Prejuízo no coquetel anti-Aids

Decisão judicial garante a Farmanguinhos direito de adquirir medicamento protegido por patente da Merck para pesquisa

2007-02-22T00:00:00-03:00fevereiro 22, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

A Merck pretendia na prática ser reconhecida como única produtora mundial e assim criar obstáculos para estudos com seus produtos, de acordo com a instituição estatal. Em decisão de dezembro de 2006, o juízo da 23° vara federal do Rio de Janeiro, proferiu sentença favorável a Farmanguinhos/Fiocruz indeferindo a segurança pleiteada pelo laboratório Merck. Segundo o Diretor de Farmanguinhos, Eduardo Costa, essa decisão permitirá a conclusão de estudos necessários para o registro por Farmanguinhos desse medicamento assim que caia a patente da Merck. Todavia, Eduardo Costa sugere que o Governo Federal apóie a concessão de licença compulsória para Farmanguinhos produzir o Efavirenz para o consumo do Ministério da Saúde, o que pode ser feito com um ano de preparação que inclui o registro do produto pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Segundo uma fonte da reportagem, que não quis se identificar, a empresa farmacêutica ofereceu um acordo de licença voluntária, mas a Farmanguinhos recusou, por considerá-lo "impraticável" na forma que a empresa gostaria de realizar o tratado. Nenhuma das duas partes ainda se pronunciou sobre o assunto. Segundo a estatal, arrola entre as razões, que esse produto tem custo elevado: o Efavirenz é administrado a 70 mil brasileiros portadores do vírus HIV e o custo do medicamento para o Ministério da Saúde é de quase 100 milhões de reais anuais. O Ministério da Saúde despendeu em 2006 cerca de 1,1 bilhões de reais com anti-retrovirais para 170 mil pacientes. "De outro lado a Merck há cerca de 10 anos tem se beneficiado da política do programa anti-aids do Governo Brasileiro que lhe abriu um mercado significativo através das compras públicas do Ministério da Saúde e não retribui essa vantagem com uma adequada redução de preços e muito menos com um comportamento cooperativo, como demonstrou com sua tentativa de impedir que Farmanguinhos faça pesquisa e desenvolvimento com o Efavirenz", diz o site da estatal. Para Eduardo Costa, num primeiro momento o Efavirenz poderia ser entregue por Farmanguinhos pela metade do preço atual e em poucos anos, poderia chegar a uma redução de 80%. Segundo o Ministério da Saúde, entre 2003 e 2006, houve uma redução do preço do Efavirenz em 45,4% (de R$ 6,35 para R$ 3,74 - preço por cápsula).  Fonte: http://www.agenciaaids.com.br/AIDS_23022007.htm#_Toc159980248 Consultado em 23/02/2007

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Ação da Novartis por patente na Índia provoca protestos

2007-02-18T00:00:00-03:00fevereiro 18, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Resultado de julgamento pode afetar a produção de genéricos, afirmam ONGs; Gigante farmacêutica argumenta que restrições locais a patenteamento de remédios prejudicam pesquisa de novas drogas A briga da gigante farmacêutica suíça Novartis pelo patenteamento de uma droga contra o câncer na Índia gerou uma onda de protestos na Europa e na Ásia nos últimos dias. Organizações não-governamentais do setor de saúde apontam que a multinacional poderá prejudicar o acesso a tratamento em países em desenvolvimento caso consiga derrubar na Justiça indiana um dispositivo da legislação local que facilita a produção de medicamentos genéricos, que são mais baratos. Farmácia A Índia é considerada a "farmácia" dos países pobres e abastece organizações humanitárias, como a francesa Médicos Sem Fronteiras, que compra do país 80% das drogas contra a Aids que distribui gratuitamente no mundo. Cerca de 9.000 pedidos de patente estão para ser avaliados pelo governo indiano e o resultado do processo da multinacional poderá influenciar as decisões. O julgamento de ação da Novartis, que ocorre em Chennai, no sul da Índia, começou na última quinta-feira e deve prosseguir nesta semana. Segundo Ellen "T Hoen, coordenadora da campanha pelo acesso a medicamentos essenciais da Médicos Sem Fronteiras, há temores quanto ao empenho do governo indiano na defesa da lei. "Os grupos que protegem pacientes com câncer solicitaram que sejam enviados o principal advogado do país (um especialista em questões da Constituição indiana)", afirmou Hoen à Folha. Por enquanto, apenas um defensor do Estado atua no tribunal, informou, ao lado de um advogado de grupos de pacientes com câncer. A MSF afirma que já foram reunidas mais de 300 mil assinaturas em um abaixo-assinado mundial para que a empresa desista do processo. Entre as assinaturas estão as de diretores do programa de Aids brasileiro, Mariângela Simão e Carlos Passarelli, ao lado de autoridades como o presidente do Fundo Global contra a Aids, Michel Kazatchkine. "Acreditamos que esse é processo é nocivo porque reduz a possibilidade de produção de remédios protegidos por patentes. O Brasil pode ser afetado a longo prazo, porque com a entrada de novos medicamentos (patenteados e cada vez mais caros), talvez precise dos genéricos indianos", disse Passarelli, vice-diretor. A Novartis contesta a legislação indiana que permite apenas o patenteamento de medicamentos que sejam considerados uma inovação. Ou seja, uma nova molécula pode obter patente no país, mas não variações de um mesmo remédio. Em 2005 o governo indiano adotou uma Lei de Patentes. Mas negou a patente da droga Glivec da Novartis, contra a leucemia e outros tipos de câncer, por entender que não se tratava de uma inovação. Atualmente, segundo os Médicos sem Fronteiras, o tratamento com o genérico indiano sai por US$ 200 mensais por paciente. No Brasil, onde é patenteado, segundo o laboratório, o governo brasileiro, que fornece a droga, tem custo de R$ 4.500 mensais (US$ 2.250) por paciente. Outro lado Em nota divulgada no fim de janeiro, a Novartis informou que a lei indiana "não visa garantir o acesso ao medicamento, uma vez que 99% dos pacientes tratados com o Glivec no país recebem o medicamento de forma gratuita, fornecido pela Novartis". "Na realidade, o acesso sustentável a medicamentos em países em desenvolvimento é complexo e exige muito mais do que a disponibilização de produtos genéricos, pois estes, individualmente, não resolvem o problema", afirma ainda a empresa. Em novo comunicado, que foi emitido na semana passada, a empresa destacou também que o acesso aos medicamentos inovadores somente é possível "com a efetiva proteção às patentes, que garantem os investimentos sustentáveis em pesquisa". Apontou também a Novartis que "a lei de patentes indiana contraria acordos internacionais" de comércio e que 36 países deram patente ao Glivec. Por fim, o laboratório destacou que não irá prejudicar outros países. "Os acordos internacionais autorizam a licença compulsória (à revelia do laboratório) em situações de emergência pública."  Fonte: http://www.gestospe.org.br/web/noticias/conteudo1/?conteudo=181978259 Consultado em 06/03/2007

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Merck reduz preço

2007-02-16T00:00:00-03:00fevereiro 16, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

A Merck reduziu o preço do seu medicamento contra Aids, chamado Efavirenz, em 14,5% para os países mais pobres e para aqueles mais afetados pelo vírus. A medida faz parte de um esforço para convencer a Tailândia a deixar de usar uma versão genérica do produto fabricada na Índia, segundo o "Financial Times".  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6724 Consultado em 23/02/2007

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Cientistas expõem pela 1ª vez brecha na proteção do HIV

2017-01-10T17:18:20-03:00fevereiro 15, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Cientistas americanos demonstraram pela primeira vez como um anticorpo de combate a infecções consegue aproveitar uma falha na formidável defesa do vírus HIV para atacá-lo. Segundo a equipe do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas (NIAID, na sigla em inglês), a pesquisa pode ajudar o desenvolvimento de uma vacina contra a Aids. Os cientistas publicaram na revista científica Nature uma imagem atômica mostrando um anticorpo b12 atacando parte de uma proteína na superfície do vírus HIV. O vírus consegue evitar ataques sofrendo mutações constantes, mas esse segmento de proteína é considerado um ponto fraco, por permanecer estável. “Criar uma vacina contra o HIV é um dos grandes desafios científicos do nosso tempo”, diz Elias Zerhouni, diretor do Instituto Nacional de Saúde, ao qual o NIAID está subordinado. “Os pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde e seus colegas revelaram uma falha na blindagem do HIV e assim abriram uma nova avenida na busca de uma solução para o desafio”, diz ele. Tarefa difícil O desenvolvimento de uma vacina contra a Aids vem se mostrando uma tarefa bastante difícil. O vírus é capaz de sofrer mutações rapidamente para evitar a detecção pelo sistema imunológico e também é protegido por uma capa de moléculas quase impenetrável, que bloqueia o acesso dos anticorpos. Mas certas partes do vírus precisam permanecer relativamente estáveis para que ele possa continuar a penetrar as células humanas. A proteína gp120, que se sobressai da superfície do vírus e se ata a receptores nas células atacadas, é uma dessas regiões, tornando-a um alvo para o desenvolvimento de uma vacina. Análise sangüínea Análises anteriores do sangue de pessoas que haviam sido capazes de manter o HIV inativo por longos períodos revelaram um raro grupo de anticorpos – incluindo o b12 – que parecem combater o HIV com um alto grau de sucesso. O estudo americano revelou a estrutura detalhada do complexo, formado quando o b12 se liga ao gp120. Até agora, isso havia se provado impossível, por causa da natureza flexível de algumas das ligações químicas envolvidas. Mas a equipe do NIAID foi capaz de reforçar suficientemente a proteína-chave para capturar uma imagem do complexo. Eles esperam que a demonstração da estrutura dessa ligação em tanto detalhe leve a pistas sobre como melhor atacar o HIV. Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/02/070215_pesquisahivrw.shtml Consultado em 15/02/2007

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Pelo fim do imposto sobre os remédios

2017-01-10T17:18:20-03:00fevereiro 15, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Estamos “quase” começando o ano. O presidente da República e os governadores foram empossados, o Congresso elegeu os presidentes da Câmara e do Senado, e em poucos dias terá passado o carnaval. É hora então de retomarmos a importante votação da reforma tributária e resolvermos, de uma vez por todas, uma injustiça que impacta a vida de milhões de brasileiros: o alto ICMS pago em medicamentos. Ao contrário do Brasil, cuja carga tributária sobre medicamentos chega a 28%, outros países há muitos anos consideram o medicamento um bem essencial. Nos EUA, México, Inglaterra e Japão, o imposto é zero. Em Portugal, 4,7%, na França, 2,1%, na Itália, 3,9%, na Espanha, 3,8%, só pra citar alguns. No Brasil, é melhor ser animal do que ser humano. Se uma pessoa entrasse mugindo em uma farmácia não pagaria nada de impostos — sobre medicamentos veterinários, tratados como insumos, não se recolhe ICMS. Já sobre medicamentos, a alíquota varia de 17% a 19%. As distorções não param por aí: ao se comprar um carro no Estado de São Paulo, recolhe-se 12% de ICMS. E em função de reduções legais de base de cálculo, também se pagam menos impostos em diamantes e esmeraldas (1,5%), em aeronaves e peças (4%), acesso à Internet (5%), eqüinos puro-sangue (7%), máquinas, aparelhos e veículos usados (0,90%), sêmen de bovinos, caprinos e suínos (0%), entre inúmeros outros casos. Há alguns anos essa distorção inconcebível foi parcialmente resolvida no caso de alimentos que compõem a cesta básica. Produtos como arroz, farinha, ovos, feijão, charque, pão, sal, salsicha, mortadela, lingüiça e sardinha recolhem impostos menores por serem bens essenciais. Nossa proposta é que os medicamentos também sejam incluídos na menor alíquota possível. No mínimo. Pois entendemos que a alíquota sobre medicamentos deveria ser zero. Como profissionais que atendem diretamente em uma farmácia, vemos freqüentemente uma receita ser atendida somente em uma parte, em razão da renda do paciente. Em tratamentos para o qual são prescritos três medicamentos, o cliente decide levar apenas um deles — o que cabe em seu orçamento, mas não resolverá seu problema completamente. É a sociedade quem acaba pagando a maior conta pelo fato de as pessoas não poderem realizar seu tratamento como prescrito pelo médico. Tomemos como exemplo a hipertensão, conhecida no mundo inteiro como a doença das metades: metade das pessoas não sabe que tem. Da metade que tem diagnóstico, metade não se trata por falta de condição financeira para comprar o medicamento. Até quando trataremos o medicamento como um bem não essencial à vida humana? A Abrafarma tem levantado esta questão há vários anos. Imposto zero para medicamentos já! Que seja essa nossa decisão de “ano novo”.  *Sérgio Mena Barreto é presidente da Abrafarma  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6723 Consultado em 23/02/2007

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Doenças negligenciadas atingem 1 bilhão no mundo

2007-02-14T00:00:00-03:00fevereiro 14, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Um bilhão de habitantes de países tropicais ainda sofrem com doenças debilitantes ou desfiguradoras associadas à pobreza, mas muitos não recebem tratamento devido à negligência dos governos, disseram autoridades sanitárias na quarta-feira. Apesar da existência de tratamentos baratos e seguros, pacientes de doenças como hanseníase, elefantíase e framboésia (doença infecciosa semelhante à sífilis) continuam sem tratamento, devido à falta de recursos e de vontade política, disse Jai Narain, diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS) para doenças transmissíveis no Sudeste Asiático. "Essas doenças tropicais têm sido negligenciadas por políticos, pela comunidade de pesquisas e também pela comunidade internacional", disse Nairan em entrevista coletiva no início de uma reunião internacional sobre o combate a doenças tropicais. "Mas ao mesmo tempo essas doenças causam considerável quantidade de sofrimento, incapacidade, desfiguração e mesmo um impacto sócio-econômico, particularmente para populações que são extremamente marginalizadas", afirmou. Segundo ele, o fato de essas doenças não gerarem manchetes, ao contrário do que acontece com a Aids, a malária e a pólio, também contribui com a falta de atenção. "Essas doenças estão estreitamente relacionadas à pobreza. A eliminação de tais doenças seria um passo significativo na direção da redução da pobreza", afirmou. Muitos pacientes dessas doenças são discriminados e isolados por suas comunidades, segundo Nyoman Kandun, diretor-geral de controle de doenças transmissíveis do ministério indonésio da Saúde. "A maioria dos que foram curados sofrem deformidades e serão estigmatizados e discriminados", afirmou. A Indonésia já curou 370 mil pacientes de hanseníase, mas novos casos continuam surgindo, especialmente no leste do país, mais pobre, de acordo com o funcionário.  Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1410674-EI298,00.html Consultado em 14/02/2007

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Genéricos: risco aos remédios isentos

2017-01-10T17:18:20-03:00fevereiro 14, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Os medicamentos genéricos ocupam um espaço fundamental nos sistemas de saúde de vários países, principalmente naqueles mais desenvolvidos, que contam com sistemas de reembolso. No Brasil, apesar de ainda não termos um programa universal de assistência farmacêutica que forneça medicamentos sem custos ou com diminuição acentuada destes, o medicamento genérico vem ocupando um espaço importante no acesso a produtos de uso crônico e de valores mais elevados, permitindo uma economia acentuada aos seus usuários. Após o término da patente, os genéricos, que por definição são cópia exata do produto patenteado, adentram ao mercado com preços bastante inferiores, tornando-se uma opção mais lógica em termos financeiros, já que foram criados para se contrapor a esta tendência de elevação contínua de custos. A dinâmica de mercado entre produto patenteado e genérico é fundamentada, portanto, na condição imprescindível da existência de um produto patenteado, de custo elevado, importante para os sistemas de saúde e para os sistemas de reembolsos. Os produtos isentos de prescrição (MIPs), por sua vez, são parceiros dos genéricos, tendo sido criados também para desonerar os sistemas de saúde. Os países com programas de reembolso desenvolveram um sistema de classificação de medicamentos que os separou em duas categorias: os essenciais e sob prescrição médica e os não essenciais ou sintomáticos, sem a necessidade da prescrição. Os medicamentos isentos de prescrição não têm patente, pois somente podem tornar-se sem prescrição após um período prolongado no mercado, necessário para observação de sua segurança farmacológica e que em geral ultrapassa o período de proteção. Não existindo patente, o número de concorrentes no mercado é grande desde o início, com concorrência acirrada e, portanto, com tendência sempre de preços baixos; não há necessidade, assim, de algum fator regulador de preço, tal como no mercado de patenteados. Em segundo lugar, o mercado de MIPs é totalmente aberto, sem proteções, havendo grande concorrência, com média de preços bastante abaixo do mercado farmacêutico em geral. Além disto, não são reembolsáveis e nem de fornecimento obrigatório para os sistemas de saúde. A dinâmica de mercado deste segmento é totalmente diversa daquela de produtos patenteados. Para lançar e estabelecer um produto neste mercado é necessário um grande investimento na promoção deste e na formação da marca sendo, portanto, necessário que, após o seu estabelecimento ocorra um volume bastante alto de vendas, para compensar os investimentos. A entrada de genéricos traria um grande risco para o segmento de MIPs, pois acarretando uma diminuição substancial de volumes de venda de um produto que perdesse a sua participação de mercado para o genérico, haveria um sério risco para a sua sobrevivência, já que os MIPs não têm o mesmo benefício dos patenteados - que podem explorar o mercado de forma monopolizadora por vários anos para recuperar os investimentos feitos no lançamento. Por outro lado, o lançamento de produtos novos neste tipo de mercado seria inviável já que, como citado anteriormente, o investimento necessário para a promoção é bastante elevado; não haveria estímulo algum para que um produtor investisse um alto valor de recursos lançando um novo produto. E vale ressaltar mais uma vez, que o produto original não teve nenhuma oportunidade de explorar o mercado antes da entrada do genérico, tal como ocorre com o produto patenteado. Desta forma, com o decorrer do tempo, este mercado chegaria num ponto em que não haveria nenhum produto novo e em que os antigos estariam condenados ao desaparecimento; como então poderia progredir o mercado de genéricos neste segmento? Vale lembrar que o genérico depende fundamentalmente de um mercado forte, com produtos bem estabelecidos, dos quais eles se tornam cópias fiéis; sem produtos bem estabelecidos, não há genéricos! A entrada de genéricos no segmento de MIPs seria o seu próprio algoz. Concluindo, devemos dizer que o mercado de MIPs tem características muito diversas daquele de produtos patenteados para os quais os genéricos foram criados. O mercado de MIPs não suporta a existência de genéricos e a entrada destes neste segmento vai sem dúvida acarretar a longo prazo, a sua total deterioração. E ninguém se beneficiaria com isto, muito menos a população, que sem dúvida exige que o mercado de MIPs persista e de forma saudável, com concorrência justa para que os preços se auto-regulem e para que não haja risco da falta de qualquer produto. Não é sem razão que em nenhum país do mundo existem genéricos de MIPs.  *Aurélio Villafranca Saez - Presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição (ABIMIP) e médico pediatra.  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6718 Consultado em 23/02/2007

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Grupo EMS-Sigma Pharma cresce 24,7% e vai à liderança

2007-02-13T00:00:00-03:00fevereiro 13, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

O Grupo EMS Sigma-Pharma anunciou ontem que atingiu no ano passado a liderança do mercado farmacêutico brasileiro em unidades comercializadas. A empresa havia finalizado 2005 na terceira colocação e em 2001 ocupava a 13. Conforme dados do IMS Health, que audita as vendas do setor no varejo, o laboratório de capital 100% nacional vendeu 115,67 milhões de unidades (caixas) de medicamentos em 2006, um aumento de 24,7% quando comparado ao ano anterior. Com esse volume, o grupo alcançou participação de 8,1% no mercado total, ante a fatia de 6,7% de 2005. Em faturamento, a empresa passou da terceira colocação para a segunda, superando o Aché Laboratórios, também de capital nacional, e atrás da francesa Sanofi-Aventis, de acordo com a mesma pesquisa. Foram R$ 1,36 bilhão em 2006, alta de 32,3% ante o ano anterior. A diretora de relações externas da companhia, Telma Salles, disse que o desempenho deixa o grupo apenas 0,2% atrás da primeira no ranking, por receita, e atribui a elevação do faturamento aos maiores volumes comercializados. Telma observou que o crescimento do grupo, acima do mercado no geral (de 6,7% em unidades no ano passado, segundo o IMS), foi fruto da sua agilidade comercial e do investimento em pesquisa e desenvolvimento. Anualmente, a EMS aplica 6% do faturamento na área e em 2006 lançou 315 produtos, entre novas apresentações e inovações. Desse total, 127 foram genéricos, segmento que contribuiu decisivamente para os resultados ascendentes do laboratório. O portfólio do grupo é composto por mais de 1,4 mil apresentações de remédios, somando todas as divisões. A área de medicamentos genéricos respondeu por 52% das vendas do grupo no ano passado, atingindo R$ 702,9 milhões, um aumento de 48,1% que rendeu à empresa 30,7% de participação nesse segmento - o segundo lugar no ranking brasileiro de genéricos, liderado pela Medley Indústria Farmacêutica. O crescimento nos volumes vendidos foi de 36,2% passando de 48,36 milhões de caixas em 2005 para 65,87 milhões no ano passado. Em unidades, a empresa é líder do mercado de genéricos, com uma fatia de 33,9%. Telma observou também que a divisão de prescrição registrou elevação de 9%, alcançando o 6 lugar em receituário médico no Brasil. A expectativa para 2007 é de aumento de 26% no faturamento total do grupo, bem como para a área de genéricos, disse. A executiva prevê para este ano número semelhante de lançamentos de remédios, ressaltando, porém, que a colocação de novos genéricos no mercado depende do vencimento de patentes dos medicamentos de referência. Neste primeiro trimestre, o grupo deverá colocar em operação sua nova fábrica, em Hortolândia (SP), que deverá triplicar a capacidade atual da EMS, de 220 milhões de unidades por ano. Foram investidos US$ 50 milhões no empreendimento.  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6716 Consultado em 23/02/2007

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Eurofarma vai entrar no clube do bilhão

2007-02-12T00:00:00-03:00fevereiro 12, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Laboratório faturou R$ 940 milhões no ano passado e prevê aumento de 20% para 2007. O crescimento nas principais áreas de atuação rendeu à Eurofarma Laboratórios, de capital nacional, ganho de participação no mercado brasileiro de medicamentos e, em conseqüência, elevação nos ranking do setor. A empresa fechou 2006 com faturamento de R$ 940 milhões, 26% a mais ante o do ano anterior. Se alcançar a meta de alta de 20% prevista para 2007, deverá encerrar o ano com vendas de R$ 1,13 bilhão, e será a mais nova integrante do clube das companhias do País com vendas superiores a R$ 1 bilhão. Das farmacêuticas nacionais, apenas o Aché Laboratórios e o Grupo EMS Sigma-Pharma têm receitas acima desse montante. A diretora de marketing corporativo da Eurofarma, Maria Del Pilar Muñoz, disse que a empresa encerrou 2006 na quinta posição do ranking das principais em vendas, em comparação ao sexto lugar do ano anterior. Já na área de genéricos, subiu da quarta para a terceira colocação - passando a Biosintética, que pertence ao Aché -, conforme dados do IMS Health, que audita o setor no varejo. A executiva observou que o crescimento se deu em todos os segmentos de negócios. Fundada em 1972, a Eurofarma fabrica medicamentos com marca, que respondem por 50% das vendas: genéricos, aproximadamente 18% do faturamento; e produtos de uso hospitalar e para saúde animal, que ficam com o restante da receita. No segmento de genéricos, a Eurofarma cresceu em torno de 35% no ano passado, para R$ 204 milhões e manteve a participação de 9% que detinha em 2005 nesse mercado. Maria Del Pilar explicou que o desempenho deveu-se principalmente à mudança de mix nessa área com o lançamento de produtos de maior valor agregado, particularmente para o combate a doenças do sistema nervoso central. "Apostamos mais em áreas terapêuticas menos concorridas, apesar de termos uma carteira de genéricos ampla, e consolidamos a linha de sistema nervoso central da Eurofarma como a mais completa do mercado." A empresa produz 13 remédios para problemas do sistema nervoso central, alguns exclusivos, do total de 55 genéricos que fabrica hoje. Em dezembro, lançou o Topiramato, para o tratamento da epilepsia e enxaqueca. Faz parte desse portfólio antidepressivos, anticonvulsivantes e ansiolíticos, entre outros. Maria Del Pilar tem a expectativa de incremento de 25% nas vendas de genéricos da Eurofarma neste ano, o mesmo percentual que estima de elevação para o segmento todo. Para atingir a meta, planeja lançar dez genéricos, ante os quatro do ano passado. "Geralmente, lançamos dez por ano, mas 2006 foi atípico." O foco continuará sendo os produtos de maior valor, como a linha de cardiológicos, que pretende ampliar. Somando todas as áreas, disse a executiva, serão em torno de 20 lançamentos neste ano. Com cinco unidades fabris (quatro em São Paulo e uma no Rio), a Eurofarma está em processo de concentração da produção em um complexo industrial, localizado em Itapevi (SP). Em março próximo deverá ser inaugurado o primeiro bloco do projeto: o de medicamentos líquidos, cremes e pomadas. O aporte no empreendimento, que triplicará a capacidade de produção da empresa, ficará em torno de R$ 260 milhões. A Eurofarma fabrica 80 milhões de unidades (caixas) de medicamentos por ano.  Fonte: http://www.redemed.com.br/not_detalhe.cfm?idpostagem=647 Consultado em 22/02/2007

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