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julho 2006

Justiça obriga fornecimento de remédios

2016-02-02T20:45:59-03:00julho 29, 2006|Categories: Acervo|

Decisão do Poder Judiciário obriga o Estado e o município de Três Lagoas a fornecer qualquer medicação aos portadores de HIV e doentes de Aids O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ/MS), em parecer favorável em segunda instância, obrigou o Estado e o município de Três Lagoas a fornecer qualquer medicação aos portadores de HIV e doentes de Aids, além daqueles contidos no coquetel, já fornecido pelo Governo federal. Em ação movida pelo Ministério Público Estadual, a promotoria relaciona que diversas pessoas com o vírus encontram dificuldades para conseguir remédios pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para as chamadas "doenças oportunistas". Estas doenças são as que se desenvolvem no organismo em decorrência do desequilíbrio imunológico causado em portadores de Aids ou do HIV. A promotoria conseguiu a obrigatoriedade em primeira instância, no entanto o Estado entrou com recurso. Ele sustentou que a Justiça Estadual é "absolutamente incompetente por haver interesse da União, já que se encontra integrada ao SUS". Além disso, ressaltou que apenas com a padronização dos medicamentos – e com previsão orçamentária, poderia o Governo do Estado, cobrir a entrega. Em relatório do Tribunal, os desembargadores rejeitam as informações do Estado enfatizando que o SUS consiste "no conjunto de ações e serviços de saúde prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais da administração direta e indireta e das fundações mantidas pelo poder público". Os desembargadores entenderam ainda que é obrigação, tanto do Estado quanto do município, desenvolver políticas econômicas e sociais que visem a redução do risco de doenças. Para tanto, foi estipulada multa de R$ 1 mil por dia, caso os dois governos não cumpram com a determinação. Três Lagoas está entre as cidades com maior índice da doença em Mato Grosso do Sul. Desde 1989, quando surgiu o Programa DST/Aids no município, foram registrados mais de 530 casos de Aids. Atualmente cerca de 110 pessoas recebem o medicamento (antivitrovirais), chamado de coquetel. Cursos Na cidade, portadores do vírus HIV estão tendo acesso a curso de fabricação de bijuterias e acessórios. Ministrado por uma loja de bijuterias e acessórios localizada na Rua Bruno Garcia, as aulas têm como objetivo oferecer meios de geração de renda alternativos aos portadores. Dez soropositivos participam do curso, que possui três horas de duração por três dias. Uma portadora que prefere não se identificar, declarou que todos aqueles que buscaram o aprendizado, não possuem oportunidade de emprego. "A maioria deles não possui emprego fixo, devido ao preconceito existente na sociedade, por isso a importância desse curso". A entrevistada finalizou dizendo que deverá utilizar a fabricação de bijuterias como fonte de renda. Ainda para este ano, está prevista a realização do curso de culinária, enfocando a confeitaria de bolos. O curso, previsto para iniciar no mês de setembro, deverá atender de 25 a 30 soropositivos.  Fonte: http://www.agenciaaids.com.br/AIDS_29072006.htm#_Toc141925779 Consultado em 15/02/2007

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Novo surto de doença de chagas

2016-02-02T20:45:59-03:00julho 27, 2006|Categories: Acervo|

Vinte casos já foram confirmados. Como ocorreu em 2005, em Santa Catarina, a doença foi transmitida por via oral e não por picada. No município de Santarém, no oeste de Pará, a 780 km de Belém, 20 casos de doenças de chagas já foram confirmados pela Divisão de Vigilância em Saúde (DVS) da Secretaria Municipal de Saúde. Os técnicos da DVS acreditam que o aparecimento dos novos casos está relacionado com o consumo do vinho de bacaba, que é uma fruta similar ao açaí. Nas pesquisas que eles fizeram, descobriram que o barbeiro - inseto transmissor da doença - foi encontrado nos cachos de bacaba e pode ter sido triturado durante o processamento da fruta. O surto tem características semelhantes ao ocorrido ano passado em Santa Catarina, onde foram registrados 26 casos e três mortes, que ganharam imensa repercussão na imprensa em todo o país. As investigações comprovaram que os barbeiros foram esfregados junto com o caldo de cana, configurando assim uma nova forma de transmissão da doença de chagas: por via oral, e não pela picada do inseto. A diferença entre os dois surtos é o silêncio que existe em relação à Amazônia, embora a relação entre o número de casos identificados seja bastante distinta e desfavorável à situação de Santarém. Em Santa Catarina, em mais de mil amostras, houve pouco mais de 20 casos. Em Santarém, de 70 amostras, 20 casos já foram confirmados. Concentração dos casos Os trabalhos de coleta de sangue estão sendo feitos pelo infectologistas do Instituto Evandro Chagas, que é um dos principais centros de excelência da Amazônia no estudo de doenças tropicais. A situação mais grave ocorre na localidade de Mojuí dos Campos. Segundo o instituto, o último surto de doença de chagas na Amazônia ocorreu em 1999, na comunidade de Pau D'Arco, próxima a Santarém, também no oeste do Pará. Na época, foram confirmados 11 casos da doença. A doença de chagas, que leva esse nome por ter sido identificada no início do século XX pelo cientista brasileiro Carlos Chagas, é infecciosa e parasitária. O protozoário Trypanossoma cruzi é transmitido por uma espécie de besouro popularmente conhecido como barbeiro. O protozoário se reproduz no intestino do barbeiro. Quando este pica o ser humano, defeca e elimina as fezes contaminadas. Aí a pessoa se coça e espalha as fezes sobre o corpo. Dessa maneira, o parasita penetra nas células da pele, atingindo a circulação sangüínea. Em geral, os sintomas só aparecem após um período de incubação de pelo menos uma semana. Entre os sintomas, febre alta, irritação na pele e ínguas. O desenvolvimento da doença pode levar a complicações cardiológicas e, menos freqüentemente, à inflamação do cérebro (encefalite). Segundo o Ministério da Saúde, nos últimos anos, o Brasil teve apenas "algumas dezenas" de casos anuais de doença de chagas por ano. Duas décadas atrás, o número chegou a ser superior a 20 mil. A queda se deve ao trabalho de combate ao barbeiro "caseiro", que habita habitações pobres e em condições inadequadas de higiene em zonas urbanas do interior do país. Em junho deste ano, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) concedeu certificado ao governo brasileiro no qual deu por eliminada no país a transmissão da doença pelo barbeiro caseiro. Doença e desmatamento O grande problema agora é a transmissão pelo barbeiro "da mata", identificado pela primeira vez em Santa Catarina e que pode ser o mesmo que está por trás dos casos encontrados em Santarém. Suspeita-se que os desmatamentos que estão ocorrendo no oeste do Pará tenham a ver com essa história. Há acentuado número de grileiros de terras atuando na região, abrindo caminho para o plantio de extensas áreas de soja. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, foram desmatados em 2002 15 mil hectares de terra no oeste do Pará. Em 2004, com a chegada da soja, a área desmatada quase dobrou, passando a 28 mil hectares. O diretor da DVS de Santarém, Jorge Heimar, é quem faz a associação entre o desmatamento e o surto da doença de chagas. "Quando o inseto se sente ameaçado, ele vai procurar outros lugares para sobreviver, fora do seu ambiente natural", afirma ele. Resta saber se o país continuará em silêncio ou se vai se mobilizar para dar a assistência necessária à população pobre que é a principal vítima da enfermidade. Em episódios do passado, já se verificou que o Brasil não costuma tratar igualmente as tragédias que ocorrem no Centro-Sul do país daquelas que atingem indígenas ou os habitantes carentes da vasta e distante Amazônia.  Fonte: http://congressoemfoco.ig.com.br/Noticia.aspx?id=8052 Consultado em 15/02/2007

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Política de Desenvolvimento da Bioindústria: para quem?

2017-01-10T17:18:25-03:00julho 25, 2006|Categories: Acervo|

Fórum de Competitividade de Biotecnologia lança proposta para política nacional voltada para o fortalecimento da propriedade intelectual e a exportação, ignorando prioridades de interesse público. O Fórum de Competitividade de Biotecnologia, coordenado conjuntamente pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ministério da Saúde (MS), Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), lançou, neste mês, uma proposta de Política de Desenvolvimento da Bioindústria, que pretende pautar as ações de governo na área com o objetivo de levar o Brasil a alcançar competitividade no mercado mundial de biotecnologia (confira o texto do documento). Os ministérios esperam que o documento seja assumido como compromisso oficial de governo. No entanto, a proposta está longe de representar uma estratégia nacional. Além da notável ausência do Ministério de Meio Ambiente (MMA), responsável pela gestão do patrimônio genético no País, o documento pretende tão somente fortalecer o sistema de propriedade intelectual como forma de viabilizar a competitividade do setor privado no cenário internacional. O episódio marca mais um capítulo na guerra entre o MMA e o grupo de ministérios, que persiste por conta da discussão do Anteprojeto de Lei sobre Recursos Genéticos, repartição de benefícios e proteção de conhecimentos tradicionais, emperrado na Casa Civil desde 2003, e no Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN). Biotecnologia para quem pode, não para quem precisa... Embora a proposta do bloco de ministérios tenha como “vitrine” o atendimento de demandas de saúde pública, principalmente para o tratamento de doenças negligenciadas – o que, todavia, não se reflete nas prioridades orçamentárias do documento – seu traço característico é uma preocupação constante com o mercado internacional e com o aumento das exportações nessa área pelo setor privado. Para tanto, enfatiza a necessidade de fortalecer instrumentos de propriedade intelectual, como as patentes, para garantir o retorno a investimentos na área. De maneira geral, a política onera o Poder Público (e o cidadão) para incentivar parte do setor privado a ganhar “novos patamares de competitividade” mediante aumento do depósito de patentes nas áreas de medicamentos, sementes e insumos industriais. Por outro lado, um número crescente de pesquisadores, juristas e organizações da sociedade civil reclama dos “efeitos colaterais” do sistema de propriedade intelectual, como a priorização de pesquisas com potencial de mercado, altos preços de medicamentos e dependência de pacotes biotecnológicos para agricultura, que prejudicam não apenas o acesso à saúde pela maior parte da população, mas também o livre uso e circulação de sementes, essenciais para a agricultura familiar, de povos indígenas e comunidades locais. Endurecimento do sistema de propriedade intelectual: fechando o cerco O bloco de ministérios defende uma agenda para tornar ainda mais rigoroso o sistema de patentes como estratégia para garantir os “investimentos” necessários para que a indústria ganhe competitividade no cenário internacional. O documento defende o aumento do número de depósitos de patentes por empresas biotecnológicas como um objetivo específico em si. Além disso, sustenta que não deve haver interferência de outros órgãos governamentais sobre o processo de concessão de patentes, “à luz das necessidades de desenvolvimento da bioindústria nacional”. Trata-se de uma alusão ao certificado de procedência legal exigido pela legislação de acesso aos recursos genéticos (art. 31 da MP 2.186-16/01), que requer que o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) exija do depositante a autorização do CGEN, colegiado presidido pelo MMA, para concessão de patentes biotecnológicas. O ISA lançou recentemente estudo que demonstra que essa exigência não vem sendo cumprida e ofereceu várias sugestões para a implementação deste que, paradoxalmente, é o principal mecanismo defendido pelo Brasil nas negociações internacionais da Convenção da Diversidade Biológica (CDB), fórum internacional que discute a regulamentação do tema. O documento do bloco ministerial pretende também criar caminho para a alteração da Lei de Propriedade Industrial (LPI nº 9.279/96), de forma a permitir o patenteamento de moléculas isoladas, em seu estado natural, o que atualmente é proibido por confrontar os requisitos necessários para patenteamento (inovação, passo inventivo e aplicação industrial). Hoje, existe um Projeto de Lei nesse sentido, de autoria do Deputado Mendes Thame (PMDB-SP). A Política de Desenvolvimento da Bioindústria também tem a intenção de fazer lobby junto ao Poder Judiciário e ao Ministério Público no sentido estimular a adoção de “mecanismos de disseminação da cultura da propriedade intelectual”, propondo até a criação de varas temáticas especializadas. Privatizar o público para vender ao público A proposta é repleta de ações orientadas a facilitar a conversão dos resultados de pesquisas públicas em patentes. Por exemplo, pretende-se harmonizar as práticas de gestão da propriedade intelectual das agências de fomento à pesquisa e desenvolvimento federais e estaduais, de forma a facilitar a transferência para o setor privado de tecnologias desenvolvidas por instituições públicas de ciência e tecnologia. Isso significa alocar recursos públicos para investimentos em pesquisa científica cujos resultados são privatizados através de patentes detidas por instituições de pesquisa ou empresas, orientando as prioridades de investigação para onde haja potencial de mercado e restringindo o acesso a novos fármacos, produtos ou tecnologias que podem ter amplo interesse público. A proposta pretende até reorientar o ensino de matemática e ciências experimentais, incentivando o “empreendedorismo” desde o ensino fundamental. Entre outras, uma ação merece destaque: inserir representantes do setor industrial nos comitês avaliadores de agências públicas de fomento a pesquisa, orientando o perfil dos projetos de pesquisa às demandas da bioindústria e assim descaracterizando o próprio papel da produção científica autônoma e de interesse público. Variedades agrícolas locais no alvo da proposta Uma das principais ações previstas no documento no campo da agricultura é estimular a exploração de variedades agrícolas locais, com foco em agregação de valor e inovação, mediante ferramentas biotecnológicas (transgenia). Isso evidencia o interesse da bioindústria pelas variedades locais cultivadas por povos indígenas e comunidades locais, na medida em que, devido ao alto grau de adaptabilidade ao ambiente natural, geralmente apresentam genes resistentes a fatores bióticos (doenças) e abióticos (secas), fundamentais para a produção de novas plantas e sementes transgênicas de alto rendimento destinadas ao mercado de commodities agrícolas. Fonte: http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=2286 Consulta em 17/11/2006

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Brasil vai contribuir para a Central Internacional para Compra de Medicamentos

2016-02-02T20:45:59-03:00julho 6, 2006|Categories: Acervo|

Brasília - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje (6) que o Brasil pretende contribuir com a implementação da Central Internacional para Compra de Medicamentos (Cicom) com uma parcela do orçamento, até que o país desenvolva um mecanismo para a taxação de passagens aéreas. "É uma contribuição importante para um país como o Brasil. E, ao contrário do que foi dito, não terá nenhum efeito na aviação civil, nem no turismo. São (taxas sobre as) passagens aéreas internacionais que vão para a Central", explicou Amorim. A Central tem por objetivo adquirir medicamentos mais baratos contra a aids, a malária e a tuberculose, doenças que mais atingem os países em desenvolvimento. A taxação já está sendo aplicada na França desde o dia 1º de julho. O Brasil e mais de 40 países e organismos internacionais estão discutindo essa e outras propostas durante a Primeira Reunião Plenária do Grupo-Piloto sobre Mecanismos Inovadores de Financiamento do Desenvolvimento, que acontece até amanhã (7), em Brasília. O Brasil pretende taxar as passagens aéreas internacionais em US$ 2. De acordo com o ministro, o impacto financeiro sobre o bilhete "não vai significar nada, mas poderá fazer a diferença para os pobres e miseráveis que estão morrendo". Celso Amorim lembrou que os países ricos já destinam 0,7% do seu Produto Interno Bruto (PIB) para ajudas internacionais e que o Brasil, embora não esteja comprometido com esse tipo de contribuição, tem um "compromisso de governo" de colaborar com a geração de recursos para a Cicom. "O Brasil não está comprometido com esses 0,7% no sentido político, porque isso é compromisso dos países ricos, mas como nós somos um país pobre, mas não tão pobre como São Tomé e Príncipe e como Haiti, nós poderemos dar uma contribuição para esse fundo", disse. A Central Internacional para Compra de Medicamentos deverá começar funcionar em setembro, com um fundo US$ 300 milhões oriundos do Brasil, França, Chile, Noruega e Reino Unido.  Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2006/07/06/materia.2006-07-06.1797615255/view Consultado em 16/02/2007

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Dirigente de ONG não acredita que central internacional de medicamento consiga reduzir preços

2016-02-02T20:45:59-03:00julho 6, 2006|Categories: Acervo|

Brasília - A proposta da Central Internacional para a Compra de Medicamentos (Cicom) de utilizar os recursos arrecadados para tentar diminuir o preço de medicamentos usados no combate a aids, malária e tuberculose pode não funcionar. A avaliação é de Michel Lotroswka, da Campanha de Acesso a Medicamentos Essenciais da organização-não governamental Médicos sem Fronteiras (MSF). "São apenas propostas que podem funcionar quando há um mecanismo de concorrência já desenvolvido, porque a proposta deles é tentar influenciar o mercado através de negociações de preços e através de um novo poder aquisitivo importante no mercado. Nossa visão é que esse poder aquisitivo não é tão grande assim", explicou. De acordo com o embaixador da delegação do Brasil junto a Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, Carlos Antonio da Rocha Paranhos, a previsão é de que a central comece a funcionar com cerca de US$ 300 milhões de recursos oriundos do Brasil, França, Chile, Noruega e Reino Unido. Porém Michel Lotroswka não acredita que esse volume de recursos seja suficiente para diminuir preço de medicamentos. "Esse poder aquisitivo não vai ser maior do que o do Brasil, que gasta mais ou menos esse valor só em anti-retrovirais e não consegue negociar bem", argumentou. Lotroswka acredita que os mecanismos tradicionais para baixar o preço dos remédios não vão funcionar enquanto houver o sistema de patentes. A organização sugere que a questão da patente seja tratada como "um problema" durante a Primeira Reunião Plenária do Grupo-Piloto sobre Mecanismos Inovadores de Financiamento do Desenvolvimento, que acontece até amanhã (7), em Brasília. "No documento de trabalho do grupo-piloto distribuído hoje durante a plenária, aparece uma vez a palavra genérica e nem uma vez a palavra patente intelectual", lembrou. Para o representante da ONG Médicos Sem-Fronteiras, "não há fundo nenhum que possa convencer as empresas a vendar os remédios por um preço mais barato quando elas são as únicas detentoras do mercado". Ele sugeriu que seja feito um "pool de patentes", que permita a empresas de genéricos produzir sem medo. "Seria um incentivo grande para a industria de genéricos, mas isso pede uma atuação política, que talvez não esteja ainda pronta", afirmou.

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Começa amanhã reunião de países que analisam implantação de central internacional de medicamentos

2017-01-10T17:18:25-03:00julho 5, 2006|Categories: Acervo|

Brasília - Apresentar os avanços na implantação da Central Internacional para a Compra de Medicamentos (Cicom) e da Contribuição Solidária sobre Passagens Aéreas. Esse é principal objetivo da Primeira Reunião Plenária do Grupo-Piloto sobre Mecanismos Inovadores de Financiamento do Desenvolvimento, que será realizada amanhã (6) e sexta-feira (7) em Brasília. Participam do encontro 43 países e organismos internacionais. A Cicom tem como função comprar medicamentos mais baratos contra as três doenças que mais atingem os países em desenvolvimento: aids, malária e tuberculose. A compra é feita com a contribuição solidária sobre passagens aéreas. A taxação foi proposta pelo presidente francês, Jacques Chirac, e desde o dia 1º de julho já está sendo aplicada na França. Ela se baseia na cobrança de US$ 2 sobre passagens aéreas e é o principal mecanismo de financiamento da Cicom. A redução dos casos de aids, malária e tuberculose faz parte das Oito Metas do Milênio. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que apenas 1,2 milhão das seis milhões de pessoas infectadas com o HIV têm acesso a tratamento. A tuberculose mata mais de um milhão de pessoas por ano e a cada 30 segundos uma criança com menos de cinco anos é morta em conseqüência da malária. De acordo com a diretora do Departamento de Organismos Internacionais do Itamaraty, embaixadora Maria Luiz Ribeiro Viotti, seriam necessários US$ 50 bilhões anuais para que os países mais pobres fizessem algum progresso em relação às Metas do Milênio. Ela disse que o Brasil já está estudando formas de implementar uma contribuição semelhante. A taxação sobre passagens aéreas está sendo analisada pelo Ministério da Fazenda. "Já houve uma decisão política do presidente Lula para que enquanto se desenvolvem os estudos técnicos, o Brasil faça uma contribuição com dotação orçamentária baseada numa estimativa de US$ 2 por passageiro que embarque em aeroportos brasileiros com destino ao exterior". A cada ano cerca de seis milhões de brasileiros viajam para exterior, o que daria uma média de contribuição de US$ 12 milhões. A embaixadora informou que já existe um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional para autorizar a destinação desses recursos à Cicom. O embaixador da delegação do Brasil junto a Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, Carlos Antonio da Rocha Paranhos, disse que a idéia é que a partir do início do funcionamento da Central Internacional para a Compra de Medicamentos, previsto para setembro, os remédios usados no tratamento da aids, malária e tuberculose fiquem mais baratos. "A central vai estabelecer negociações com empresas fornecedoras e também comprar grande quantidade de medicamentos com o objetivo central de reduzir preços, e dessa forma facilitar o maior acesso de medicamentos por parte da populações pobres de países em desenvolvimento", explicou o embaixador. Segundo ele, a previsão é de que a central comece a funcionar com cerca de US$ 300 milhões de recursos oriundos do Brasil, França, Chile, Noruega e Reino Unido. Ele disse ainda que num primeiro momento, a Cicom funcionará na OMS, mas de forma independente, já que o órgão será responsável por identificar de quais laboratórios os medicamentos poderão ser comprados. O coordenador da reunião do grupo-piloto, Ernesto Rubarth, explicou que como as carências são muito grandes e os recursos da central são limitados, o trabalho do grupo será feito com base em quatro áreas de atuação: a de interrupção da transmissão vertical do HIV, de formulações pediátricas para o tratamento da aids, da compra de anti-retrovirais de segunda linha, voltados para pacientes que já desenvolveram resistência aos medicamentos, e do tratamento da malária, "entendida como uma doença negligenciada".  Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2006/07/05/materia.2006-07-05.4941802242/view Consultado em 16/02/2007

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UnB faz do cerrado usina de remédios

2016-02-02T20:45:59-03:00julho 5, 2006|Categories: Acervo|

O Banco de Extratos do Bioma do Cerrado, da Universidade de Brasília (UnB), guarda algumas das maiores riquezas vegetais da região. Trata-se de um acervo com mais de mil espécies catalogadas, de onde os pesquisadores esperam extrair, por exemplo, remédios contra as chamadas doenças negligenciadas - para as quais as indústrias farmacêuticas destinam pouca atenção -, como a leishmaniose, malária, dengue e doença de Chagas. O projeto busca princípios ativos que possam se transformar em novos antibióticos, antifúngicos, antiparasitários e anticancerígenos. "Hoje nossas empresas farmacêuticas só manipulam princípios ativos importados", diz a coordenadora do banco de extratos, Laíla Salmen Espíndola. Um dos resultados das investigações é a recente descoberta da capacidade do extrato das folhas de Jitó, ou Guarea sp, árvore do cerrado, de matar o parasita causador da leishmaniose cutânea, o Leishmania amazonense. O princípio ativo obtido a partir da planta é letal ao parasita, sem atacar as células dos tecidos humanos. De acordo com levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), 90% dos casos de leishmaniose ocorrem em países como Brasil, Bolívia, Peru, Índia e Nepal . O principal medicamento usado nos casos de leishmaniose cutânea ainda é o antimônio pentavalente, administrado em injeções de cinco a dez mililitros - um tratamento doloroso que pode se estender por até 40 dias. O uso do medicamento, no entanto, tem alguns inconvenientes. Os casos de interrupção no tratamento e subdosagem são freqüentes. "O antimônio não é uma droga ideal, com nível de insucesso de até 30%", diz Marcelo Nascimento Burattini, professor da Universidade Federal Paulista. MALÁRIA Entre as doenças endêmicas negligenciadas pelas indústrias farmacêuticas, a malária é a com o maior número de casos no Brasil. O tratamento ainda é feito com drogas à base de sulfato de quinina, como a cloroquina e a primaquina. Os efeitos colaterais como vertigens, cefaléias e outros sintomas no sistema nervoso são constantemente descritos como piores que a própria doença e sua eficácia perdeu efeito com o tempo. O Camboatá Branco, ou Matayba sp, é uma das esperanças do Banco de Extratos para o tratamento da malária. A planta tem propriedades ativas sobre o Plasmodium falciparum, parasita causador da doença, sem os efeitos colaterais do quinino. O mesmo acontece com a Guaçatonga, ou Casearia sp, um arbusto do cerrado. Com características químicas que podem ser usadas no combate ao parasita Trypanosoma cruzi, causador da Doença de Chagas, a planta tem baixa toxicidade para as células humanas. O Instituto Farmanguinhos , da Fundação Oswaldo Cruz, é o principal fornecedor do Ministério da Saúde de medicamentos para doenças negligenciadas. Remédios contra doenças endêmicas no País são desenvolvidos com princípios ativos na grande maioria importados. "Já temos capacidade técnica para a pesquisa de princípios ativos", diz Jamaira Giora, coordenadora de assistência farmacêutica da instituição. "O que falta são os investimentos na capacidade operacional." Para ela, o investimento em desenvolvimento de novos medicamentos a partir de recursos naturais significaria grande avanço para a farmacologia nacional. "Mas a riqueza da flora brasileira é subaproveitada", lamenta.  Fonte: http://www.universia.com.br/html/noticia/noticia_clipping_dbjfi.html Consultado em 15/02/2007

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junho 2006

Brasileiros se consideram saudáveis, mas compram remédios

2017-01-10T17:18:25-03:00junho 26, 2006|Categories: Acervo|

SÃO PAULO - Segundo pesquisa realizada pela Market Analysis, 63% dos brasileiros que participaram do estudo responderam que têm uma ótima saúde, mas mesmo assim compram medicamentos. Questionadas pessoalmente em seus domicílios, mais de um quarto dos entrevistados avaliaram possuir uma saúde excelente (29%) e os que constataram ter saúde boa contabilizaram 41%. Foram entrevistados 800 adultos, entre 18 e 69 anos de idade, que moram em oito capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Curitiba, Porto Alegre e Brasília. A pesquisa foi realizada entre novembro e dezembro de 2005, e apresenta margem de erro de 3,46%. Mídia A relação dos entrevistados com a TV, notícias de rádio, leitura de jornais e navegação na internet também foi levada em consideração. A pesquisa relatou que há pouca interferência da mídia na percepção das pessoas sobre a própria saúde. O número de brasileiros que considera ter uma saúde excelente aumenta 12% quando está mais exposto à mídia. Entre os que se auto-avaliaram com saúde regular, diminui 11% quando a exposição aos meios de comunicação é baixa. Compras Quanto à compra de remédios, o índice de exposição à mídia tem reflexos. Quando a exposição é maior, mais se compra. Das pessoas que apresentam alto grau de consumo de mídia, 76% compram algum tipo de medicamento.  Fonte: http://web.infomoney.com.br/templates/news/view.asp?codigo=525553&path=/suasfinancas/ Consultado em 15/02/2007

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Cuba produzirá remédio contra a Aids

2017-01-10T17:18:25-03:00junho 22, 2006|Categories: Acervo|

Cuba produzirá este ano 10 milhões de tabletes de VIMANG, um produto natural extraído da cortiça da manga e usado com sucesso na terapia anti-retroviral para doentes de Aids, informou um especialista local. O diretor do Centro de Química Farmacêutica (CQF), Alberto Núnez, citado nesta quinta-feira pelo jornal Juventud Rebelde, disse que parte desta produção "será destinada à realização de estudos clínicos que permitam validar as qualidades terapêuticas do VIMANG". Núnez, que também é um dos principais criadores do produto, destacou que o VIMANG demonstrou ser útil para melhorar a qualidade de vida de pacientes soropositivos e na redução dos níveis de glicemia e do consumo de medicamentos em diabéticos do tipo I. O medicamento também serve para eliminar dores no corpo associadas ao envelhecimento em pessoas com mais de 65 anos. O especialista cubano apresentou uma palestra sobre as propriedades do VIMANG no I Congresso Internacional da Manga, celebrado da cidade de Santiago de Cuba (sudeste), com a participação de oito países, entre eles Venezuela, França, Itália e República Dominicana. O VIMANG é um preparado natural que se obtém a partir do extrato da cortiça de algumas variedades da mangueira, cujos efeitos analgésicos, antiinflamatórios, imunomoduladores e antiangiogênicos têm sido descritos e comprovados em estudos feitos na ilha caribenha nos últimos cinco anos. Segundo o jornal Juventud Rebelde, o VIMANG é comercializado em todo o país em seis formulações: tabletes, xaropes, cremes, ungüentos, extratos e infusões. Fonte: http://saude.terra.com.br/interna/0,,OI1050197-EI298,00.html Consultado em 15/02/2007

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Nova classe de medicamentos para o HIV levanta dúvidas

2017-01-10T17:18:25-03:00junho 19, 2006|Categories: Acervo|

As drogas atacam uma parte do sistemas imunológico humano, e não o vírus em si, o que provoca preocupações. WASHINGTON - A empolgação em volta de uma nova classe de drogas para combater o HIV foi abalada pelos temores de que elas poderiam representar sérios riscos à segurança, incluindo a possibilidade de acelerar a progressão da aids. A nova classe de medicamentos, chamados de antagonistas do receptor CCR5, bloqueia uma passagem secundária, mas essencial, usada tipicamente pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) para entrar nas células do corpo. Os pesquisadores sabem, há mais de uma década, que as pessoas que não possuem uma versão funcional dessa passagem, chamada de receptor, são, na melhor das hipóteses, altamente resistentes à infecção pelo HIV e, na pior, demoram para desenvolver a aids depois de infectadas. Do ponto de vista do tratamento, medicamentos que forneçam o mesmo benefício seriam uma adição bem-vinda à mistura de remédios que são utilizados atualmente para combater o HIV. As drogas representariam uma transformação no combate contra o HIV, já que seu alvo não é o próprio vírus, como nos outros 27 outros tratamentos já aprovados pela Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) nos EUA. Essa diferença é a raiz da maioria das preocupações no que se refere aos medicamentos. As drogas atacam um alvo nos glóbulos brancos dos seres humanos, que possuem um papel importante no sistema imunológico. Mesmo enquanto o desenvolvimento continua, existe uma cautela crescente sobre o futuro desses medicamentos. Muito da preocupação é de que as drogas poderiam acelerar a transição de uma variante do HIV para outra, que é encontrada com mais freqüência nos pacientes de aids mais doentes. Também não está claro se o medicamento forneceria a mesma proteção que ocorre naturalmente em algumas pessoas. Os pesquisadores não sabem os efeitos a longo prazo para a saúde dos medicamentos, já que eles mexem com células que são as sentinelas das defesas do corpo contra infecções e doenças. Algumas das drogas foram ligadas a problemas de fígado e câncer. Além disso, um estudo recente mostrou que o vírus do Nilo Ocidental pode ser mais letal em pessoas sem uma passagem CCR5 funcional. Os pesquisadores alertaram que o mesmo poderia acontecer em pacientes tratados com os medicamentos que bloqueiam essa passagem. Há um ano, havia esperança de que os antagonistas do CCR5 seriam introduzidos como uma classe totalmente nova de drogas. Agora, parece mais provável que eles apareçam aos poucos - se aparecerem. Enquanto isso, a FDA sugeriu, como condição para a aprovação, que as companhias farmacêuticas acompanhem por cinco anos a saúde dos pacientes envolvidos em testes clínicos. Empresas, pesquisadores e outros dizem que isso não é viável, dada a mobilidade da sociedade americana e a probabilidade de que esses pacientes comecem a tomar outros medicamentos para o HIV. Isso confundiria os esforços para mapear os efeitos a longo prazo das drogas. Fonte: http://www.copa.esp.br/ciencia/noticias/2006/jun/19/256.htm Consultado em 16/02/2007

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