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janeiro 2007

OMS afirma que mortes por sarampo diminuíram 60% no mundo

2007-01-19T00:00:00-03:00janeiro 19, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Organização Mundial da Saúde, OMS, afirmou que o índice de mortalidade causada por sarampo caiu 60%, em nível mundial, entre 1999 e 2005. No continente africano, a redução é ainda maior, como diz a diretora-geral da OMS, Margaret Chan. Segundo Chan, os casos de morte na África caíram 75%. A chefe da OMS disse que a África está liderando a luta contra a doença. E os avanços no combate ao câncer foram tema de um fórum, apoiado pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, em Paris. Segundo a OMS, o câncer é a principal causa de mortalidade no mundo. O oncologista do Serviço Médico Interno da ONU, Alexandre Lima, afirma que apesar do número de pesquisas, ainda há um longo caminho a percorrer na cura de vários casos de câncer. “Quanto mais se pesquisa, mais temos dificuldades de ver algumas coisas promissoras no tratamento ou erradicação de patologias cancerígenas. Um exemplo é o câncer uterino. E, por ser uma doença extremamente complexa, quando se resolve uma situação aparece outra, que precisa ainda ser tratada. Então, existe algo muito promissor em algumas patologias, mas em outras ainda há muitas dificuldades de se chegar num bom termo de tratamento”, disse Lima. Segundo a OMS, 70% das mortes por câncer, em 2005, ocorreram nos países em desenvolvimento.  Fonte: http://www.un.org/av/radio/portuguese/story.asp?NewsID=2013 Consultado em 23/02/2007

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MSF reúne milhares de assinaturas em petição contra a Novartis

2017-01-10T17:18:21-03:00janeiro 16, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Laboratório moveu uma ação contra o governo da Índia, por este ter negado patente a um medicamento contra o câncer. Processo será julgado no próximo dia 29 No próximo dia 29, a Alta Corte da Índia deverá analisar a ação que o laboratório Novartis está movendo contra o governo indiano, que negou à companhia a concessão de patente para o medicamento mesilato de imatinib, utilizado no tratamento de câncer e comercializado sob o nome Gleevec/Glivec. Em uma tentativa de fazer com que a empresa farmacêutica desista do processo, Médicos Sem Fronteiras (MSF) lançou no dia 20 de dezembro uma petição. Milhares de assinaturas já foram recolhidas em todo o mundo, mas muitas outras ainda são necessárias. "A Índia é um dos maiores produtores de medicamentos genéricos do mundo, vendendo-os a vários países em desenvolvimento. O Brasil mesmo compra matérias-primas do país. A concessão da patente à Novartis pode significar uma grave redução do acesso aos medicamentos", alerta o representante de Campanha de Acesso a Medicamentos de Médicos Sem Fronteiras no Brasil, Michel Lotrowska. Lotrowska conta que a Novartis entrou com um pedido de patente para o Gleevec em vários países. No entanto, a legislação indiana prevê que apenas medicamentos que representam de fato uma inovação podem ser patenteados. Com base nisso, o governo da Índia negou o pedido em janeiro de 2006. Em maio do mesmo ano, a Novartis entrou com a ação pedindo que a lei indiana seja modificada, o que será analisado no dia 29. "Não existe uma lei internacional de patentes, mas a Novartis quer que a lei da Índia seja a mesma existente nos países ricos, que permitem que patentes sejam concedidas mesmo quando há mudanças insignificantes, do ponto de vista de inovação, na fórmula desses medicamentos", explica Michel. Médicos Sem Fronteiras acredita que se a Novartis ganhar o caso e conseguir que a lei indiana mude, as patentes serão concedidas na Índia tão amplamente como ocorre nos países ricos. Isso significa que menos e possivelmente nenhuma versão genérica de novos fármacos poderá ser produzida por fábricas indianas durante o período de validade da patente, calculado em pelo menos 20 anos. "Além disso, uma decisão como essa pode afetar não só o Gleevec, mas outros tipos de medicamento como os usados no tratamento de HIV/Aids.A existência da concorrência de genéricos permitiu que os preços dos medicamentos de primeira linha usados no tratamento da Aids ficasse mais barato. Se a Novartis obtiver uma vitória, não haverá, por exemplo, fabricação de genéricos dos medicamentos para HIV/Aids de segunda linha, encarecendo o tratamento e limitando seu acesso", diz Lotrowska. Por esses motivos, Médicos Sem Fronteiras lançou a petição e espera reunir o máximo de assinaturas possíveis de modo a fazer com que a Novartis perceba que as pessoas são mais importantes que patentes. Para assinar a petição, clique aqui .  Fonte: http://www.msf.org.br/noticia/msfNoticiasMostrar.asp?id=658 Consultado em 06/03/2007

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Unicef: 2,3 milhões de crianças são soropositivas

2017-01-10T17:18:21-03:00janeiro 16, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Cerca de 2,3 milhões de crianças e jovens de até 15 anos são portadores do HIV, e apenas um em cada dez que precisam de tratamento o recebe, apontou relatório divulgado hoje pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Esse quadro faz com que os 90% das crianças que deixam de receber tratamento enfrentem um "futuro duro e efêmero". A metade delas não chega a completar dois anos de vida. Além disso, calcula-se que existam no mundo 15,2 milhões menores de 18 anos que perderam algum de seus pais em decorrência da aids. Além de privar crianças e adolescentes dos cuidados paternos ou maternos, isso condiciona muitos outros aspectos de sua vida, como, por exemplo, as chances de adotado. Apesar dos esforços, esse número deve subir para 20 milhões em 2010, segundo o Unicef, que calcula em US$ 30 bilhões a injeção de dinheiro necessária nos próximos quatro anos para melhorar drasticamente a situação da infância em relação à aids. Com esse montante, seria possível cumprir as metas estabelecidas na iniciativa "Unidos com a juventude, unidos para vencer a aids", lançada em outubro de 2005 por diferentes agências internacionais. Mas apesar de "os resultados continuarem sendo tragicamente insuficientes, em alguns sentidos muito importantes estamos começando a ver mudanças", indicou a agência da ONU. Os objetivos da iniciativa incluíam que, em 2010, pelo menos 80% das mulheres que precisassem efetivamente recebessem os serviços necessários para evitar o contágio de seus filhos durante a gravidez. O Unicef calcula que uma em cada dez mulheres jovens grávidas que vivem nas capitais da África Subsaariana sejam portadoras do vírus da aids, e que pelo menos uma em cada três contagiará seus filhos. A iniciativa também visa a que, em 2010, 80% das crianças infectadas recebam tratamento, pois dos 2,3 milhões de menores de 15 anos soropositivos (80% dos quais vivem na África Subsaariana), cerca de um terço morre com um ano e a metade não supera seu segundo aniversário. Só em 2006, 380 mil crianças faleceram em decorrência da aids, apesar de que "a imensa maioria dessas mortes teria sido evitada se os infectados tivessem recebido algum tratamento", diz a organização, que lamenta que, na África Subsaariana, menos de uma de cada três crianças tenha uma noção clara do que é a doença. Além disso, pretende-se que, até 2010, tenha sido reduzido em 25% o número de pessoas portadoras do HIV. Para isso, "é necessário que todos os planos de ação integrem as crianças e adolescentes entre os grupos aos que se dirigem". Calcula-se que 10 milhões de jovens de entre 15 e 24 anos sejam soropositivos. Apesar de os desafios ainda serem "descomunais", o Unicef afirma que começa a haver melhoras relativas no combate à epidemia. Assim, as crianças estão cada vez mais integradas nas políticas nacionais desenhadas para combater a doença e, em cerca de vinte países da África Subsaariana, elas já são uma prioridade nos planos de ação, diz a agência da ONU no relatório. Graças a essas atitudes, à melhora dos métodos de detecção e ao barateamento dos remédios, cada vez mais crianças recebem tratamento. O preço dos remédios "caíram drasticamente nos últimos 12 a 18 meses, enquanto seus métodos de aplicação simplificaram-se enormemente, o que facilita a continuidade dos tratamentos". Em 70 dos países mais castigados pela aids, a organização detectou que a prática de teste e de assessoria passou de 4 milhões de pessoas, em 2001, para 16,5 milhões, em 2005. Além disso, em 58 países estudados, durante 2005 foi dada educação sobre a aids em 74% das escolas primárias e em 81% das de ensino médio, o que, para o Unicef, é uma esperança de mudança no devastador efeito da doença sobre a infância.  Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1350683-EI298,00.html Consultado em 15/02/2007

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Butantã vai receber nova cepa do vírus da gripe aviária para testes

2017-01-10T17:18:21-03:00janeiro 12, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

O Instituto Butantã vai receber na semana que vem uma nova cepa do vírus da gripe aviária, matéria-prima para desenvolvimento de uma vacina. O remetente é o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. O material foi enviado para cerca de dez fabricantes internacionais - o Brasil é o único da América Latina. A idéia é produzir 100 mil doses da vacina até o fim de 2008. O Butantã poderá ainda contar com o investimento de US$ 2 milhões do governo americano para desenvolver a vacina. O dinheiro seria usado na produção e na compra de equipamentos. “Temos de preparar um documento até 4 de fevereiro mostrando que somos capazes de produzir até o fim do ano uma quantidade suficiente de vacinas estáveis e potentes em animais”, explica Isaías Raw, diretor da Divisão de Desenvolvimento Tecnológico do Instituto Butantã. “Tiramos isso de letra, temos a infra-estrutura.” A nova amostra foi feita baseada no subtipo do vírus H5N1 (da gripe aviária) que surgiu na Indonésia, justamente o único país com casos de infecção em humanos neste ano (um caso registrado até o dia 9) e o campeão em mortes em 2006 (45 no total), de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). DOIS TIPOS DE VÍRUS Análises feitas com vários subtipos do H5N1 que contaminaram animais e humanos mostraram que a maioria deles em circulação nos últimos quatro anos ficou dividida em dois principais grupos. Os subtipos do grupo 1, que circularam no Camboja, na Tailândia e principalmente no Vietnã, foram responsáveis pelas infecções em humanos nesses países em 2004 e 2005. Os vírus do grupo 2 circularam em humanos e pássaros na China e na Indonésia em 2003 e 2004. Em 2005 e 2006, disseminaram-se pelo Oriente Médio, Europa e África. A cepa do Vietnã (grupo 1), que foi encaminhada ao Brasil em janeiro de 2006 e distribuída mundialmente pelo National Institute for Biological Standards and Technology, laboratório britânico sancionado pela OMS, se mostrou segura, mas só eficaz em doses muito altas. Em abril do ano passado, o Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos foi o primeiro a concluir que ela imunizava só com com doses seis vezes maiores do que o esperado.Uma vacina de gripe comum tem 15 microgramas. A doses com a cepa do Vietnã que atingiram um nível de imunização aceito pela OMS foram de 90 microgramas - e são necessárias duas doses para imunizar. “Em termos econômicos, seria praticamente inviável”, conta Raw. Em maio, no entanto, estudo publicado na revista britânica Lancet mostrou que doses de 30 microgramas da vacina da gripe aviária foram eficazes, mas com o acréscimo de adjuvante (substância usada para turbinar o efeito de vacinas). O adjuvante usado foi o hidróxido de alumínio. O Butantã desenvolveu outro tipo de substância (monosfosforil de lipídio A), que age no organismo - o alumínio age na vacina - que deverá ser usado na fabricação da vacina com a nova cepa. Mas a vacina feita com o grupo 1 pode ser usada numa eventual pandemia. “O que importa é que ela age contra o H5N1”, explica Jessica Presa, gerente médica da Sanofi-Pasteur no Brasil, o maior fabricante de vacinas contra gripe comum do mundo - são cerca de 160 milhões de doses por ano, que representam 40% da produção global. “E não haveria tempo hábil para fabricar uma vacina do início numa pandemia.” ESTOQUE ESTRATÉGICO A Sanofi começou os testes com a nova cepa há cerca de um mês e já tem encomenda dos Estados Unidos. França, Itália e Austrália têm contratos com o laboratório para ter um estoque da vacina feita com cepa do grupo 1 caso ocorra uma pandemia. O Butantã decidiu não descongelar a cepa antiga, já que estudos mostraram que só com doses altas ele imunizaria, mas também não a descartou. “Vamos priorizar a nova matéria-prima, mas não significa que não podemos precisar da antiga. Esse vírus muda muito”, conta Raw. No ano passado, o instituto construiu um laboratório experimental de 400 metros quadrados em 120 dias especialmente para fabricar a vacina da gripe do frango com a cepa do grupo 1. Além do laboratório, o Butantã vai inaugurar em março sua fábrica de vacinas para gripe comum. Com 6 mil metros quadrados e equipamentos no valor total de R$ 34 milhões, ela tem capacidade de produzir 20 milhões de doses de vacinas por ano. Mortalidade em humanos é de 60% O Estado de S. Paulo - 12/01/2007 Desde que matou o primeiro humano, em 1997, no sul da China, o vírus H5N1 causou a morte de 157 pessoas de um total de 263 infectados em dez países, segundo dados confirmados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Os números não param de crescer, porém ainda são considerados baixos. Mas o H5N1 causa alarde por dois principais motivos. Primeiro, ele tem letalidade máxima para aves domésticas - em cerca de dois dias depois da contaminação, todas morrem. Em humanos, a taxa média de mortalidade é hoje de quase 60% - o índice de letalidade do vírus da gripe comum é de 0,1%. Além disso, pela primeira vez na história se tem consciência prévia da possibilidade de uma pandemia. Nas três últimas, as gripes de Hong Kong (1968), Asiática (1957) e Espanhola (1919) só foram detectadas quando já haviam matado centenas de pessoas. “Hoje, acompanhamos o passo-a-passo de uma contaminação, caso por caso. Isso assusta a população, mas, por outro lado, nos dá a possibilidade de estudar a eficácia de remédios e vacinas”, diz Luiz Jacintho da Silva, infectologista da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenador do Grupo Regional de Observação da Gripe (Grog), da Secretaria do Estado. Hoje, o remédio mais indicado para combater a gripe aviária é o oseltamivir, princípio ativo do Tamiflu, fabricado pelo laboratório Roche (veja quadro ao lado). É impossível calcular as chances de uma verdadeira pandemia. Para que isso ocorra, o vírus, que sofre mutações regulares, tem de passar por uma transformação que torne possível a transmissão entre humanos. Além da letalidade do vírus, a forma como ele se dissemina torna difícil a contenção. A transmissão começa um dia antes do aparecimento dos sintomas da doença. O vírus letal da Síndrome Respiratória Aguda (SARS) que surgiu em 2003, por exemplo, se espalhava dois dias após os primeiros sinais de sintomas e por isso era mais fácil de ser controlado. De acordo com recomendações da agência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, a primeira ação para impedir o surgimento de um vírus pandêmico atualmente é vacinando aves contaminadas (vacinas veterinárias). Até pouco tempo atrás, a orientação era matá-las. De acordo com estudo epidemiológico publicado no ano passado na Nature, porém, uma vacinação imperfeita pode causar o espalhamento silencioso do vírus. Entretanto, quando um grande número fica imunizado, a doença se espalha muito lentamente no galinheiro e a probabilidade de a gripe passar despercebida se aproxima de 100%. “Há muita dúvida ainda se vacinar será mais eficaz que matar. O que se sabe é que a matança não impediu a transmissão”, diz Jacintho. A importação de animais contaminados, o trânsito de aves migratórias infectadas e a locomoção de pessoas com a doença são as formas de o vírus se espalhar. Por enquanto, é difícil o H5N1 chegar ao Brasil. “A rota migratória principal que passa aqui vem da América do Norte. As aves teriam antes que contaminar animais de lá e só depois chegariam aqui”, diz Marcos Boulos, infectologista do Hospital das Clínicas e diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). “Quanto à importação de aves, o Brasil é exportador. Nosso risco, baixíssimo.” A OMS tem uma classificação própria para determinar o avanço das pandemias pelo mundo. São seis fases que funcionam como um sistema para informar governos e sociedade sobre o progresso da doença. O planeta está na fase 3, o que significa que um novo subtipo do vírus influenza (no caso o H5N1) está de fato afetando humanos, mas ainda não se espalha entre eles. Ontem uma mulher de 37 anos morreu de gripe aviária na Indonésia. Tamiflu infantil chega ao País em maio A versão infantil do oseltamivir (princípio ativo do remédio Tamiflu), deverá chegar ao País em maio. A previsão é do fabricante do medicamento, o laboratório Roche. A versão indicada para crianças com idade a partir de 1 ano já é recomendada há dois anos na Europa, nos Estados Unidos e na Argentina. Apesar de também ser indicado para combater gripe comum, o Tamiflu passou a ser conhecido no Brasil com a divulgação do número de casos crescentes da gripe aviária. Em 2005, eram vendidas 300 caixas por mês do remédio no País (para pacientes adultos). Em 2006, foram 4,3 mil caixas mensais. Os japoneses são os maiores consumidores do remédio - cerca de 8 milhões de tratamentos são usados por ano. No Brasil, o Ministério da Saúde comprou o equivalente a 9 milhões de tratamentos. O medicamento é um inibidor da proteína neuraminidase (o “N” do H5N1), que fica na superfície do vírus.  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6681 Consultado em 23/02/2007

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Preço do Avastin finalmente é definido

2017-01-10T17:18:21-03:00janeiro 5, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Levaram um ano e oito meses as negociações sobre o preço com que a droga Avastin chegará ao mercado brasileiro, num processo que normalmente duraria 90 dias. Mas, finalmente, a partir de abril, os pacientes não precisarão mais importar o bevacizumabe, nome comercial do medicamento da nova geração para o tratamento do câncer de colo-retal (quarto de maior incidência no País). Aprovado em maio de 2005 para ser vendido no Brasil, só agora a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), estabeleceu os preços do remédio: R$ 4.217,05 para a ampola de 400 mg e R$ 1.089,14 para a de 100 mg. Esses valores foram estabelecidos a partir da consulta nos países em que o Avastin tem aprovação. O resultado igualou os preços aos de Itália e Suíça, por exemplo, os mais baixos do mundo. Hoje, o Avastin só pode ser comprado nas importadoras e pode custar mais de R$ 10 mil.A previsão de que estará nas farmácias brasileiras em abril é do fabricante, o laboratório Roche. A demora na liberação do preço do Avastin é explicada pela Roche como um problema de classificação do medicamento no Brasil. “O que tornou esse caso demorado foi nossa compreensão diferente da dos técnicos da CMED”, diz João Carlos Ferreira, diretor de Operações Comercias do laboratório. Ele explica que o preço que chegou a ser definido, cerca de R$ 300, não cobriria os custos da produção e importação da droga. “O que faltava era uma evidência científica, dentro dos padrões da legislação nacional, que autorizasse esse preço.” O prazo para a fixação de preço desse tipo de medicamento não pode ultrapassar 90 dias. O diretor-executivo da CMED, Luis Milton Veloso Costa, explica que, na verdade, esse período não foi excedido, porque a cada pedido de revisão, feito pela empresa, ou de complementação de documentos, pela CMED, o prazo era interrompido e retomado dali. TUMOR CERCADO Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 25 mil novos casos câncer de colo-retal ocorreram no Brasil em 2006. O bevacizumabe é apontado por especialistas como um grande avanço no combate a esse tipo de tumor. A droga, um anticorpo monoclonal, é administrada em pacientes com tumores em estágio avançado que necessitam de quimioterapia. Ela age sobre uma proteína chamada VEGF, inibindo a formação de vasos sanguíneos responsáveis pela nutrição e oxigenação do tumor, processo chamado de angiogênese. O resultado é a morte dessas células, por falta de nutrição. Para os especialistas, esse é um medicamento inovador com resultados promissores. Aprovado em pelo menos 50 países, ele prolonga a sobrevida dos pacientes em aproximadamente cinco meses. “Nenhuma célula cancerosa sobrevive se estiver a uma distância maior de 2 milímetros de um vaso sanguíneo”, explica o oncologista Paulo Hoff, do Hospital Sírio-Libanês. Ele é um dos autores de uma pesquisa internacional com pacientes que tiveram diferentes tumores removidos e se submetem ao tratamento com Avastin para evitar o reaparecimento da doença. Nos Estados Unidos e em vários países da Europa, o medicamento já é aprovada para o tratamento de outros tumores, como câncer de pulmão. “É muito provável que o tratamento da maior parte dos tumores tenha algum tipo de benefício”, diz Hoff. “É uma droga tão inovadora que já existem outras em estudo que seguem o mesmo paradigma.” A oncologista Angelita Gama reconhece o avanço mas faz uma ressalva. “Os médicos devem receitar apenas quando houver todas as indicações, para evitar gastos desnecessários”, diz. NÚMEROS R$ 4.217 é quanto irá custar o medicamento, com ampola de 400 miligramas R$ 1.089 será o preço mais barato do Avastin, para a ampola de 100 mg R$ 10 mil é o valor que alguns pacientes chegam a pagar pela droga obtida nas importadoras 60 dias é o tempo que pode demorar para que o paciente receba a droga, judicialmente, do Estado. No Estado, espera pode chegar a mais de dois meses O Estado de S. Paulo - 05/01/2007 Há pouco mais de três anos, a estudante de Química Suzane Yumi Inoue, de 24 anos, luta para ter um vida normal. Com apenas 21 anos recebeu o diagnóstico de câncer de colo-retal. Desde então, sua rotina se divide entre a faculdade e os tratamentos médicos. Em 2005, após ter feito o que parecia ser um tratamento bem-sucedido, o tumor reapareceu. Hoje, ela faz quimioterapia oral e espera a chegada do Avastin para derrotar o tumor. Em dezembro, sua advogada conseguiu uma liminar exigindo que o Estado forneça o remédio, que ainda hoje precisa ser importado, gratuitamente. No próximo mês ela deve começar a usar a droga. Filha de agricultores, em São Roque, interior do Estado, o preço dos medicamentos é um obstáculo a mais. “Tive de entrar na Justiça pois não tenho nenhuma condição de pagar”, diz. O caso de Suzane não é uma exceção. Sua advogada, Renata Vilhena, revela que desde 2004 atende todas as semanas pacientes em busca do medicamento. “Hoje tenho mais de cem casos para o Avastin”, diz. Ela explica que as ações movidas contra os planos de saúde costumam ser resolvidas mais rapidamente. “Mas contra o Estado é mais complicado e burocrático. Pode demorar entre 60 e 90 dias”, afirma. Essa é a situação do médico Fernando Gomes de Mello, de 65 anos, denunciada pelo Estado no sábado. Desde 2001 ele luta contra um câncer de pulmão e desde 12 de dezembro aguarda uma definição da secretaria para receber o medicamento. Hoje ele deve tomar a sexta dose do remédio, de um total de 24 aplicações, graças a uma doação de uma pessoa que não quis se identificar.  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6677 Consultado em 22/02/2007

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Bristol amplia fornecimento no programa de aids

2007-01-04T00:00:00-03:00janeiro 4, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

A Bristol-Myers Squibb (B-MS) fechou acordo com o governo federal que amplia o fornecimento para 2007 de uma droga que faz parte do coquetel antiaids. O contrato é de aproximadamente R$ 150 milhões, um valor cerca de 25% maior do que o do ano passado, segundo o laboratório. A farmacêutica americana já vende ao governo brasileiro desde 2004 o sulfato de atazanavir, princípio ativo do Reyataz, como é conhecido comercialmente o medicamento. O acordo prevê a ampliação do atendimento de 18 mil para mais de 30 mil pacientes portadores do vírus da aids, segundo a Bristol. O negócio deve fortalecer as vendas do laboratório junto ao governo federal e elevar as previsões de faturamento da companhia em 2007. O Reyataz é um dos carro chefes da companhia, responsável por cerca de um terço do faturamento. A expectativa do laboratório é crescer cerca de 15% sobre 2006 quando as vendas da subsidiária brasileira da Bristol-Myers Squibb superaram os R$ 450 milhões. No acordo assinado com o governo federal no dia 29 de dezembro, o laboratório se compromete a reduzir em US$ 0,45 o valor diário do tratamento, de US$ 6,58 para US$ 6,13 por paciente, o que significa uma queda de 6,83%. Procurado, o Ministério da Saúde não respondeu o pedido de entrevista. Segundo a empresa, o valor atual da droga vendida ao programa brasileiro é cerca de 75% menor do que o praticado no mercado dos Estados Unidos, por volta de US$ 24 por dia, onde os preços são livres. "A economia para os cofres públicos é estimada entre R$ 100 milhões e R$ 130 milhões", disse o diretor de assuntos corporativos da empresa, Antonio Carlos Salles. O executivo disse que a negociação fechada com o governo brasileiro é uma prova da política agressiva de descontos aliada ao diálogo com o governo federal e as entidades ligadas aos pacientes portadores do vírus da aids. "Por isso, temos sido preservados em relação as ameaças [de quebra de patente]", afirmou Salles. A Bristol-Myers Squibb está tentando aprovar junto ao Ministério da Saúde a inclusão de dois medicamentos - um para o tratamento de esquizofrenia e outro para hepatite - na lista de remédios de alto custo do governo federal. O pedido de um deles foi protocolado em 2003.  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6674 Consultado em 22/02/2007

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Droga da Abbott vira alvo de polêmica nos EUA

2007-01-04T00:00:00-03:00janeiro 4, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

A Abbott, laboratório farmacêutico americano, utilizou de artimanhas estratégicas nos Estados Unidos em defesa do seu antiretroviral Kaletra. Segundo reportagem de ontem do jornal "The Wall Street Journal", citando documentos e e-mails internos trocados por executivos, o laboratório quintuplicou em 2003 os preços do Norvir, uma droga mais antiga e utilizada junto com outras, para afugentar rivais do mercado e permitir o crescimento de vendas do Kaletra. Um dos documentos diz que o movimento poderia levar o laboratório a parecer como "grande, malvado e ganancioso". Mesmo assim, a Abbott levou a estratégia adiante. Os preços subiram 400% e o custo do tratamento do Norvir com o Reyataz superou o do Kaletra, levando os pacientes a migrar para a nova droga da Abbott. O Kaletra esteve no meio de uma polêmica no Brasil. No fim de 2005, o governo federal quase quebrou a patente da droga, mas mudou de idéia na última hora. O Ministério da Saúde fechou um acordo que previa a doação de remédios, a transferência de tecnologia da produção do Kaletra para laboratórios oficiais pós-2011 e a manutenção do preço por seis anos. ONGs especializadas em saúde criticaram o acordo.  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6674 Consultado em 22/02/2007

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Americanos desenvolvem ´camisinha líquida´

2017-01-10T17:18:21-03:00janeiro 1, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Pesquisadores americanos estão desenvolvendo uma “camisinha líquida” para proteger as mulheres contra o vírus da Aids. O líquido formulado pela equipe da Universidade de Utah se transforma em uma cobertura de gel quando inserida na vagina. Depois, quando exposta ao sêmen, ele retorna à forma líquida e libera uma droga anti-viral para atacar o vírus HIV. Porém a tecnologia, descrita em um artigo na revista científica Journal of Pharmaceutical Sciences, ainda deve demorar cinco anos para ser testada em seres humanos. E os pesquisadores prevêem que ainda levará cerca de dez anos antes de que o produto possa ser usado em larga escala. “O nosso maior objetivo para esta tecnologia é proteger as mulheres e seus filhos no útero ou recém-nascidos de serem contaminados com o vírus da Aids”, disse o pesquisador Patrick Kiser. Esforço mundial O projeto da Universidade de Utah é parte de um esforço mundial de pesquisa para desenvolver “microbicidas” – sistemas para administração de drogas por meio de géis, esponjas ou cremes para prevenir infecção pelo HIV ou outras doenças sexualmente transmissíveis. Esses produtos são vistos como uma maneira de as mulheres ganharem poder para se protegerem contra o HIV, particularmente em nações pobres onde a Aids é mais disseminada, onde o índice de estupros é alto, onde o acesso às camisinhas é difícil ou seu uso é considerado tabu. Os microbicidas de primeira geração testados atualmente devem estar disponíveis dentro de quatro anos, com uma taxa de efetividade entre 50% e 60%. Segundo Kiser, porém, esses microbicidas duram apenas por um curto espaço de tempo e têm de ser usados pouco antes da relação sexual. A vantagem potencial da nova tecnologia que está sendo desenvolvida por sua equipe é que ela terá duração muito mais longa. “Estamos trabalhando em um sistema de administração de microbicida que poderia ser usado uma vez ao dia ou uma vez ao mês”, disse ele. Sem efeitos colaterais Os testes já mostraram que seu “hidrogel” não deve causar efeitos colaterais ou desconfortos significativos. Ele foi desenvolvido de maneira a não desidratar as células vaginais, o que pode levar a infecções, e a não ser diluído por outros líquidos. O próximo estágio deve ser verificar se as drogas anti-virais incorporadas ao hidrogel podem ser administradas com a mesma eficácia demonstrada nos testes de laboratório. Os pesquisadores se dizem esperançosos de que, como a camada de gel dentro da mulher será muito mais fina do que nos testes de laboratório, a liberação de drogas deve ser ainda mais efetiva.  Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/01/070101_camisinhaliquidarw.shtml Consultado em 15/02/2007

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dezembro 2006

Brasil cria tecnologia mais barata e segura para detecção de doenças

2016-02-02T20:45:52-03:00dezembro 28, 2006|Categories: Acervo|

Brasília - Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma tecnologia para detecção do vírus da aids e da hepatite C. O método reduz o tempo da chamada janela imunológica, período que o organismo leva para produzir, depois da infecção, uma certa quantidade de anticorpos que possam ser detectados pelos exames de sangue específicos. A informação foi dada hoje (28) pelo presidente da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), João Paulo Araújo, em entrevista ao programa Revista Brasil. Araújo explicou que a metodologia já é conhecida, mas o Brasil tinha dificuldade de implantação pelo alto custo das duas produtoras mundiais. A partir de 2004, os pesquisadores optaram por desenvolver um produto nacional. “Esses exames já são realizados em todos hemocentros, mas eles buscam pesquisar anticorpos e, com isso, se perde tempo. Com a nova metodologia, em que se trabalha com o genoma do vírus, é possível reduzir o tempo da janela imunológica detectando assim a contaminação pelos exames. Isso assegura mais qualidade ao sangue [coletado nos hemocentros]”, disse Araújo. Segundo o presidente da Hemobrás, a tecnologia é vantajosa também pelo preço, mais baixo que o de dois produtos similares vendidos por multinacionais. O nacional, que está sendo desenvolvido, deve ficar com custo final entre US$ 3 e US$ 4, cerca de R$ 8 para cada reação, enquanto os vendidos no mercado mundial custam em torno de US$ 15 ou R$ 30. O desenvolvimento da metodologia teve a parceria do Ministério da Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz–Biomanguinhos, Universidade Rederal do Rio de Janeiro (UFRJ), Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP). De acordo com João Paulo Araújo, ela deve ser implantada em 2008, mas os testes de validação dos equipamentos têm início no ano que vem. Além disso, será feita a atualização dos exames e registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “A tecnologia desenvolvida por pesquisadores brasileiros vem demonstrar a importância dos organismos públicos estarem unidos forças em busca de melhorar cada vez mais a saúde coletiva”, finalizou. Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2006/12/28/materia.2006-12-28.3026032348/view Consultado em 15/02/2007

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Secretário-executivo do Ministério da Saúde responde artigo em que Caio Rosenthal e Mário Scheffer defendem a utilização, pelo governo brasileiro, do mecanismo de licença compulsória

2017-01-10T17:18:21-03:00dezembro 28, 2006|Categories: Acervo|

Em artigo publicado na Folha de S. Paulo desta quinta-feira (28/12), o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa da Silva Júnior, responde artigo divulgado no mesmo jornal em 30 de novembro. No texto, o médico infectologista Caio Rosenthal e o ativista do Grupo Pela Vidda (SP), Mário Scheffer, defendem a utilização do mecanismo de licença compulsória (procedimento também conhecido como quebra de patentes) para os medicamentos anti-retrovirais. “Que Lula não adie mais a decisão, tantas vezes ensaiada pelo governo anterior, de decretar licenças compulsórias dos anti-retrovirais sob patentes, que cada vez mais oneram o orçamento do Ministério da Saúde”, pede o artigo (leia o texto na íntegra). “Ao abordar o tema da sustentabilidade do programa brasileiro de Aids no fornecimento de medicamentos anti-retrovirais (ARVs), os autores transformam um instrumento, a licença compulsória (LC), que pode e deve ser usada em situações específicas, em uma verdadeira panacéia”, afirma Jarbas Barbosa da Silva Júnior, secretário-executivo do Ministério da Saúde, em artigo publicado pelo diário paulista Folha de S. Paulo. “Panacéia”, segundo o dicionário, significa “remédio para todos os males”. “O debate sobre esses temas é fundamental, melhor ainda se apoiado na realidade”, ataca o representante do governo federal. Abaixo, o texto na íntegra: São Paulo, quinta-feira, 28 de dezembro de 2006 TENDÊNCIAS/DEBATES A questão do acesso aos anti-retrovirais Não haverá nunca soluções simplistas para garantir a sustentabilidade do programa de enfrentamento da epidemia de Aids ARTIGO PUBLICADO nesta Folha, em 30/11, faz reflexões importantes sobre os avanços e os desafios colocados ao SUS (Sistema Único de Saúde) na questão do enfrentamento da epidemia de Aids. Concordo, inteiramente, com grande parte das questões levantadas pelos dois autores. No entanto, ao abordar o tema da sustentabilidade do programa brasileiro de Aids no fornecimento de medicamentos anti-retrovirais (ARVs), os autores transformam um instrumento, a licença compulsória (LC), que pode e deve ser usada em situações específicas, em uma verdadeira panacéia. A LC nos garantiria, para sempre, ARVs a preços baixos, e sua utilização dependeria, apenas, da vontade política do governo federal? Essas idéias não correspondem aos fatos. A LC precisa atender a regras da legislação nacional e internacional. Usá-la sem que as condições estejam dadas é correr um sério risco de derrota judicial, com graves prejuízos para a capacidade de negociação de preços e para a reputação do programa e do país. Diante de uma emergência nacional, produzida por epidemia descontrolada, por exemplo, há pleno amparo legal para uma LC. Até os EUA cogitaram usar esse mecanismo na crise do uso intencional do antraz. A outra possibilidade legal, em caso de interesse público, é ampla o bastante para incluir diversas interpretações a favor de sua utilização e para apoiar sua contestação. Entre os argumentos de difícil sustentação legal, encontra-se a alegação de dificuldade orçamentária, pois esse, provavelmente, é o mais universal dos problemas enfrentados pelos Ministérios da Saúde de todos os países em relação aos medicamentos de alto custo. Fundamental para a decisão sobre a LC é também estabelecer se há capacidade efetiva de produção nacional. Não estamos falando aqui do potencial de vir a produzir em um dia incerto do futuro, mas da capacidade de substituir, rapidamente, o produto que foi objeto da LC, de maneira que não cause nenhum dano às pessoas que o utilizam. Se falharmos, só há uma alternativa: comprar de produtores, muitas vezes não qualificados pela Organização Mundial da Saúde. No caso concreto, dos três ARVs sob patente que mais impactam nosso orçamento, só dominamos, em tese, a tecnologia de fabricação de um deles. O que faríamos com os outros dois? Uma aposta, com um desfecho incerto sobre o êxito em dominarmos a tecnologia de produção? E em relação aos novos medicamentos que estão sendo lançados, ficaríamos privados deles por anos ou décadas até dominarmos a sua produção? Sobre a referida capacidade da produção nacional, é importante esclarecer que ainda não se fabrica quase nenhum dos ARVs que não se encontram mais sob patente. Importa-se a matéria-prima, e o produto é apenas finalizado. Não é mais adequado (e mais seguro para os pacientes) que a prioridade seja dada para dominar toda a tecnologia de produção? Assim, certamente estaríamos mais preparados quando houvesse a necessidade de emitir uma LC. Outro mito é o de que a produção nacional sempre barateia o medicamento. Em um dos estudos citados no artigo, exatamente o único que traz dados e informações consistentes, realizado pela Fundação Clinton, encontra-se o diagnóstico de que os ARVs produzidos no país custam de duas a quatro vezes o preço do mercado internacional. Também não se baseia em fatos a afirmação de que a estratégia de negociação de preços não tem produzido resultados. Vamos aos números: entre 2003 e 2006, reduzimos o preço do Efavirenz em 45,4% (de R$ 6,35 para R$ 3,74); do Tenofovir, em 207,7% (de R$ 27,48 para R$ 8,93); e do Kaletra, em 204% (de R$ 4,50 para R$ 1,48). Essa redução não se deveu à sensibilidade da indústria farmacêutica, e sim a uma política correta de confronto e negociação, apoiada na grande visibilidade e prestígio que nosso programa nacional desfruta internacionalmente. O caso do Kaletra é emblemático, pois conseguimos, na negociação, um preço menor do que o ofertado por um produtor indiano, sem pré-qualificação da OMS, a quem teríamos de recorrer fatalmente se houvesse sido emitida a LC. Não haverá nunca soluções simplistas para garantir a sustentabilidade do programa. Sempre será necessário utilizar todas as armas disponíveis, como a negociação de preços, o desenvolvimento da capacidade produtiva nacional, os acordos para licenças voluntárias e, em casos em que haja necessidade e condições, a licença compulsória. O debate sobre esses temas é fundamental, melhor ainda se apoiado na realidade. JARBAS BARBOSA DA SILVA JR. , 49, médico epidemiologista, doutor em saúde coletiva pela Unicamp, é secretário-executivo do Ministério da Saúde  Fonte: http://www.agenciaaids.com.br/noticias-resultado.asp?Codigo=6547 Consultado em 13/02/2007

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