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setembro 2006

Candidatos à presidência da república avaliam a política nacional de aids e revelam seus planos para a luta contra a epidemia

2016-02-02T20:45:56-03:00setembro 29, 2006|Categories: Acervo|

No próximo domingo, 1º, o Brasil escolhe seu novo presidente e a Agência de Notícias da Aids mostra hoje, durante todo o dia, a opinião dos candidatos sobre o Programa Nacional de DST/Aids e quais as mudanças ou inovações que eles pretendem implantar na política nacional de combate à epidemia, caso sejam eleitos. De todos os candidatos, apenas Luciano Bivar, do Partido Social Liberal (PSL) e Luiz Inácio Lula da Silva não enviaram suas respostas. Durante três semanas consecutivas, a Agência esteve em contato com as assessorias dos dois candidatos, não obtendo retorno. A assessoria de Luciano Bivar alegou não ter conseguido entrar em contato com o candidato e a de Lula enviou um e-mail esclarecendo que “não foi possível elaborar as respostas às interessantes questões enviadas por essa agência de notícias. Para enviar as respostas, ainda dependemos de algumas informações específicas e da aprovação do caderno temático da campanha para a área de saúde.” Até o fechamento da matéria, a assessoria de imprensa de Lula não forneceu nenhuma outra informação, apenas ressaltou que dependia de respostas de outras áreas da campanha para elaborar uma resposta à pauta enviada pela Agência. Resposta Cristóvam Buarque (PSB) Resposta José Mara Eymael (PSDC) Resposta Ana Maria Rangel (PRP) Resposta Geraldo Alckmin (PSDB) Resposta Heloísa Helena (PSOL) Fonte: http://www.agenciaaids.com.br/noticias-resultado.asp?Codigo=6148 Consultado em 13/02/2007

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Programa Nacional de DST e Aids divulga nota e esclarecimento sobre declaração da assessoria de Alckmin em matéria da Agência de Notícias da Aids

2016-02-02T20:45:56-03:00setembro 29, 2006|Categories: Acervo|

O Programa Nacional de DST e Aids divulgou nota de esclarecimento sobre matéria publicada nesta sexta-feira, 29, na Agência de Notícias da Aids (leia) sobre o candidato à presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin. O texto enviado pela assessoria de imprensa do candidato diz: “O programa brasileiro de combate à Aids, criado na gestão de José Serra à frente do Ministério da Saúde, chegou a ser reconhecido como referência internacional, em função do acesso universal de medicamentos aos pacientes soropositivos.” A nota ressalta que o PN foi criado durante o governo do então presidente José Sarney e não na gestão de José Serra como ministro da Saúde. Leia a nota na íntegra. NOTA DE ESCLARECIMENTO Em relação à matéria “Geraldo Alckmin quer estimular a indústria nacional de medicamentos”, publicada na Agência de Notícias da Aids nesta sexta-feira, 29/09/06, o Ministério da Saúde esclarece que: O Programa Nacional de DST e Aids não foi criado na gestão de José Serra à frente do Ministério da Saúde, e sim durante o governo do então presidente José Sarney, por meio da Portaria 236, de 2 de maio de 1985. Parte do êxito das ações de diagnóstico, de prevenção e de tratamento do HIV/aids no Brasil pode ser atribuída ao fato de não ter sofrido descontinuidade durante as mudanças de governo ocorridas nesse período. Isso o caracteriza como uma política de Estado, sem prejuízo ao mérito e esforços realizados por cada um dos ministros e suas respectivas equipes que estiveram à frente do Ministério da Saúde nesse período. Outro fator responsável pelo reconhecimento internacional do Programa Nacional de Aids é o fato da resposta brasileira ao HIV ter sido construída com a participação ativa da sociedade civil organizada. Cabe esclarecer ainda que a previsão orçamentária para a compra de medicamentos anti-retrovirais vem sendo garantida e executada eficientemente nos últimos anos. Em 2006, por exemplo, o total orçado para essa área foi de R$ 960 milhões, quase o dobro do valor orçado em 2005 (R$ 550 milhões). Mariângela Simão Diretora do Programa Nacional de DST e Aids Ministério da Saúde Fonte: http://www.agenciaaids.com.br/noticias-resultado.asp?Codigo=6159 Consultado em 13/02/2007

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‘A quebra de patentes desestimula a pesquisa’, afirma a candidata a presidência da república pelo PRP, Ana Maria Rangel

2016-02-02T20:45:56-03:00setembro 29, 2006|Categories: Acervo|

A candidata do Partido Republicano Progressista (PRP) à presidência da República, Ana Maria Rangel, declarou em entrevista à Agência de Notícias da Aids que “a quebra de patentes desestimula a pesquisa.” Em sua opinião, o orçamento para a compra de medicamentos deve ser maior. “Tanto dinheiro é desviado e não sabemos onde vai parar. Vamos colocar o dinheiro onde precisa,” enfatizou a candidata. “Quebrar patente é um paliativo” “A Aids é um problema muito sério não só no Brasil, mas no mundo inteiro. O Brasil está muito adiantado na resposta à epidemia. No entanto, devemos ter mais campanhas educativas nas TVs, rádios e escolas e contar com a educação na família. A educação tem um papel fundamental porque a Aids é uma doença social e isto acaba resultando na discriminação dos soropositivos. O governo trata a epidemia com remédios, mas e o lado psicológico do doente e da família? Deve haver mais assistência psicológica. A televisão é importante, mas estimula o sexo livre, as crianças são expostas ao sexo. Eu pretendo direcionar o dinheiro arrecadado com a CPMF para compra de remédios. Não podemos quebrar as patentes, porque a indústria farmacêutica investe muito dinheiro até descobrir remédios eficazes. A quebra de patentes desestimula a pesquisa. O orçamento é que deve ser maior...O problema do governo é o desvio do dinheiro. Quebrar patente é um paliativo. O governo tem que incentivar mais a pesquisa.” Perfil Ana Maria Teixeira Rangel é carioca, nascida em 21 de maio de 1957, /05/57, divorciada, mãe de dois filhos e formada em Ciências Politicas nos EUA, onde residiu por 19 anos. É proprietária de uma empresa de transportes infantil no estado norte-americano de Atlanta. Retornou ao Brasil há 3 anos e decidiu candidatar-se a Presidência da República. Filiou-se ao PRP há 1 ano. Fonte: http://www.agenciaaids.com.br/noticias-resultado.asp?Codigo=6151 Consultado em 13/02/2007

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Conheça a opinião de Cristovam Buarque, candidato do Partido Democrático Trabalhista (PDT)

2016-02-02T20:45:56-03:00setembro 29, 2006|Categories: Acervo|

“Visão mais rigorosa em relação às patentes” É muito importante lembrar que o Programa Nacional de DST/Aids foi o primeiro a garantir o acesso ao tratamento para todos os pacientes brasileiros que têm a doença. Essa foi uma conquista fundamental. O Brasil tem o programa exemplar: garante os recursos para o diagnóstico, o tratamento, etc. Só em medicamentos se gastou, ano passado, R$ 1,1 bilhão que é mais ou menos para uma única doença, ¼ de todo o dinheiro que se gasta com a aquisição direta de medicamentos feita todos os anos pelo Ministério da Saúde. Tudo isso será mantido no meu governo. O que faríamos diferente seria uma ação na área de proteção de patentes. Queremos baratear o custo de atendimento dos pacientes com a doença, para garantir o tratamento a todos que dele precisam. Teremos uma visão mais rigorosa em relação à decisão de incorporar novos medicamentos ao tratamento, em relação às patentes. Perfil Cristovam Buarque é engenheiro mecânico, formado pela Universidade Federal de Pernambuco, em 1966, e doutor em Economia pela Sorbonne, Paris, em 1973. Entre 1973 e 1979, trabalhou no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington, e desde 1979 é professor da Universidade de Brasília, da qual foi reitor de 1985 a 1989. Entre 1995 e 1998 governou o Distrito Federal e em 2002 elegeu-se senador pelo PT com a maior votação dada a um político no Distrito Federal. Filiou-se ao PDT em setembro de 2005. É membro do Instituto de Educação da Unesco. Fonte: http://www.agenciaaids.com.br/noticias-resultado.asp?Codigo=6148 Consultado em 13/02/2007

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Geraldo Alckmin quer estimular a indústria nacional de medicamentos

2016-02-02T20:45:56-03:00setembro 29, 2006|Categories: Acervo|

Em resposta às perguntas encaminhadas pela Agência de Notícias da Aids sobre a política nacional para combate à epidemia, a assessoria de imprensa do candidato à presidência pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Geraldo Alckmin, respondeu que “a gestão tucana deverá reforçar as atividades de prevenção e as parcerias com entidades da sociedade civil”. O programa de governo do candidato ainda prevê “o estímulo à indústria nacional de medicamentos para baratear o custo do tratamento dos pacientes”. “Expandir o acesso para os doentes que ainda não são atendidos” "O programa de governo do candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, prevê o estímulo à indústria nacional de medicamentos para baratear o custo do tratamento dos pacientes que participam do programa brasileiro de combate à Aids. O objetivo é expandir o acesso para os doentes que ainda não são atendidos. De acordo com a equipe que formulou o documento, apresentado na última quarta-feira, no Rio de Janeiro, as ações governamentais na área foram debilitadas pela falta de apoio técnico e financeiro e pelo aparelhamento dos órgãos de saúde pública durante o governo Lula. Segundo o documento, uma das principais falhas da atual gestão foram as freqüentes interrupções no fornecimento dos medicamentos que fazem parte do coquetel anti-retroviral. Em 2004 e 2005, por exemplo, o atraso no processo de compra de remédios nacionais e importados acabou prejudicando os pacientes. O programa brasileiro de combate à Aids, criado na gestão de José Serra à frente do Ministério da Saúde, chegou a ser reconhecido como referência internacional, em função do acesso universal de medicamentos aos pacientes soropositivos. No entanto, desde a posse de Lula, nenhum novo medicamento foi desenvolvido pelos laboratórios nacionais. Dessa forma, a gestão de Geraldo Alckmin dará prioridade a um sólido programa científico-tecnológico para elevar a capacidade e a extensão da política nacional. De acordo com levantamento realizado pela equipe do candidato, os preços médios dos remédios fabricados no Brasil estão três vezes mais caros do que os produzidos internacionalmente. Antes de Lula, eram 10% mais baratos. O impacto para o SUS é significativo. O aumento do gasto com medicamentos contra a Aids subiu 66% desde 2003. Dessa forma, a gestão tucana deverá reforçar as atividades de prevenção e as parcerias com entidades da sociedade civil. O objetivo é aprimorar a produção nacional de medicamentos genéricos e estimular um plano de desenvolvimento tecnológico voltado para a saúde, para elevar a capacidade nacional em áreas estratégicas e melhorar a eficácia do programa, incluindo a redução de custo do tratamento." Perfil Geraldo Alckmin nasceu em Pindamonhangaba, interior do Estado de São Paulo, em 7 de novembro de 1952. Alckmin é casado com Maria Lúcia Ribeiro Alckmin e tem três filhos: Sophia, Geraldo e Thomaz. É formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Taubaté, São Paulo. Especializou-se em Anestesiologia no Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo. Em 1972, com 19 anos, foi o vereador mais votado de Pindamonhangaba, tendo sido escolhido presidente da Câmara Municipal. Quatro anos depois foi eleito prefeito de Pindamonhangaba e exerceu mandato de seis anos. Em 1982, elegeu-se deputado estadual e, em 86, foi eleito deputado federal pelo PMDB. É um dos fundadores do Partido da Social Democracia Brasileira, o PSDB. Em 1990, Alckmin foi reeleito deputado federal como o quarto mais votado do PSDB-SP.. Em 94, foi eleito vice-governador na chapa de Mário Covas. Em 2000, Alckmin foi o candidato tucano à Prefeitura de São Paulo e foi governador do Estado de 2003 a 2006. Fonte: http://www.agenciaaids.com.br/noticias-resultado.asp?Codigo=6155 Consultado em 13/02/2007

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Candidato José Maria Eymael atribui mérito do PN aos profissionais da saúde

2016-02-02T20:45:56-03:00setembro 29, 2006|Categories: Acervo|

A Agência de Notícias da Aids mostra nesta sexta-feira, 29, durante todo o dia, a opinião dos candidatos sobre a política nacional na luta contra a Aids e o que pretendem mudar ou manter com relação ao enfrentamento da doença, caso sejam eleitos. Para o candidato à presidência do Partido Social Democrata Cristão, José Maria Eymael, a principal arma contra é a informação e o licenciamento compulsório deve ser estudado caso a caso. Eymael disputou a Prefeitura de São Paulo em 1985, perdendo para Mário Covas. Em 1986, foi eleito Deputado Federal por São Paulo, votado em todos os Municípios do Estado, alcançando mais de 72 mil votos. Em 1990, foi reeleito Deputado Federal. Leia o depoimento do candidato do PSDC. Programa Nacional é “mérito dos nossos profissionais de saúde e não de gestão” "Cada vez mais o importante é a informação a respeito. O principal é a informação: fiscalizar mais e acelerar o processo. O Programa Nacional de DST e Aids do Brasil é referência no mundo, mas este é um grande mérito dos nossos profissionais de saúde e não de gestão. É preciso verticalizar o processo de informação. Quanto ao licenciamento compulsório dos medicamentos anti-aids, deve ser estudado caso a caso e o governo deve utilizar lei que autoriza a redução do ICMS para os produtos mais necessários." Perfil José Maria Eymael nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Casado, dois filhos, cinco netos, é formado em Direito e História Natural pelas Faculdades de Direito e Filosofia da PUC – RS e é empresário, há 35 anos, nas áreas de Marketing, Comunicação e Informática. Em 1.985, como candidato pelo PDC – Partido Democrata Cristão, disputou a Prefeitura de São Paulo, perdendo para Mário Covas. Em 1986, foi eleito Deputado Federal por São Paulo, votado em todos os Municípios do Estado, alcançando mais de 72 mil votos. Em 1990, foi reeleito Deputado Federal. Fonte: http://www.agenciaaids.com.br/noticias-resultado.asp?Codigo=6150 Consultado em 13/02/2007

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´Patentes e acordos espúrios ameaçam o programa de distribuição de remédios´, diz Heloísa Helena

2016-02-02T20:45:56-03:00setembro 29, 2006|Categories: Acervo|

No e-mail enviado à Agência de Notícias da Aids, a assessoria de imprensa da candidata do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) à presidência da República, Heloísa Helena, declarou que “o Brasil não tem estatísticas confiáveis sobre DST/AIDS” e que “parece apenas satisfeito com os elogios à sua iniciativa de distribuir gratuitamente os remédios, escondendo que o custo de R$ 1 bilhão anuais com a compra de medicamentos (estimado para este ano) ameaça o programa.” Leia as críticas da candidata à política nacional de combate à Aids e quais são as medidas que pretende implantar, caso seja eleita. Espada na cabeça dos seus soropositivos Diagnóstico do programa nacional de DST/AIDS: 1.Estatísticas sobre a doença não são confiáveis (o que leva a crer que os dados subestimados escondem uma bomba de efeito retardado); 2.Distribuição irregular de medicamentos (afeta principalmente os doentes com baixa renda); 3.Doentes são entregues à sua própria sorte (governo lava as mãos com a distribuição ineficaz dos medicamentos e se gaba dos elogios); 4.Não há nenhum programa de combate à discriminação de seus portadores; 5.Patentes e acordos espúrios ameaçam o programa de distribuição de remédios; 6.Informações nada transparentes levam a muita gente a lucrar com as doenças dos brasileiros. 7.O Brasil não conhece seus doentes e desconhece o perfil da população infectada; 8.Não há programa de combate nem de discussão dos efeitos colaterais dos remédios. No caso da lipodistrofia, por exemplo, o País decidiu apenas garantir plásticas; 9.Um País que compartilha com sanguessugas sua política de saúde não pode ser levado a sério. O Brasil não tem estatísticas confiáveis sobre DST/AIDS. De acordo com o Ministério da Saúde, são 371 mil casos, sendo que a doença afeta 19,2 brasileiros em cada 100 mil, com 11 mil óbitos anuais (outra estatística aponta a existência de 600 mil soropositivos desde 2000). Porém, as despesas do governo com os remédios não para de crescer mostrando que as estatísticas não são confiáveis, que há um silêncio criminoso sobre o assunto HIV. Alguns dados indicam que cerca de 15 mil novas pessoas entram em tratamento na rede pública por semana. Além do mais, por não fazer nenhum trabalho contra a discriminação à doença, as empresas estatais continuam a esconder os casos e a arcar com os custos dos medicamentos a seus empregados (basta analisar o Balanço de Responsabilidade Social da Petrobras para constatar isso). Ainda hoje, os soropositivos são vistos como portadores de uma doença mortal que ameaça qualquer pessoa. Vergonha, culpa e medo abatem portadores e sua própria família. Quem ousa quebrar esse círculo vicioso perverso transforma-se em algo mais letal do que o vírus – com isso, famílias inteiras não sabem que um dos seus integrantes é portador da doença. Esse silêncio criminoso faz mais e mais vítimas. O Brasil parece apenas satisfeito com os elogios à sua iniciativa de distribuir gratuitamente os remédios, escondendo que o custo de R$ 1 bilhão anuais com a compra de medicamentos (estimado para este ano) ameaça o programa. Recentemente, o governo brasileiro divulgou a bravata de quebra de patentes do medicamento Kaletra. Se a quebra de patentes foi anunciada com estardalhaço, o acordo perverso feito posteriormente com o laboratório Abbott só foi divulgado por muita luta das organizações em defesa dos portadores de HIV. O Brasil se comprometeu a não quebrar a patente do Kaletra e a não alterar as cláusulas do contrato até 2011. Vai continuar pagando por um remédio que, esperamos, seja substituído por outro de nova geração e com menos efeitos colaterais? Mesmo a distribuição de medicamentos é questionável. Nas comunidades pobres, ele costuma faltar, período em que os doentes ficam sem remédios. Não há nenhuma iniciativa de integração entre os postos de saúde e os médicos para tornar possível o doente recebê-los em outro posto. Isso se torna mais grave ainda quando se tem conhecimento que alguns médicos colaboram com a desinformação do paciente, afirmando que não há nenhum problema em não tomar os remédios durante determinado período (isso acontece no Rio de Janeiro, imagine em outras localidades). Se o número de soropositivos beneficiados não pára de crescer, se os pacientes têm sobrevida maior, a resistência ao vírus aumentou e surgiram novas drogas; os tratamentos estão mais amigáveis, com menos efeitos colaterais, mas estes medicamentos estão protegidos por patentes. Poucos noticiaram isso: em março de 1996, o governo de Fernando Henrique cometeu um dos maiores atos de vassalagem de nossa história. O próprio presidente foi ao aeroporto de Brasília dar uma excelente notícia ao secretário de Estado norte-americano para assuntos da América Latina, Warren Christopher: o Brasil, que sempre respeitou a legislação internacional de patentes, assumia que era pirata (quando pirata sempre foi os Estados Unidos) e, para se redimir, aprovara a nova lei de patentes, nos moldes que os Estados Unidos exigiam. Com esse ato, colocou uma espada na cabeça dos seus soropositivos, devido aos constantes aumentos dos remédios usados no coquetel. Em 1998, a compra de remédios usados no coquetel custava mais de US$ 5 mil por paciente-ano. Com a produção de genéricos anti-retroviral, os gastos despencaram e chegaram a US$ 1,3 mil por paciente-ano em 2004. No ano passado, esse valor cresceu para US$ 2,5 mil. Este ano, o orçamento para a aquisição de anti-retrovirais vai romper a cifra de R$ 1 bilhão. Esse diagnóstico coloca o próximo presidente da República com três opções: quebrar patentes e baixar o custo de compra dos remédios; aumentar os recursos disponíveis no combate a doença ou praticar genocídio, reduzindo a abrangência do programa. Não havia necessidade de enfrentar esse dilema. Hoje, os remédios de primeira geração custam de US$ 38 a US$ 531 por ano, em média. O preço sobe para US$ 252 a US$ 1.515 no caso dos medicamentos de segunda geração. Sete dos 15 anti-retrovirais do coquetel de aids são genéricos, o que reduz os custos de aquisição, mas o espaço legal para a fabricação nacional de medicamentos modernos diminuiu, devido ato de vassalagem do governo. Todos os remédios descobertos pelos laboratórios estrangeiros antes daquele ano de 1997, quando o país adotou a lei de patentes exigida pelos EUA, podiam ter as patentes quebradas sem maiores conseqüências (os anti-retrovirais genéricos fabricados no país se enquadram nisso). Hoje, os remédios protegidos por elas são justamente os mais caros. Nossa decisão seria: 1.Com doença não se brinca, portanto qualquer decisão terá que ser tomada de forma cautelosa e respeitosa com seus portadores e suas organizações de combate à doença. Mas, sabendo que cerca de 60% dos gastos do programa vão para a aquisição de apenas três medicamentos patenteados (o Kaletra, o Efavirenz e o Tenofovir), o Brasil tem que rediscutir a quebra de patentes dos medicamentos, sempre tendo em vista que o licenciamento compulsório dos medicamentos é fundamental para a defesa do programa. 2.Produção nacional de medicamentos de segunda e terceira geração. O Brasil pode fabricar anti-retrovirais com qualidade, atendendo a demanda nacional. Tem que caminhar nesse sentido. 3.Financiamento responsável de pesquisa de novos medicamentos de combate à AIDS e de vacinas (contra o vírus e terapêuticas). Não é necessário dizer que a política econômica atual compromete qualquer recurso destinado ao combate às enfermidades. Quase tudo que o país arrecada vai para a formação de superávit fiscal e pagamento de juros a rentistas nacionais e internacionais. 4.Ampla divulgação do programa. A discussão sobre a doença e a troca de experiências entre os portadores de HIV não podem estar restrita a um site, onde sequer há um médico com informações suficientes para responder a quem o acessa. 5.Investimentos no combate à discriminação. Doença não pode ser objeto de culpa e vergonha. 6.Democratização das discussões e informações. Assim como qualquer decisão não pode ser tomada sem consulta às organizações que lutam em favor dos portadores de HIV (aliás, estes devem fazer parte de um fórum interministerial), o povo brasileiro tem que conhecer passo-a-passo as decisões tomadas no âmbito de combate à enfermidade. 7.Distribuição integrada dos medicamentos e fiscalização governamental do cumprimento do programa pelos postos de saúde. Perfil Heloísa Helena nasceu na cidade de Pão de Açúcar, Estado de Alagoas, no dia 06 de junho de 1962. Heloísa Helena é formada em Enfermagem e professora do Centro de Saúde da Universidade Federal de Alagoas, na cadeira de Epidemiologia, licenciada sem vencimentos desde que assumiu cargos políticos, no início da década de 90. Iniciou sua atividade política no Movimento Estudantil, dedicando-se posteriormente ao Movimento Docente e Sindical. Em 1992 foi eleita vice-prefeita de Maceió pela coligação PSB/PT. Em 1994, conquistou uma cadeira na Assembléia Legislativa do Estado de Alagoas. Em 1998, nas eleições de outubro, Heloísa Helena foi eleita a primeira senadora por Alagoas, com um total de 374.931 votos (55,92% dos votos para a vaga no Senado Federal). Em 2004, no dia 06 de junho, fundou o P-SOL, Partido Socialismo e Liberdade, estando à frente da liderança do partido no Senado Federal. Fonte: http://www.agenciaaids.com.br/noticias-resultado.asp?Codigo=6156 Consultado em 13/02/2007

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Canada adds Tamiflu to off-patent drugs list

2017-01-10T17:18:22-03:00setembro 28, 2006|Categories: Acervo|

TORONTO -- The federal government has added the flu antiviral oseltamivir - better known as Tamiflu - to the list of patented medications that generic drug manufacturers in this country can apply to make and export to developing countries. Douglas Clark, Industry Canada's director of patent policy, confirmed in an e-mail late Wednesday that oseltamivir has been added to the list of drugs covered by the program called Canada's Access to Medicines Regime, formerly known as the Jean Chretien Pledge to Africa Act. The executive vice-president of Biolyse Pharma Corp., the Ontario company that has been lobbying for the right to make generic Tamiflu, said it will begin immediately the process of trying to get a licence to produce and export the drug. And John Fulton suggested developing countries aren't the only potential clients for the generic Tamiflu that Biolyse hopes to make. "I'll tell you straight up, there's definitely an interest to investigate the possibility of a compulsory licence for domestic product," he said, referring to a legal instrument that would allow the company to sell generic Tamiflu on the Canadian market as well. That permission could not be granted through the Access to Medicines Regime. "We definitely have that interest and we're already researching that." Fulton said the privately held company, located in St. Catharines, Ont., has the capacity to make between 500,000 and one million oseltamivir pills - or 50,000 to 100,000 treatment courses - a day. "We'd like to have our first pill rolling off our encapsulator within six months," he said. That could be optimistic. The two-year old legislation, hailed as an international breakthrough when it was brought into force, has not yet led to the exportation of a single pill. Critics say the cumbersome legislation, which requires companies to attempt first to negotiate a sublicence, allows patent holders to drag out the negotiations. The new federal government has pledged to find a fix. The legislation requires that generics be sold for no more than 25 per cent of the cost of the patented version. Tamiflu is made by Swiss drug maker Hoffman-La Roche, which already sells the drug at a reduced cost to poorer countries. Roche holds the rights to Tamiflu, the flu drug countries around the world have rushed to stockpile in the face of fears an influenza pandemic may be pending. Tamiflu's patent is owned by Gilead Sciences, which developed the drug. Under pressure last fall to markedly increase production of the drug, Roche agreed to allow several manufacturers in poorer countries to make a generic version of Tamiflu. As well, it expanded output by bringing the services of 16 external contractors into its own production line. By the end of this year, the company will be able to make 400 million treatment courses a year. Biolyse asked Roche for the right to make Tamiflu last fall, but was not among the companies selected, Fulton said. Roche formally objected to Biolyse's bid to add Tamiflu to the list of drugs available through the Access to Medicines Regime. A spokesperson for Roche Canada did not return calls Wednesday evening. Fonte: http://www.ctv.ca/servlet/ArticleNews/story/CTVNews/20060928/tamiflu_drugs_060928?s_name=&no_ads Data de acesso: 28/11/2006

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90% das patentes no Brasil são de estrangeiros

2016-02-02T20:45:57-03:00setembro 21, 2006|Categories: Acervo|

O presidente do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), Roberto Jaguaribe, disse que 90% das patentes existentes no Brasil são de origem estrangeira. "Isso acontece porque o País não tem uma cultura de inovação sedimentada. Por outro lado, algumas indústrias e pessoas físicas ainda não sabem usufruir dos benefícios oferecidos pelo sistema de propriedade industrial, que só contribui para aumentar a competitividade de uma nação". Na avaliação dele, para aumentar o número de acessos ao sistema de propriedade industrial é preciso fazer atividades integradas com o setor produtivo, universidades e as áreas de pesquisa do País. Segundo Jaguaribe, as áreas que mais demandam patentes no Brasil atualmente são os segmentos de tecnologia da informação e comunicação e biotecnologia. Ele participou ontem do Seminário Propriedade Intelectual como Instrumento Estratégico para o Desenvolvimento Industrial e Tecnológico, na Universidade Federal de Pernambuco. O primeiro passo para a criação de uma rede de propriedade intelectual no estado foi firmado ontem, com a assinatura de um convênio entre o presidente do INPI e o secretário executivo de Ciência e Tecnologia, José Carlos Cavalcanti.  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6581 Consultado em 23/02/2007

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Anvisa aprova medicamento da Pfizer

2017-01-10T17:18:22-03:00setembro 21, 2006|Categories: Acervo|

A Pfizer informou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na terça-feira o medicamento Champix (vareniclina) indicado para auxiliar no tratamento do tabagismo. Já lançado nos Estados Unidos, o produto é único em sua forma de atuação: além de tirar a vontade de fumar, não deixa o fumante sentir prazer nas possíveis "escapulidas" durante o tratamento antitabagista, segundo a empresa. Champix está previsto para ser lançado no Brasil no primeiro semestre de 2007. O produto foi desenvolvido especificamente para ativar parcialmente o receptor da nicotina: ele reduz a intensidade do desejo pelo cigarro e, ao mesmo tempo, diminui os sintomas relacionados à abstinência. Estudos com o Champix, que serviram de base para sua aprovação tanto nos Estados Unidos como no Brasil, envolveram mais de 2 mil tabagistas que fumavam em média 21 cigarros por dia durante 25 anos. Pacientes que receberam Champix por 12 semanas (1 miligrama duas vezes ao dia) quadruplicaram a chance de parar de fumar, quando comparados aos que usaram placebo, e dobraram a possibilidade de largar o vício quando comparados aos que usaram cloridrato de bupropiona (150mg duas vezes ao dia), informou o laboratório. Após um ano, um em cada cinco pacientes que receberam Champix ainda estava livre do cigarro. Para os demais, um tratamento adicional com Champix por mais 12 semanas aumentou a chance de sucesso a longo prazo. Conforme a Pfizer, existem cerca de 1,3 bilhão de fumantes no mundo. Aproximadamente cinco milhões de pessoas morrem em decorrência do cigarro no mundo: é uma morte a cada oito segundos. Estima-se que no Brasil um terço da população adulta seja fumante - 16,7 milhões de homens e 11,2 milhões de mulheres -, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). São 200 mil óbitos por ano relacionados ao fumo no País.  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6580 Consultado em 23/02/2007

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