Em resposta às perguntas encaminhadas pela Agência de Notícias da Aids sobre a política nacional para combate à epidemia, a assessoria de imprensa do candidato à presidência pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Geraldo Alckmin, respondeu que “a gestão tucana deverá reforçar as atividades de prevenção e as parcerias com entidades da sociedade civil”. O programa de governo do candidato ainda prevê “o estímulo à indústria nacional de medicamentos para baratear o custo do tratamento dos pacientes”. “Expandir o acesso para os doentes que ainda não são atendidos” "O programa de governo do candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, prevê o estímulo à indústria nacional de medicamentos para baratear o custo do tratamento dos pacientes que participam do programa brasileiro de combate à Aids. O objetivo é expandir o acesso para os doentes que ainda não são atendidos. De acordo com a equipe que formulou o documento, apresentado na última quarta-feira, no Rio de Janeiro, as ações governamentais na área foram debilitadas pela falta de apoio técnico e financeiro e pelo aparelhamento dos órgãos de saúde pública durante o governo Lula. Segundo o documento, uma das principais falhas da atual gestão foram as freqüentes interrupções no fornecimento dos medicamentos que fazem parte do coquetel anti-retroviral. Em 2004 e 2005, por exemplo, o atraso no processo de compra de remédios nacionais e importados acabou prejudicando os pacientes. O programa brasileiro de combate à Aids, criado na gestão de José Serra à frente do Ministério da Saúde, chegou a ser reconhecido como referência internacional, em função do acesso universal de medicamentos aos pacientes soropositivos. No entanto, desde a posse de Lula, nenhum novo medicamento foi desenvolvido pelos laboratórios nacionais. Dessa forma, a gestão de Geraldo Alckmin dará prioridade a um sólido programa científico-tecnológico para elevar a capacidade e a extensão da política nacional. De acordo com levantamento realizado pela equipe do candidato, os preços médios dos remédios fabricados no Brasil estão três vezes mais caros do que os produzidos internacionalmente. Antes de Lula, eram 10% mais baratos. O impacto para o SUS é significativo. O aumento do gasto com medicamentos contra a Aids subiu 66% desde 2003. Dessa forma, a gestão tucana deverá reforçar as atividades de prevenção e as parcerias com entidades da sociedade civil. O objetivo é aprimorar a produção nacional de medicamentos genéricos e estimular um plano de desenvolvimento tecnológico voltado para a saúde, para elevar a capacidade nacional em áreas estratégicas e melhorar a eficácia do programa, incluindo a redução de custo do tratamento." Perfil Geraldo Alckmin nasceu em Pindamonhangaba, interior do Estado de São Paulo, em 7 de novembro de 1952. Alckmin é casado com Maria Lúcia Ribeiro Alckmin e tem três filhos: Sophia, Geraldo e Thomaz. É formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Taubaté, São Paulo. Especializou-se em Anestesiologia no Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo. Em 1972, com 19 anos, foi o vereador mais votado de Pindamonhangaba, tendo sido escolhido presidente da Câmara Municipal. Quatro anos depois foi eleito prefeito de Pindamonhangaba e exerceu mandato de seis anos. Em 1982, elegeu-se deputado estadual e, em 86, foi eleito deputado federal pelo PMDB. É um dos fundadores do Partido da Social Democracia Brasileira, o PSDB. Em 1990, Alckmin foi reeleito deputado federal como o quarto mais votado do PSDB-SP.. Em 94, foi eleito vice-governador na chapa de Mário Covas. Em 2000, Alckmin foi o candidato tucano à Prefeitura de São Paulo e foi governador do Estado de 2003 a 2006. Fonte: http://www.agenciaaids.com.br/noticias-resultado.asp?Codigo=6155 Consultado em 13/02/2007