junho 2006

Brasileiros se consideram saudáveis, mas compram remédios

2017-01-10T17:18:25-03:00junho 26, 2006|Categories: Acervo|

SÃO PAULO - Segundo pesquisa realizada pela Market Analysis, 63% dos brasileiros que participaram do estudo responderam que têm uma ótima saúde, mas mesmo assim compram medicamentos. Questionadas pessoalmente em seus domicílios, mais de um quarto dos entrevistados avaliaram possuir uma saúde excelente (29%) e os que constataram ter saúde boa contabilizaram 41%. Foram entrevistados 800 adultos, entre 18 e 69 anos de idade, que moram em oito capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Curitiba, Porto Alegre e Brasília. A pesquisa foi realizada entre novembro e dezembro de 2005, e apresenta margem de erro de 3,46%. Mídia A relação dos entrevistados com a TV, notícias de rádio, leitura de jornais e navegação na internet também foi levada em consideração. A pesquisa relatou que há pouca interferência da mídia na percepção das pessoas sobre a própria saúde. O número de brasileiros que considera ter uma saúde excelente aumenta 12% quando está mais exposto à mídia. Entre os que se auto-avaliaram com saúde regular, diminui 11% quando a exposição aos meios de comunicação é baixa. Compras Quanto à compra de remédios, o índice de exposição à mídia tem reflexos. Quando a exposição é maior, mais se compra. Das pessoas que apresentam alto grau de consumo de mídia, 76% compram algum tipo de medicamento.  Fonte: http://web.infomoney.com.br/templates/news/view.asp?codigo=525553&path=/suasfinancas/ Consultado em 15/02/2007

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Cuba produzirá remédio contra a Aids

2017-01-10T17:18:25-03:00junho 22, 2006|Categories: Acervo|

Cuba produzirá este ano 10 milhões de tabletes de VIMANG, um produto natural extraído da cortiça da manga e usado com sucesso na terapia anti-retroviral para doentes de Aids, informou um especialista local. O diretor do Centro de Química Farmacêutica (CQF), Alberto Núnez, citado nesta quinta-feira pelo jornal Juventud Rebelde, disse que parte desta produção "será destinada à realização de estudos clínicos que permitam validar as qualidades terapêuticas do VIMANG". Núnez, que também é um dos principais criadores do produto, destacou que o VIMANG demonstrou ser útil para melhorar a qualidade de vida de pacientes soropositivos e na redução dos níveis de glicemia e do consumo de medicamentos em diabéticos do tipo I. O medicamento também serve para eliminar dores no corpo associadas ao envelhecimento em pessoas com mais de 65 anos. O especialista cubano apresentou uma palestra sobre as propriedades do VIMANG no I Congresso Internacional da Manga, celebrado da cidade de Santiago de Cuba (sudeste), com a participação de oito países, entre eles Venezuela, França, Itália e República Dominicana. O VIMANG é um preparado natural que se obtém a partir do extrato da cortiça de algumas variedades da mangueira, cujos efeitos analgésicos, antiinflamatórios, imunomoduladores e antiangiogênicos têm sido descritos e comprovados em estudos feitos na ilha caribenha nos últimos cinco anos. Segundo o jornal Juventud Rebelde, o VIMANG é comercializado em todo o país em seis formulações: tabletes, xaropes, cremes, ungüentos, extratos e infusões. Fonte: http://saude.terra.com.br/interna/0,,OI1050197-EI298,00.html Consultado em 15/02/2007

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Nova classe de medicamentos para o HIV levanta dúvidas

2017-01-10T17:18:25-03:00junho 19, 2006|Categories: Acervo|

As drogas atacam uma parte do sistemas imunológico humano, e não o vírus em si, o que provoca preocupações. WASHINGTON - A empolgação em volta de uma nova classe de drogas para combater o HIV foi abalada pelos temores de que elas poderiam representar sérios riscos à segurança, incluindo a possibilidade de acelerar a progressão da aids. A nova classe de medicamentos, chamados de antagonistas do receptor CCR5, bloqueia uma passagem secundária, mas essencial, usada tipicamente pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) para entrar nas células do corpo. Os pesquisadores sabem, há mais de uma década, que as pessoas que não possuem uma versão funcional dessa passagem, chamada de receptor, são, na melhor das hipóteses, altamente resistentes à infecção pelo HIV e, na pior, demoram para desenvolver a aids depois de infectadas. Do ponto de vista do tratamento, medicamentos que forneçam o mesmo benefício seriam uma adição bem-vinda à mistura de remédios que são utilizados atualmente para combater o HIV. As drogas representariam uma transformação no combate contra o HIV, já que seu alvo não é o próprio vírus, como nos outros 27 outros tratamentos já aprovados pela Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) nos EUA. Essa diferença é a raiz da maioria das preocupações no que se refere aos medicamentos. As drogas atacam um alvo nos glóbulos brancos dos seres humanos, que possuem um papel importante no sistema imunológico. Mesmo enquanto o desenvolvimento continua, existe uma cautela crescente sobre o futuro desses medicamentos. Muito da preocupação é de que as drogas poderiam acelerar a transição de uma variante do HIV para outra, que é encontrada com mais freqüência nos pacientes de aids mais doentes. Também não está claro se o medicamento forneceria a mesma proteção que ocorre naturalmente em algumas pessoas. Os pesquisadores não sabem os efeitos a longo prazo para a saúde dos medicamentos, já que eles mexem com células que são as sentinelas das defesas do corpo contra infecções e doenças. Algumas das drogas foram ligadas a problemas de fígado e câncer. Além disso, um estudo recente mostrou que o vírus do Nilo Ocidental pode ser mais letal em pessoas sem uma passagem CCR5 funcional. Os pesquisadores alertaram que o mesmo poderia acontecer em pacientes tratados com os medicamentos que bloqueiam essa passagem. Há um ano, havia esperança de que os antagonistas do CCR5 seriam introduzidos como uma classe totalmente nova de drogas. Agora, parece mais provável que eles apareçam aos poucos - se aparecerem. Enquanto isso, a FDA sugeriu, como condição para a aprovação, que as companhias farmacêuticas acompanhem por cinco anos a saúde dos pacientes envolvidos em testes clínicos. Empresas, pesquisadores e outros dizem que isso não é viável, dada a mobilidade da sociedade americana e a probabilidade de que esses pacientes comecem a tomar outros medicamentos para o HIV. Isso confundiria os esforços para mapear os efeitos a longo prazo das drogas. Fonte: http://www.copa.esp.br/ciencia/noticias/2006/jun/19/256.htm Consultado em 16/02/2007

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Proteína da gardênia pode virar droga contra diabetes

2017-01-10T17:18:25-03:00junho 8, 2006|Categories: Acervo|

Um trabalho unindo biologia molecular avançada e medicina tradicional chinesa resultou em uma descoberta que pode render uma droga contra o diabetes tipo 2. Pesquisadores da Escola Médica de Harvard, nos EUA, e da Universidade de Nanquim, na China, encontraram em frutos da planta da gardênia uma proteína que promove a produção de insulina. A genipina, molécula encontrada no vegetal, atua bloqueando a enzima UCP2, que normalmente inibe a atividade das chamadas células beta, as produtoras de insulina no pâncreas. A falta desse hormônio é o que causa excesso de glicose no sangue e outros sintomas de diabetes. A proteína foi testada com sucesso em células pancreáticas cultivadas em laboratório e já despertou o interesse de laboratórios de companhias farmacêuticas. Segundo os pesquisadores de Harvard, antes de alguém investir em testes com animais e humanos, é preciso provar a segurança da molécula. A genipina tem propriedades químicas que ainda precisam ser estudadas, mas as perspectivas são boas. "Bolamos alguns testes para ver se essas propriedades eram requisitos para a droga inibir a UCP2 e descobrimos que elas não são necessárias, o que é bom", disse à Folha Bradford Lowell, líder da pesquisa em Harvard. "Isso significa que poderiam ser feitas versões mais específicas da genipina contendo apenas as propriedades desejadas para tratar diabetes." Lowell conta que, para isolar a molécula, a ajuda do grupo de Chen-Yu Zhang, um especialista em medicina tradicional chinesa, foi fundamental. Para encontrar uma droga com propriedades desejadas, pesquisadores de empresas farmacêuticas normalmente fazem ensaios clínicos in vitro automatizados com incontáveis compostos até encontrar aquele com a propriedade desejada. Lowell, porém, não teve como usar uma abordagem tão direta. Ajuda da China Uma vez que, além de encontrar a propriedade desejada, Lowel queria também saber se a proteína atuava por meio da inibição de UCP2, era preciso fazer um ensaio clínico paralelo. Para isso foram usados camundongos geneticamente alterados para não produzir UCP2, mas o estudo acabou ficando complicado demais. "Dada a natureza desse ensaio, não teríamos como testar milhares e milhares de compostos, então decidimos fazer uma varredura em um número menor de extratos vindos de fontes naturais", conta Lowell. "Aí que Zhang entrou no nosso trabalho, com seu conhecimento de medicina tradicional chinesa. Ele obteve alguns extratos de diferentes fontes e começamos os trabalhos." A genipina foi isolada de uma variedade oriental da gardênia, a Gardenia jasminoides, uma das cerca de 250 espécies descritas do vegetal. Apesar de ter descoberto um composto promissor para tratar diabetes tipo 2, Lowell procurava primeiramente uma droga para fins científicos. "Somos um laboratório de pesquisa básica, não uma empresa farmacêutica", diz. A genipina deve se tornar uma ferramenta útil para estudar o funcionamento das mitocôndrias, organelas celulares responsáveis por processar energia. Lowell e Zhang descrevem o achado na edição atual do periódico científico "Cell Metabolism". Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u14712.shtml Consultado em 16/02/2007

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maio 2006

Brasil leva à ONU propostas para o combate à Aids

2017-01-10T17:18:25-03:00maio 31, 2006|Categories: Acervo|

O Brasil vai defender na 26ª Sessão Especial da Assembléia Geral das Nações Unidas em HIV e Aids que seja facilitada a produção de medicamentos anti-retrovirais genéricos, sem deixar de se respeitar a legislação internacional. O encontro acontecerá na sede da ONU, em Nova York, entre esta quarta-feira e a sexta-feira. Segundo o Ministério da Saúde, a proposta brasileira é de que a saúde pública tenha primazia sobre interesses comerciais. Outros pontos defendidos pelo Brasil são a definição clara do conceito de populações vulneráveis ao vírus HIV e de prazos para o cumprimento das metas. As recomendações e metas para o combate à epidemia de Aids nos próximos anos serão discutidas na assembléia e estarão reunidas na Declaração Política assinada por 189 países. O documento definirá as políticas públicas dos países membros até 2010. A reunião servirá também para rever os progressos alcançados e renovar o compromisso político global para o enfrentamento da epidemia assumidos na Sessão Extraordinária da Assembléia Geral das Nações Unidas sobre HIV e Aids (Ungass), realizada em 2001. O balanço da resposta brasileira teve ampla participação da sociedade civil, inclusive com a realização, a partir de 2003, de três fóruns Ungass Brasil, com apoio do Programa Nacional de DST e Aids (PN-DST/Aids) e do Programa das Nações Unidas para HIV e Aids (Unaids). O documento brasileiro anexa ainda um estudo de caso realizado por ONGs que destaca questões locais.  Fonte: http://www.agenciaaids.com.br/AIDS_31052006.htm Consultado em 13/02/2007

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Epidemia da Aids perde fôlego depois de 25 anos

2017-01-10T17:18:25-03:00maio 31, 2006|Categories: Acervo|

Relatório das Nações Unidas aponta número de casos inferior a projeções do ano passado. Situação ainda é crítica na África e Ásia Pela primeira vez em 25 anos, a incidência de novos casos de contaminação pelo vírus HIV, causador da Aids, parece se estabilizar. Levemente abaixo das previsões do ano passado de 40 milhões de infectados, o número atual de soropositivos em todo o mundo é de 38,6 milhões. As informações fazem parte de um relatório das Nações Unidas sobre HIV/Aids divulgado ontem na sede do órgão em Nova York, nos Estados Unidos. De acordo com especialistas, a queda se deve ao aumento dos dados disponíveis e à maior população analisada. O trabalho contou com pesquisas em 126 países e abordou todos os adultos maiores de 15 anos infectados. A resposta à epidemia ainda é considerada distante da adequada. O documento enumera uma série de avanços no combate à doença. A ONU encontrou evidências significativas de mudanças de comportamento, como o crescimento no número de pessoas adeptas do preservativo, com menos parceiros sexuais e propensas a iniciar a vida sexual mais tarde. A quantidade de pessoas que buscam os exames e orientação é quatro vezes maior do que há cinco anos. De acordo com dados de 58 países, 74% das escolas de ensino fundamental e 81% das escolas de ensino médio oferecem aulas sobre Aids. No entanto, o relatório aponta que menos da metade dos jovens está bem-informada. Além disso, o suprimento global de preservativos e de drogas anti-retrovirais ainda é bem incipiente. O número de camisinhas distribuídas mundialmente é 50% menor que o ideal. Os medicamentos, embora estejam mais disponíveis que no ano passado, ainda são considerados caros. “Como não é possível reverter essa pandemia e seus prejuízos no curto prazo, precisamos sustentar uma reação em grande escala durante as próximas décadas”, defende o relatório. Quadro preocupante O alento na situação global não coincide com a realidade de todas as nações. A situação é cada vez mais preocupante no Leste Europeu e na Ásia central, onde o número de infectados está em expansão. A Índia, por exemplo, se tornou o país com maior número de soropositivos em todo o mundo: 5,7 milhões de pessoas. Em seguida, aparece a África do Sul, com 5,5 milhões de casos. A situação mais alarmante continua a ser a da África Subsaariana, onde a doença afeta 24,5 milhões. Só na Suazilândia, um terço dos adultos foram infectados com o vírus HIV em 2005. A ONU também manifestou preocupação com o Paquistão, onde havia cerca de 85 mil pessoas portadoras do vírus no final de 2005, o que representa 0,1% da população adulta. Pelo menos 3 mil delas morreram em decorrência da doença. “É necessário que este país faça mais esforços preventivos, se quiser evitar um grave aumento da situação”, alerta o informe, que relaciona a expansão da Aids no Paquistão às drogas. No último ano, a Aids tirou a vida de 2,8 milhões de pessoas, e mais de 4,1 milhões foram infectadas. Nos 25 anos transcorridos desde a identificação da doença, o HIV infectou cerca de 65 milhões de pessoas, das quais cerca de 25 milhões morreram. BALANÇO DA EPIDEMIA Contaminação Em todo o mundo, 38,6 milhões de pessoas são portadoras do vírus HIV. Apenas em 2005, mais de 4 milhões foram infectados. Diariamente, o HIV contamina 1,8 mil crianças, a maioria recém-nascidas Áreas críticas A África continua sendo o continente mais atingido, com 24,5 milhões de portadores em 2005. A Ásia, com 8,3 milhões, ocupa o segundo lugar. A Índia é o país com maior número de infectados Mulheres Metade dos doentes ou portadores do HIV é de mulheres. Delas, 75% vivem na África Subsaariana Prevenção Em escala mundial, apenas uma entre oito pessoas interessadas tem condição de submeter-se a teste para detectar a presença do HIV Brasil é elogiado A atuação brasileira no combate à Aids foi mais uma vez elogiada pelo relatório da ONU. As constatações de avanços também se estenderam a outros países latino-americanos. “Os países mais pobres da América Central e da região andina continuam se esforçando para ampliar o acesso ao tratamento e superar os obstáculos de financiamento”, destaca o informe. Apesar de não ter proporcionalmente uma das maiores taxas de contágio, o Brasil concentra a maior população de latino-americanos com HIV, e o governo reconhece que ainda tem sérios desafios a enfrentar. “Este estudo mostra que existe uma mobilidade internacional, da qual o Brasil faz parte. No entanto, há muitos desafios que devem ser levados em conta. A diminuição dos casos em termos globais, considerando as projeções anteriores, não é expressiva”, ressaltou o diretor-adjunto do programa nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde Carlos Passarelli ao Correio. Ele destacou ainda que é preciso melhorar o acesso ao diagnóstico. “É importante que o teste de HIV seja ampliado ao maior número de pessoas. Nós temos hoje 600 mil infectados com o vírus no país. Mas somente 180 mil estão em tratamento. A diferença representa o número de brasileiros que não sabem que estão contaminados.” O Ministério da Saúde negocia a compra de 1 bilhão de preservativos — um quarto do que é produzido em todo o mundo. O estoque deverá ser distribuído ainda em 2007. “Para as nossas necessidades, ainda é pouco, mas 1 bilhão representa 25% da produção mundial. É preciso que a comunidade internacional aumente sua compra”, destacou Passarelli. Desde 2004, foram comprados cerca de 667 milhões de preservativos pelo governo brasileiro.  Fonte: http://www.agenciaaids.com.br/AIDS_31052006.htm#_Toc136826245 Consultado em 13/02/2007

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Programa do Brasil para Aids ´é insustentável´

2017-01-10T17:18:25-03:00maio 30, 2006|Categories: Acervo|

O programa brasileiro de distribuição de anti-retrovirais para portadores do vírus HIV é insustentável a longo prazo da maneira que é hoje, alerta o diretor do Instituto de Saúde de São Paulo, Alexandre Grangeiro, entre outras autoridades no assunto. Em entrevista à BBC Brasil, Grangeiro disse que o Brasil gastou cerca de R$ 6 mil por paciente beneficiado pelo programa em 2005, valor que, segundo ele, só poderá ser mantido às custas de outros programas de Saúde. "Manter a atual política de anti-retrovirais significa comprometer os tratamentos de outros programas (do Ministério da Saúde), o que já aconteceu em 2005", disse o especialista, que esteve à frente do programa nacional de combate à doença. O Brasil é elogiado em um relatório do Unaids (programa da ONU para a Aids) divulgado nesta terça-feira. ► Clique aqui para ler mais sobre o relatório da Unaids Grangeiro baseia a sua conclusão em um estudo assinado por ele e outros especialistas, incluindo outro ex-diretor do programa brasileiro para a Aids, Paulo Teixeira, em que analisaram a resposta nacional à doença entre os anos de 2001 e 2005. Já publicado na Revista de Saúde Pública, o estudo será discutido na Conferência sobre a Aids que começa nesta quarta-feira em Nova York, e deverá servir de base a uma das proposições da declaração final do evento. "A tendência de aumento da proporção do PIB e das despesas federais com saúde destinadas à aquisição de anti-retrovirais demonstra que a sustentabilidade da política de acesso aos medicamentos será garantida apenas se o país crescer a uma taxa anual de 6%, cenário que se mostra pouco provável", diz o artigo. Os cenários traçados pelos especialistas foram baseados em estimativas de crescimento de 2% a 4%. Segundo Grangeiro, se decidir não comprometer o orçamento da Saúde em detrimento de outras doenças, o Brasil vai ter que escolher entre diminuir a qualidade do tratamento atualmente dispensado aos soropositivos - com remédios que garantem menor sobrevida, por exemplo - ou atacar as causas do aumento dos preços dos remédios. Embora ressalte que o custo vem aumentando também por causa do maior número de pessoas em tratamento, Grangeiro avalia que o aumento se deve ao principalmente ao descrédito da indústria nacional de genéricos, que deixou de fabricar medicamentos importantes e deixou de ser uma ameaça para os grandes laboratórios em relação à quebra de patentes. "Até 2003, havia a percepção de que a indústria (pública) nacional tinha capacidade técnica de produzir drogas patenteadas. Desde 2004, a indústria nacional está desacreditada", afirma Grangeiro. Para o especialista, o descrédito é "gerencial e político", já que os laboratórios públicos têm capacidade técnica para fabricar "qualquer medicamento". Ele argumenta que a quebra da patente é a medida de última instância, mas a fabricação dos genéricos é um instrumento importante não só para o avanço da pesquisa científica como para aumentar o poder de negociação do governo brasileiro junto aos laboratórios. Segundo Grangeiro, existe uma expectativa de órgãos ligados ao combate à Aids de que o Brasil quebra uma patente e reassuma a liderança na questão. "Existe até uma frustração internacional de que o Brasil ainda não tenha quebrado uma patente". O Brasil ameaçou quebrar patentes de medicamentos anti-terovirais em diversas situações, mas acabou chegando a um acordo com os laboratórios detentores em todos os casos. A quebra da patente é considerada legal em situações de emergência de saúde pública. Embora avalie que o encarecimento do programa brasileiro põe em risco os bons resultados atingidos, Grangeiro compartilha da avaliação positiva feita no relatório da Unaids divulgado nesta terça-feira. "A resposta do Brasil à Aids continua a ser louvável. A prevalência nacional do HIV era 0,5% em 2005, infecções de HIV relacionadas ao uso injetável de droga estão em queda em diversas cidades e o acesso ao tratamento é amplamente difundido. Cerca de 170 mil dos 209 mil brasileiros precisando de terapia retroviral estavam recebendo-a em 2005, incluindo 30 mil usuários de drogas injetáveis." O relatório destaca ainda como motivo de preocupação estatísticas do Ministério da Saúde indicando que um terço dos jovens entre 15-24 anos se tornam sexualmente ativos antes dos 15 anos. "Essas tendências reforçam a necessidade de sustentar e ajustar esforços de prevenção". Como em outros países, no Brasil a ONU chama a atenção para o fato de que as mulheres continuam a ser afetadas do que homens pela doença. Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2006/05/060530_aidsbrasilvalecg.shtml Consultado em 13/02/2007

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Polêmica entre Natura e Ver-o-peso expõe dilemas na proteção de conhecimentos tradicionais no Brasil

2017-01-10T17:18:25-03:00maio 25, 2006|Categories: Acervo|

Vendedoras de ervas do mercado Ver-o-peso, em Belém do Pará, acusam a empresa Natura de se apropriar de conhecimentos tradicionais para a fabricação de perfume. Na última terça-feira (23/5) a empresa divulgou carta justificando sua conduta conforme a legislação vigente. A polêmica revela a inadequação da legislação que protege os conhecimentos tradicionais e o longo caminho ainda a percorrer para a construção de uma relação entre o setor privado e comunidades tradicionais. A Natura do Brasil, empresa fabricante de cosméticos, está envolvida em uma polêmica com vendedoras de ervas do tradicional mercado Ver-o-peso, de Belém, no Pará. A empresa entrevistou seis ervateiras há dois anos sobre seus conhecimentos na manipulação de ervas que contém três essências aromáticas - a priprioca, o breu branco e o cumaru - e o material gravado em vídeo foi utilizado pela empresa para promoção de seus produtos, “justamente para valorizar a tradição da população do Norte”, nas palavras do vice-presidente de inovação da Natura, Eduardo Luppi. As vendedoras afirmam que foram pagas na ocasião pelo "uso da imagem", mas não pela cessão dos saberes. O Ver-o-peso, em Belém, é o mercado símbolo da diversidade amazônica... Em comunicado divulgado no último dia 23, a empresa afirma que não se aproveitou das vendedoras e que "o uso de conhecimento difuso, isto é, sem fonte determinada, não é regulado por lei no País. Além de discutível, a remuneração ao conhecimento tradicional difuso, da forma como o assunto é abordado pela legislação existente, pode trazer riscos ou inviabilizar iniciativas que busquem a promoção de negócios sustentáveis." A empresa esclarece ainda que as filmagens serviriam para vídeos institucionais e "não para ajudar a desenvolver a tecnologia de extração e formulação das fragrâncias". A Natura sustenta, portanto, que a legislação sobre acesso a conhecimentos tradicionais associados à biodiversidade (Medida Provisória 2.186-16, de agosto de 2001) não se aplica ao caso. Mas esta interpretação está longe de encerrar a polêmica. O caso entre Natura e as vendedoras de ervas do Ver-o-peso está sendo analisado por uma comissão de bioética da Ordem dos Advogados do Brasil, seção paraense, e também pelo Ministério Público Federal e Estadual, no Pará. “Estamos com um procedimento administrativo aberto para apurar se a legislação foi cumprida ou não”, diz o procurador Alexandre Soares, do MPF. ...e abriga, além de produtos típicos como as garrafadas, festas e manifestações religiosas Isso porque a referida legislação exige a repartição dos benefícios, econômicos e não-econômicos, derivados do uso do conhecimento ou do recurso genético para fins de pesquisa científica, bioprospecção ou desenvolvimento tecnológico. Essa legislação deriva da obrigação internacional assumida pelo Brasil ao ratificar a Convenção sobre Diversidade Biológica das Nações Unidas (CDB), que reconhece a necessidade de se equilibrar a relação entre provedores e usuários de recursos genéticos (e conhecimentos associados). A legislação não prevê qualquer exceção referente à “conhecimento tradicional difuso” ou de “domínio público”. Portanto, a atividade realizada pela Natura estaria, em princípio, enquadrada sob o escopo da MP. A empresa estaria obrigada, assim, a obter autorização de acesso do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (Cgen) e estabelecer uma negociação de repartição de benefícios com as vendedoras de ervas, por meio de um contrato aprovado pelo conselho, colegiado governamental responsável por controlar o acesso a recursos genéticos e conhecimentos tradicionais associados à biodiversidade brasileira e vem há mais de dois anos discutindo o conceito de acesso a conhecimento tradicional associado à biodiversidade. "Embora a empresa argumente que o desenvolvimento tecnológico independe do conhecimento tradicional acessado, essa circunstância não afasta a aplicação da MP, já que o objetivo do acesso ao conhecimento sobre as ervas foi desenvolver – ainda que através de técnicas próprias – um produto derivado da biodiversidade para o mercado", afirma Fernando Mathias, advogado do ISA especializado no tema. A Medida Provisória conceitua “acesso a conhecimento tradicional associado” como “obtenção de informação sobre conhecimento ou prática individual ou coletiva, associada ao patrimônio genético, de comunidade indígena ou de comunidade local, para fins de pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico ou bioprospecção, visando sua aplicação industrial ou de outra natureza”. Valorização da biodiversidade O advogado Fernando Mathias, do ISA, lembra que o argumento de que qualquer conhecimento tradicional é de “domínio público” é recorrentemente utilizado por empresas menos preocupadas do que a Natura em valorizar a biodiversidade. “Estas corporações se utilizam de conhecimentos sobre o manejo de plantas e animais visando aplicá-los a processos de bioprospecção ou desenvolvimento tecnológico, com o objetivo de lançar produtos no mercado. O argumento foi utilizado por um laboratório recentemente, que se valeu dos conhecimentos tradicionais de comunidades caiçaras do litoral de São Paulo para o desenvolvimento de um medicamento antiinflamatório", exemplifica. “A reticência deste laboratório em se submeter ao Cgen chegou a render uma briga judicial, e o caso é reconhecido hoje como um exemplo de biopirataria nacional, na medida em que houve a apropriação de um conhecimento compartilhado coletivamente através de instrumentos de propriedade intelectual, as patentes”. Mathias aponta uma diferença básica de atitude entre os casos da Natura e o do laboratório. “A empresa reconhece que existe uma diversidade cultural responsável por uma riqueza de conhecimentos sobre a natureza, e que essa diversidade é central para sua missão. Esse reconhecimento, por si, já representa um avanço no panorama do setor privado, que almeja em sua grande maioria manter o padrão atual de conduta, ignorando que nesses casos isso significa justamente a prática de apropriação indevida de conhecimentos e recursos genéticos, o que define a chamada biopirataria. É preciso então mudar rumos dentro do setor privado, o que nem sempre é fácil”. O advogado do ISA ainda diz que, se por um lado a noção de “domínio público” anula os direitos coletivos de povos ou comunidades detentoras de conhecimentos ligados à biodiversidade, por outro lado o modelo de repartição de benefícios estabelecido pela legislação atual traz inúmeras dificuldades, na medida em que exige a identificação de um “titular” do conhecimento tradicional acessado, que fará jus à repartição de benefícios através de um contrato. “No entanto, como a ampla difusão é um traço característico dos conhecimentos tradicionais detidos por milhares de comunidades indígenas, locais, quilombolas, ribeirinhas etc., a identificação de um titular é feita necessariamente em detrimento de outras que fazem parte de um universo indefinível”, ressalva. Mathias, que é representante da Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (ABONG) e membro convidado permanente no Cgen, aponta que, do jeito que está, a lei traz problemas tanto para os provedores do conhecimento (comunidades) como para os usuários interessados (empresas). “O que fazer com aqueles que detêm o mesmo conhecimento, mas que ficaram ‘de fora’ da repartição de benefícios? Por outro lado, qual a segurança jurídica que pode ter uma empresa sabendo que a qualquer momento pode aparecer alguém reclamando direitos sobre o conhecimento acessado?”, questiona. Legislação insuficiente De acordo com Eduardo Vélez, diretor do Departamento de Patrimônio Genético do Ministério do Meio Ambiente e secretário-executivo do CGen, a paralisia da normatização sobre a repartição de benefícios relacionados a conhecimentos tradicionais no conselho permite que todo tipo de problema ocorra nesta área. E lembra que a legislação tampouco resolve a repartição de benefícios a partir de fontes secundárias, quando o acesso a conhecimentos tradicionais se dá por meio de livros ou bancos de dados. “Acredito que a atual legislação prejudica a todos, empresas e comunidades, abrindo espaço para episódios que são muito ruins, pois impedem que alianças entre estes dois lados se fortaleçam”. Vélez lembra que o Ministério do Meio Ambiente deve encaminhar, nas próximas semanas, um Ante-Projeto de Lei ao Congresso para avançar a legislação sobre o tema. Saiba mais. Fernando Mathias sublinha que a polêmica entre a Natura e o Ver-o-peso revela que o atual sistema baseado unicamente em contratos regidos pela legislação civil não é adequado. “Isso exige uma outra abordagem para além do que hoje prevê a legislação de acesso, incorporando noções de direitos coletivos (além dos direitos individuais) sobre conhecimentos tradicionais enquanto patrimônio imaterial compartilhado e coletivamente construído”, afirma. “O desafio é criar instrumentos para repartir benefícios a partir desses princípios. Nesse sentido, o setor privado ainda tem longo caminho para criar e cultivar laços de confiança junto a comunidades locais culturalmente diferenciadas, com vulnerabilidades econômicas diante da realidade corporativa de grandes empresas”. Leia abaixo a carta da Natura na íntegra: A Natura, o Ver-o-Peso e o Estado do Pará Cajamar, 23 de maio de 2006 A Natura, como é de conhecimento público, vem debatendo com vendedoras de ervas do Mercado Ver-o-Peso o tema da utilização do conhecimento tradicional de essências aromáticas da floresta amazônica para produção de perfumes. O impasse começou a ganhar forma em outubro de 2005 quando pesquisas realizadas pela companhia foram questionadas junto a Ordem dos Advogados do Brasi/Seção do Pará e, logo a seguir, ganhou a mídia, na forma de denúncias quanto aos procedimentos dos trabalhos levados à prática. Diante desses acontecimentos, a Natura, em respeito à opinião pública e em harmonia com o marco regulatório governamental, vem buscando dois caminhos principais de diálogo, simultâneos e interligados. De um lado, enfatiza a sua disposição para o diálogo e o entendimento, determinada que está em valorizar o Mercado Ver-o-Peso e as ervateiras da região, sempre orientada pela atuação transparente e construção de parcerias. De outro lado, tem se empenhado em tornar cristalino o seu posicionamento quanto à utilização de ativos da biodiversidade brasileira em suas linhas de produto, assinalando jamais ter cometido qualquer ilegalidade, inclusive porque o uso de conhecimento difuso, isto é, sem fonte determinada, não é regulado por lei no País. Além de discutível, a remuneração ao conhecimento tradicional difuso, da forma como o assunto é abordado pelo legislação existente, pode trazer riscos ou inviabilizar iniciativas que busquem a promoção de negócios sustentáveis. OS FATOS. Para alimentar sua plataforma tecnológica, baseada no uso sustentável de ativos da floresta, a Natura investe recursos em pesquisa e busca inspiração em múltiplas fontes, tais como literatura acadêmica e popular, fornecedores de matérias-primas, comunidades agrícolas e extrativistas e mercados populares. Dentre as muitas missões que realizou para conhecer as práticas de manejo e as tradições culturais associadas ao desenvolvimento de óleos essenciais de Priprioca – como, por exemplo, à Ilha de Silves, no Estado do Amazonas, ou ao centro de pesquisa da Universidade de Campinas, UNICAMP, no Estado de São Paulo –, a Natura visitou o Mercado Ver-o-Peso, em Belém. Ali, entrevistou comerciantes de ervas com a finalidade de produzir um vídeo para uso institucional e não para ajudar a desenvolver a tecnologia de extração e formulação das fragrâncias. Isto porque este processo é extremamente complexo. Na realidade, o desenvolvimento de óleos extraídos da Priprioca envolve casas de perfumaria especializadas que operam mundialmente e que detêm know-how tecnológico por vezes desconhecido no Brasil. A esses óleos essenciais as casas de perfumaria somam entre 100 a 200 substâncias que vão sendo incorporadas até chegar ao produto final. Contudo, por reconhecer que o Mercado Ver-o-Peso é um importante símbolo das tradições populares paraenses e brasileiras procuramos divulgar – sempre de forma transparente e aberta – as tradições relacionadas com o hábito da perfumação em nossa comunicação institucional e comercial. Em outras palavras, a Natura buscou inspiração no Mercado Ver-o-Peso da mesma forma que em diversas outras localidades. Vale lembrar ainda que a companhia remunerou devidamente os expositores filmados pelos direitos de uso de imagem, informando a todos as finalidades do documentário. INVESTIMENTOS E INCLUSÃO SOCIAL. A presença da Natura no Estado do Pará tem gerado, nas últimas décadas, resultados expressivos para os muitos públicos de relacionamento da empresa e para a sociedade em geral. Esses resultados decorrem de diversas iniciativas que desenvolvemos e que continuaremos a desenvolver na região. A Natura cria oportunidades de trabalho e renda para um grupo de cerca de 20 mil Consultoras Natura, que são as responsáveis por comercializar nossos produtos junto aos consumidores. Por meio dessa atividade, cada uma dessas mulheres obteve um ganho médio no ano passado de R$ 2.4 mil. Estamos também investindo recursos em uma unidade industrial, a primeira fora do Estado de São Paulo, que envolverá cerca de 2.300 famílias, em 23 municípios do Estado, no fornecimento de oleaginosas e frutos para a produção de óleos da biodiversidade brasileira para utilização em nossos produtos. DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. Finalmente, é importante reforçar que o nosso modelo de negócios tem permanentemente buscado conciliar geração de renda com conservação da natureza e justiça social. Nesse contexto, inovar significa não somente lançar novos produtos, mas primordialmente tirar o melhor proveito de nosso jeito de fazer negócios para identificar novas formas de inclusão social e preservação da natureza. Aqueles que acompanham a trajetória e torcem pelo sucesso da Natura sabem que acreditamos, genuína e intensamente, que “floresta em pé é um bom negócio”, embora cientes de que toda atividade pioneira possui riscos. Por fim, reforçamos nosso compromisso com o Estado do Pará e com o desenvolvimento sustentável da região Norte. E no construtivo diálogo com as comunidades regionais, e com aqueles que trabalham no Mercado Ver-o-Peso, em particular. Fonte: http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=2261 Consulta em 17/11/2006

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Patentes dificultam acesso a remédio, afirmam ministros sul-americanos

2016-02-02T20:46:00-03:00maio 23, 2006|Categories: Acervo|

Ministros de nove países sul-americanos, incluindo o Brasil, apresentaram uma declaração conjunta à 59a Assembléia da OMS (Organização Mundial da Saúde) em que afirmam que as patentes sobre medicamentos dificultam o acesso dos mais pobres ao tratamento de saúde. Os ministros dizem também que o sistema atual de patentes instalam um monopólio de mercado, o que causa "aumentos significativos nos custos dos programas governamentais de atenção farmacêutica". No documento, os representantes sul-americanos ressaltaram a importância de um "diálogo regional contínuo sobre o impacto da proteção da patente no acesso aos medicamentos, visando a adoção de ações conjuntas que garantam a supremacia do bem público sobre os interesses comerciais". Em declarações a jornalistas, o ministro argentino, Ginés González García, reclamou a participação dos dirigentes da Saúde nas discussões sobre a regulamentação da propriedade intelectual em todas as negociações internacionais e também na revisão de regulamentações internas.  Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u107957.shtml Consultado em 16/02/2007

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HIV/AIDS Advocacy Groups File Opposition to Gilead´s Request for Patent on Tenofovir in Índia

2017-01-10T17:18:25-03:00maio 12, 2006|Categories: Acervo|

The HIV/AIDS advocacy groups Delhi Network of Positive People and Indian Network for People Living With HIV/AIDS on Tuesday filed an opposition application with the New Delhi patent office to oppose Gilead's application to patent its antiretroviral drug Viread, known generically as tenofovir, the AP/Houston Chronicle reports (AP/Houston Chronicle, 5/10). India's generic drug industry has made less expensive medications available in India and abroad for more than 30 years. However, India's Parliament last year -- in order to bring the country in line with a World Trade Organization agreement on intellectual property that it signed in 1994 -- changed the country's patent laws to prohibit the domestic production of low-cost, generic versions of patented medicines, including antiretroviral drugs. The measure does not eliminate the supply of existing generic drugs, but it requires generic drug makers that want to continue production to pay royalties to the manufacturers of drugs currently under patent (Kaiser Daily HIV/AIDS Report, 3/24/05). The patent opposition application was filed on behalf of the groups by the Alternative Law Forum (Datta, Hindu Business Line, 5/11). The Indian generic drug company Cipla -- which produces a generic form of tenofovir called tenvir -- also has filed a challenge to Gilead's patent application (MacRae, AFP/Yahoo! News, 5/11). Gilead's tenofovir in Western countries costs $5,718 annually per person, and tenvir costs $700 annually per person in India. Tenvir would be removed from the market for 12 years if Gilead is awarded a patent, the New York Times reports (Gentleman/Kumar, New York Times, 5/12). Cipla Chair Yusuf Hamied said India's new patent law says that drug compounds known before 1995 do not have the "novelty" required for patent protection (AFP/Yahoo! News, 5/11). ALF says that Viread is not a new drug because Gilead added only the salt (fumaric acid) to the existing compound tenofovir, the Times of India reports (Raaj, Times of India, 5/11). The international medical treatment group Medecins Sans Frontieres is providing technical support for the challenge. Protests, Reaction Gilead's application prompted a protest by nearly 150 people, some of whom are living with HIV/AIDS, on Wednesday in New Delhi. Police detained and later released 102 of the demonstrators, police officer Parath Singh said (SAPA/Business Day, 5/10). "Granting this patent would set a dangerous precedent," Ellen 't Hoen, director of policy and advocacy for MSF's Campaign for Access to Essential Medicines, said, adding, "Limiting production of tenofovir and that of other newer essential drugs to a single company keeps prices high because generic competition is blocked" (MSF release, 5/10). Gilead in a statement said it disagrees with statements that Viread should not be patented and "believe[s] that Viread represents innovation and is patentable under Indian law." Gilead added that it will "use this patent responsibly" and will not "block access to medication ... in India or in other resource-limited countries where the HIV epidemic has hit the hardest" (Gilead statement, 5/10). Fonte: http://www.kaisernetwork.org/daily_reports/rep_index.cfm?DR_ID=37214 Acessado em 05/12/2006

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