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dezembro 2006

Novos remédios impulsionam faturamento da Bristol-Myers

2017-01-10T17:18:21-03:00dezembro 20, 2006|Categories: Acervo|

O lançamento de medicamentos como o Abilify, para tratamento da esquizofrenia, e Baraclude, contra a hepatite B, ajudaram a farmacêutica norte-americana Bristol-Myers Squibb a engordar o faturamento no Brasil. A empresa deve finalizar este ano com vendas 10% maiores no País, de cerca de R$ 500 milhões, ante o resultado de 2005. Em dólar, passa de US$ 194 milhões para US$ 227 milhões este ano. Somente o faturamento com novos produtos sobe de US$ 61,4 milhões para US$ 89,3 milhões em 2006, o maior incremento do portfólio. Para o próximo ano, o presidente da subsidiária, Mário Grieco, estima um percentual maior de crescimento, de 15%, na moeda local, nas vendas totais. Os novos remédios, produtos de maior valor agregado e protegidos por patentes, também deverão ser os principais responsáveis pelo aumento estimado para o ano que vem. Na lista de lançamentos, estão o Splycel (dasatinib), para leucemia mielóide crônica, e Orencia, para artrite-reumatóide. A empresa esperava lançar estes produtos neste ano, mas ficarão para 2007 porque "estão parados" na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) à espera de aprovação. "Há seis meses entramos com a solicitação." Segundo Grieco, a Anvisa tem demorado em suas aprovações e os prazos podem chegar a até 3 anos. "Mas estive ontem (na segunda-feira) na Anvisa e eles disseram que estão contratando mais 200 técnicos para agilizar os processos. Prometeram também dar prioridade aos medicamentos mais importantes." Neste caso, afirmou, está incluído Splycel, indicado para pacientes que não responderam a outras terapias para a leucemia. A expectativa da Bristol é faturar cerca de US$ 50 milhões por ano com Orencia no Brasil, em três anos. Grieco estima que remédios para o tratamento da artrite-reumatóide movimentem cerca de US$ 200 milhões por ano no País. Já com Splycel o executivo prevê rentabilidade baixa, pelo tamanho do mercado. "Estamos investindo no benefício. Ele salva vidas." Grieco - que toca no Brasil desde o ano passado o plano global de reestruturação de portfólio da multinacional, em que os investimentos estão mais concentrados em dez áreas terapêuticas - disse que a reorganização está dando resultados. Os produtos das áreas foco ficam com 40% do faturamento previsto para 2006. A divisão de consumo, que concentra remédios como Luftal e Naldecon, responderá por outros 40% das vendas. No ano que vem, a Bristol aumentará em 25% os investimentos em marketing nesta área, para R$ 30 milhões. No total, investirá entre US$ 35 milhões e 40 milhões no próximo ano, um aumento de 15% ante 2006.  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6672 Consultado em 22/02/2007

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Cientistas desenvolvem vacina contra a malária

2016-02-02T20:45:53-03:00dezembro 18, 2006|Categories: Acervo|

Cientistas americanos disseram nesta segunda-feira ter desenvolvido uma vacina experimental que poderia neutralizar o parasita da malária que carrega a forma mais letal da doença dentro do mosquito, seu hospedeiro. A vacina atinge o microscópico parasita Plasmodium falciparum, dentro do estômago do mosquito, bloqueando o desenvolvimento do organismo, assim evitando a futura transmissão da doença. Cientistas do Instituto Nacional de Saúde (NIH) americano pegaram uma proteína presente apenas no parasita durante o tempo em que passa no estômago do mosquito e potencializada quando combinada a outras proteínas. Quando administrada a camundongos, a superproteína criou anticorpos longevos, segundo o estudo, que será publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences USA. Estudos anteriores demonstraram que os anticorpos contra a proteína, Pfs25, na dieta sangüínea dos mosquitos poderia comprometer o desenvolvimento do parasita. A malária afeta até 500 milhões de pessoas e mata mais de um milhão de crianças ao ano, a maioria na África, mas uma vacina contra a doença escapa das mãos dos cientistas, apesar de décadas de pesquisas. A forma mais severa da doença é causada pelo parasita Plasmodium falciparum que, uma vez na corrente sangüínea, viaja até o fígado, onde se multiplica. Novas formas do parasita são, então, liberadas no sangue, onde invadem os glóbulos vermelhos, acabando por destruí-los.  Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1307460-EI298,00.html Consultado em 15/02/2007

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Laboratórios faturam R$ 21,5 bilhões

2016-02-02T20:45:53-03:00dezembro 18, 2006|Categories: Acervo|

Vendas entre janeiro e novembro crescem 6,2% ; Interfarma prevê alta de 8% no varejo em 2007. O faturamento nominal da indústria brasileira de medicamentos cresceu 6,21%, para R$ 21,56 bilhões, no acumulado deste ano até novembro, superando os R$ 20,3 bilhões apurados em igual período de 2005, de acordo com pesquisa da Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma). Em dólar, as vendas saltaram de US$ 8,36 bilhões para US$ 9,86 bilhões, na mesma base de comparação, uma alta de 17,94% e percentual maior do que em real por influência principalmente da variação cambial. Em volume, foram 1,51 bilhão de unidades (caixas) vendidas pela indústria nos onze meses de 2006, um crescimento, vegetativo, de 2,3% em comparação as 1,47 bilhão de unidades comercializadas entre janeiro e novembro do ano passado, conforme a Febrafarma, que elabora a pesquisa baseada nos dados de vendas fornecidos pelos fabricantes. Apesar de os percentuais de aumento não serem expressivos, o setor poderá finalizar 2006 recuperando as perdas do ano passado. Em 2005, o incremento nas vendas de genéricos e as exportações maiores livraram a indústria farmacêutica brasileira de amargar queda significativa, mas mesmo assim ela registrou diminuição de 2,32% no volume de unidades comercializadas, que atingiu 1,61 bilhão de caixas de medicamentos ante as 1,65 bilhão de unidades do ano anterior. Recuperação A recuperação já faz a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) prevê performance melhor no ano que vem. A entidade estima que o mercado deve crescer 8% e atingir R$ 22,3 bilhões em 2007, no varejo. Já em volume, a previsão é de alta de 3,5%, para 1,47 bilhão de unidades. Em 2006, o mercado mundial deve crescer 17%, a US$ 620 bilhões, conforme a entidade. O País, que já foi o 7 colocado e hoje ocupa a 9 posição no ranking, deve crescer 13%, para US$ 8,6 bilhões. Essas previsões envolvem apenas os negócios realizados pela indústria com os distribuidores e não consideram outras vendas, como as feitas para o setor público e hospitais. Entre os fatores positivos ao crescimento do mercado no próximo ano, o presidente da Interfarma, Gabriel Tannus, aponta a incorporação de novas tecnologias e o incremento da renda, que propicia o aumento do consumo de remédios. Já como fatores que atrasam o desenvolvimento do setor, o controle de preços vem em primeiro lugar, disse Tannus. Por conta dele, os especialistas estão estimando uma alta de 1% em média nos preços dos medicamentos para o próximo ano. "O farmacêutico é um dos únicos setores no País que tem seus preços controlados. O governo deveria liberar o preços para o mercado controlar." Tannus listou também os entraves que dificultam a atração de investimento para o Brasil, como a demora no tempo de aprovação das pesquisas clínicas que, aqui, é de 24 semanas. "O ideal seria baixar para 12. O País perde projetos de pesquisa para México, Argentina, Rússia e França", disse o presidente da Interfarma. O índice de informalidade no setor, que inclui sonegação, falsificação e roubos, pode exceder 50% no varejo e atingir R$ 12 bilhões por ano, o que culmina em R$ 3,6 bilhões em impostos não declarados, disse Tannus, que reclamou também da alta carga tributária do setor. Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6667 Consultado em 22/02/2007

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Receita das farmacêuticas tem alta de 5,5%, mas venda cresce só 2% no ano

2016-02-02T20:45:53-03:00dezembro 18, 2006|Categories: Acervo|

O presidente executivo da Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma), Ciro Mortella, prevê que as vendas do setor, em volume, terão crescimento próximo a 2% este ano. A previsão dele tem como base a expansão de 2,09% registrada nas vendas da indústria farmacêutica nos 12 meses terminados em novembro, segundo dados do Grupo dos Executivos da Indústria Farmacêutica (Grupemef). O faturamento do setor, por sua vez, superará a casa dos R$ 23,5 bilhões este ano, com elevação de cerca de 5,5% sobre 2005. Para o próximo ano, a perspectiva do executivo é de que o volume comercializado apresente crescimento semelhante ao registrado este ano. ?Não há nenhum sinal, hoje, que indique que haverá grande variação no volume de vendas no próximo ano?, diz. O presidente da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), Gabriel Tannus, ressalta que um fator que será fundamental para o crescimento das vendas em 2007 é a condição financeira da população. ?Havendo aumento de renda do trabalhador, com certeza o consumo da população crescerá?, diz o executivo. Ele, no entanto, também espera que o resultado de 2007 fique próximo ao registrado este ano. Segundo Tannus, as vendas, em unidades, deverão apresentar elevação de 3,5% em 2007 sobre este ano. Duas das dificuldades encontradas pelo setor em 2006 e que permanecerão na pauta de preocupações em 2007, segundo o presidente da Interfarma, são o controle de preços por parte do Governo Federal e a informalidade gerada pela alta carga tributária do País. ?O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) pago pelo setor chega a até 19%, no caso do Rio de Janeiro. Tenho certeza de que se esse valor caísse a 7% a sonegação fiscal seria bastante limitada?, analisa Tannus. A Febrafarma elaborou um documento no qual apresenta questões consideradas de fundamental importância para o setor. O material, entregue aos candidatos à Presidência da República durante a corrida eleitoral, contém temas como propriedade intelectual, pesquisas e desenvolvimento, regulação econômica, política industrial, marco regulatório e carga tributária. Exportações Para o analista do setor farmacêutico da Tendências Consultoria, Bruno Rocha, o crescimento dos genéricos no mercado interno e o aumento da exportações serão dois fatores que determinarão o ritmo das vendas em 2007. ?Os laboratórios têm visto no exterior uma saída razoável para a estagnação do mercado interno?, afirma. As exportações fecharão este ano com alta de cerca de 27%, para US$ 604 milhões, segundo a Febrafarma. Para o próximo ano, prevê Rocha, a expansão será de 16,6%.  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6666 Consultado em 22/02/2007

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Farmacêuticas adotam ética e qualificação para vender mais

2017-01-10T17:18:21-03:00dezembro 15, 2006|Categories: Acervo|

A impossibilidade da indústria farmacêutica de anunciar seus produtos na grande mídia, como fazem os fabricantes de alimentos, por exemplo, tem gerado investimentos cada vez maiores no treinamento da força de vendas. A cada ano, a verba aplicada com as equipes de propagandistas — os representantes da indústria que vão aos médicos para dar explicações sobre os novos medicamentos — cresce cerca de 20%. “Todo ano, reunimos os gerentes de desenvolvimento da Novartis do mundo todo e recebemos treinamento. Sempre procuramos inovação e estimulamos o desenvolvimento de uma equipe criativa”, afirma Hélio Pedro Gianotti, gerente de Desenvolvimento e Treinamento da força promocional da Novartis no País, eleita a melhor força de vendas da marca no mundo em pesquisa realizada pela fabricante com médicos para avaliar a qualidade de nossos representantes. Ele é responsável por uma equipe de 13 pessoas, entre gerentes, coordenadores e assistentes de treinamento e desenvolvimento de pessoas, responsáveis pelo treinamento de 500 representantes. A linha de treinamento adotada desenvolve o trabalho dos representantes por competências específicas, a partir de avaliação de nível de conhecimentos — o representante absorve o conhecimento ao longo do tempo, através de cursos presenciais e a distância. “O primeiro passo é conhecer toda a parte técnica do produto. Estamos aumentando cada vez mais a sinergia com outras áreas, como Marketing, Pesquisa e Desenvolvimento de Produto, para aumentar o repertório dos nossos representantes”, diz Gianotti. Outro diferencial está na disponibilidade de conteúdos em formatos dinâmicos. “Procuramos otimizar ao máximo o tempo dos representantes nos consultórios. Oferecemos conteúdo em áudio na Internet semanalmente e disponibilizamos tocadores de áudio que possibilitam a eles ouvir o treinamento enquanto esperam os médicos ou quando estão na rua. Temos materiais que cobrem todos os estilos de aprendizagem”, explica Gianotti. Outra que também ressalta a importância do treinamento da força de vendas dos representantes é a Bristol-Myers Squibb (BMS), que nomeou há um mês a nova diretora nacional de Vendas, Silvia Sfeir, que responde por diversas atividades da equipe de vendas da subsidiária, entre elas o treinamento. “Os representantes que vão aos médicos demandam um investimento maior, pois eles precisam de maior capacidade de convencimento e devem saber identificar as necessidades do médico. Além disso, exigem mais reciclagem, não só em relação os produtos que vendem, mas em relação à concorrência”, justifica a executiva. Para suprir estas demandas, a Bristol investe em treinamentos on-line e vídeos, e realiza análises qualitativas dos treinamentos. “O objetivo é verificar se existe uma correlação entre o tempo de treinamento e os resultados, o que nunca foi feito em nossos treinamentos”, diz Sfeir. Outra preocupação que deve dar o tom na nova gestão é o alinhamento estratégico dos representantes à postura ética exigida pela matriz norte-americana da Bristol. Por isso, os treinamentos terão uma orientação mais agressiva no que se refere à conduta do funcionário e em seu comportamento diante de um cliente. “O profissional deve ser altamente especializado e competente. Mas nada disso terá valor se não tiver um comportamento adequado em equipe e, ainda mais importante, na frente do cliente. Ou seja, não pode empurrar um produto, vender o que não é importante, nem o que não pode”, explica. A empresa possui um programa de treinamento para comunicar o que pode ou não pode ser feito e que mede o alinhamento dos funcionários com as normas de conduta da empresa. Outro investimento da Bristol está concentrado nos representantes do departamento de Vendas para os órgãos governamentais, que lidam com técnicos farmacêuticos. “Os representantes precisam estar preparados para lidar com este tipo de profissional, que há pouco tempo não fazia parte de seus contatos. Além do currículo básico, os representantes são constantemente treinados e atualizados em diversos temas, que superam a simples informação sobre os produtos. O objetivo é garantir que a informação precisa e de qualidade chegue aos médicos e a outros profissionais de saúde”, comenta. A indústria farmacêutica vendeu, até novembro, cerca de R$ 21,5 milhões, apresentando um crescimento de 6% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com a Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica.  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6664 Consultado em 22/02/2007

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Merck prevê crescimento no Brasil

2016-02-02T20:45:53-03:00dezembro 15, 2006|Categories: Acervo|

Quarto maior laboratório farmacêutico dos Estados Unidos, a Merck está passando, desde o final de 2005, por um amplo plano de restruturação, que inclui a venda ou o fechamento de cinco de suas 31 fábricas e a redução de 7 mil empregos até 2010, para superar as perdas com o antiinflamatório Vioxx e com o vencimento em junho deste ano da patente de Zocor, para o controle do colesterol. Mas, assim como o mercado de antiinflamatórios, a empresa também está se recuperando. "Nos últimos trimestres alcançamos os resultados esperados", disse o diretor de comunicação corporativa da Merck Sharp & Dohme, João Sanches. No Brasil, a companhia norte-americana deverá finalizar 2006 com faturamento estável ante os R$ 563 milhões apurados no ano passado, valor que, por sua vez, foi maior em relação aos R$ 542,2 milhões registrados em 2004. Mas nos próximos cinco anos a previsão é crescer a taxa anual de dois dígitos, particularmente, por causa do lançamento de remédios, afirmou Sanches. No primeiro trimestre do ano que vem, a Merck pretende lançar no mercado brasileiro Januvia, para o controle do diabetes tipo 2, e Gardasil, vacina que combate o HPV e o câncer de colo do útero. Com Januvia, a subsidiária prevê conquistar 10% do mercado doméstico de medicamentos para diabetes em 2010, estimado por Sanches em US$ 180 milhões na ocasião. Hoje, é de US$ 100 milhões por ano, disse. "As vendas de Gardasil dependerão muito da inclusão no sistema público de saúde, mas esperamos beneficiar 40 mil mulheres por ano, no terceiro ano." Esses mesmos medicamentos, recém-aprovados pelos órgão reguladores dos Estados Unidos e pelas autoridades brasileiras, fizeram a Merck estimar lucros maiores em 2007, conforme divulgou a Bloomberg News no início deste mês. Excetuando-se custos de reestruturação, ela estima que os lucros fiquem entre US$ 2,51 e US$ 2,59 por ação. Para este ano, o laboratório estima receita entre 4% e 6% maior. Até o dia 5 de dezembro, as ações da Merck avançaram 40% este ano, com o lançamento pela empresa de cinco novos produtos, número superior ao introduzido por qualquer de suas concorrentes. A expansão tornou os papéis da Merck os de melhor desempenho dentre os 12 membros do Índice Farmacêutico S&P 500. A farmacêutica tinha reafirmado em outubro sua projeção para os lucros de 2006, que fixou na faixa entre US$ 2,48 e US$ 2,52 por ação, após tê-la elevado por três vezes este ano.  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6662 Consultado em 22/02/2007

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Revelações do “The Guardian”: Monsanto pagava “cientista” inglês que garantiu não ser cancerígeno o agente laranja

2016-02-02T20:45:53-03:00dezembro 14, 2006|Categories: Acervo|

O jornal inglês "The Guardian" revelou que o cientista Richard Doll, aliás, Sir Richard Doll, considerado o precursor dos estudos que determinaram que o cigarro causa câncer de pulmão, já falecido, recebeu durante 20 anos pagamentos das corporações químicas, ao mesmo tempo em que investigava os produtos dessas empresas. Doll era tido como exemplo de cientista, mas estava na folha de pagamentos da Monsanto, a fabricante do "agente laranja", quando emitiu parecer, para uma comissão governamental australiana, em meados dos anos 80, de que "não havia evidência" de que causasse câncer. Tratava-se nada menos que o veneno que ficou notório por ser usado pelo Pentágono para desfolhar o Vietnã durante a guerra, e que continha dioxina, substância altamente cancerígena e teratogênica (provoca o nascimento de crianças com deformações). Já as evidências sobre a acuidade dos métodos investigativos de Doll podem ser encontradas em uma carta, reproduzida pelo jornal, da Monsanto ao cientista, de 29 de abril de 1986, assinada por George Roush, diretor do Departamento de Medicina e Saúde Ambiental da corporação. "Caro Sir Richard Esta carta tem o propósito de estender seu Acordo de Consultoria com a Companhia Monsanto datado de 10 de maio de 1979. O Contrato de Consultoria é portanto prolongado pelo período adicional de um ano, começando em 1 de Junho de 1986 e terminando em 31 de Maio de 1987. Durante este período de um ano de extensão de sua consultoria, seus honorários serão de US$ 1.500,00 por dia. Todos os demais termos e condições do Acordo de Consultoria de 10 de Maio de 1979 permanecem em efeito durante este período". O "Guardian" também registrou que Sir Doll recebeu 15 mil libras de outras grandes empresas químicas, para isentar o cloreto de vinila de ligação com qualquer tipo de câncer, exceto o de fígado, o que é contestado pela Organização Mundial da Saúde. A propósito: como será que a Monsanto estimula, atualmente, os estudos científicos sobre os seus trangênicos e o Roundup? Fonte: http://www.cut.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=6731&sid=22 Consultado em 14/02/2007

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EUA querem mobilização na luta contra a malária

2017-01-10T17:18:21-03:00dezembro 13, 2006|Categories: Acervo|

A Casa Branca receberá nesta quinta-feira especialistas e personalidades para uma conferência sobre as formas de combater a malária, uma doença que mata mais de um milhão de pessoas por ano, sobretudo na África. O objetivo do encontro é debater as novas formas de luta contra a doença em escala mundial e pôr em execução novas colaborações dos setores público e privado para este fim. O presidente americano, George W. Bush, a primeira-dama Laura Bush, anfitriões da conferência, receberão 250 especialistas internacionais e personalidades. Entre os presentes estarão a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, a nova diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), a chinesa Margaret Chan, a cantora sul-africana Yvonne Chaka Chaka, embaixadora da boa vontade do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) para a malária, e Melinda Gates, também presidente da Fundação de Bill Gates, fundador da Microsoft. "O objetivo desta conferência é impulsionar um esforço (público-privado), informar o público americano sobre a malária (...) e, mais amplamente, difundir uma mensagem aos governos do mundo sobre a necessidade de se unirem para vencer a malária", disse à imprensa Anita McBride, diretora do escritório da primeira-dama, Laura Bush. Ela instou ainda as empresas privadas a ajudarem na implementação de uma estratégia duradoura contra a doença. A cada ano, entre 350 e 500 milhões de pessoas são infectadas com malária e mais de um milhão delas morre devido à doença, 90% na África, segundo a OMS. A malária mata mais crianças africanas que qualquer outra doença. Nos últimos 20 anos, a mortalidade vinculada à malária dobrou em algumas regiões do continente africano, devido especialmente à crescente resistência da doença aos tratamentos mais baratos e usados comumente. Em junho de 2005, Bush anunciou uma "Iniciativa do presidente contra a Malária" (PMI), um esforço de 1,2 bilhão de dólares em cinco anos para reduzir à metade o número de mortes provocadas pela malária na África. Por enquanto o programa trabalha com Angola, Malauí, Moçambique, Uganda, Ruanda, Senegal e Tanzânia, e outros oito países deverão ser beneficiados pela iniciativa em 2008. Também é um desafio para o setor privado, afirmou o almirante da reserva Timothy Ziemer, que dirige a Iniciativa. "Precisamos da ajuda de cada um", acrescentou. Johnn Bridgeland, que desenvolve a campanha "Não mais malária", informou que sua organização tentará reunir apoio no setor privado durante a conferência em Washington. A Fundação Gates se comprometeu, por sua vez, a contribuir com 83,5 milhões de dólares. Esta doação servirá especialmente para aumentar o acesso a mosquiteiros, tratamentos e outros instrumentos de combate à doença. No encontro, Melinda Gates pedirá aos dirigentes do mundo inteiro que cheguem a um acordo sobre uma nova estratégia coordenada. "A cada dia, milhares de mães vêem, impotentes, a morte de seus filhos, vítimas de uma doença da qual conhecemos os meios de prevenção há décadas", disse Melinda Gates em um comunicado. "O balanço da malária que continua aumentando é uma afronta moral: não o aceitaríamos nos Estados Unidos e não devemos aceitá-lo em parte alguma", acrescentou.  Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1298936-EI298,00.html Consultado em 15/02/2007

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Indústria Farmacêutica busca inverter seu déficit comercial

2016-02-02T20:45:53-03:00dezembro 12, 2006|Categories: Acervo|

A indústria farmacêutica vem se preparando para inverter o saldo negativo que historicamente acumula na balança comercial com outros países. Para tanto, está ampliando as suas relações com países como Argentina, Chile, Venezuela e Colômbia, o que deve proporcionar um incremento de 26% nas exportações este ano, em comparação com 2005. Para este ano, Laura Gomes, gerente de comércio exterior da Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma), acredita atingir um volume equivalente a US$ 596 milhões. Até outubro, as exportações já haviam ultrapassado o valor de 2005 em 15%. De acordo com Laura, se esse ritmo de crescimento for mantido, a capacidade da indústria farmacêutica brasileira para o mercado externo dobrará em 20 anos. Apesar desse cenário favorável, o déficit ainda é considerável, ultrapassando de longe o valor das exportações. Até outubro o saldo comercial do setor estava negativo em US$ 1,3 bilhão. A Novartis pretende equilibrar sua balança comercial até 2010. Para tanto, está investindo R$ 54 milhões em uma fábrica de farmacoquímicos em Rezende, no interior do Rio de Janeiro, totalmente voltada para exportação. Ela fica pronta até abril do ano que vem. Em 2006, a empresa fecha o ano com US$ 48 milhões em exportações, 140% a mais que em 2005. Esse resultado é influenciado pelos investimentos de R$ 190 milhões na filial de Taboão da Serra, em São Paulo, onde também foi construída uma planta exportadora. “Nós pretendemos atingir US$ 250 milhões em exportação até 2010, zerando nossa balança comercial. E Taboão passará a exportar apenas genéricos”, aponta Nelson Mussolini, diretor corporativo da Novartis. Hoje, a Novartis importa cerca de US$ 285 milhões. O principal mercado de destino dos produtos da Novartis é a Europa, seguida pela América Latina. No caso dos genéricos, os Estados Unidos aparecem em primeiro lugar, com Europa em segundo. Para o próximo ano, o diretor espera que seja um ano tão bom quanto esse, tendo em vista que a empresa lançará quatro novos produtos. “Estamos diversificando a pauta, explorando a Europa, principalmente o leste europeu. Lá, eles investem muito em medicamentos para idosos e para a população de baixa renda, o que pode ser um bom nicho para o País. Entretanto, temos que nos consolidar na América Latina primeiro”, afirma Laura da Febrafarma. A gerente ressalta a questão da dependência brasileira das matérias-primas. Apesar de em 2006 ter ocorrido uma pequena queda de 5% nas importações, a tendência não é a permanente redução. “Para reverter esse quadro, o Brasil precisa produzir fármacos e isso não deve acontecer num curto prazo”, diz Laura. Para ela, porém, a importação não é assim tão negativa. “Países desenvolvidos apresentam déficits importantes também. E nós temos uma capacidade produtiva instalada muito boa e o fato de estarmos exportando bastante é prova disso”, aponta a gerente. Buscando o equilíbrio A Medley também está investindo na ampliação da fábrica já existente, tanto para aumentar a capacidade produtiva em atender o mercado interno, como para suprir as demandas externas. Esse ano, a empresa, que exporta somente desde 2003, pretende fechar com US$ 4 milhões em exportações, mas para 2007 a meta é dobrar esse montante. “Esse objetivo ambicioso deve-se ao fato de que a indústria farmacêutica brasileira em geral não inova. A Medley faz exatamente o oposto: nós oferecemos para o mercado externo aquilo que é novidade”, afirma Klaus Villela Larcen, gerente de desenvolvimento de novos negócios da Medley. A empresa exporta apenas para a América Latina, mas a Europa também faz parte dos planos. “Para internacionalizar, nós primeiro temos que buscar os mercados próximos, depois nós expandimos”, aponta o gerente. Em relação a pesquisa, Mussolini diz que “não adianta o Brasil querer virar uma potência exportadora agora. O melhor a fazer é procurar um ramo, ligado à indústria farmacêutica, que possa render muito mais como a pesquisa”. A gerente da Febrafarma também concorda com essa visão, tendo em vista que as indústrias farmacêuticas brasileiras apresentam uma capacidade ociosa de 60%. “Por esse motivo é que existe certa displicência com o ramo. Não tem porque o governo investir pesado se tem capacidade ociosa”, diz Laura. Edgard Pereira, economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), também vê a pesquisa como um ramo promissor e até como uma forma de tornar o setor superavitário. “Nós temos ótimos pesquisadores que podem nos mostrar como produzir fármacos dentro do País. Infelizmente, a burocracia atrapalha”, ressalta Pereira.  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6659 Consultado em 22/02/2007

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OMS: vacinas contra o câncer podem salvar milhares

2017-01-10T17:18:21-03:00dezembro 12, 2006|Categories: Acervo|

A introdução das novas vacinas contra o câncer de colo de útero nos países em desenvolvimento poderia "salvar centenas de milhares de vidas", segundo um comunicado conjunto da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). O comunicado conjunto, publicado nesta terça-feira, em Genebra e Londres, qualifica estas vacinas de "muito promissoras para o mundo em desenvolvimento". O câncer de colo do útero "custou a vida a mais de 250 mil mulheres em 2005, a grande maioria nos países em desenvolvimento" e deverá causar "perto de 25% de mortes suplementares" ao longo dos 10 próximos anos, acrescentou o comunicado. Quinhentos mil novos casos foram registrados em 2005, dos quais 90% nos países em desenvolvimento. Uma vacina protetora contra as infecções causadas pelo papilomavírus humano (HPV), que podem evoluir para o câncer, a Gardasil, já foi autorizada nos Estados Unidos e na União Européia, bem como em outros países. Ela visa os papilomavírus de tipos 16 e 18, responsáveis, em média, por 70% dos casos de câncer de colo do útero, bem como os tipos 6 e 11. Uma segunda vacina, a Cervarix, que também visa os tipos 16 e 18, poderá ser autorizada em breve. Além de combater uma forma mortal de câncer, a introdução destas vacinas poderão ajudar a "promover a saúde sexual", ao reforçar os programas de saúde destinados às adolescentes, acrescentou a OMS. "Nós não sabemos qual será o preço final da vacina nos países em desenvolvimento", declarou um encarregado da UNFPA, "mas podemos estar certos que este será um sério desafio a sua introdução rápida ali onde mais se necessita: os países pobres". "Em nível internacional, serão necessárias parcerias para tentar reduzir o limite entre o momento em que uma vacina é formalmente registrada e aquele em que está disponível nos países em desenvolvimento, bem como para fixar um preço negociado e uma capacidade de produção adequada para abastecer os países em desenvolvimento", acrescentou o comunicado. Em novembro, quando foi lançada na França, o preço da Gardasil foi estabelecido em 145,94 euros (193,85 dólares) a dose, sendo que são necessárias três para a imunização.  Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1296969-EI298,00.html Consultado em 15/02/2007

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