About brunofw2

This author has not yet filled in any details.
So far brunofw2 has created 1103 blog entries.

setembro 2006

Dr. Reddy´s faz plano para atuar no Brasil

2016-02-02T20:45:58-03:00setembro 8, 2006|Categories: Acervo|

A Dr. Reddy`s, segundo maior laboratório farmacêutico da Índia, está reestruturando suas operações no Brasil e pretende lançar um novo plano para o país no primeiro trimestre de 2007. O objetivo é trabalhar agressivamente o marketing de seus produtos genéricos e ampliar o faturamento no país de US$ 2 milhões a US$ 3 milhões anuais para US$ 50 milhões em cinco a sete anos, segundo Satish Reddy, principal executivo de operações da companhia. Reddy diz que a empresa não tem interesse em construir fábrica no Brasil ou adquirir um laboratório local, ao contrário da israelense Teva, a maior empresa de genéricos do mundo e uma de suas principais concorrentes. "Queremos apenas ampliar nosso marketing e distribuição. O custo de produção na Índia é cerca de 30% a 40% menor do que o dos mercados europeu e norte-americano. Aqui, há muita concorrência e os custos de mão-de-obra e operação são mais baixos, além de haver mais investimento em pesquisa do que no Brasil", diz o executivo, filho do fundador da Dr. Reddy`s, Anji Reddy. Ele disse ainda que a escala do mercado brasileiro não é muito grande e que o país não tem uma forte indústria local de princípios ativos. No Brasil, a Dr. Reddy`s chegou a ter uma joint venture com a Bioquímica de 1993 a 1997. Mas o resultado, segundo Reddy, foi desastroso e eles saíram do país. Voltaram em 2001, mas, diz ele, ainda não conseguiram acertar a mão. Hoje, vende no mercado brasileiro três genéricos para tratamento oncológico (contra câncer) e responde a três processos movidos por multinacionais por conta de patentes. Recentemente, entrou com pedido de registro de genéricos de vários medicamentos cujas patentes estão prestes a expirar. A Dr. Reddy`s está em processo de franca expansão. Fundada em 1984, desenvolveu-se com a proteção ao setor farmacêutico dada pelo governo indiano de 1970 até 1995, quando apenas o processo de produção era patenteado, e não o produto final. Isso permitiu que a Índia se transformasse na maior produtora de genéricos sem licença do mundo. De 1995 a 2005, houve uma regra de transição e só a partir do ano passado passou a vigorar a lei de patentes no país, de acordo com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Com as novas regras, os especialistas acreditam que as farmacêutivas indianas passaram a ser alvo de aquisição de multinacionais. Por isso, a Índia começa a viver um processo de consolidação do setor, em que as empresas locais tentam ganhar ainda mais escala. A Dr. Reddy`s tem apostado na expansão local e internacional. Em março, comprou por US$ 570 milhões a Betapharm, da Alemanha, quarta maior empresa de genéricos daquele país. Com a aquisição, a expectativa é de que seu faturamento alcance US$ 1 bilhão no ano fiscal 2006/2007 (de abril a março), quase o dobro dos US$ 546 milhões que obteve no ano passado.  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6561 Consultado em 23/02/2007

Comentários desativados em Dr. Reddy´s faz plano para atuar no Brasil

Tribunal de Contas da União revela omissão do INPI no cumprimento da legislação de acesso a recursos genéticos

2017-01-10T17:18:22-03:00setembro 6, 2006|Categories: Acervo|

Relatório de auditoria do TCU sobre biopirataria aponta falta de implementação do certificado de procedência legal para patentes biotecnológicas O Tribunal de Contas da União (TCU) publicou, na semana passada, um relatório com os resultados de uma auditoria que analisou os instrumentos de controle utilizados pelo Poder Executivo federal para minimizar a ocorrência de fluxo não-autorizado de espécimes da fauna e flora brasileiras e de material genético nas fronteiras do país. Além de abordar questões como tráfico de animais e extração ilegal de madeira, o relatório também se detém no acesso a recursos genéticos. Neste tema, a auditoria aponta omissão do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) no cumprimento da legislação de acesso e repartição de benefícios (MP nº 2.186-16/01), especificamente do certificado de procedência legal para patentes biotecnológicas, reforçando o estudo realizado pelo ISA sobre o assunto divulgado em março deste ano durante a COP-8, em Curitiba. Segundo o TCU, o INPI não está aplicando o artigo 31 da MP nº 2.186-16/01, que exige a comprovação da legalidade do acesso ao material genético ou conhecimento tradicional utilizado no processo ou produto sobre o qual se requer a concessão de patente, impedindo que o Brasil cumpra um dos objetivos da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB): a repartição justa e eqüitativa dos benefícios derivados da utilização dos recursos genéticos. Além disso, segundo o relatório, o não cumprimento por parte do INPI ameaça as negociações internacionais conduzidas pelo Ministério das Relações Exteriores junto à Organização Mundial do Comércio para adequar o Acordo TRIPS (Tratado sobre os Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio) aos dispositivos da CDB. O Brasil é um dos maiores defensores do certificado de procedência legal para patentes biotecnológicas no cenário internacional, mas não implementa o dispositivo internamente. A causa para o descumprimento reside em uma divergência de interpretação legal entre o INPI e o Ministério de Meio Ambiente (MMA). O INPI, em ofício encaminhado ao TCU, alega que o não cumprimento do artigo 31 da Medida Provisória deve-se ao fato de considerá-lo dispositivo legal de natureza programática, ou seja, que não tem eficácia imediata e que dependeria de regulamentação do poder executivo. O MMA, por sua vez, afirma que a concessão do direito de propriedade industrial ficou condicionada à observância da MP, ou seja a concessão de patentes passou a estar atrelada à comprovação do cumprimento dos dispositivos estabelecidos pela MP, independentemente de regulamentação. Visando dirimir a discordância o TCU determinou que a Advocacia Geral da União (AGU) emita parecer pacificando o entendimento a respeito da aplicação da norma. O relatório também recomenda ao MMA e ao INPI que discutam as medidas necessárias para dar cumprimento ao art. 31 da MP. Paralelamente, o Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN) criou um Grupo de Trabalho para discutir as formas de implementação do artigo 31 da MP. A criação do GT é resultado do estudo sobre o banco de patentes do INPI realizado pelo ISA e apresentado ao CGEM em julho último, que aponta a omissão do escritório brasileiro de patentes no cumprimento da Medida Provisória, antecipando as conclusões da auditoria do TCU. O estudo sugere, entre outras coisas, que a autorização do CGEN para acesso a recursos genéticos ou conhecimentos tradicionais seja considerada o documento a ser exigido pelo INPI para todos os pedidos de patente que recaiam sob o escopo do artigo 31 da MP. O GT criado em agosto, que conta com participação restrita da sociedade civil, do INPI, do MDIC e do MMA, discute de que forma a autorização do CGEN, que atesta a legalidade do acesso a recurso genético ou conhecimento tradicional, deverá ser exigida pelo INPI, quando houver um pedido de patente de produto ou processo sob o escopo da MP. O GT tem até o fim de setembro para resolver o impasse. Fonte: http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=2318 Consulta em 17/11/2006

Comentários desativados em Tribunal de Contas da União revela omissão do INPI no cumprimento da legislação de acesso a recursos genéticos

Preços de remédios caíram

2016-02-02T20:45:58-03:00setembro 5, 2006|Categories: Acervo|

Os preços dos medicamentos genéricos caíram em média 40% nos últimos cinco anos, na comparação com os equivalentes de marca. A informação é da pesquisadora do Centro Paulista de Economia de Saúde da Universidade Federal de São Paulo, Paola Zuchi. O resultado, segundo ela, faz parte de uma pesquisa que revelou também pouca influência nos preços dos remédios considerados de referência. De acordo com a pesquisadora, os preços dos medicamentos de marca se mantiveram em parte estáveis ou, em outros casos, registraram elevação. Paola Zuchi disse que os genéricos respondem por cerca de 13% a 15% das vendas no mercado brasileiro. “Algumas empresas trabalham com genéricos e outros laboratórios têm linha de genéricos além da linha com produtos de referência”, explicou, defendendo mais esclarecimento dos profissionais de saúde para a prescrição de medicamentos genéricos.  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6556 Consultado em 23/02/2007

Comentários desativados em Preços de remédios caíram

Programa do governo deve repassar R$ 510 mi para inovação em empresas

2017-01-10T17:18:23-03:00setembro 1, 2006|Categories: Acervo|

A partir de segunda-feira, as empresas poderão consultar, pela página da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) na internet, as condições dos editais nas três modalidades de subvenção econômica previstas pelo governo. O primeiro edital vai priorizar recursos para os setores de fármacos e medicamentos, microeletrônica, softwares e bens de capital. Nesta modalidade serão disponibilizados R$ 300 milhões. O aporte para as micro e pequenas empresas contará com R$ 150 milhões e a operação será feita em conjunto com parceiros locais (fundações de apoio à pesquisa e bancos de desenvolvimento regionais). Os recursos financeiros para a incorporação de mestres e doutores contará com R$ 60 milhões.. Odilon Marcuzzo do Canto, presidente da Finep, disse que os editais estabelecem contrapartidas das empresas entre 5% e 50%, dependendo do porte da companhia e da região onde ela se situa. Marcuzzo afirmou que o edital que priorizará setores da política industrial estabeleceu um piso por empresa de R$ 300 mil. Além dos quatro eixos setoriais da política industrial, há outros três eixos considerados: nanotecnologia, biotecnologia e biomassa e energias renováveis. Marcuzzo disse que outros editais deverão ser lançados abrangendo outros temas e áreas. Na cerimônia que lançou o programa, na sede da Finep, no Rio, o ministro disse que o Orçamento da União de 2006 prevê R$ 209 milhões para a subvenção econômica. A parcela restante dos recursos, para completar os R$ 510 milhões, será incluída nos Orçamentos de 2007 e 2008. Rezende reconheceu que neste ano o tempo é curto: o prazo para entrega dos projetos pelas empresas termina em 31 de outubro. Um comitê multisetorial deverá julgar as propostas em novembro e os contratos serão assinados em dezembro. A assinatura dos contratos este ano é importante para comprometer o uso dos recursos em 2007. Se não houver contratos assinados para os recursos previstos no orçamento, não é possível usar o dinheiro no ano seguinte. "Deverá haver demanda grande (pelo programa) nos setores de fármacos e medicamentos e em software", avalia o ministro. "Também podemos ser surpreendidos (positivamente) pela demanda em bens de capital voltados para a produção de biodiesel e para a indústria aeroespacial." Walter Bartels, presidente da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (Aiab), disse que será preciso conhecer os editais para saber como será a demanda das empresas, mas previu que na área aeroespacial haverá, no mínimo, dez empresas interessadas. O ministro previu que a demanda bruta pelo programa deverá ser maior do que os recursos disponíveis, mas disse não saber dimensionar a demanda qualificada, aquela capaz de preencher os requisitos capazes de garantir a pontuação para ter acesso aos recursos. Haverá critérios de pontuação e, abaixo de um piso, a empresa estará desclassificada.  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6555 Consultado em 23/02/2007

Comentários desativados em Programa do governo deve repassar R$ 510 mi para inovação em empresas

agosto 2006

Furlan destaca importância da propriedade intelectual no desenvolvimento

2017-01-10T17:18:23-03:00agosto 28, 2006|Categories: Acervo|

Brasília - "O Brasil está no limiar de um novo período de prosperidade para inventores e para aqueles que vivem da propriedade intelectual”, afirmou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, em discurso na abertura do 26º Seminário Nacional da Propriedade Intelectual, que se realiza quarta-feira (30) em Brasília. No encontro serão discutidos direitos de patente e autorais, registros de marcas, pirataria e cooperação entre os países do Mercosul nessas áreas. O ministro anunciou a instituição de um novo sistema de registro para a propriedade intelectual, que está em teste e funcionará no site do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). “Os registros serão feitos de forma ágil e terão importância relevante para o desenvolvimento da produção e também para a exportação brasileira”, acrescentou. Para Furlan “não haverá inserção do Brasil em escala internacional, com exportação de tecnologia de qualidade, criatividade e inovação, sem que haja um órgão aparelhado formalmente e operacionalmente preparado para responder a esse aumento de demanda”. O INPI, informou, está sendo aparelhado para isso, com uma nova sede no Rio de Janeiro, uso de tecnologia e aumento no número de servidores. A partir de janeiro, o órgão poderá registrar novas marcas e patentes em menos de 12 meses, se não houver contestação – hoje, de acordo com o ministro, isso pode demorar até seis anos. O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia, Luiz Antônio Elias, defendeu no seminário a “necessidade de se estabelecer uma relação mais estreita, e não apenas formal, entre desenvolvimento e propriedade intelectual”. A proteção dos direitos intelectuais, segundo ele, "vai assegurar o fluxo contínuo dos investimentos na área empresarial, com salvaguarda também do interesse público”. Para o secretário, a Lei de Inovação permitiu “o aperfeiçoamento tributário e o sistema jurídico nesse segmento, e continuará avançando”. Elias disse ver na inovação, “no atual estágio da economia, importância estratégica para levar competitividade e incremento da produtividade, condições essenciais para o desenvolvimento”. Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2006/08/28/materia.2006-08-28.8257150080/view Consultado em 16/02/2007

Comentários desativados em Furlan destaca importância da propriedade intelectual no desenvolvimento

Mortes por leishmaniose dobram em São Paulo

2017-01-10T17:18:23-03:00agosto 19, 2006|Categories: Acervo|

São Paulo - O número de mortes causadas pela leishmaniose visceral dobrou nos últimos dias no Estado de São Paulo e colocou sanitaristas em alerta no interior, onde 35 municípios já foram atingidos pela doença. A situação é preocupante em Dracena, no oeste do Estado, onde três pessoas morreram nesta semana. Outras cinco estão com os sintomas da doença, duas delas internadas. Até terça-feira, o Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde do Estado tinha contabilizado 3 mortes e 116 casos positivos neste ano. Ontem, o número saltou para 6 mortes e 143 casos de infecção. A assessoria de imprensa da secretaria insiste que 2006 tem sido o "melhor" dos últimos quatro anos no controle da doença. Mas, durante todo o ano de 2005, 146 pessoas foram infectadas e outras 16 morreram. Para o diretor da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), Carlos Magno Fortaleza, o que está acontecendo em Dracena é resultado da pouca experiência dos médicos em diagnosticar a doença precocemente. "É fundamental que a leishmaniose seja tratada desde os primeiros sintomas", diz. Segundo ele, a doença caminha para patamares endêmicos nas regiões em que apareceu primeiro. O Serviço de Vigilância Epidemiológica de Dracena está limpando folhas e outros materiais orgânicos dos quintais das residências num raio de 9 a 25 quadras de distância das casas das vítimas. A sujeira serve de hábitat do mosquito palha, vetor do protozoário Leishmania, transmissor da doença. O cão é seu hospedeiro. Alerta Total - "Estamos muito preocupados e em alerta total", diz a diretora de Vigilância Epidemiológica de Dracena, Flávia Beretta. Segundo ela, dos 10 mil cães da cidade, 25% estão contaminados e precisam ser sacrificados, mas os técnicos encontram dificuldades porque a população não entrega os animais. Desde agosto de 2005, a cidade realizou exames em 7 mil cães e matou outros 1,7 mil. Não existe vacina que possa ser aplicada neles.  Fonte: http://www.parasitologia.org.br/noticia.php?id=348 Consultado em 15/02/2007

Comentários desativados em Mortes por leishmaniose dobram em São Paulo

Médicos desafiam ética e promovem remédios

2017-01-10T17:18:23-03:00agosto 18, 2006|Categories: Acervo|

Código de Ética da categoria veda exercício da profissão com interação ou dependência de farmácias ou laboratórios, mas prática é comum Numa prática condenada pelo código de ética da profissão, médicos de todo o País distribuem aos pacientes cupons que dão descontos na compra de produtos farmacêuticos. Os cupons são feitos pelos próprios laboratórios. A francesa Avène, por exemplo, distribui cupons que dão 30% de desconto na compra de uma loção cicatrizante. A suíça Novartis criou um cartão de fidelidade que garante descontos de até 50% na compra de medicamentos para doenças crônicas, como diabete e asma. Os dois laboratórios firmaram convênio com diversas farmácias do País. A prática é condenável porque os clientes só se beneficiam da promoção através do médico. O cupom da Avène, por exemplo, não tem valor sem o carimbo, a assinatura e o registro do médico no Conselho de Medicina. No caso da Novartis, o cartão definitivo só é dado depois que o médico fornece ao cliente um provisório. Embora não seja proibida por lei, a ligação entre médicos e indústria fere um dos preceitos éticos da profissão. De acordo com o Código de Ética Médica, é vedado "exercer a profissão com interação de farmácia e laboratório farmacêutico" (leia ao lado). "O que o médico pretende com um cupom desses?", questiona o presidente do Conselho Regional de Medicina de SP (Cremesp), Desiré Carlos Callegari. "Se ele preenche esse papel, é porque certamente vai ter alguma vantagem. Não admitimos esse tipo de coisa”. A prática, de acordo com médicos, é comum. "Não consigo me lembrar de algum laboratório que não tenha uma promoção parecida", diz um dermatologista de SP que distribui a seus pacientes os cupons da Avène. Ele pediu que seu nome não fosse publicado. Supõe-se que os laboratórios, por terem como saber quem prescreve seus produtos, ofereçam presentes aos médicos como recompensa. Isso permite concluir que alguns profissionais se preocupam mais com as vantagens que receberão do que com a saúde de seus pacientes. Avène e Novartis dizem que o objetivo é beneficiar os clientes e negam que os médicos recebam algum tipo de compensação. Presente: Cirque du Soleil Esse dermatologista de SP diz que não recebe presentes e que a existência do desconto não o influencia na hora de receitar um remédio. "Não estou preocupado se vou ganhar uma caneta ou uma caneca. Estou preocupado é com o meu paciente”. Com ou sem efeito sobre a decisão, o fato é que os presentes existem. A dermatologista Lígia Kogos, de SP, conta que recentemente recebeu de um laboratório entradas para a peça O Fantasma da Ópera e para a apresentação do grupo canadense Cirque du Soleil. Não foi. "Descobriram, não sei como, que eu receitava bastante um medicamento deles e resolveram 'me agradecer'. Mas não me influenciaram. A minha regra é: o paciente vem sempre em primeiro lugar”. A dermatologista conta ainda que os laboratórios sempre enviam flores em seu aniversário e que freqüentemente a convidam para festas. "Encaro como uma gentileza, nada mais”. Lígia se lembra de um medicamento americano para a pele que foi lançado há três anos e custava mais de R$ 500. Virou moda por causa da pressão do laboratório, que, segundo ela, pagava uma porcentagem sobre as vendas aos médicos que o receitavam. "Muitos caíram nessa. Mas o creme não tinha o menor fundamento. Quem sucumbiu à pressão do laboratório acabou com a própria carreira”. Confiança Os médicos têm liberdade para receitar medicamentos, inclusive indicar a marca. A prática do profissional pode levá-lo a concluir que um produto é melhor que outro. Mas ele deve avisar ao paciente sobre opções. No sistema público de saúde, por exemplo, os médicos são obrigados a receitar remédios pelo princípio ativo e não pela marca. Na rede particular, não há essa exigência. A Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) não comentou a existência de cupons de desconto, mas afirmou que está elaborando um código de ética no qual condena a pressão da indústria. A Associação Brasileira de Redes de Farmácia também não se pronunciou a respeito. De acordo com o Cremesp, esse tipo de situação não envolve apenas os laboratórios farmacêuticos. O conselho já recebeu denúncias contra oftalmologistas ligados a ópticas e contra especialistas ligados a laboratórios de exames clínicos. "Isso é bastante comum", afirma o presidente do Cremesp. "Nós vivemos batendo nessa tecla. Isso é falta de ética médica”. Os pacientes que se sentirem prejudicados pelo médico por qualquer motivo podem registrar uma denúncia no Conselho Regional de Medicina.  Fonte: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=40036 Consultado em 23/02/2007

Comentários desativados em Médicos desafiam ética e promovem remédios

Planta usada por celtas pode ajudar no combate ao câncer

2016-02-02T20:45:58-03:00agosto 14, 2006|Categories: Acervo|

Uma planta de onde os povos celtas extraíam pigmento para pintar o corpo antes da guerra é rica em uma substância que ajuda no combate ao câncer, dizem cientistas italianos. Conhecida como pastel de tintureiro, ou woad, em inglês, a planta Isatis tinctoria L. pertence à família do brócolis e da couve-flor. O pigmento azul extraído dela também foi uma mercadoria valiosa no período das Grandes Navegações. Cientistas da Universidade de Bolonha descobriram que, além do corante azul, a planta também possui altas concentrações da substância glucobrassicina. Em entrevista à revista científica Journal of the Science of Food and Agriculture, os pesquisadores disseram que o pastel de tintureiro possui 20 vezes mais glucobrassicina do que o brócolis. Eles disseram também que quando a planta é danificada há um aumento na produção da substância. Trata-se de um mecanismo de defesa da planta, já que a glucobrassicina é capaz de matar alguns tipos de parasitas. No ser humano, a substância tem propriedades anticancerígenas, sendo particularmente efetiva contra o câncer do seio. Estudos anteriores já revelaram que comer legumes ricos em substâncias como a glucobrassicina pode ajudar a proteger contra o câncer. Segundo as pesquisas, a substância elimina matéria cancerígena, como, por exemplo, derivados do estrogênio. Um outro estudo, mais recente, revelou que pessoas que comem alimentos ricos em glucosinolatos apresentam níveis reduzidos de substâncias químicas associadas ao câncer de pulmão em fumantes. Até o momento, no entanto, os cientistas tinham dificuldade em extrair de plantas como o brócolis quantidades suficientes da glucobrassicina para estudá-la. A pesquisadora Stefania Galletti e sua equipe esperam que sua descoberta possa facilitar o estudo da substância. "A disponibilidade da glucobrassicina em boa quantidade e a baixo custo pode finalmente permitir estudos para esclarecer o papel anticancerígeno de legumes como o brócolis na dieta humana", disse Galletti à publicação Journal of the Science of Food and Agriculture. Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2006/08/060814_tintaanticancermv.shtml Consultado em 16/02/2007

Comentários desativados em Planta usada por celtas pode ajudar no combate ao câncer

Brasil é capaz de produzir medicamentos para HIV positivos, dizem especialistas

2016-02-02T20:45:59-03:00agosto 8, 2006|Categories: Acervo|

Brasília - O Brasil está preparado para produzir medicamentos anti-retrovirais, usados no tratamento de pessoas infectadas pelo vírus HIV, caso ocorra quebra de patente destes medicamentos no futuro. A opinião é consenso entre os participantes de um seminário que reuniu hoje (8), em Brasília, representantes do Conselho Nacional de Saúde, do Ministério da Saúde, de laboratórios e indústrias farmacêuticas e de organizações da sociedade civil para debater a capacidade da indústria nacional nessa área. “Temos todas as condições, não só tecnológicas, mas em termos de infra-estrutura física, para produzir os farmoquímicos demandados pelo governo”, afirmou Nicolau Pires, diretor superintendente do laboratório Nortec Química. De acordo com a advogada da organização não-governamental Grupo Pela Vida, Karina Grou, a capacidade da indústria brasileira é um tema que levanta questionamento sempre que se discute a quebra de patentes. Diante disso, a Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia) realizou um levantamento que, segundo ela, confirma a afirmação de Nicolau Pires. Para a diretora adjunta do Programa Nacional de DST/Aids, Mariângela Simões, é importante ter noção da real capacidade da produção nacional, “para que possamos ter caminhos claros no sentido de garantir ao país maior autonomia e menor custo na aquisição de medicamentos e insumos usados no tratamento da aids”. Isso pode ocorrer, segundo ela, “desde a melhoria da capacidade de produção nacional até a negociação de preços”. Simões afirma que atualmente o Brasil produz com qualidade oito medicamentos usados no tratamento da doença.  Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2006/08/08/materia.2006-08-08.7929286380/view Consultado em 16/02/2007

Comentários desativados em Brasil é capaz de produzir medicamentos para HIV positivos, dizem especialistas

Produção nacional de remédio anti-retroviral Kaletra depende da Justiça

2017-01-10T17:18:25-03:00agosto 8, 2006|Categories: Acervo|

Brasília - Organizações que atuam na prevenção à Aids aguardam decisão da Justiça sobre ação que pede licença compulsória para produção no Brasil do medicamento Kaletra, usado no tratamento de HIV positivos. “O que motivou o pedido foi nossa preocupação com a sustentabilidade do programa nacional de aids, sendo que esse é um medicamento de alto custo”, explica Karina Grou, advogada do Grupo Pela Vida, uma das entidades envolvidas. Em dezembro do ano passado, organizações não-governamentais e o Ministério Público Federal entraram com ação civil pública contra o governo federal e o laboratório Abott, responsável pela produção do medicamento, após o então ministro da Saúde, Saraiva Felipe, negar a homologação de uma resolução do Conselho Nacional de Saúde, que é do ministério. A resolução pedia a emissão imediata de licenças compulsórias dos medicamentos Efavirenz, Lopinavir, Tenofovir e outros anti-retrovirais patenteados que oneram o orçamento do Sistema Único de Saúde (SUS), segundo as organizações. Para a advogada Karina Grou, as organizações entendem que é política a decisão de não quebrar a patente dos medicamentos, já que o Brasil tem respaldo legal e capacidade de produzir os medicamentos, segundo ela. “Tem muita pressão dos países desenvolvidos, como os Estados Unidos, e o governo teme retaliações em outros setores. Entendemos que ameaças dificilmente serão concretizadas, mesmo que internacionalmente, porque temos o apoio de outros países e organizações não-governamentais”, afirma Grou. A advogada e representantes do Conselho Nacional de Saúde, de laboratórios e de organizações da sociedade civil participaram hoje (8), em Brasília, de seminário para discutir a capacidade da indústria brasileira de produzir medicamentos anti-retrovirais.  Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2006/08/08/materia.2006-08-08.2728102433/view Consultado em 16/02/2007

Comentários desativados em Produção nacional de remédio anti-retroviral Kaletra depende da Justiça
Go to Top