setembro 2006

Redes privadas aderem em bloco ao novo modelo do Farmácia Popular

2017-01-10T17:18:22-03:00setembro 15, 2006|Categories: Acervo|

As grandes redes de farmácias e drogarias privadas estão embalando a segunda fase do Farmácia Popular, o programa de venda subsidiada de medicamentos de hipertensão e diabetes do governo federal lançado no fim de março. A primeira fase do programa limitava a venda de medicamentos com preços baixos produzidos por laboratórios oficiais e vendidos em farmácias criadas pelo próprio governo. O novo modelo foi aberto ao setor privado e recebeu a adesão de grandes redes de farmácias, que vêem uma possibilidade de atrair mais clientes para o interior de suas lojas e ampliar o faturamento. Até agora, o programa já credenciou 2.413 farmácias privadas em todo o país, segundo o Ministério da Saúde. Outras 1.437 unidades estão em processo de conexão ao sistema de informática do Datasus, a central de processamento de dados do ministério. Um balanço realizado pelo Valor indica a adesão maciça das redes privadas. Na lista, aparecem Drogasil (com sede em São Paulo), Drogaria São Paulo (SP), Droga Raia (SP), Drogão (SP), Onofre (SP), Pacheco (RJ), Araújo (MG), Panvel (RS) e Pague Menos (CE), as maiores do Brasil. Essas redes, juntas, administram cerca de 1,4 mil estabelecimentos, principalmente nas regiões metropolitanas, o que dá quase 60% do universo credenciado. Em alguns Estados, apenas elas possuem autorização para a venda dos remédios subsidiados. A Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) apóia o programa. O diretor-executivo da Vidalink, empresa de gestão de benefícios medicamentos, Luis Gonzales, tem notado a alto interesse das farmácias, mas a burocracia tem emperrado o credenciamento. "Conseguimos habilitar apenas 10% de 800 farmácias que solicitaram a inclusão no programa", afirma. A Vidalink, empresa do grupo atacadista Martins e da americana Caremark, possui um sistema homologado para venda no programa. Segundo as farmácias, as vendas ainda são inexpressivas, embora crescentes. A Drogasil vendeu 1,3% a mais em agosto com os medicamentos da lista do Farmácia Popular na comparação com o período de março a junho. "O programa, que é vantajoso ao consumidor, é ainda desconhecido", explica Antônio Carlos Freitas, diretor comercial da Drogasil, que faturou R$ 658,5 milhões em 2005. Para torná-lo conhecido, a rede dedicou um espaço interno para divulgação do programa nas 153 lojas credenciadas em São Paulo e Minas Gerais. As redes de farmácias têm identificado também uma melhora no sistema de comunicação com o Datasus. "No início, de cada 15 pedidos, apenas uma venda era efetivada. Com o aperfeiçoamento no sistema, vende-se um a cada cinco pedidos", diz Marcos Arede, da Drogaria Onofre, com 32 lojas em São Paulo e Rio de Janeiro e vendas de R$ 500 milhões em 2005. O Valor acompanhou a compra de uma caixa de maleato enalapril, uma droga contra hipertensão numa unidade da Panvel, em Porto Alegre. O sistema autorizou o pedido, mas na hora de pagar no caixa, o pedido teve de ser refeito. Na segunda tentativa, houve sucesso. A operação não demorou mais do que cinco minutos. O remédio, que saía R$ 13,06 fora do programa, custou R$ 1,31 ao consumidor - um desconto de 89,96%. O subsídio do governo pago à farmácia foi de R$ 11,75. Segundo o ministério, o Datasus diagnosticou freqüentes falhas na digitação de informações pelas farmácias. E promete fornecer uma nova ferramenta de conexão para os pequenos estabelecimentos. Dados do Ministério da Saúde mostram que o programa atende 6 mil vendas por dia. Para 2006, o ministério alocou R$ 76 milhões, menos de 1,7% do orçamento para distribuição gratuita de remédios pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Valor consultou três redes de farmácias. Nenhuma delas identificou, até agora, atraso nos pagamentos feitos mensalmente pelo governo. Uma crítica apontada pelos especialistas é a pequena dimensão do programa. Hoje, as 2.413 unidades já credenciadas correspondem a 5% do universo estimado de mais de 50 mil farmácias em todo o país. "Já ouvi falar sobre o programa, mas acho que a burocracia é tão grande que dificilmente irei aderir", desabafa Rodolfo Ortiz, sócio de uma pequena farmácia na avenida Rio Pequeno, região popular na zona oeste de São Paulo. Num raio de um quilômetro, existem oito farmácias. Nenhum delas faz parte da fase dois do programa do governo. "A maioria da população compra nas farmácias de bairro, não nas redes", diz Ortiz. Para se credenciar, o estabelecimento precisa ter as contas em dia além de investir em equipamentos de informática. Nem todas, contudo, estão habilitadas. Uma pesquisa da consultoria McKinsey e da advocacia Pinheiro Neto, divulgada no fim de 2005, mostrou que sonegação fiscal no varejo farmacêutico oscila entre 45% e 50%. O estrago corresponde a R$ 1,4 bilhão a R$ 1,7 bilhão. Segundo especialistas, o programa Farmácia Popular deverá decolar caso seja divulgado, se os canais de vendas forem expandidos e as patologias atendidas ampliadas. E, consequentemente, o orçamento do programa. Por conta da Lei Eleitoral, o governo federal está proibido de fazer sua divulgação. Os remédios para hipertensão e diabetes, que exigem tratamento contínuo, correspondem a 3% a 5% do faturamento de uma farmácia, segundo estimativas. A lista do Ministério da Saúde atende apenas oito princípios ativos, que incluem medicamentos de marca e genéricos, em 200 apresentações. O diretor-presidente da Farmais, Paulo Shima, avalia que o programa poderá beneficiar a população mais carente. "Em alguns casos, o sujeito pode ir na farmácia pagar R$ 1 por um medicamento e economizar a passagem de ônibus que gastaria caso fosse pegar o mesmo remédio de graça num posto de saúde", exemplifica. A Farmais, que possui mais de 600 lojas por meio de franquias em sete Estados, homologou seu sistema de informática junto ao Datasus no fim de agosto e prevê credenciar metade dos estabelecimentos em 90 dias. O Ministério da Saúde informou que não tem uma meta de credenciamentos. "A adesão ao programa é uma decisão ou opção da farmácia ou drogaria", disse o ministério por meio de sua assessoria de imprensa. O ministério avalia que a segunda fase do Farmácia Popular está em processo de avaliação. "O programa foi concebido com o objetivo de atender a pacientes de duas doenças bastante prevalentes no país e cujo tratamento deve ser continuado", disse. O ministério informou que o elenco de medicamentos poderá ser modificado caso seja verificada a necessidade de ampliação ou readequação da lista dos remédios conforme a demanda social. Calcula-se que existam 16,8 milhões de pacientes hipertensos e outros 5 milhões que sofrem de diabetes no Brasil. O paciente paga uma parte e o consumo é menor André Vieira O ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Gonçalo Vecina, classifica a segunda fase do programa Farmácia Popular de "revolucionária" ao obrigar a receita médica para compra do remédio. "Em todo o lugar do mundo, se exige dispensação médica", disse Vecina. "Esse é o embrião para uma política de assistência farmacêutica." Para comprar o remédio subsidiado, o paciente deve levar à farmácia credenciada o seu CPF e uma receita com o número do conselho regional de medicina (CRM) do médico. Vecina também acredita que o programa inova ao adotar o sistema de co-pagamento - uma parte é paga pelo governo e outra pelo paciente. Os descontos ao consumidor variam de 50% a 90%. "Quando o paciente paga uma parte e não recebe gratuitamente, existe um fator de moderação no consumo de medicamentos." A modalidade de co-pagamento já aplicada na França, Alemanha, Espanha, Portugal e Canadá. Ele avalia que a primeira fase do Farmácia Popular foi apenas um "bode" na sala. "O Estado é ineficiente, não pode dar certo", afirmou. "Há 16 laboratórios administrados pelo Estado. Eles não pagam imposto. Por isso, vendem medicamentos mais baratos." Ele reitera as críticas ao Farmácia Dose Certa, criado durante a gestão do ex-governador Geraldo Alckmin em São Paulo. O programa estadual prevê a distribuição gratuita de remédios fabricados pela Furp, um laboratório do Estado, e serve de bandeira para a campanha do presidenciável. Diferentemente do programa em expansão pela rede privada, a primeira etapa do Farmácia Popular prevê a abertura de estabelecimentos em parcerias com prefeituras e entidades filantrópicas. Lançado em junho de 2004, o programa conta com 200 unidades. A meta é chegar a 500 farmácias até o fim do ano, mas o Ministério da Saúde informa que depende da infra-estrutura dos parceiros. Especialistas avaliam que a manutenção do nome do programa Farmácia Popular foi uma tentativa de salvar uma idéia mal-engendrada. Gonçalo Vecina, que como secretário municipal da Saúde, na gestão de Marta Suplicy (PT), abriu 17 farmácias populares em São Paulo, faz um mea-culpa. "Ninguém conseguiu convencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a bobagem da primeira fase do programa", disse. Durante a campanha presidencial de 2002, o Farmácia Popular foi tema do programa do horário eleitoral gratuito do candidato do PT. "A primeira fase do programa foi inspirada numa experiência do [ex-governador de Pernambuco, Miguel] Arraes. Sabe qual era o produto mais vendido: pó de café", exemplificou ao falar sobre a distorção do programa.  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6575 Consultado em 23/02/2007

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Anvisa discute contraceptivos genéricos

2016-02-02T20:45:57-03:00setembro 15, 2006|Categories: Acervo|

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) colocou ontem em consulta pública uma resolução que permite a comercialização de pílulas anticoncepcionais genéricas. Hoje, só há no mercado contraceptivos genéricos injetáveis. O texto ficará sob consulta até 28 de outubro para que sejam apresentadas críticas e sugestões. Depois, a Anvisa ainda realizará uma audiência pública para discutir o assunto e formatar a resolução final. Só após a publicação no "Diário Oficial" da União é que os laboratórios de medicamentos genéricos poderão solicitar autorização para comercializar esse tipo de produto. Não há prazo para todo o processo. Estima-se que, depois da publicação, seja necessário pelo menos um ano para que chegue às farmácias. O remédio genérico, instituído por lei no Brasil em 1999, possui princípio ativo, características e ação terapêutica do produto de marca ou de referência. Porém, é, no mínimo, 35% mais barato, porque os fabricantes não precisam investir em pesquisas nem propaganda. Demora Para a diretora-executiva da PróGenéricos (Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos), Vera Valente, a Anvisa já deveria ter publicado a autorização, e não consulta pública. "Em 2005, discutimos a questão e mostramos, baseados em moldes internacionais, que há segurança. Esperamos que o processo não seja demorado porque a entrada de genérico gera concorrência e redução de preço." Segundo ela, estudos apontam que nos EUA, por exemplo, 50% do mercado de anticoncepcionais é de genéricos. No Brasil, o mercado de contraceptivos movimentou cerca de R$ 730 milhões entre junho de 2004 e o mesmo mês de 2005. Segundo a assessoria da Anvisa, a entrada dos contraceptivos no mercado de genéricos pode ampliar o acesso da população. "Esses medicamentos passarão por testes "in vivo" e "in vitro" que garantem qualidade e eficácia", disse a gerente-substituta de medicamentos genéricos da Anvisa, Rejane Gomes, por meio da assessoria. A proibição de pílulas genéricas está prevista em uma resolução de 2003. À época, os testes para detectar a absorção do produto eram menos precisos do que os usados atualmente.  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6574 Consultado em 23/02/2007

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Indústria farmacêutica propõe o fim do controle de preços

2017-01-10T17:18:22-03:00setembro 14, 2006|Categories: Acervo|

Apresentadora - A indústria farmacêutica propõe o fim do controle do governo como forma de reduzir os preços dos medicamentos. Luiz Megale (Âncora) - O setor farmacêutico vai propor aos candidatos à presidência da república a transição do atual sistema de controle de preços para um modelo de auto-regulamentação. A carta-documento que será enviada aos presidenciáveis usa o argumento de que o país por estar caminhando para um patamar inflacionário equivalente à países desenvolvidos, ou seja, sob controle, não necessita mais desse sistema. Band News FM– Naturalmente o ouvinte da Band News FM e todos nós tememos que com a falta desse controle do governo os preços acabem disparando. Isso não vai acontecer? Por que? Ciro Mortella – Não há nenhuma razão para disparada dos preços. Não existe nenhum elemento apresentado nesse momento que indique que se você deixar de controlar os preços haverá uma disparada desses preços. O câmbio está bastante controlado e a inflação também. Não existe nenhuma razão para isso, ou seja, na verdade o que nós pensamos é que estamos empregando uma energia imensa num controle de preços, inclusive de produtos em que não há em lugar algum do mundo razões para serem controlados, mesmo em condições adversas, porque são produtos que tem uma concorrência muito grande no mercado e isso não vai levar absolutamente a nada, a não ser a restrições à indústria no momento em que ela precisa ser alavancada. Band News FM – Que benefícios seriam trazidos ao consumidor com o fim da atual política de preços? Ciro – O que nós precisamos pensar é que a política de preços tem duas vertentes. Uma são os preços dos produtos “commodities”, produtos que tem grande concorrência, grande oferta de mercado, e aí não há como você controlar porque a própria concorrência faz esse controle. Quando você tabela, normalmente inibe, inclusive que o empresário reduza o preço porque ele tem o temor que num momento qualquer de crise ele não consiga elevar esse preço porque existe uma restrição por parte do órgão controlador. Na verdade o que nós estamos fazendo é manter um patamar irreal de preços. Eles poderiam estar bem mais baixos e na verdade não estão. Como isso é contornado? Isso é contornado através de descontos comerciais. Quando você vai a drogaria e percebe que existe uma série de produtos com desconto, o que a drogaria nos indica é que existe espaço para redução de preços e ela está fazendo isso através da política comercial. Band News FM – A auto-regulação faria com que os preços baixassem? Ciro – Acho que alguns preços com certeza seriam reduzidos porque você teria uma uniformização dessas possibilidades de redução já que o grande problema é que quando você vai a uma drogaria e tem desconto, se nessa drogaria houver uma concorrência, o dono da drogaria coloca o desconto. Por outro lado, se ele estiver em uma cidade onde essa seja a única drogaria, não há motivo para ela dar desconto. Quando o preço é fixado na indústria ele não tem essa arbitragem. O outro é o aspecto do produto inovador, quando você faz uma inovação – e a indústria farmacêutica é altamente inovadora – precisa recuperar o investimento feito na inovação, e isso é feito no preço do produto, qualquer produto. Se você inibe essa recuperação, o que acontece é que em longo prazo a indústria chega à conclusão que não adianta fazer inovação porque ela não vai conseguir recuperar o investimento. Isso é muito ruim para o paciente e muito ruim para o consumidor que precisa sempre de produtos melhores e de produtos, principalmente para doenças graves, que consigam resolver o problema dele. Então, esses são os dois aspectos da política de preços que, olhando na perspectiva do país, nós temos que levar em consideração, ou seja, essa questão dos preços tem caráter estratégico, além do caráter imediato do cidadão que vai à farmácia e compra o medicamento com maior ou menor dificuldade. Band News FM– O setor farmacêutico, nessa carta que vai ser entregue aos presidenciáveis, também vai sugerir a redução da carga tributária como forma de combater a informalidade. Como a informalidade se manifesta no setor farmacêutico? Ciro – Essa questão é muito importante porque quando nós discutimos preços de medicamentos precisamos ter claro que o que está no preço não é só o custo do produto e a margem da indústria, do varejo, de toda a cadeia, mas também uma carga tributária absolutamente incompatível com a essencialidade do medicamento. Fala-se muito de carga tributária no Brasil como sendo uma das mais elevadas do mundo, só que no caso do medicamento isso tem um aspecto muito perverso, porque ao mesmo tempo que controlamos preço, porque dizemos que medicamento é caro, mais de 25% do que nós pagamos na farmácia são impostos e nem sempre esse imposto retorna à população na forma de programas de saúde que consigam dar para o cidadão o medicamento que ele não pode comprar. Então nós precisamos tratar seriamente essa questão da carga tributária. Com relação à informalidade, essa é uma questão de relação direta que não é só da indústria farmacêutica. Sabe-se que quanto maior e mais pesada é a carga tributária, maior o convite a se encontrar mecanismos de sonegação, e estes significam estabelecimento de condições desiguais na concorrência do mercado.  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6585 Consultado em 23/02/2007

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OMC não deve ser prioridade de governo, defendem estudiosos e ativistas

2016-02-02T20:45:57-03:00setembro 14, 2006|Categories: Acervo|

Brasília - Acordos bilaterais, negociações com outros países do Sul do planeta ou retomada de negociações de livre comércio com os Estados Unidos. Essas são três alternativas que o próximo presidente terá para negociar na área de comércio exterior, segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil. De acordo com eles, em qualquer um dos casos, o governo que assumirá no próximo 1º de janeiro deveria retirar as negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC) da lista de prioridades. A Rodada Doha, série de negociações iniciada em 2001, não chegou a nenhum consenso e foi suspensa este ano. A OMC espera retomar as conversas sobre o acordo no início do ano que vem. Os especialistas ouvidos pela Agência Brasil acreditam que o próximo governo não deve aguardar a conclusão desse acordo multilateral, que envolve os 149 membros da OMC. “É um caminho que está sendo tentado há dez anos sem êxito, em grande parte por culpa da União Européia e dos Estados Unidos, que não estão dispostos a oferecer nada em matéria agrícola”, analisa Rubens Ricupero, ex-secretário-geral da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad). “Esperaria que num próximo governo abríssemos novas alternativas regionais e bilaterais”, afirma Marcos Jank, presidente do Instituto de Estudos do Comércio e das Negociações (Ícone). “O mundo está caminhando muito rápido nesta esfera e, se o Brasil não fizer acordos e outros países fizerem, corremos o risco de sofrer desvio de comércio e investimentos”. Embora afirme que a Área de Livre Comércio das Américas (Alca) seja um projeto “enterrado” tanto pelo Brasil como pelos Estados Unidos, Marcos Jank acredita ser importante apostar naquilo que chama de uma agenda comercial hemisférica. “Existe a necessidade de acordos mais abrangentes nas Américas, seja um acordo hemisférico global, seja um acordo da América do Sul ou da América Latina”. Já Ricupero acredita apenas em acordos limitados com Estados Unidos e União Européia. “A área do etanol ou do álcool como combustível pode oferecer uma base de avanço”, exemplifica. O embaixador brasileiro sugere privilégio para a busca de acordos com países latino-americanos, como México, Peru e Colômbia. “O que devemos visar é obter, deles, o mesmo tratamento que eles deram aos Estados Unidos. É claro que, para isso, teremos que dar em troca algum benefício no nosso mercado”, diz. O embaixador também acha importante concluir negociações com a África do Sul, tentar expandir o acordo já existente com a Índia e explorar as possibilidades do sudeste asiático e da Rússia. “Há muita coisa que se pode fazer de maneira realista”. “Não vejo muito uso em tratados de livre comércio com EUA e União Européia neste momento”, afirma Mário Ferreira Presser, coordenador do curso de Diplomacia Econômica da Universidade de Campinas (Unicamp). Segundo ele, após a “falência da Rodada Doha” esses países estão tentando acordos regionais, “nos quais não farão concessões significativas”. “Os grandes países do Sul – Brasil, África do Sul, Índia, China, Argentina – terão que bolar uma solução alternativa à falta de cooperação internacional”, considera Presser. “Se não tem o multilateralismo, o que se tem no médio prazo? Acordos regionais de preferência entre os países do Sul. Não é a melhor resposta, mas é a que nos resta”. As organizações sociais concordam com a retirada da OMC do centro dos interesses brasileiros em política externa. Mas por outros motivos. “A gente não quer que nenhum tipo de negociação seja feita em detrimento do trabalho e dos direitos dos cidadãos brasileiros”, enfatiza Iara Pietricovsky, da Rede Brasileira de Integração dos Povos (Rebrip). A rede reúne organizações sociais que acompanham as negociações de política externa. O principal temor da Rebrip é que, para conseguir que a União Européia reduza tarifas de comércio agrícola, o Brasil aceite baixar a proteção à indústria nacional. “Gostaríamos que o Brasil valorizasse o parque industrial e não vendesse a nossa possibilidade de fazer uma política industrial que gere emprego.” A sociedade civil organizada também defende a proteção de setores essenciais na área de serviços. “É importante proteger educação, água, saúde. Isso está sendo negociado na OMC como uma mercadoria. Daqui a pouco só os que têm dinheiro é que vão acessar”, diz Iara. Outra demanda, segundo ela, é que o governo brasileiro mova uma ação para retirar da OMC as negociações de propriedade intelectual (TRIPs, pela sigla em inglês). Isso possibilitaria a quebra de patentes de medicamentos essenciais.  Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2006/09/13/materia.2006-09-13.3262498110/view Consultado em 16/02/2007

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Mercado Aberto: Laboratórios propõem preços auto-regulados de remédios

2016-02-02T20:45:58-03:00setembro 13, 2006|Categories: Acervo|

A transição do atual sistema de controle de preços para um modelo de auto-regulação, no qual o governo passa a exercer a função de supervisor, é uma das propostas de um documento que o setor farmacêutico irá encaminhar nos próximos dias aos candidatos à Presidência. Segundo o documento, a economia brasileira converge hoje para um patamar inflacionário equivalente ao dos países desenvolvidos, e, dessa forma, uma vez que os preços relativos estejam em linha com os internacionais, o controle de preços se torna desnecessário."Na melhor das hipóteses, o controle de preços será ocioso, quando não nocivo, ao desenvolvimento setorial, com reflexos para toda a sociedade", diz o relatório intitulado "A Indústria Farmacêutica no Brasil -Uma Contribuição para as Políticas Públicas", que traça um perfil completo do setor. Elaborado pela Febrafarma, o documento se divide em cinco tópicos: propriedade intelectual, política de preços, tributação e informalidade, acesso a medicamentos e outros temas da regulação. Em cada um desses itens, são apresentadas sugestões para uma nova política para o setor."O objetivo é apresentar propostas específicas para o setor sem entrar na macroeconomia", diz Ciro Mortella, presidente da Febrafarma. Além da auto-regulação, o documento sugere também a revisão de procedimentos e de normas do órgão regulador, a Anvisa, e a criação de um conselho supervisor da política do setor farmacêutico. Seria um órgão formado por profissionais de notório saber para avaliar, sob as óticas econômica e jurídica, as iniciativas propostas pela instância reguladora. O setor também propõe a redução da carga tributária, como forma de combate à informalidade. As sugestões são de isenção do PIS/Cofins e homogeneização e redução da alíquota do ICMS para 12%.  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6566 Consultado em 23/02/2007

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Saúde confirma 17 casos de leishmaniose com seis óbitos em Três Lagoas

2017-01-10T17:18:22-03:00setembro 9, 2006|Categories: Acervo|

Este ano a Leishmaniose já foi confirmada em 25 municípios De acordo com relatório apresentado este mês pelo governo estadual, através da Secretaria de Saúde, Três Lagoas possui 17 casos de leishmaniose com seis casos de óbitos. Para minimizar o problema nos 78 municípios do estado, a Secretaria de Saúde apresentou no relatório as ações que devem garantir a exterminação do mosquito flebótomo. Este ano a Leishmaniose já foi confirmada em 25 municípios, nos quais foi registrada a presença do mosquito flebótomo, cães positivos ou casos em humanos. Segundo a secretaria, a Leishmaniose não é uma doença sazonal, pois a proliferação do mosquito ainda está em estudo, independe do clima. Até agora, de acordo com o Sinan (Sistema de Informações de Agravos de Notificação), já foram confirmados 140 casos positivos de leishmaniose visceral em Mato Grosso do Sul, com 14 óbitos. O primeiro município do estado com maior incidência é Campo Grande (93 casos confirmados/ 6 óbitos), seguido por Três Lagoas (17 casos confirmados/6 óbitos) e Anastácio (8 casos confirmados, sem óbitos). Nos demais municípios aconteceram casos isolados da doença provavelmente importada dos locais com maior índice de infestação. Para conter o aumento da doença, desde o ano passado a SES vem realizando várias atividades dentro do Programa Estadual de Controle das Leishmanioses como: capacitação para servidores das oito regionais de Saúde, que abrangem os municípios de Campo Grande, Dourados, Jardim, Nova Andradina, Três Lagoas, Paranaíba, Coxim e Fátima do Sul sobre entomologia; capacitação na área de vigilância epidemiológica e canina para veterinários e servidores da Saúde nos municípios de Três Lagoas e Corumbá; ações de vistoria e vigilância epidemiológica das leishmanioses nos municípios e núcleos regionais de Três Lagoas, Corumbá, Bela Vista, Aquidauana, Anastácio, Ponta Porâ, Ladário, Sidrolândia, Bela Vista e Jardim; entre outras ações. EDUCAÇÃO SANITÁRIA Com base em todo o trabalho já desenvolvido, a SES lança agora uma campanha de educação sanitária, que consiste em reforçar a capacitação dos agentes de saúde (PSF - Programa Saúde da Família), fornecendo mais material educativo a todos os municípios, além de deflagrar um alerta à população para a limpeza dos quintais e áreas nos domicílios que possam reunir matéria orgânica em decomposição (folhas, frutos), facilitando o desenvolvimento do mosquito flebótomo.  Fonte: http://www.perfilnews.com.br/noticias/?id=128665 Consultado em 15/02/2007

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Dr. Reddy´s faz plano para atuar no Brasil

2016-02-02T20:45:58-03:00setembro 8, 2006|Categories: Acervo|

A Dr. Reddy`s, segundo maior laboratório farmacêutico da Índia, está reestruturando suas operações no Brasil e pretende lançar um novo plano para o país no primeiro trimestre de 2007. O objetivo é trabalhar agressivamente o marketing de seus produtos genéricos e ampliar o faturamento no país de US$ 2 milhões a US$ 3 milhões anuais para US$ 50 milhões em cinco a sete anos, segundo Satish Reddy, principal executivo de operações da companhia. Reddy diz que a empresa não tem interesse em construir fábrica no Brasil ou adquirir um laboratório local, ao contrário da israelense Teva, a maior empresa de genéricos do mundo e uma de suas principais concorrentes. "Queremos apenas ampliar nosso marketing e distribuição. O custo de produção na Índia é cerca de 30% a 40% menor do que o dos mercados europeu e norte-americano. Aqui, há muita concorrência e os custos de mão-de-obra e operação são mais baixos, além de haver mais investimento em pesquisa do que no Brasil", diz o executivo, filho do fundador da Dr. Reddy`s, Anji Reddy. Ele disse ainda que a escala do mercado brasileiro não é muito grande e que o país não tem uma forte indústria local de princípios ativos. No Brasil, a Dr. Reddy`s chegou a ter uma joint venture com a Bioquímica de 1993 a 1997. Mas o resultado, segundo Reddy, foi desastroso e eles saíram do país. Voltaram em 2001, mas, diz ele, ainda não conseguiram acertar a mão. Hoje, vende no mercado brasileiro três genéricos para tratamento oncológico (contra câncer) e responde a três processos movidos por multinacionais por conta de patentes. Recentemente, entrou com pedido de registro de genéricos de vários medicamentos cujas patentes estão prestes a expirar. A Dr. Reddy`s está em processo de franca expansão. Fundada em 1984, desenvolveu-se com a proteção ao setor farmacêutico dada pelo governo indiano de 1970 até 1995, quando apenas o processo de produção era patenteado, e não o produto final. Isso permitiu que a Índia se transformasse na maior produtora de genéricos sem licença do mundo. De 1995 a 2005, houve uma regra de transição e só a partir do ano passado passou a vigorar a lei de patentes no país, de acordo com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Com as novas regras, os especialistas acreditam que as farmacêutivas indianas passaram a ser alvo de aquisição de multinacionais. Por isso, a Índia começa a viver um processo de consolidação do setor, em que as empresas locais tentam ganhar ainda mais escala. A Dr. Reddy`s tem apostado na expansão local e internacional. Em março, comprou por US$ 570 milhões a Betapharm, da Alemanha, quarta maior empresa de genéricos daquele país. Com a aquisição, a expectativa é de que seu faturamento alcance US$ 1 bilhão no ano fiscal 2006/2007 (de abril a março), quase o dobro dos US$ 546 milhões que obteve no ano passado.  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6561 Consultado em 23/02/2007

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Tribunal de Contas da União revela omissão do INPI no cumprimento da legislação de acesso a recursos genéticos

2017-01-10T17:18:22-03:00setembro 6, 2006|Categories: Acervo|

Relatório de auditoria do TCU sobre biopirataria aponta falta de implementação do certificado de procedência legal para patentes biotecnológicas O Tribunal de Contas da União (TCU) publicou, na semana passada, um relatório com os resultados de uma auditoria que analisou os instrumentos de controle utilizados pelo Poder Executivo federal para minimizar a ocorrência de fluxo não-autorizado de espécimes da fauna e flora brasileiras e de material genético nas fronteiras do país. Além de abordar questões como tráfico de animais e extração ilegal de madeira, o relatório também se detém no acesso a recursos genéticos. Neste tema, a auditoria aponta omissão do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) no cumprimento da legislação de acesso e repartição de benefícios (MP nº 2.186-16/01), especificamente do certificado de procedência legal para patentes biotecnológicas, reforçando o estudo realizado pelo ISA sobre o assunto divulgado em março deste ano durante a COP-8, em Curitiba. Segundo o TCU, o INPI não está aplicando o artigo 31 da MP nº 2.186-16/01, que exige a comprovação da legalidade do acesso ao material genético ou conhecimento tradicional utilizado no processo ou produto sobre o qual se requer a concessão de patente, impedindo que o Brasil cumpra um dos objetivos da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB): a repartição justa e eqüitativa dos benefícios derivados da utilização dos recursos genéticos. Além disso, segundo o relatório, o não cumprimento por parte do INPI ameaça as negociações internacionais conduzidas pelo Ministério das Relações Exteriores junto à Organização Mundial do Comércio para adequar o Acordo TRIPS (Tratado sobre os Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio) aos dispositivos da CDB. O Brasil é um dos maiores defensores do certificado de procedência legal para patentes biotecnológicas no cenário internacional, mas não implementa o dispositivo internamente. A causa para o descumprimento reside em uma divergência de interpretação legal entre o INPI e o Ministério de Meio Ambiente (MMA). O INPI, em ofício encaminhado ao TCU, alega que o não cumprimento do artigo 31 da Medida Provisória deve-se ao fato de considerá-lo dispositivo legal de natureza programática, ou seja, que não tem eficácia imediata e que dependeria de regulamentação do poder executivo. O MMA, por sua vez, afirma que a concessão do direito de propriedade industrial ficou condicionada à observância da MP, ou seja a concessão de patentes passou a estar atrelada à comprovação do cumprimento dos dispositivos estabelecidos pela MP, independentemente de regulamentação. Visando dirimir a discordância o TCU determinou que a Advocacia Geral da União (AGU) emita parecer pacificando o entendimento a respeito da aplicação da norma. O relatório também recomenda ao MMA e ao INPI que discutam as medidas necessárias para dar cumprimento ao art. 31 da MP. Paralelamente, o Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN) criou um Grupo de Trabalho para discutir as formas de implementação do artigo 31 da MP. A criação do GT é resultado do estudo sobre o banco de patentes do INPI realizado pelo ISA e apresentado ao CGEM em julho último, que aponta a omissão do escritório brasileiro de patentes no cumprimento da Medida Provisória, antecipando as conclusões da auditoria do TCU. O estudo sugere, entre outras coisas, que a autorização do CGEN para acesso a recursos genéticos ou conhecimentos tradicionais seja considerada o documento a ser exigido pelo INPI para todos os pedidos de patente que recaiam sob o escopo do artigo 31 da MP. O GT criado em agosto, que conta com participação restrita da sociedade civil, do INPI, do MDIC e do MMA, discute de que forma a autorização do CGEN, que atesta a legalidade do acesso a recurso genético ou conhecimento tradicional, deverá ser exigida pelo INPI, quando houver um pedido de patente de produto ou processo sob o escopo da MP. O GT tem até o fim de setembro para resolver o impasse. Fonte: http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=2318 Consulta em 17/11/2006

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Preços de remédios caíram

2016-02-02T20:45:58-03:00setembro 5, 2006|Categories: Acervo|

Os preços dos medicamentos genéricos caíram em média 40% nos últimos cinco anos, na comparação com os equivalentes de marca. A informação é da pesquisadora do Centro Paulista de Economia de Saúde da Universidade Federal de São Paulo, Paola Zuchi. O resultado, segundo ela, faz parte de uma pesquisa que revelou também pouca influência nos preços dos remédios considerados de referência. De acordo com a pesquisadora, os preços dos medicamentos de marca se mantiveram em parte estáveis ou, em outros casos, registraram elevação. Paola Zuchi disse que os genéricos respondem por cerca de 13% a 15% das vendas no mercado brasileiro. “Algumas empresas trabalham com genéricos e outros laboratórios têm linha de genéricos além da linha com produtos de referência”, explicou, defendendo mais esclarecimento dos profissionais de saúde para a prescrição de medicamentos genéricos.  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6556 Consultado em 23/02/2007

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Programa do governo deve repassar R$ 510 mi para inovação em empresas

2017-01-10T17:18:23-03:00setembro 1, 2006|Categories: Acervo|

A partir de segunda-feira, as empresas poderão consultar, pela página da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) na internet, as condições dos editais nas três modalidades de subvenção econômica previstas pelo governo. O primeiro edital vai priorizar recursos para os setores de fármacos e medicamentos, microeletrônica, softwares e bens de capital. Nesta modalidade serão disponibilizados R$ 300 milhões. O aporte para as micro e pequenas empresas contará com R$ 150 milhões e a operação será feita em conjunto com parceiros locais (fundações de apoio à pesquisa e bancos de desenvolvimento regionais). Os recursos financeiros para a incorporação de mestres e doutores contará com R$ 60 milhões.. Odilon Marcuzzo do Canto, presidente da Finep, disse que os editais estabelecem contrapartidas das empresas entre 5% e 50%, dependendo do porte da companhia e da região onde ela se situa. Marcuzzo afirmou que o edital que priorizará setores da política industrial estabeleceu um piso por empresa de R$ 300 mil. Além dos quatro eixos setoriais da política industrial, há outros três eixos considerados: nanotecnologia, biotecnologia e biomassa e energias renováveis. Marcuzzo disse que outros editais deverão ser lançados abrangendo outros temas e áreas. Na cerimônia que lançou o programa, na sede da Finep, no Rio, o ministro disse que o Orçamento da União de 2006 prevê R$ 209 milhões para a subvenção econômica. A parcela restante dos recursos, para completar os R$ 510 milhões, será incluída nos Orçamentos de 2007 e 2008. Rezende reconheceu que neste ano o tempo é curto: o prazo para entrega dos projetos pelas empresas termina em 31 de outubro. Um comitê multisetorial deverá julgar as propostas em novembro e os contratos serão assinados em dezembro. A assinatura dos contratos este ano é importante para comprometer o uso dos recursos em 2007. Se não houver contratos assinados para os recursos previstos no orçamento, não é possível usar o dinheiro no ano seguinte. "Deverá haver demanda grande (pelo programa) nos setores de fármacos e medicamentos e em software", avalia o ministro. "Também podemos ser surpreendidos (positivamente) pela demanda em bens de capital voltados para a produção de biodiesel e para a indústria aeroespacial." Walter Bartels, presidente da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (Aiab), disse que será preciso conhecer os editais para saber como será a demanda das empresas, mas previu que na área aeroespacial haverá, no mínimo, dez empresas interessadas. O ministro previu que a demanda bruta pelo programa deverá ser maior do que os recursos disponíveis, mas disse não saber dimensionar a demanda qualificada, aquela capaz de preencher os requisitos capazes de garantir a pontuação para ter acesso aos recursos. Haverá critérios de pontuação e, abaixo de um piso, a empresa estará desclassificada.  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6555 Consultado em 23/02/2007

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