Valor Econômico
A Bristol-Myers Squibb (B-MS) fechou acordo com o governo federal que amplia o fornecimento para 2007 de uma droga que faz parte do coquetel antiaids. O contrato é de aproximadamente R$ 150 milhões, um valor cerca de 25% maior do que o do ano passado, segundo o laboratório.
A farmacêutica americana já vende ao governo brasileiro desde 2004 o sulfato de atazanavir, princípio ativo do Reyataz, como é conhecido comercialmente o medicamento. O acordo prevê a ampliação do atendimento de 18 mil para mais de 30 mil pacientes portadores do vírus da aids, segundo a Bristol.
O negócio deve fortalecer as vendas do laboratório junto ao governo federal e elevar as previsões de faturamento da companhia em 2007. O Reyataz é um dos carro chefes da companhia, responsável por cerca de um terço do faturamento. A expectativa do laboratório é crescer cerca de 15% sobre 2006 quando as vendas da subsidiária brasileira da Bristol-Myers Squibb superaram os R$ 450 milhões.
No acordo assinado com o governo federal no dia 29 de dezembro, o laboratório se compromete a reduzir em US$ 0,45 o valor diário do tratamento, de US$ 6,58 para US$ 6,13 por paciente, o que significa uma queda de 6,83%. Procurado, o Ministério da Saúde não respondeu o pedido de entrevista.
Segundo a empresa, o valor atual da droga vendida ao programa brasileiro é cerca de 75% menor do que o praticado no mercado dos Estados Unidos, por volta de US$ 24 por dia, onde os preços são livres. "A economia para os cofres públicos é estimada entre R$ 100 milhões e R$ 130 milhões", disse o diretor de assuntos corporativos da empresa, Antonio Carlos Salles.
O executivo disse que a negociação fechada com o governo brasileiro é uma prova da política agressiva de descontos aliada ao diálogo com o governo federal e as entidades ligadas aos pacientes portadores do vírus da aids. "Por isso, temos sido preservados em relação as ameaças [de quebra de patente]", afirmou Salles.
A Bristol-Myers Squibb está tentando aprovar junto ao Ministério da Saúde a inclusão de dois medicamentos – um para o tratamento de esquizofrenia e outro para hepatite – na lista de remédios de alto custo do governo federal. O pedido de um deles foi protocolado em 2003.
Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6674
Consultado em 22/02/2007