agosto 2006

Furlan destaca importância da propriedade intelectual no desenvolvimento

2017-01-10T17:18:23-03:00agosto 28, 2006|Categories: Acervo|

Brasília - "O Brasil está no limiar de um novo período de prosperidade para inventores e para aqueles que vivem da propriedade intelectual”, afirmou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, em discurso na abertura do 26º Seminário Nacional da Propriedade Intelectual, que se realiza quarta-feira (30) em Brasília. No encontro serão discutidos direitos de patente e autorais, registros de marcas, pirataria e cooperação entre os países do Mercosul nessas áreas. O ministro anunciou a instituição de um novo sistema de registro para a propriedade intelectual, que está em teste e funcionará no site do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). “Os registros serão feitos de forma ágil e terão importância relevante para o desenvolvimento da produção e também para a exportação brasileira”, acrescentou. Para Furlan “não haverá inserção do Brasil em escala internacional, com exportação de tecnologia de qualidade, criatividade e inovação, sem que haja um órgão aparelhado formalmente e operacionalmente preparado para responder a esse aumento de demanda”. O INPI, informou, está sendo aparelhado para isso, com uma nova sede no Rio de Janeiro, uso de tecnologia e aumento no número de servidores. A partir de janeiro, o órgão poderá registrar novas marcas e patentes em menos de 12 meses, se não houver contestação – hoje, de acordo com o ministro, isso pode demorar até seis anos. O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia, Luiz Antônio Elias, defendeu no seminário a “necessidade de se estabelecer uma relação mais estreita, e não apenas formal, entre desenvolvimento e propriedade intelectual”. A proteção dos direitos intelectuais, segundo ele, "vai assegurar o fluxo contínuo dos investimentos na área empresarial, com salvaguarda também do interesse público”. Para o secretário, a Lei de Inovação permitiu “o aperfeiçoamento tributário e o sistema jurídico nesse segmento, e continuará avançando”. Elias disse ver na inovação, “no atual estágio da economia, importância estratégica para levar competitividade e incremento da produtividade, condições essenciais para o desenvolvimento”. Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2006/08/28/materia.2006-08-28.8257150080/view Consultado em 16/02/2007

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Mortes por leishmaniose dobram em São Paulo

2017-01-10T17:18:23-03:00agosto 19, 2006|Categories: Acervo|

São Paulo - O número de mortes causadas pela leishmaniose visceral dobrou nos últimos dias no Estado de São Paulo e colocou sanitaristas em alerta no interior, onde 35 municípios já foram atingidos pela doença. A situação é preocupante em Dracena, no oeste do Estado, onde três pessoas morreram nesta semana. Outras cinco estão com os sintomas da doença, duas delas internadas. Até terça-feira, o Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde do Estado tinha contabilizado 3 mortes e 116 casos positivos neste ano. Ontem, o número saltou para 6 mortes e 143 casos de infecção. A assessoria de imprensa da secretaria insiste que 2006 tem sido o "melhor" dos últimos quatro anos no controle da doença. Mas, durante todo o ano de 2005, 146 pessoas foram infectadas e outras 16 morreram. Para o diretor da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), Carlos Magno Fortaleza, o que está acontecendo em Dracena é resultado da pouca experiência dos médicos em diagnosticar a doença precocemente. "É fundamental que a leishmaniose seja tratada desde os primeiros sintomas", diz. Segundo ele, a doença caminha para patamares endêmicos nas regiões em que apareceu primeiro. O Serviço de Vigilância Epidemiológica de Dracena está limpando folhas e outros materiais orgânicos dos quintais das residências num raio de 9 a 25 quadras de distância das casas das vítimas. A sujeira serve de hábitat do mosquito palha, vetor do protozoário Leishmania, transmissor da doença. O cão é seu hospedeiro. Alerta Total - "Estamos muito preocupados e em alerta total", diz a diretora de Vigilância Epidemiológica de Dracena, Flávia Beretta. Segundo ela, dos 10 mil cães da cidade, 25% estão contaminados e precisam ser sacrificados, mas os técnicos encontram dificuldades porque a população não entrega os animais. Desde agosto de 2005, a cidade realizou exames em 7 mil cães e matou outros 1,7 mil. Não existe vacina que possa ser aplicada neles.  Fonte: http://www.parasitologia.org.br/noticia.php?id=348 Consultado em 15/02/2007

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Médicos desafiam ética e promovem remédios

2017-01-10T17:18:23-03:00agosto 18, 2006|Categories: Acervo|

Código de Ética da categoria veda exercício da profissão com interação ou dependência de farmácias ou laboratórios, mas prática é comum Numa prática condenada pelo código de ética da profissão, médicos de todo o País distribuem aos pacientes cupons que dão descontos na compra de produtos farmacêuticos. Os cupons são feitos pelos próprios laboratórios. A francesa Avène, por exemplo, distribui cupons que dão 30% de desconto na compra de uma loção cicatrizante. A suíça Novartis criou um cartão de fidelidade que garante descontos de até 50% na compra de medicamentos para doenças crônicas, como diabete e asma. Os dois laboratórios firmaram convênio com diversas farmácias do País. A prática é condenável porque os clientes só se beneficiam da promoção através do médico. O cupom da Avène, por exemplo, não tem valor sem o carimbo, a assinatura e o registro do médico no Conselho de Medicina. No caso da Novartis, o cartão definitivo só é dado depois que o médico fornece ao cliente um provisório. Embora não seja proibida por lei, a ligação entre médicos e indústria fere um dos preceitos éticos da profissão. De acordo com o Código de Ética Médica, é vedado "exercer a profissão com interação de farmácia e laboratório farmacêutico" (leia ao lado). "O que o médico pretende com um cupom desses?", questiona o presidente do Conselho Regional de Medicina de SP (Cremesp), Desiré Carlos Callegari. "Se ele preenche esse papel, é porque certamente vai ter alguma vantagem. Não admitimos esse tipo de coisa”. A prática, de acordo com médicos, é comum. "Não consigo me lembrar de algum laboratório que não tenha uma promoção parecida", diz um dermatologista de SP que distribui a seus pacientes os cupons da Avène. Ele pediu que seu nome não fosse publicado. Supõe-se que os laboratórios, por terem como saber quem prescreve seus produtos, ofereçam presentes aos médicos como recompensa. Isso permite concluir que alguns profissionais se preocupam mais com as vantagens que receberão do que com a saúde de seus pacientes. Avène e Novartis dizem que o objetivo é beneficiar os clientes e negam que os médicos recebam algum tipo de compensação. Presente: Cirque du Soleil Esse dermatologista de SP diz que não recebe presentes e que a existência do desconto não o influencia na hora de receitar um remédio. "Não estou preocupado se vou ganhar uma caneta ou uma caneca. Estou preocupado é com o meu paciente”. Com ou sem efeito sobre a decisão, o fato é que os presentes existem. A dermatologista Lígia Kogos, de SP, conta que recentemente recebeu de um laboratório entradas para a peça O Fantasma da Ópera e para a apresentação do grupo canadense Cirque du Soleil. Não foi. "Descobriram, não sei como, que eu receitava bastante um medicamento deles e resolveram 'me agradecer'. Mas não me influenciaram. A minha regra é: o paciente vem sempre em primeiro lugar”. A dermatologista conta ainda que os laboratórios sempre enviam flores em seu aniversário e que freqüentemente a convidam para festas. "Encaro como uma gentileza, nada mais”. Lígia se lembra de um medicamento americano para a pele que foi lançado há três anos e custava mais de R$ 500. Virou moda por causa da pressão do laboratório, que, segundo ela, pagava uma porcentagem sobre as vendas aos médicos que o receitavam. "Muitos caíram nessa. Mas o creme não tinha o menor fundamento. Quem sucumbiu à pressão do laboratório acabou com a própria carreira”. Confiança Os médicos têm liberdade para receitar medicamentos, inclusive indicar a marca. A prática do profissional pode levá-lo a concluir que um produto é melhor que outro. Mas ele deve avisar ao paciente sobre opções. No sistema público de saúde, por exemplo, os médicos são obrigados a receitar remédios pelo princípio ativo e não pela marca. Na rede particular, não há essa exigência. A Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) não comentou a existência de cupons de desconto, mas afirmou que está elaborando um código de ética no qual condena a pressão da indústria. A Associação Brasileira de Redes de Farmácia também não se pronunciou a respeito. De acordo com o Cremesp, esse tipo de situação não envolve apenas os laboratórios farmacêuticos. O conselho já recebeu denúncias contra oftalmologistas ligados a ópticas e contra especialistas ligados a laboratórios de exames clínicos. "Isso é bastante comum", afirma o presidente do Cremesp. "Nós vivemos batendo nessa tecla. Isso é falta de ética médica”. Os pacientes que se sentirem prejudicados pelo médico por qualquer motivo podem registrar uma denúncia no Conselho Regional de Medicina.  Fonte: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=40036 Consultado em 23/02/2007

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Planta usada por celtas pode ajudar no combate ao câncer

2016-02-02T20:45:58-03:00agosto 14, 2006|Categories: Acervo|

Uma planta de onde os povos celtas extraíam pigmento para pintar o corpo antes da guerra é rica em uma substância que ajuda no combate ao câncer, dizem cientistas italianos. Conhecida como pastel de tintureiro, ou woad, em inglês, a planta Isatis tinctoria L. pertence à família do brócolis e da couve-flor. O pigmento azul extraído dela também foi uma mercadoria valiosa no período das Grandes Navegações. Cientistas da Universidade de Bolonha descobriram que, além do corante azul, a planta também possui altas concentrações da substância glucobrassicina. Em entrevista à revista científica Journal of the Science of Food and Agriculture, os pesquisadores disseram que o pastel de tintureiro possui 20 vezes mais glucobrassicina do que o brócolis. Eles disseram também que quando a planta é danificada há um aumento na produção da substância. Trata-se de um mecanismo de defesa da planta, já que a glucobrassicina é capaz de matar alguns tipos de parasitas. No ser humano, a substância tem propriedades anticancerígenas, sendo particularmente efetiva contra o câncer do seio. Estudos anteriores já revelaram que comer legumes ricos em substâncias como a glucobrassicina pode ajudar a proteger contra o câncer. Segundo as pesquisas, a substância elimina matéria cancerígena, como, por exemplo, derivados do estrogênio. Um outro estudo, mais recente, revelou que pessoas que comem alimentos ricos em glucosinolatos apresentam níveis reduzidos de substâncias químicas associadas ao câncer de pulmão em fumantes. Até o momento, no entanto, os cientistas tinham dificuldade em extrair de plantas como o brócolis quantidades suficientes da glucobrassicina para estudá-la. A pesquisadora Stefania Galletti e sua equipe esperam que sua descoberta possa facilitar o estudo da substância. "A disponibilidade da glucobrassicina em boa quantidade e a baixo custo pode finalmente permitir estudos para esclarecer o papel anticancerígeno de legumes como o brócolis na dieta humana", disse Galletti à publicação Journal of the Science of Food and Agriculture. Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2006/08/060814_tintaanticancermv.shtml Consultado em 16/02/2007

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Brasil é capaz de produzir medicamentos para HIV positivos, dizem especialistas

2016-02-02T20:45:59-03:00agosto 8, 2006|Categories: Acervo|

Brasília - O Brasil está preparado para produzir medicamentos anti-retrovirais, usados no tratamento de pessoas infectadas pelo vírus HIV, caso ocorra quebra de patente destes medicamentos no futuro. A opinião é consenso entre os participantes de um seminário que reuniu hoje (8), em Brasília, representantes do Conselho Nacional de Saúde, do Ministério da Saúde, de laboratórios e indústrias farmacêuticas e de organizações da sociedade civil para debater a capacidade da indústria nacional nessa área. “Temos todas as condições, não só tecnológicas, mas em termos de infra-estrutura física, para produzir os farmoquímicos demandados pelo governo”, afirmou Nicolau Pires, diretor superintendente do laboratório Nortec Química. De acordo com a advogada da organização não-governamental Grupo Pela Vida, Karina Grou, a capacidade da indústria brasileira é um tema que levanta questionamento sempre que se discute a quebra de patentes. Diante disso, a Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia) realizou um levantamento que, segundo ela, confirma a afirmação de Nicolau Pires. Para a diretora adjunta do Programa Nacional de DST/Aids, Mariângela Simões, é importante ter noção da real capacidade da produção nacional, “para que possamos ter caminhos claros no sentido de garantir ao país maior autonomia e menor custo na aquisição de medicamentos e insumos usados no tratamento da aids”. Isso pode ocorrer, segundo ela, “desde a melhoria da capacidade de produção nacional até a negociação de preços”. Simões afirma que atualmente o Brasil produz com qualidade oito medicamentos usados no tratamento da doença.  Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2006/08/08/materia.2006-08-08.7929286380/view Consultado em 16/02/2007

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Produção nacional de remédio anti-retroviral Kaletra depende da Justiça

2017-01-10T17:18:25-03:00agosto 8, 2006|Categories: Acervo|

Brasília - Organizações que atuam na prevenção à Aids aguardam decisão da Justiça sobre ação que pede licença compulsória para produção no Brasil do medicamento Kaletra, usado no tratamento de HIV positivos. “O que motivou o pedido foi nossa preocupação com a sustentabilidade do programa nacional de aids, sendo que esse é um medicamento de alto custo”, explica Karina Grou, advogada do Grupo Pela Vida, uma das entidades envolvidas. Em dezembro do ano passado, organizações não-governamentais e o Ministério Público Federal entraram com ação civil pública contra o governo federal e o laboratório Abott, responsável pela produção do medicamento, após o então ministro da Saúde, Saraiva Felipe, negar a homologação de uma resolução do Conselho Nacional de Saúde, que é do ministério. A resolução pedia a emissão imediata de licenças compulsórias dos medicamentos Efavirenz, Lopinavir, Tenofovir e outros anti-retrovirais patenteados que oneram o orçamento do Sistema Único de Saúde (SUS), segundo as organizações. Para a advogada Karina Grou, as organizações entendem que é política a decisão de não quebrar a patente dos medicamentos, já que o Brasil tem respaldo legal e capacidade de produzir os medicamentos, segundo ela. “Tem muita pressão dos países desenvolvidos, como os Estados Unidos, e o governo teme retaliações em outros setores. Entendemos que ameaças dificilmente serão concretizadas, mesmo que internacionalmente, porque temos o apoio de outros países e organizações não-governamentais”, afirma Grou. A advogada e representantes do Conselho Nacional de Saúde, de laboratórios e de organizações da sociedade civil participaram hoje (8), em Brasília, de seminário para discutir a capacidade da indústria brasileira de produzir medicamentos anti-retrovirais.  Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2006/08/08/materia.2006-08-08.2728102433/view Consultado em 16/02/2007

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julho 2006

Justiça obriga fornecimento de remédios

2016-02-02T20:45:59-03:00julho 29, 2006|Categories: Acervo|

Decisão do Poder Judiciário obriga o Estado e o município de Três Lagoas a fornecer qualquer medicação aos portadores de HIV e doentes de Aids O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ/MS), em parecer favorável em segunda instância, obrigou o Estado e o município de Três Lagoas a fornecer qualquer medicação aos portadores de HIV e doentes de Aids, além daqueles contidos no coquetel, já fornecido pelo Governo federal. Em ação movida pelo Ministério Público Estadual, a promotoria relaciona que diversas pessoas com o vírus encontram dificuldades para conseguir remédios pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para as chamadas "doenças oportunistas". Estas doenças são as que se desenvolvem no organismo em decorrência do desequilíbrio imunológico causado em portadores de Aids ou do HIV. A promotoria conseguiu a obrigatoriedade em primeira instância, no entanto o Estado entrou com recurso. Ele sustentou que a Justiça Estadual é "absolutamente incompetente por haver interesse da União, já que se encontra integrada ao SUS". Além disso, ressaltou que apenas com a padronização dos medicamentos – e com previsão orçamentária, poderia o Governo do Estado, cobrir a entrega. Em relatório do Tribunal, os desembargadores rejeitam as informações do Estado enfatizando que o SUS consiste "no conjunto de ações e serviços de saúde prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais da administração direta e indireta e das fundações mantidas pelo poder público". Os desembargadores entenderam ainda que é obrigação, tanto do Estado quanto do município, desenvolver políticas econômicas e sociais que visem a redução do risco de doenças. Para tanto, foi estipulada multa de R$ 1 mil por dia, caso os dois governos não cumpram com a determinação. Três Lagoas está entre as cidades com maior índice da doença em Mato Grosso do Sul. Desde 1989, quando surgiu o Programa DST/Aids no município, foram registrados mais de 530 casos de Aids. Atualmente cerca de 110 pessoas recebem o medicamento (antivitrovirais), chamado de coquetel. Cursos Na cidade, portadores do vírus HIV estão tendo acesso a curso de fabricação de bijuterias e acessórios. Ministrado por uma loja de bijuterias e acessórios localizada na Rua Bruno Garcia, as aulas têm como objetivo oferecer meios de geração de renda alternativos aos portadores. Dez soropositivos participam do curso, que possui três horas de duração por três dias. Uma portadora que prefere não se identificar, declarou que todos aqueles que buscaram o aprendizado, não possuem oportunidade de emprego. "A maioria deles não possui emprego fixo, devido ao preconceito existente na sociedade, por isso a importância desse curso". A entrevistada finalizou dizendo que deverá utilizar a fabricação de bijuterias como fonte de renda. Ainda para este ano, está prevista a realização do curso de culinária, enfocando a confeitaria de bolos. O curso, previsto para iniciar no mês de setembro, deverá atender de 25 a 30 soropositivos.  Fonte: http://www.agenciaaids.com.br/AIDS_29072006.htm#_Toc141925779 Consultado em 15/02/2007

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Novo surto de doença de chagas

2016-02-02T20:45:59-03:00julho 27, 2006|Categories: Acervo|

Vinte casos já foram confirmados. Como ocorreu em 2005, em Santa Catarina, a doença foi transmitida por via oral e não por picada. No município de Santarém, no oeste de Pará, a 780 km de Belém, 20 casos de doenças de chagas já foram confirmados pela Divisão de Vigilância em Saúde (DVS) da Secretaria Municipal de Saúde. Os técnicos da DVS acreditam que o aparecimento dos novos casos está relacionado com o consumo do vinho de bacaba, que é uma fruta similar ao açaí. Nas pesquisas que eles fizeram, descobriram que o barbeiro - inseto transmissor da doença - foi encontrado nos cachos de bacaba e pode ter sido triturado durante o processamento da fruta. O surto tem características semelhantes ao ocorrido ano passado em Santa Catarina, onde foram registrados 26 casos e três mortes, que ganharam imensa repercussão na imprensa em todo o país. As investigações comprovaram que os barbeiros foram esfregados junto com o caldo de cana, configurando assim uma nova forma de transmissão da doença de chagas: por via oral, e não pela picada do inseto. A diferença entre os dois surtos é o silêncio que existe em relação à Amazônia, embora a relação entre o número de casos identificados seja bastante distinta e desfavorável à situação de Santarém. Em Santa Catarina, em mais de mil amostras, houve pouco mais de 20 casos. Em Santarém, de 70 amostras, 20 casos já foram confirmados. Concentração dos casos Os trabalhos de coleta de sangue estão sendo feitos pelo infectologistas do Instituto Evandro Chagas, que é um dos principais centros de excelência da Amazônia no estudo de doenças tropicais. A situação mais grave ocorre na localidade de Mojuí dos Campos. Segundo o instituto, o último surto de doença de chagas na Amazônia ocorreu em 1999, na comunidade de Pau D'Arco, próxima a Santarém, também no oeste do Pará. Na época, foram confirmados 11 casos da doença. A doença de chagas, que leva esse nome por ter sido identificada no início do século XX pelo cientista brasileiro Carlos Chagas, é infecciosa e parasitária. O protozoário Trypanossoma cruzi é transmitido por uma espécie de besouro popularmente conhecido como barbeiro. O protozoário se reproduz no intestino do barbeiro. Quando este pica o ser humano, defeca e elimina as fezes contaminadas. Aí a pessoa se coça e espalha as fezes sobre o corpo. Dessa maneira, o parasita penetra nas células da pele, atingindo a circulação sangüínea. Em geral, os sintomas só aparecem após um período de incubação de pelo menos uma semana. Entre os sintomas, febre alta, irritação na pele e ínguas. O desenvolvimento da doença pode levar a complicações cardiológicas e, menos freqüentemente, à inflamação do cérebro (encefalite). Segundo o Ministério da Saúde, nos últimos anos, o Brasil teve apenas "algumas dezenas" de casos anuais de doença de chagas por ano. Duas décadas atrás, o número chegou a ser superior a 20 mil. A queda se deve ao trabalho de combate ao barbeiro "caseiro", que habita habitações pobres e em condições inadequadas de higiene em zonas urbanas do interior do país. Em junho deste ano, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) concedeu certificado ao governo brasileiro no qual deu por eliminada no país a transmissão da doença pelo barbeiro caseiro. Doença e desmatamento O grande problema agora é a transmissão pelo barbeiro "da mata", identificado pela primeira vez em Santa Catarina e que pode ser o mesmo que está por trás dos casos encontrados em Santarém. Suspeita-se que os desmatamentos que estão ocorrendo no oeste do Pará tenham a ver com essa história. Há acentuado número de grileiros de terras atuando na região, abrindo caminho para o plantio de extensas áreas de soja. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, foram desmatados em 2002 15 mil hectares de terra no oeste do Pará. Em 2004, com a chegada da soja, a área desmatada quase dobrou, passando a 28 mil hectares. O diretor da DVS de Santarém, Jorge Heimar, é quem faz a associação entre o desmatamento e o surto da doença de chagas. "Quando o inseto se sente ameaçado, ele vai procurar outros lugares para sobreviver, fora do seu ambiente natural", afirma ele. Resta saber se o país continuará em silêncio ou se vai se mobilizar para dar a assistência necessária à população pobre que é a principal vítima da enfermidade. Em episódios do passado, já se verificou que o Brasil não costuma tratar igualmente as tragédias que ocorrem no Centro-Sul do país daquelas que atingem indígenas ou os habitantes carentes da vasta e distante Amazônia.  Fonte: http://congressoemfoco.ig.com.br/Noticia.aspx?id=8052 Consultado em 15/02/2007

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Política de Desenvolvimento da Bioindústria: para quem?

2017-01-10T17:18:25-03:00julho 25, 2006|Categories: Acervo|

Fórum de Competitividade de Biotecnologia lança proposta para política nacional voltada para o fortalecimento da propriedade intelectual e a exportação, ignorando prioridades de interesse público. O Fórum de Competitividade de Biotecnologia, coordenado conjuntamente pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ministério da Saúde (MS), Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), lançou, neste mês, uma proposta de Política de Desenvolvimento da Bioindústria, que pretende pautar as ações de governo na área com o objetivo de levar o Brasil a alcançar competitividade no mercado mundial de biotecnologia (confira o texto do documento). Os ministérios esperam que o documento seja assumido como compromisso oficial de governo. No entanto, a proposta está longe de representar uma estratégia nacional. Além da notável ausência do Ministério de Meio Ambiente (MMA), responsável pela gestão do patrimônio genético no País, o documento pretende tão somente fortalecer o sistema de propriedade intelectual como forma de viabilizar a competitividade do setor privado no cenário internacional. O episódio marca mais um capítulo na guerra entre o MMA e o grupo de ministérios, que persiste por conta da discussão do Anteprojeto de Lei sobre Recursos Genéticos, repartição de benefícios e proteção de conhecimentos tradicionais, emperrado na Casa Civil desde 2003, e no Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN). Biotecnologia para quem pode, não para quem precisa... Embora a proposta do bloco de ministérios tenha como “vitrine” o atendimento de demandas de saúde pública, principalmente para o tratamento de doenças negligenciadas – o que, todavia, não se reflete nas prioridades orçamentárias do documento – seu traço característico é uma preocupação constante com o mercado internacional e com o aumento das exportações nessa área pelo setor privado. Para tanto, enfatiza a necessidade de fortalecer instrumentos de propriedade intelectual, como as patentes, para garantir o retorno a investimentos na área. De maneira geral, a política onera o Poder Público (e o cidadão) para incentivar parte do setor privado a ganhar “novos patamares de competitividade” mediante aumento do depósito de patentes nas áreas de medicamentos, sementes e insumos industriais. Por outro lado, um número crescente de pesquisadores, juristas e organizações da sociedade civil reclama dos “efeitos colaterais” do sistema de propriedade intelectual, como a priorização de pesquisas com potencial de mercado, altos preços de medicamentos e dependência de pacotes biotecnológicos para agricultura, que prejudicam não apenas o acesso à saúde pela maior parte da população, mas também o livre uso e circulação de sementes, essenciais para a agricultura familiar, de povos indígenas e comunidades locais. Endurecimento do sistema de propriedade intelectual: fechando o cerco O bloco de ministérios defende uma agenda para tornar ainda mais rigoroso o sistema de patentes como estratégia para garantir os “investimentos” necessários para que a indústria ganhe competitividade no cenário internacional. O documento defende o aumento do número de depósitos de patentes por empresas biotecnológicas como um objetivo específico em si. Além disso, sustenta que não deve haver interferência de outros órgãos governamentais sobre o processo de concessão de patentes, “à luz das necessidades de desenvolvimento da bioindústria nacional”. Trata-se de uma alusão ao certificado de procedência legal exigido pela legislação de acesso aos recursos genéticos (art. 31 da MP 2.186-16/01), que requer que o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) exija do depositante a autorização do CGEN, colegiado presidido pelo MMA, para concessão de patentes biotecnológicas. O ISA lançou recentemente estudo que demonstra que essa exigência não vem sendo cumprida e ofereceu várias sugestões para a implementação deste que, paradoxalmente, é o principal mecanismo defendido pelo Brasil nas negociações internacionais da Convenção da Diversidade Biológica (CDB), fórum internacional que discute a regulamentação do tema. O documento do bloco ministerial pretende também criar caminho para a alteração da Lei de Propriedade Industrial (LPI nº 9.279/96), de forma a permitir o patenteamento de moléculas isoladas, em seu estado natural, o que atualmente é proibido por confrontar os requisitos necessários para patenteamento (inovação, passo inventivo e aplicação industrial). Hoje, existe um Projeto de Lei nesse sentido, de autoria do Deputado Mendes Thame (PMDB-SP). A Política de Desenvolvimento da Bioindústria também tem a intenção de fazer lobby junto ao Poder Judiciário e ao Ministério Público no sentido estimular a adoção de “mecanismos de disseminação da cultura da propriedade intelectual”, propondo até a criação de varas temáticas especializadas. Privatizar o público para vender ao público A proposta é repleta de ações orientadas a facilitar a conversão dos resultados de pesquisas públicas em patentes. Por exemplo, pretende-se harmonizar as práticas de gestão da propriedade intelectual das agências de fomento à pesquisa e desenvolvimento federais e estaduais, de forma a facilitar a transferência para o setor privado de tecnologias desenvolvidas por instituições públicas de ciência e tecnologia. Isso significa alocar recursos públicos para investimentos em pesquisa científica cujos resultados são privatizados através de patentes detidas por instituições de pesquisa ou empresas, orientando as prioridades de investigação para onde haja potencial de mercado e restringindo o acesso a novos fármacos, produtos ou tecnologias que podem ter amplo interesse público. A proposta pretende até reorientar o ensino de matemática e ciências experimentais, incentivando o “empreendedorismo” desde o ensino fundamental. Entre outras, uma ação merece destaque: inserir representantes do setor industrial nos comitês avaliadores de agências públicas de fomento a pesquisa, orientando o perfil dos projetos de pesquisa às demandas da bioindústria e assim descaracterizando o próprio papel da produção científica autônoma e de interesse público. Variedades agrícolas locais no alvo da proposta Uma das principais ações previstas no documento no campo da agricultura é estimular a exploração de variedades agrícolas locais, com foco em agregação de valor e inovação, mediante ferramentas biotecnológicas (transgenia). Isso evidencia o interesse da bioindústria pelas variedades locais cultivadas por povos indígenas e comunidades locais, na medida em que, devido ao alto grau de adaptabilidade ao ambiente natural, geralmente apresentam genes resistentes a fatores bióticos (doenças) e abióticos (secas), fundamentais para a produção de novas plantas e sementes transgênicas de alto rendimento destinadas ao mercado de commodities agrícolas. Fonte: http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=2286 Consulta em 17/11/2006

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Brasil vai contribuir para a Central Internacional para Compra de Medicamentos

2016-02-02T20:45:59-03:00julho 6, 2006|Categories: Acervo|

Brasília - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje (6) que o Brasil pretende contribuir com a implementação da Central Internacional para Compra de Medicamentos (Cicom) com uma parcela do orçamento, até que o país desenvolva um mecanismo para a taxação de passagens aéreas. "É uma contribuição importante para um país como o Brasil. E, ao contrário do que foi dito, não terá nenhum efeito na aviação civil, nem no turismo. São (taxas sobre as) passagens aéreas internacionais que vão para a Central", explicou Amorim. A Central tem por objetivo adquirir medicamentos mais baratos contra a aids, a malária e a tuberculose, doenças que mais atingem os países em desenvolvimento. A taxação já está sendo aplicada na França desde o dia 1º de julho. O Brasil e mais de 40 países e organismos internacionais estão discutindo essa e outras propostas durante a Primeira Reunião Plenária do Grupo-Piloto sobre Mecanismos Inovadores de Financiamento do Desenvolvimento, que acontece até amanhã (7), em Brasília. O Brasil pretende taxar as passagens aéreas internacionais em US$ 2. De acordo com o ministro, o impacto financeiro sobre o bilhete "não vai significar nada, mas poderá fazer a diferença para os pobres e miseráveis que estão morrendo". Celso Amorim lembrou que os países ricos já destinam 0,7% do seu Produto Interno Bruto (PIB) para ajudas internacionais e que o Brasil, embora não esteja comprometido com esse tipo de contribuição, tem um "compromisso de governo" de colaborar com a geração de recursos para a Cicom. "O Brasil não está comprometido com esses 0,7% no sentido político, porque isso é compromisso dos países ricos, mas como nós somos um país pobre, mas não tão pobre como São Tomé e Príncipe e como Haiti, nós poderemos dar uma contribuição para esse fundo", disse. A Central Internacional para Compra de Medicamentos deverá começar funcionar em setembro, com um fundo US$ 300 milhões oriundos do Brasil, França, Chile, Noruega e Reino Unido.  Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2006/07/06/materia.2006-07-06.1797615255/view Consultado em 16/02/2007

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