novembro 2006

Ricos consomem mais genéricos que pobres

2016-02-02T20:45:55-03:00novembro 27, 2006|Categories: Acervo|

Levantamento mostra que o mercado desses medicamentos avançou mais nas regiões do país onde a população tem maior poder aquisitivo e mais acesso à informação. Sudeste detém 65,14% das vendas O brasileiro de baixa renda consome menos medicamentos genéricos do que as classes mais favorecidas da população. O Norte do país tem a menor participação no mercado de genéricos (2,41%), seguida da Centro-Oeste (3,75%) e Nordeste (31,43%). Enquanto isso, o Sudeste detém 65,14% da participação, seguido do Sul (15,27%). O levantamento é da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró-Genéricos), com base nas vendas desses remédios no primeiro semestre do ano. A associação reúne os principais laboratórios que atuam na produção e comercialização de medicamentos genéricos no país. Segundo a entidade, o mercado de genéricos se desenvolveu nas regiões do país onde prevalecem o maior poder aquisitivo da população e mais acesso à informação. “É justamente a população mais carente que está deixando de consumir os genéricos, o que é uma incoerência, tendo em vista que esses medicamentos custam, em média, 45% menos do que os de referência”, afirma Vera Valente, diretora-executiva da Pró Genéricos. Nos estados em que o consumidor tem maior escolaridade e informação, o consumo do genérico é maior, informa. A estimativa da Pró-Genéricos é de que o segmento deve alcançar 20% do mercado total de medicamentos no Brasil até 2007. Segundo os fabricantes, os genéricos já poderiam ter essa participação atualmente se o desempenho das vendas fosse equivalente nas cinco regiões do país. “O consumo nas classes A, B e C acaba sendo maior do que nas D e E”, observa Vera. O Rio de Janeiro é o estado onde os genéricos têm a maior participação de mercado, 15,47%; seguido de Minas Gerais, 13,93%; Santa Catarina, com 13,62%; Rio Grande do Sul, com13,25%; Paraná, com 13,17%, e São Paulo, com 12,48%. MERCADO No terceiro trimestre, foram comercializadas 51,4 milhões de unidades de genéricos no mercado brasileiro, contra 40,5 milhões em relação ao mesmo período do ano passado, aumento de 26,9%. As vendas em julho, agosto e setembro somaram US$ 284,2 milhões, alta de 48,89% na comparação com os US$ 190,8 milhões do mesmo período de 2005. As vendas do mercado farmacêutico total, no entanto, vem crescendo em ritmo menos acelerado. Nos últimos 12 meses (até setembro), elas somaram 1,639 bilhão de unidades, contra 1,613 bilhão no mesmo período de 2005, segundo dados da Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma). O aumento é de 1,61%. “O genérico trouxe uma concorrência maior não só com os medicamentos de marca como entre os próprios genéricos”, observa Vera. Pela legislação, o preço do genérico tem que ser, no mínimo, 35% mais baixo do que os medicamentos de referência. “Mas na maioria dos casos está com preço 50% menor do que o de marca”, observa a diretora da Pró-Genéricos. "Não tenho o hábito de comprar genéricos. Sei que é muito mais barato. Mas não tenho conhecimento e informação sobre o composto para fazer a escolha. Por isso, prefiro os de marca. Só compro genéricos em casos de alguns comprimidos mais rotineiros.", Juliana Maringoni, arquiteta "Gasto cerca de R$ 100 por mês com medicamentos. Todos ele genéricos. Há quatro anos passei a dar preferência pelos genéricos nas farmácias. Nem procuro mais os de marca. O meu médico já sabe disso e indica substitutos.", Lúcio Antônio Resende Pinheiro, aposentado.  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6639 Consultado em 23/02/2007

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Conferência recomenda união dos países em desenvolvimento no combate à aids

2017-01-10T17:18:22-03:00novembro 23, 2006|Categories: Acervo|

Brasília - Os países em desenvolvimento precisam reforçar os laços para fortalecer o combate à aids no mundo. Essa foi uma das conclusões do encontro discutiu esta semana em Brasília as formas de cooperação internacional para o combate à doença. O seminário, que terminou ontem (22), reuniu economistas, pesquisadores, membros das agências de cooperação e representantes da ONU e de instituições públicas e não-governamentais. Um desses exemplos de cooperação promove a capacitação técnica e o fornecimento de medicamentos anti-retrovirais (usados no coquetel contra o HIV) para sete países: Bolívia, Paraguai, Nicarágua, Cabo Verde, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. O projeto é coordenado no Brasil pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), por meio do programa Laços Sul–Sul. Criado em fevereiro de 2005, o Centro Internacional para a Cooperação Técnica do Programa Nacional de Aids, entidade que coordena o programa, conta com a participação do Ministério da Saúde e da Unaids. O projeto propicia a troca de apoio por meio de uma rede internacional de instituições estabelecida nos países atendidos. Para o consultor Gustav Liliequist, do Centro Internacional para a Cooperação Técnica, o mérito do Laços Sul–Sul está na cooperação horizontal entre os países. “Ao contrário de muitos programas internacionais, aqui nenhum país tenta impor uma agenda pronta”, explica. “No Laços Sul–Sul, todos os participantes estão em pé de igualdade tanto para trocar experiências, de forma a atender as necessidades específicas de cada país.” Assessor-adjunto para Cooperação Exterior do Programa DST/Aids do Ministério da Saúde, Mauro Figueiredo, afirma que o objetivo do Laços Sul–Sul, assim como todos os projetos de cooperação horizontal, é mudar o foco dos programas internacionais de combate ao HIV. “Substituímos a tradicional relação doador–receptor por uma parceria em que todos os membros estão dispostos a fazer o intercâmbio não só de ajuda, mas de conhecimento”, avalia. Figueiredo aponta outros projetos semelhantes, como o Grupo para a Cooperação Horizontal e Técnica (GCHT), constituído pelos países da América Latina e do Caribe em 1995 e que promove cursos e reuniões anuais. Ele também cita a Rede Para a Cooperação Técnica em HIV, projeto que, desde 2004, estimula a transferência de tecnologia e produção de medicamentos entre o Brasil e países da Ásia, África e Europa. Entre os participantes, estão Rússia, China, Argentina e Cuba. No Laços Sul–Sul, o Brasil se compromete a fornecer gratuitamente os anti-retrovirais fabricados no país e a oferecer assistência para o treinamento dos agentes de saúde dos países atendidos. Os demais governos se empenham em fortalecer os programas nacionais de controle da aids e a trabalhar pelo o acesso gratuito da população a testes de HIV e de medicamentos. A ONU, por sua vez, mobiliza suas agências e escritórios regionais para apoiar a iniciativa. Nos dois primeiros anos de funcionamento, o Centro Internacional para a Cooperação Técnica teve orçamento de US$ 1 milhão, metade do Ministério da Saúde e metade da ONU. A entidade também recebeu ajuda dos governos alemão e britânico. Para 2007, as contribuições serão ainda maiores. Estão previstos 3 milhões de euros da Alemanha, 1 milhão de libras do Reino Unido e US$ 1 milhão da Unaids. A contrapartida do governo brasileiro só será definida com a aprovação do Orçamento da União para 2007.  Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2006/11/22/materia.2006-11-22.9815411266/view Consultado em 16/02/2007

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Farmácias poderão distribuir remédios essenciais a pessoas carentes

2016-02-02T20:45:55-03:00novembro 21, 2006|Categories: Acervo|

Pessoas consideradas carentes poderão retirar nas farmácias e drogarias espalhadas por todo o país remédios de uso contínuo que fazem parte da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename). É o que determina projeto de lei do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) a ser votado nesta quarta-feira (22), em decisão terminativa, pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS). O projeto (PLS 111/03), já aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) na forma de substitutivo apresentado pelo senador Rodolpho Tourinho (PFL-BA), também torna obrigatória a distribuição gratuita, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de leite em pó para os filhos de mães portadoras do HIV ou doentes de Aids, durante os primeiros dois anos de vida. O projeto determina que os medicamentos deverão ser prescritospor médico que pertença à rede de serviços do SUS. A proposta considera pessoas carentes os integrantes do Cadastro Único dos Programas Sociais da União, habilitados a receber o benefício do Programa Bolsa Família, e pessoas idosas portadoras de deficiência que recebam o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A CAS deverá votar ainda projeto de lei do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) que permite ao trabalhador desempregado usar parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para abrir uma microempresa (PLS 131/99). O valor movimentado deverá situar-se entre R$ 6.143,38 e R$ 12.286,75. Também está na pauta da CAS a análise do parecer do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) a projeto de lei que visa a regulamentar a profissão de Ecólogo. De acordo com a proposta (PLC 91/06), caberá a esse profissional - diplomado em curso superior de Ecologia - coordenar e elaborar zoneamentos ambientais, planos de manejo e de recuperação de áreas degradadas, entre outras atribuições. Fonte: http://www.aids.gov.br/main.asp?View={DA56F374-128A-40FB-B16F-D08A1F5DD07B}&BrowserType=IE&LangID=pt-br&params=itemID={3E9BD9FC-9CA6-4D6E-964F-59FC2448343D};&UIPartUID={D90F22DB-05D4-4644-A8F2-FAD4803C8898} Consultado em 15/02/2007

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INPI prevê arrecadação maior com aumento de examinadores de patentes e marcas

2016-02-02T20:45:55-03:00novembro 20, 2006|Categories: Acervo|

Rio de Janeiro - O déficit de examinadores, que impediu o desenvolvimento do registro de marcas e patentes do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) durante anos, deve mudar com medidas adotadas nos últimos tempos. O presidente do órgão, Jorge Ávila, explica que a comparação internacional do número de depósitos de patentes e marcas com o número de profissionais que havia no instituto brasileiro mostrava uma deficiência. O INPI, em relação a outros países, estava funcionando com apenas um terço da capacidade de outros instituições pelo mundo. Isso levou o Instituto a multiplicar por três o número de examinadores. “O número de examinadores de marcas hoje é quase três vezes maior, saiu de 40 para 100 e o de patentes vai estar multiplicado por três até o começo do ano que vem, saindo de 120 examinadores para 360”. Jorge Ávila afirmou que esse aumento, junto com melhorias tecnológicas e nas instalações, resolve, "do ponto-de-vista operacional", os problemas do instituto. Em 2006, o orçamento aprovado do órgão atingiu R$ 121 milhões, contra R$ 90 milhões em 2003. Ávila lembrou que o INPI é auto-sustentável. “Na medida em que o INPI passa a processar um volume muito maior de marcas e patentes, ele arrecada muito mais. Então, a gente tem possibilidade de aumentar o orçamento do INPI sem que isso reduza em nada o superávit do setor público. Pelo contrário”, destacou. Para 2007, o orçamento previsto é de R$ 180 milhões. O presidente do INPI avaliou que o número de examinadores atuando no órgão é compatível com a demanda prevista e seu trabalho produz uma arrecadação suficiente para pagar os custos do órgão.Em termos de capacidade total de produção, a capacidade de exame em marcas será multiplicada por quatro. Isso significa que o INPI passa a ter, a partir de janeiro do próximo ano, uma capacidade instalada de cerca de 160 mil processos de registros de marcas anuais contra o número de marcas processadas hoje de até 40 mil por ano. No que se refere às patentes, o presidente do INPI disse que o aumento da capacidade de produção será gradativo. “A gente estava processando 12 mil patentes por ano e deve atingir, no prazo de três anos, uma capacidade de examinar 40 mil processos ao ano”, informou.  Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2006/11/20/materia.2006-11-20.4004213940/view Consultado em 16/02/2007

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Brasil impede prorrogação de patente para remédio usado no tratamento de tromboses

2016-02-02T20:45:55-03:00novembro 20, 2006|Categories: Acervo|

Brasília - A patente de um dos remédios utilizados no tratamento de tromboses, o Plavix, nome fantasia do Clopidogrel, não será prorrogada a partir de fevereiro de 2007. A juíza Márcia Maria Nunes de Barros, da 37ª Vara Federal do Rio de Janeiro, acolheu o argumento da Procuradoria Federal – órgão da Procuradoria-Geral Federal, vinculada à Advocacia-Geral da União – e do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), de que a patente cairá em domínio público poque foi pedida em 1987. A Lei de Propriedade Industrial prevê prazo de validade de 20 anos para patentes concedidas no exterior. A partir do próximo ano, poderá ser fabricado no país o genérico ou similar do Plavix, de propriedade do laboratório francês Sanofi-Aventis, que havia pedido a prorrogação da patente até 2013. E o preço poderá ficar até 35% mais barato com a medida. O remédio é utilizado para tratar a trombose arterial, decorrente de derrames e outros acidentes vasculares, como o enfarte. Indicado para controlar a quantidade de plaquetas no local lesado, ajuda a prevenir a reincidência da trombose. O presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), Múcio Lopes da Fonseca, explicou que muitos pacientes necessitam de ajuda do governo para adquirir o remédio. "A fabricação dele no Brasil trará muita economia para o governo", disse. Para o Ministério da Saúde a quebra de patente poderá significar uma nova política pública. A diretora substituta do Departamento de Assistência Farmacêutica, Ana Márcia Messiedir, disse que o Clopidogrel, por custar caro, não é comprado em grande quantidade, “mas pode passar a ser”. A juíza da 37ª Vara Federal do Rio de Janeiro entendeu que, de acordo com a Constituição Federal, a propriedade industrial deve servir ao desenvolvimento tecnológico do país: "O prazo de uma patente brasileira não deve ficar ao sabor de decisões administrativas de outros países, cujos interesses nem sempre são consentâneos com os nacionais”.  Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2006/11/20/materia.2006-11-20.8404135805/view Consultado em 16/02/2007

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Cientista tem receita para extrair drogas de plantas

2016-02-02T20:45:55-03:00novembro 15, 2006|Categories: Acervo|

Para João Calixto, faltam especialistas em toxicologia no Brasil e sobram regras que impedem a pesquisa de remédios da biodiversidade. Há mais de uma década mergulhado na biodiversidade brasileira, o farmacologista João Batista Calixto, professor titular de Farmacologia da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), tem muitas histórias para contar sobre como derivar um remédio de uma planta. Ele também conhece de perto os gargalos do setor, que pelo menos na teoria tem um excelente potencial de crescimento. "Temos uma política de governo mas não de Estado", disse Calixto à Folha. O pesquisador colaborou no desenvolvimento do antiinflamatório Acheflan, da Aché Laboratórios Farmacêuticos, entre vários projetos sigilosos em curso com a indústria farmacêutica, a maioria da área de fitomedicamentos (remédios naturais testados clinicamente). Lançado há pouco mais de um ano no Brasil, o Acheflan -feito a partir da planta erva-baleeira ou maria-milagrosa (Cordia verbenacea)- já abocanhou 32% do mercado dos antiinflamatórios usados sobre a pele. "Ultrapassou o tradicional Cataflam", diz Calixto. Uma das únicas opções que sobraram depois da aprovação da Lei de Patentes de 1997 - as empresas farmacêuticas do Brasil não puderam mais copiar produtos de fora - foi pesquisar a biodiversidade nacional. "A área de medicamentos sintéticos é muito difícil, porque os alvos moleculares necessários são complexos e estão nas mãos das grandes empresas internacionais" explica Calixto. "O risco é muito elevado e os custos, proibitivos." Nascido em Coromandel (MG) e formado em São Paulo, Calixto chegou em Florianópolis em 1976, para criar um novo grupo de estudos. Durante esse tempo todo, ele vem tentando se virar dentro da chamada relação universidade-empresa. Apesar de não ser o único, o indicador citado por Calixto, e sempre repetido por especialistas da área de Ciência e Tecnologia mostra como esse relacionamento é pífio. "No ano de 2005 o Brasil publicou mais de 16 mil trabalhos no exterior e apenas cerca de 300 patentes. A Índia tem o dobro. A Coréia do Sul, então, 20 vezes mais". Isso significa, para ele, que algo está faltando. "No caso, é a interação entre universidade e empresa." Apesar de a pós-graduação brasileira ter crescido de forma espetacular nos últimos anos -hoje são formados cerca de 10 mil doutores por ano- os produtos finais desse processo são apenas artigos científicos e não patentes ou produtos. "Falta uma política industrial que dê prioridade para isso. Falta uma cultura na universidade e também nas empresas, que precisam perder o medo de investir, além dos entraves regulatórios, que ainda são enormes". Para Calixto, a Lei de Inovação, por exemplo, regulamentada em 2005, ainda não teve efeito prático. Mesmo na área da formação de recursos humanos existem problemas. "Formou-se muito, mas sem prioridade. A área de toxicologia por exemplo, é quase inexistente no Brasil. Não temos treinamento para a área de propriedade intelectual na nossa pós-graduação", explica. Quando o assunto é a burocracia estatal, todos são lembrados pelo cientista. O CGEN (Conselho de Gestão do Patrimônio Genético), órgão normativo do governo federal, é um dos alvos. "Claro que sou a favor de uma regulamentação para remunerar o conhecimento tradicional. Mas não se pode perder três ou quatro anos para chegar a um consenso. Os nossos [países] vizinhos, que têm plantas iguais às nossas, estão saindo na frente." No seu dia-a-dia, explica Calixto, ele tem de jogar "futebol e voleibol" ao mesmo tempo. Além disso, tanto as regras complicadas da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) quanto a interferência do Ministério Público acabam atravancando a pesquisa. A primeira atrasa a importação de insumos e de animais. O segundo dificulta a contratação de pessoas pelas fundações das universidades que mantém os contratos com as indústrias. "De um lado tenho de orientar alunos e publicar artigos. De outro, desenvolver produtos, manter sigilo e os cronogramas. No fundo, você sempre acaba sendo penalizado." Mesmo assim, e talvez porque o lado científico seja o menos problemático, os projetos no laboratório continuam. Um é de um calmante, outro para o coração, existem ainda fórmulas para inflamações intestinais, para o combate ao envelhecimento, para o câncer e até para depressão. "Devemos caminhar primeiro onde temos chance de marcar o gol."  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6634 Consultado em 23/02/2007

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Propostas Ousadas

2017-01-10T17:18:22-03:00novembro 15, 2006|Categories: Acervo|

Focado em quatro temas centrais - Propriedade Intelectual, Política de Preços, Tributação e Acesso a Medicamentos – o documento que a Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma) elaborou como contribuição ao plano de governo do futuro presidente da República faz um diagnóstico das principais questões que afetam o setor, indicando encaminhamentos que, ao permitir a superação de obstáculos criados pelas regulações econômica e sanitária, fomentem a produção e o acesso aos medicamentos. Um entrave importante é a alta carga tributária incidente sobre os produtos farmacêuticos. E, neste capítulo, o aspecto mais imediatamente ligado às preocupações da indústria farmacêutica refere-se à incidência dos tributos sobre o valor agregado: especificamente o ICMS e as contribuições de PIS e COFINS. É inegável que estes impostos elevam os custos. Nesse sentido, dois aspectos são destacados no documento da Febrafarma. Aponta-se em primeiro lugar uma incoerência. A sociedade brasileira entende que os tributos indiretos devem ser aplicados de acordo com a essencialidade do produto tributado, conforme o parágrafo 3º do art. 153 da Constituição Federal. No entanto, isso não acontece de fato. Por exemplo, a alíquota de ICMS aplicada sobre medicamentos no Estado de São Paulo é de 18%, enquanto a que incide sobre diamantes – item supérfluo - é de apenas 1,5% e a cobrada dos automóveis, 12%. Os produtos veterinários são isentos. Mas os efeitos perversos da tributação não param aí. A carga tributária total sobre medicamentos é de 35,07%, muito superior à que onera outros tipos de produto: embarcações, 29,51%; aeronaves, 29,5%; revistas, 19,9%; e flores, 18,9%, segundo um estudo inédito elaborado recentemente pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). Quando se compara a carga tributária sobre o valor agregado do setor farmacêutico com a média da economia brasileira (23,93%) e a de outros segmentos produtivos, reafirma-se a constatação de que este é um dos mais tributados da economia brasileira. A carga tributária da indústria farmacêutica - fabricante de produtos essenciais! - é a segunda mais elevada do país, como mostra o quadro abaixo: Carga Tributária Total sobre Valor Agregado – 2003 (*) SETOR CARGA %     AGROPECUÁRIA 9,94 SIDERURGIA 21,63 ARTIGOS DO VESTUÁRIO 26,04 EXTRATIVA MINERAL 26,17 INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS 28,04 PAPEL E GRÁFICA 30,54 IND. DA BORRACHA 31,76 FABRICAÇÃO DE CALÇADOS 33,51 EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS 33,72 ARTIGOS DE PLÁSTICO 38,92 COMÉRCIO 43,18 IND. DE LATICÍNIOS 45,90 IND. TÊXTIL 54,38 MATERIAL ELÉTRICO 54,51 DISTRIBUIÇÃO DE COMBUSTÍVEIS 55,83 IND. FARMACÊUTICA** 57,31 AUTOMÓVEIS 57,56 (*) Estudo: Impactos Macroeconômicos Regionais e Setoriais da Reforma Tributária – Relatório de Trabalho nº 1. FGV Consult e Instituto ETCO. São Paulo, 2005. (**) Índice determinado no Estudo Febrafarma “Radiografia da Tributação sobre Medicamentos – Carga Tributária Incidente no Setor Farmacêutico. IBPT, São Paulo, 2006. Conclusão: não há coerência quanto ao critério de essencialidade na legislação tributária. Em flagrante contradição com a diretriz constitucional. Em 2004, o Poder Público recolheu R$ 5,2 bilhões em ICMS, PIS e COFINS. Este montante elevou o custo de fabricação de medicamentos, sem trazer benefícios diretos à população. Além do ônus da carga tributária em si, há o evidente custo social representado pela restrição ao acesso de medicamentos, já que a maioria da população não tem renda suficiente para a compra do produto. É pelas razões expostas que a Febrafarma propõe a redução uniforme da alíquota de ICMS para 12% e a eliminação da cobrança de PIS e COFINS em todos os segmentos de medicamentos para uso humano no documento em que indica medidas primordiais para a consolidação da cadeia farmacêutica. Com esta e outras idéias apresentadas ao futuro governo, a Febrafarma busca promover o desenvolvimento setorial e o bem-estar da sociedade brasileira. São propostas sérias e ousadas. Do tipo que o país precisa. Ciro Mortella é presidente executivo da Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma).

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Medicamentos devem ficar 20% mais baratos na rede pública

2016-02-02T20:45:55-03:00novembro 14, 2006|Categories: Acervo|

SÃO PAULO - Novos equipamentos inaugurados, nesta segunda-feira (13), no Laboratório Farmacêutico da Marinha, aumentarão em 80% a produção de medicamentos para o Brasil, o que fará com que o preço final dos produtos diminua. De acordo com o Ministério da Saúde, a capacidade produtiva aumentará de 170 milhões para 300 milhões de unidades por ano de medicamentos, que abastecerão hospitais públicos e postos de saúde de várias regiões do País, regidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Economia Segundo o capitão-de-mar-e-guerra Walter Lucas da Silva, os novos equipamentos representarão uma economia de 20% do consumidor para compra dos medicamentos. Entre os remédios usados no programa estão, o de combate à hanseníase, tuberculose, malária e diabetes. Para o ministro Agenos Álvares (Saúde), é importante a criação de laboratórios farmacêuticos como este. "É uma questão de segurança termos um bom parque fabril de medicamentos para suprir a maior parte da demanda da população". Segundo a Agência Brasil, ele ainda disse que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais da metade da população (55%) não têm condições de arcar com os custos de medicações. "A partir do momento que você aumenta a capacidade de produção, você está garantindo mais medicamento para a população", disse o ministro.  Fonte: http://web.infomoney.com.br/templates/news/view.asp?path=/suasfinancas/&codigo=602841 Consultado em 15/02/2007

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Vendas de medicamentos genéricos crescem 27,5%

2016-02-02T20:45:55-03:00novembro 8, 2006|Categories: Acervo|

As vendas de medicamentos genéricos no País cresceram 27,5% no acumulado do ano até setembro, ante igual intervalo de 2005, quando foram comercializadas 142,03 milhões de unidades (caixas), conforme o IMS Health, que audita o setor farmacêutico. Em valor, o aumento foi de 53,5%. Enquanto entre janeiro e setembro de 2005 o faturamento do segmento atingiu US$ 492,2 milhões, neste ano chegou a US$ 755,6 milhões. No terceiro trimestre, o volume cresceu 26,9% em relação ao mesmo período do ano passado, para 51,4 milhões de unidades. Já o faturamento subiu 48,89%, alcançando US$ 284,2 milhões. Vera Valente, diretora-executiva da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), disse que a elevação do faturamento resulta, além do aumento dos volumes, da variação cambial e do lançamento de remédios de maior valor agregado. Para Vera, o crescimento das vendas reflete a confiança do consumidor no genérico, já que o segmento cresceu mais uma vez acima do mercado farmacêutico total. Conforme o IMS, o total de vendas de medicamentos no País foi de 371,6 milhões de unidades no terceiro trimestre, alta de 8% em relação ao mesmo período de 2005. Já o faturamento total evoluiu 23% e atingiu US$ 2,6 bilhões no trimestre. A executiva observou, entretanto, que os genéricos, que responderam no terceiro trimestre por 14,2% do mercado farmacêutico total em volume, já poderiam ter participação mais representativa, de 20%, fatia que ela estima alcançar somente em 2007. "Faltam políticas públicas contundentes para que remédios cheguem a mais camadas da população e o genérico, que custa em média 45% menos que o medicamento de referência, pode ampliar o acesso." Campanhas governamentais de conscientização sobre os benefícios dos genéricos em regiões mais pobres e a co-participação do governo nos gastos com remédios impactariam mais positivamente as vendas do segmento, disse. Tais ações poderiam equilibrar o consumo nas diversas regiões no País. Pesquisa da entidade feita no primeiro semestre do ano mostra que o Sudeste, por exemplo, concentrou 65,14% das vendas de genéricos do período; Sul ficou com 15,27%; Nordeste, com 13,43%; Norte, 2,41%; e Centro-Oeste, com 3,75%. Segundo o estudo, enquanto a média nacional de participação dos genéricos no mercado total ficou em 12,28% no semestre, as regiões Norte ((8,3%), Nordeste (9,78%) e Centro-Oeste (8,29%) ficaram abaixo da média. "O que significa que estão comprando mais remédios mais caros." Por estado, o Rio (15,47%) é o que teve a maior fatia de genéricos e o Acre (0,78%), a menor. São Paulo ficou em 6, com 12,48%.  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6628 Consultado em 23/02/2007

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Seminário no Rio discute recursos genéticos e patentes

2016-02-02T20:45:55-03:00novembro 7, 2006|Categories: Acervo|

Rio de Janeiro - Continuam hoje (7) no Rio os debates sobre propriedade intelectual e recursos genéticos para inovadores em agricultura. O seminário é promovido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI) na Escola Nacional de Botânica Tropical, no Jardim Botânico. A partir das 8 horas, será discutido o tema Inovação e obtenção de direitos de propriedade intelectual. A chefe-substituta da Divisão de Biotecnologia da Diretoria de Patentes do INPI, Maria Hercília Paim Fortes, falará sobre Recursos Genéticos e Patentes no Brasil e o que é patenteável em diferentes países e sob quais condições.  Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2006/11/07/materia.2006-11-07.1145834726/view Consultado em 07/11/2006

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