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novembro 2006

Propostas Ousadas

2017-01-10T17:18:22-03:00novembro 15, 2006|Categories: Acervo|

Focado em quatro temas centrais - Propriedade Intelectual, Política de Preços, Tributação e Acesso a Medicamentos – o documento que a Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma) elaborou como contribuição ao plano de governo do futuro presidente da República faz um diagnóstico das principais questões que afetam o setor, indicando encaminhamentos que, ao permitir a superação de obstáculos criados pelas regulações econômica e sanitária, fomentem a produção e o acesso aos medicamentos. Um entrave importante é a alta carga tributária incidente sobre os produtos farmacêuticos. E, neste capítulo, o aspecto mais imediatamente ligado às preocupações da indústria farmacêutica refere-se à incidência dos tributos sobre o valor agregado: especificamente o ICMS e as contribuições de PIS e COFINS. É inegável que estes impostos elevam os custos. Nesse sentido, dois aspectos são destacados no documento da Febrafarma. Aponta-se em primeiro lugar uma incoerência. A sociedade brasileira entende que os tributos indiretos devem ser aplicados de acordo com a essencialidade do produto tributado, conforme o parágrafo 3º do art. 153 da Constituição Federal. No entanto, isso não acontece de fato. Por exemplo, a alíquota de ICMS aplicada sobre medicamentos no Estado de São Paulo é de 18%, enquanto a que incide sobre diamantes – item supérfluo - é de apenas 1,5% e a cobrada dos automóveis, 12%. Os produtos veterinários são isentos. Mas os efeitos perversos da tributação não param aí. A carga tributária total sobre medicamentos é de 35,07%, muito superior à que onera outros tipos de produto: embarcações, 29,51%; aeronaves, 29,5%; revistas, 19,9%; e flores, 18,9%, segundo um estudo inédito elaborado recentemente pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). Quando se compara a carga tributária sobre o valor agregado do setor farmacêutico com a média da economia brasileira (23,93%) e a de outros segmentos produtivos, reafirma-se a constatação de que este é um dos mais tributados da economia brasileira. A carga tributária da indústria farmacêutica - fabricante de produtos essenciais! - é a segunda mais elevada do país, como mostra o quadro abaixo: Carga Tributária Total sobre Valor Agregado – 2003 (*) SETOR CARGA %     AGROPECUÁRIA 9,94 SIDERURGIA 21,63 ARTIGOS DO VESTUÁRIO 26,04 EXTRATIVA MINERAL 26,17 INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS 28,04 PAPEL E GRÁFICA 30,54 IND. DA BORRACHA 31,76 FABRICAÇÃO DE CALÇADOS 33,51 EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS 33,72 ARTIGOS DE PLÁSTICO 38,92 COMÉRCIO 43,18 IND. DE LATICÍNIOS 45,90 IND. TÊXTIL 54,38 MATERIAL ELÉTRICO 54,51 DISTRIBUIÇÃO DE COMBUSTÍVEIS 55,83 IND. FARMACÊUTICA** 57,31 AUTOMÓVEIS 57,56 (*) Estudo: Impactos Macroeconômicos Regionais e Setoriais da Reforma Tributária – Relatório de Trabalho nº 1. FGV Consult e Instituto ETCO. São Paulo, 2005. (**) Índice determinado no Estudo Febrafarma “Radiografia da Tributação sobre Medicamentos – Carga Tributária Incidente no Setor Farmacêutico. IBPT, São Paulo, 2006. Conclusão: não há coerência quanto ao critério de essencialidade na legislação tributária. Em flagrante contradição com a diretriz constitucional. Em 2004, o Poder Público recolheu R$ 5,2 bilhões em ICMS, PIS e COFINS. Este montante elevou o custo de fabricação de medicamentos, sem trazer benefícios diretos à população. Além do ônus da carga tributária em si, há o evidente custo social representado pela restrição ao acesso de medicamentos, já que a maioria da população não tem renda suficiente para a compra do produto. É pelas razões expostas que a Febrafarma propõe a redução uniforme da alíquota de ICMS para 12% e a eliminação da cobrança de PIS e COFINS em todos os segmentos de medicamentos para uso humano no documento em que indica medidas primordiais para a consolidação da cadeia farmacêutica. Com esta e outras idéias apresentadas ao futuro governo, a Febrafarma busca promover o desenvolvimento setorial e o bem-estar da sociedade brasileira. São propostas sérias e ousadas. Do tipo que o país precisa. Ciro Mortella é presidente executivo da Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma).

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Medicamentos devem ficar 20% mais baratos na rede pública

2016-02-02T20:45:55-03:00novembro 14, 2006|Categories: Acervo|

SÃO PAULO - Novos equipamentos inaugurados, nesta segunda-feira (13), no Laboratório Farmacêutico da Marinha, aumentarão em 80% a produção de medicamentos para o Brasil, o que fará com que o preço final dos produtos diminua. De acordo com o Ministério da Saúde, a capacidade produtiva aumentará de 170 milhões para 300 milhões de unidades por ano de medicamentos, que abastecerão hospitais públicos e postos de saúde de várias regiões do País, regidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Economia Segundo o capitão-de-mar-e-guerra Walter Lucas da Silva, os novos equipamentos representarão uma economia de 20% do consumidor para compra dos medicamentos. Entre os remédios usados no programa estão, o de combate à hanseníase, tuberculose, malária e diabetes. Para o ministro Agenos Álvares (Saúde), é importante a criação de laboratórios farmacêuticos como este. "É uma questão de segurança termos um bom parque fabril de medicamentos para suprir a maior parte da demanda da população". Segundo a Agência Brasil, ele ainda disse que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais da metade da população (55%) não têm condições de arcar com os custos de medicações. "A partir do momento que você aumenta a capacidade de produção, você está garantindo mais medicamento para a população", disse o ministro.  Fonte: http://web.infomoney.com.br/templates/news/view.asp?path=/suasfinancas/&codigo=602841 Consultado em 15/02/2007

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Vendas de medicamentos genéricos crescem 27,5%

2016-02-02T20:45:55-03:00novembro 8, 2006|Categories: Acervo|

As vendas de medicamentos genéricos no País cresceram 27,5% no acumulado do ano até setembro, ante igual intervalo de 2005, quando foram comercializadas 142,03 milhões de unidades (caixas), conforme o IMS Health, que audita o setor farmacêutico. Em valor, o aumento foi de 53,5%. Enquanto entre janeiro e setembro de 2005 o faturamento do segmento atingiu US$ 492,2 milhões, neste ano chegou a US$ 755,6 milhões. No terceiro trimestre, o volume cresceu 26,9% em relação ao mesmo período do ano passado, para 51,4 milhões de unidades. Já o faturamento subiu 48,89%, alcançando US$ 284,2 milhões. Vera Valente, diretora-executiva da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), disse que a elevação do faturamento resulta, além do aumento dos volumes, da variação cambial e do lançamento de remédios de maior valor agregado. Para Vera, o crescimento das vendas reflete a confiança do consumidor no genérico, já que o segmento cresceu mais uma vez acima do mercado farmacêutico total. Conforme o IMS, o total de vendas de medicamentos no País foi de 371,6 milhões de unidades no terceiro trimestre, alta de 8% em relação ao mesmo período de 2005. Já o faturamento total evoluiu 23% e atingiu US$ 2,6 bilhões no trimestre. A executiva observou, entretanto, que os genéricos, que responderam no terceiro trimestre por 14,2% do mercado farmacêutico total em volume, já poderiam ter participação mais representativa, de 20%, fatia que ela estima alcançar somente em 2007. "Faltam políticas públicas contundentes para que remédios cheguem a mais camadas da população e o genérico, que custa em média 45% menos que o medicamento de referência, pode ampliar o acesso." Campanhas governamentais de conscientização sobre os benefícios dos genéricos em regiões mais pobres e a co-participação do governo nos gastos com remédios impactariam mais positivamente as vendas do segmento, disse. Tais ações poderiam equilibrar o consumo nas diversas regiões no País. Pesquisa da entidade feita no primeiro semestre do ano mostra que o Sudeste, por exemplo, concentrou 65,14% das vendas de genéricos do período; Sul ficou com 15,27%; Nordeste, com 13,43%; Norte, 2,41%; e Centro-Oeste, com 3,75%. Segundo o estudo, enquanto a média nacional de participação dos genéricos no mercado total ficou em 12,28% no semestre, as regiões Norte ((8,3%), Nordeste (9,78%) e Centro-Oeste (8,29%) ficaram abaixo da média. "O que significa que estão comprando mais remédios mais caros." Por estado, o Rio (15,47%) é o que teve a maior fatia de genéricos e o Acre (0,78%), a menor. São Paulo ficou em 6, com 12,48%.  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6628 Consultado em 23/02/2007

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Seminário no Rio discute recursos genéticos e patentes

2016-02-02T20:45:55-03:00novembro 7, 2006|Categories: Acervo|

Rio de Janeiro - Continuam hoje (7) no Rio os debates sobre propriedade intelectual e recursos genéticos para inovadores em agricultura. O seminário é promovido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI) na Escola Nacional de Botânica Tropical, no Jardim Botânico. A partir das 8 horas, será discutido o tema Inovação e obtenção de direitos de propriedade intelectual. A chefe-substituta da Divisão de Biotecnologia da Diretoria de Patentes do INPI, Maria Hercília Paim Fortes, falará sobre Recursos Genéticos e Patentes no Brasil e o que é patenteável em diferentes países e sob quais condições.  Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2006/11/07/materia.2006-11-07.1145834726/view Consultado em 07/11/2006

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outubro 2006

Governo tenta reduzir burocracia para registrar marcas e patentes

2016-02-02T20:45:55-03:00outubro 26, 2006|Categories: Acervo|

O governo quer reduzir a burocracia para o registro de marcas e patentes no Brasil e aumentar o interesse do setor privado, já que, no Brasil, 70% dos pedidos de patentes são feitos por universidades ou institutos públicos de pesquisa e apenas 30% pelo setor privado, enquanto, nos países desenvolvidos, ocorre o inverso, segundo o INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial). Além disso, a grande maioria das inovações cujas patentes são depositadas no INPI são invenções estrangeiras, que são responsáveis por 90% dos registros. Para registrar uma marca no Brasil é preciso esperar seis anos, e o depósito de uma patente leva até nove anos para ser confirmado. A partir deste mês, o INPI adotou um sistema eletrônico para agilizar o processo. O demandante da marca ou da patente poderá entrar com o pedido pela internet e todo o processo no INPI será feito eletronicamente. A previsão do INPI é reduzir para um ano o registro de marcas e para cinco o de patentes a partir de 2007. De acordo com o diretor da ABPI (Associação Brasileira de Propriedade Intelectual), Cláudio Barbosa, melhorar o sistema do registro de marcas e patentes é importante porque protege as inovações, dá segurança jurídica para aumentar a pesquisa e atrai investimentos. "Um sistema mais rápido pode fundamentar decisões de investimentos", diz Barbosa. Segundo ele, no Brasil não há cultura de registro de inovações. "Não é preciso ser um prêmio Nobel para ser registrado, simples inovações que nascem no chão da fábrica precisam ser protegidas", disse. Além da falta de cultura, há também o problema do custo. Barbosa disse que o registro de uma patente simples não sai por menos de R$ 3.000. Segundo o INPI, em 2005, as empresas que atuam no Brasil pediram pouco mais de 21 mil patentes. No Japão, foram registrados 420 mil pedidos em 2004, e, nos EUA, 357 mil.  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6620 Consultado em 23/02/2007

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País gasta pouco contra tuberculose

2016-02-02T20:45:56-03:00outubro 26, 2006|Categories: Acervo|

Só um terço dos brasileiros com tuberculose é tratado como se deve e o Ministério da Saúde destina apenas 0,3% de seu Orçamento para o controle da doença. O porcentual é inferior aos registrados na China, Índia, África do Sul, Uganda, Indonésia ou Rússia. Em 2005, US$ 46 milhões foram direcionados a essa finalidade pelo governo brasileiro. A informação do baixo investimento foi publicada ontem pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Dados de 2003 apontam que só 34% dos pacientes no Brasil estão sendo tratados de acordo com o manual de recomendações da entidade, conhecido como DOTS, que prega o monitoramento diário dos pacientes. Na África do Sul, 99,5% dos pacientes seguem as prescrições sugeridas pela OMS e o governo gasta 7% do orçamento da Saúde para controlar a doença. Na China, são 91% dos pacientes. Na Índia, 67%. Os dados são contestados pelo coordenador do Programa Nacional de Controle de Tuberculose do Ministério da Saúde, Joseney Santos. `Não sei que fonte foi usada. Recebemos até elogios num relatório recente da OMS`, afirmou. Ele garante que mais de 60% dos pacientes diagnosticados recebem o tratamento recomendado pela OMS. A taxa de cura da doença, ainda segundo o coordenador, passou de 72% dos pacientes para 81%. Ele argumenta, ainda, que a taxa de abandono do tratamento sofreu uma redução nos últimos anos: passou de 12% para 7%. `Claro que temos o que melhorar. Mas o tratamento é gratuito, e em cidades onde o problema é mais grave, o DOTS, que inclui a presença de um agente no momento da ingestão do remédio, é de 70%.` O Brasil foi duramente criticado pela OMS em 2003. Na época, a entidade avaliou que o País não conseguia oferecer tratamento adequado a grande parte da população, apesar de o coquetel de remédios custar US$ 10 por paciente. O País ocupa a 15ª posição entre os 22 países com o maior número de novos casos por ano: 110 mil. Em termos absolutos, é bem menos que os 1,7 milhão na Índia ou os 1,3 milhão na China. Mas é superior ao total de novos pacientes que surgem por ano em Uganda e no Afeganistão, por exemplo. Para Mark Perking, chefe de pesquisa da Fundação para Diagnósticos Inovadores, entidade ligada à Fundação Bill Gates, o Brasil `não apresenta dados animadores`. Com 8,8 milhões de novos casos no mundo por ano e 2 milhões de mortes, a OMS estima que a comunidade internacional gasta US$ 1 bilhão por ano com diagnóstico da doença.  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6621 Consultado em 23/02/2007

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Venda mundial de genéricos deve crescer 14%

2016-02-02T20:45:56-03:00outubro 26, 2006|Categories: Acervo|

As vendas de medicamentos genéricos deverão crescer até 14% em 2007, compensando a derrocada da comercialização dos remédios de marca, num momento em que a israelense Teva Pharmaceutical Industries e a indiana Ranbaxy Laboratories lideram esse setor, que em 2005 foi responsável por uma receita de mais de US$ 10 bilhões. A produção de genéricos deverá gerar US$ 65 bilhões no ano que vem e responder por quase 10% das vendas mundiais do setor, segundo relatório anual divulgado ontem pela empresa de pesquisa IMS Health. O total mundial das vendas de medicamentos vai crescer de 5 a 6% em 2007, para entre US$ 665 bilhões e US$ 685 bilhões. A expansão das vendas de produtos farmacêuticos convencionais deverá desacelerar em 2007 pelo quarto ano consecutivo, uma vez que os laboratórios enfrentam dificuldades para descobrir produtos que substituam a receita perdida em favor dos genéricos. "Continuamos a presenciar níveis de expansão relativamente baixos gerados pelo lançamento de novos produtos, especialmente em comparação com o valor dos produtos que estão perdendo as patentes", disse Murray Aitken, vice-presidente-sênior de estratégia corporativa da IMS. (...) No Brasil No Brasil o mercado de genéricos mantém o ritmo de crescimento semelhante ao verificado no restante do mundo. No acumulado dos últimos 12 meses, com base em agosto passado, os genéricos representaram 10% do total de medicamentos vendidos. Nesse período, o mercado faturou pouco menos de R$ 9,4 bilhões. Os genéricos somaram R$ 940 milhões. A liderança no Brasil é da Medley. O laboratório faturou R$ 290 milhões no período de 12 meses até agosto passado. Em segundo lugar aparece a SEM, com um total de vendas de R$ 270 milhões. O faturamento do terceiro colocado no ranking brasileiro é bem inferior aos líderes. O Ache vendeu R$ 90,8 milhões no período.  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6619 Consultado em 23/02/2007

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Pfizer, Novartis e Eli Lilly engordam lucro com lançamentos e Medicare

2016-02-02T20:45:56-03:00outubro 20, 2006|Categories: Acervo|

A Pfizer, a Novartis e a Eli Lilly registraram aumento de lucros, uma vez que a receita gerada pelos medicamentos mais recentes e o aumento do alcance do Medicare, o serviço americano de assistência médica, sinalizaram uma recuperação dos lucros dos laboratórios farmacêuticos. A Pfizer, maior fabricante de medicamentos do mundo, disse que seu lucro mais que duplicou, puxado pela alta das vendas de analgésicos e comprimidos contra artrite. A suíça Novartis, a quarta maior do mundo, informou que seus lucros deram um salto de 12%, puxados pela receita produzida pela comercialização de medicamentos de combate ao câncer e a doenças do coração. Os laboratórios lucraram com o lançamento de remédios para moléstias comuns em populações em processo de envelhecimento, como o Diovan, da Novartis, para doenças do coração, e o Enbrel, da Wyeth, para artrite reumatóide. A receita refletiu as compras realizadas dentro dos parâmetros do novo benefício do programa americano Medicare voltado para idosos ou incapacitados, que vai totalizar US$ 41 bilhões este ano, disseram as farmacêuticas. Os lucros também subiram devido às medidas de contenção de gastos adotadas pela Pfizer e a Wyeth. “Todas estão reportando bons aumentos dos lucros com novos produtos”, disse Michael Obuchowski, administrador de recursos da Altanes Investments. “ As que estão sendo puxadas pela receita produzida por novos produtos estão indo bem, enquanto as que têm de enfrentar expirações de patentes ou a concorrência dos genéricos estão operando sob a égide da economia de custos”. Os lucros da Lilly subiram 10%, uma vez que as vendas do antidepressivo Cymbalta quase duplicaram. O lucro da Wyeth subiu pelo quarto trimestre consecutivo, em 33%, com a expansão da demanda por seu remédio Enbrel e pela vacina contra pneumonia e meningite Prevnar. A Pfizer disse que o aumento de 15% nas vendas de seu principal produto, o Lipitor, para o controle dos níveis de colesterol, refletiu as vendas do Medicare. Os lucros da Pfizer subiram para US$ 3,36 bilhões, contra US$ 1,59 bilhão no mesmo trimestre do ano passado. As vendas do laboratório cresceram 10%, para US$ 12,3 bilhões, excetuando-se as vendas dos produtos de consumo que a Pfizer vai vender à Johnson & Johnson até o fim deste ano. A Novartis informou que seu lucro líquido cresceu para US$ 1,87 bilhão, a partir do R$ 1,67 bilhão do mesmo período do ano passado. No Brasil, as vendas da Novartis cresceram 12,5%. A empresa, depois de seis meses com perda de fatias de mercado, cresceu e chegou a 6,15%. O lucro da Lilly saltou para US$ 873,6 milhões, em comparação aos US$ 794,4 milhões do mesmo período de 2005, enquanto os da Wyeth passaram a totalizar US$ 1,16 bilhão, contra US$ 869,9 milhões do mesmo período do ano passado.  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6613 Consultado em 23/02/2007

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Doenças negligenciadas

2016-02-02T20:45:56-03:00outubro 17, 2006|Categories: Acervo|

Falta de investimento em pesquisa emperra avanço de medicamentos para males como a dengue. A falta de investimentos em pesquisa por parte do setor público e privado é a principal causa para o atraso na descoberta de medicamentos para patologias como dengue, leishmaniose, hanseníase, malária, doença do sono e doença de Chagas. É o que aponta a diretora do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), Tânia Araújo Jorge. Essas enfermidades acometem principalmente populações pobres de países menos desenvolvidos, onde investimento em estudos para prevenção, tratamento e produção de medicamentos e vacinas é reduzido. Por isso são conhecidas como “doenças negligenciadas”. Levantamento do Food and Drugs Administration, órgão norte-americano responsável pela aprovação de medicamentos, revela que, entre 1975 e 2004, foram aprovados em torno de 1,5 mil remédios para comercialização. Desse total, somente 1% era destinado ao tratamento das doenças negligenciadas. Na avaliação da pesquisadora, os países industrializados têm pouco interesse em desenvolver esse tipo de pesquisa por conta do baixo retorno econômico. Como conseqüência, há ausência de mecanismos de tratamento para a maior parte dessas doenças. O professor de Filosofia e Teologia Lorenzo Lago, do grupo de Estudo e Pesquisas em Bioética da Universidade Católica de Goiás (UCG), atribui o atraso à maneira com que os investimentos são aplicados. “Os investimentos nessa área são muitos em todo o mundo. Porém, são direcionados às doenças interessantes ao mercado ao qual essas indústrias se dirigem”, diz Lago. Segundo ele, há uma discussão em Bioética sobre o abismo 10 – 90, que significa que 90% dos recursos na procura de novos remédios são investidos para pesquisar doenças prioritárias de 10% da população mundial. “Não há investimentos em pesquisas para as patologias que afetam grande parte da população mundial”, afirma. Os países em desenvolvimento não contam com parque de pesquisas adequado, e também não dispõem de recursos para bancá-las. “Pesquisas com remédios são caríssimas e podem levar 10, 15 anos para ter conclusões”, diz. A ciência como norte Na opinião do presidente da Associação Médica de Goiás (AMG), Waldemar Naves do Amaral, o caráter avançado de um povo se dá pela pesquisa. “A ciência é que deveria nortear o avanço de um povo”, afirma o também professor de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (FC/UFG). As pesquisas de alto culto são financiadas por investimentos públicos e privados. No Brasil os investimentos são escassos. “O setor público deveria investir pesado, mas não o faz. Os investimentos que proporcionam resultados maravilhosos são a longo prazo”, comenta. O setor privado investe por conta própria em medicamentos contra aids, hepatite B e C etc. Já as doenças de saneamento básico não contam com esses investimentos. A assessoria de imprensa do Ministério da Saúde informa que o órgão lançou, em junho deste ano, o edital de pesquisas sobre doenças negligenciadas. O objetivo é fomentar a pesquisa sobre essas patologias por meio do apoio a projetos de pesquisa que contribuam para o avanço do conhecimento e a geração de produtos. A iniciativa visa subsídios para ações públicas voltadas para melhoria das condições de saúde da população brasileira e para a superação de desigualdades regionais e socioeconômicas. Em andamento, o edital já concluiu o julgamento de propostas da primeira etapa. A segunda etapa será de 6 a 11 de novembro. O resultado final sai em 27 do mesmo mês. Os recursos destinados à iniciativa foram de R$ 20 milhões provenientes da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério.  Fonte: http://www.phar-mecum.com.br/atual_jornal.cfm?jor_id=7322 Consultado em 15/02/2007

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Há vacina, mas pneumonia mata 2 milhões de crianças

2017-01-10T17:18:22-03:00outubro 11, 2006|Categories: Acervo|

A Organização Mundial da Saúde lançou um alerta há menos de um mês na revista científica The Lancet: a pneumonia é principal causa de mortes de crianças com menos de 5 anos em todo mundo. Apelidada como “matadora esquecida”, superou as diarréias e é mais fatal nessa faixa etária que malária, sarampo e aids juntas. São mais de 2 milhões de mortes por ano. Desses casos, mais de 1,2 milhão são provocadas pelo Streptococcus pneumonia, micróbio para o qual existe vacina, mas seu alto preço (no País a dose custa cerca de R$ 220) impede a disseminação. A gravidade do problema tem mobilizado o Instituto Sabin de Vacinas, liderado pelo médico brasileiro Ciro de Quadros, radicado há mais de 30 anos nos EUA. Ele está esta semana no Brasil para divulgar um trabalho de levantamento de informações que o grupo faz na América Latina para justamente ampliar o uso da vacina. “As diarréias são uma causa importante de morte, mas há muito tempo foram iniciados programas para minimizar seus danos. Com o estreptococos, a situação é diferente. Nos últimos anos aumentou a resistência aos antibióticos, então o impacto no controle foi bem menor”, explica Quadros. Para piorar, nos países em desenvolvimento, em especial na América Latina, não há estatística sobre mortes. Em 1999 houve cerca de 100 mil mortes, mas Quadros acredita que só um número específico pode ajudar a pressionar governos a integrar a vacina no programa público. Segundo ele, hoje, para vacinar uma criança contra difteria, tétano, coqueluche, sarampo, tuberculose e pólio, gasta-se apenas US$ 1. A do estreptococos pneumonia custa US$ 50 a dose. “Claro que ela é cara porque está entrando agora no mercado. Eventualmente pode baixar de preço, mas a realidade para os países da América Latina e da África é que não se conhece bem a carga da enfermidade. Não se sabe quantos casos existem, quanto custa para o governo tratar essas doenças, comprar antibióticos, hospitalizar etc.”, explica. “Ou seja, um governo só decidirá investir em vacina se perceber que vai economizar. É isso que estamos levantando.” Desde fevereiro, economistas e epidemiologistas do Sabin estão varrendo os países da América Latina atrás dessas informações. A análise deve ser concluída até meados de novembro e será apresentada em um simpósio internacional em dezembro no Brasil, que contará com a participação de pesquisadores da doença e representantes dos governos. “Com isso em mãos poderemos determinar a que preço a vacina poderia ser introduzida nos calendários oficiais de vacinação desses países.” VACINA PARA OS POBRES Agora por que um instituto que tem como foco as doenças negligenciadas (moléstia que apesar de causarem milhares de mortes no Terceiro Mundo não contam com investimento para pesquisa de drogas e vacinas) está dando atenção a um mal que no mínimo já tem vacina? “Por que a tecnologia é desenvolvida e fica anos na prateleira. A da hepatite B levou mais de 20 anos para ser introduzida em países em desenvolvimento. É uma iniqüidade incrível. Países desenvolvidos têm 15, 16 vacinas nos seus programas de vacinação enquanto os da África, apenas 5 ou 6. É um absurdo. Por um lado queremos colocar recurso e ênfase na pesquisa de doenças negligenciadas, por outro usar as vacinas que já existem”, explica. Brasil produzirá vacina contra o amarelão  Giovana Girardi O Brasil deve começar a produzir e testar até meados de 2007 a primeira vacina contra o verme Necator americanus, que causa a ancilostomíase - moléstia mais conhecida como amarelão ou doença do Jeca Tatu que atinge cerca de 1,3 bilhão de pessoas no mundo, segundo a OMS. Este foi um dos motivos da vinda do médico Ciro de Quadros ao Brasil. O Instituto Sabin de Vacinas está investindo US$ 50 milhões para desenvolver a vacina. Ela foi criada nos EUA e já passou pela fase 1. Agora virá para o Brasil, onde será produzida pelo Instituto Butantã e depois passará por testes clínicos em Minas Gerais a cargo da Fiocruz. Os detalhes finais entre as três instituições foram fechados ontem. O amarelão causa uma anemia severa, que incapacita tanto crianças quanto adultos. `Hoje podemos tratá-la com vermífugos, mas logo a pessoa pega de novo. E a droga em excesso pode lesar o fígado, então o melhor é imunizar`, explica Isaias Raw, do Butantã. Para Quadros, a produção da vacina em um país que de fato necessita dela é uma revolução na maneira de tratar as doenças negligenciadas. 'O preço já chegará acessível à população.'  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6606 Consultado em 23/02/2007

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