O Estado de S. Paulo
Harvard organiza encontros e no cardápio entram coxinha e brigadeiro
Além de aumentar a presença do Brasil em seus currículos, a Universidade Harvard tem ajudado a valorizar a cultura, a história e os avanços do País para a comunidade de Boston e das cidades vizinhas. Quase toda semana, há um evento diferente, aberto ao público em geral – com coxinha, brigadeiro e banana frita no cardápio.
Em abril, foi realizada a Brazil Week, que trouxe especialistas brasileiros e estrangeiros para falar sobre música e cinema, imigração, entre outros assuntos, durante uma semana. Uma roda de capoeira, com alunos da instituição, foi montada em um dos prédios da universidade.
Um dos presentes na platéia era o cônsul do Brasil em Boston, Mario Saade. Para ele, Harvard ajuda a fazer um trabalho que o órgão oficial não consegue. ‘Temos uma demanda tão grande de atividades consulares e uma estrutura tão pequena que não temos como organizar eventos desse tipo’, diz.
Não há dados oficiais porque muitos dos imigrantes são ilegais, mas estima-se que haja 350 mil brasileiros na região de Boston, uma das três maiores comunidades do País nos EUA.
Para atrair participantes, a maioria dos eventos é em inglês. Em março, foi realizada uma conferência sobre tratamento e prevenção da aids no Brasil. Uma das palestras mais concorridas foi a do ex-diretor do Programa Nacional de DST-Aids Paulo Teixeira sobre a batalha com os EUA para a derrubada de patentes de remédios. Harvard organiza ainda os chamados bate-papos, uma oportunidade para estudantes de português praticarem a língua com convidados brasileiros.