julho 2006

Dirigente de ONG não acredita que central internacional de medicamento consiga reduzir preços

2016-02-02T20:45:59-03:00julho 6, 2006|Categories: Acervo|

Brasília - A proposta da Central Internacional para a Compra de Medicamentos (Cicom) de utilizar os recursos arrecadados para tentar diminuir o preço de medicamentos usados no combate a aids, malária e tuberculose pode não funcionar. A avaliação é de Michel Lotroswka, da Campanha de Acesso a Medicamentos Essenciais da organização-não governamental Médicos sem Fronteiras (MSF). "São apenas propostas que podem funcionar quando há um mecanismo de concorrência já desenvolvido, porque a proposta deles é tentar influenciar o mercado através de negociações de preços e através de um novo poder aquisitivo importante no mercado. Nossa visão é que esse poder aquisitivo não é tão grande assim", explicou. De acordo com o embaixador da delegação do Brasil junto a Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, Carlos Antonio da Rocha Paranhos, a previsão é de que a central comece a funcionar com cerca de US$ 300 milhões de recursos oriundos do Brasil, França, Chile, Noruega e Reino Unido. Porém Michel Lotroswka não acredita que esse volume de recursos seja suficiente para diminuir preço de medicamentos. "Esse poder aquisitivo não vai ser maior do que o do Brasil, que gasta mais ou menos esse valor só em anti-retrovirais e não consegue negociar bem", argumentou. Lotroswka acredita que os mecanismos tradicionais para baixar o preço dos remédios não vão funcionar enquanto houver o sistema de patentes. A organização sugere que a questão da patente seja tratada como "um problema" durante a Primeira Reunião Plenária do Grupo-Piloto sobre Mecanismos Inovadores de Financiamento do Desenvolvimento, que acontece até amanhã (7), em Brasília. "No documento de trabalho do grupo-piloto distribuído hoje durante a plenária, aparece uma vez a palavra genérica e nem uma vez a palavra patente intelectual", lembrou. Para o representante da ONG Médicos Sem-Fronteiras, "não há fundo nenhum que possa convencer as empresas a vendar os remédios por um preço mais barato quando elas são as únicas detentoras do mercado". Ele sugeriu que seja feito um "pool de patentes", que permita a empresas de genéricos produzir sem medo. "Seria um incentivo grande para a industria de genéricos, mas isso pede uma atuação política, que talvez não esteja ainda pronta", afirmou.

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Começa amanhã reunião de países que analisam implantação de central internacional de medicamentos

2017-01-10T17:18:25-03:00julho 5, 2006|Categories: Acervo|

Brasília - Apresentar os avanços na implantação da Central Internacional para a Compra de Medicamentos (Cicom) e da Contribuição Solidária sobre Passagens Aéreas. Esse é principal objetivo da Primeira Reunião Plenária do Grupo-Piloto sobre Mecanismos Inovadores de Financiamento do Desenvolvimento, que será realizada amanhã (6) e sexta-feira (7) em Brasília. Participam do encontro 43 países e organismos internacionais. A Cicom tem como função comprar medicamentos mais baratos contra as três doenças que mais atingem os países em desenvolvimento: aids, malária e tuberculose. A compra é feita com a contribuição solidária sobre passagens aéreas. A taxação foi proposta pelo presidente francês, Jacques Chirac, e desde o dia 1º de julho já está sendo aplicada na França. Ela se baseia na cobrança de US$ 2 sobre passagens aéreas e é o principal mecanismo de financiamento da Cicom. A redução dos casos de aids, malária e tuberculose faz parte das Oito Metas do Milênio. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que apenas 1,2 milhão das seis milhões de pessoas infectadas com o HIV têm acesso a tratamento. A tuberculose mata mais de um milhão de pessoas por ano e a cada 30 segundos uma criança com menos de cinco anos é morta em conseqüência da malária. De acordo com a diretora do Departamento de Organismos Internacionais do Itamaraty, embaixadora Maria Luiz Ribeiro Viotti, seriam necessários US$ 50 bilhões anuais para que os países mais pobres fizessem algum progresso em relação às Metas do Milênio. Ela disse que o Brasil já está estudando formas de implementar uma contribuição semelhante. A taxação sobre passagens aéreas está sendo analisada pelo Ministério da Fazenda. "Já houve uma decisão política do presidente Lula para que enquanto se desenvolvem os estudos técnicos, o Brasil faça uma contribuição com dotação orçamentária baseada numa estimativa de US$ 2 por passageiro que embarque em aeroportos brasileiros com destino ao exterior". A cada ano cerca de seis milhões de brasileiros viajam para exterior, o que daria uma média de contribuição de US$ 12 milhões. A embaixadora informou que já existe um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional para autorizar a destinação desses recursos à Cicom. O embaixador da delegação do Brasil junto a Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, Carlos Antonio da Rocha Paranhos, disse que a idéia é que a partir do início do funcionamento da Central Internacional para a Compra de Medicamentos, previsto para setembro, os remédios usados no tratamento da aids, malária e tuberculose fiquem mais baratos. "A central vai estabelecer negociações com empresas fornecedoras e também comprar grande quantidade de medicamentos com o objetivo central de reduzir preços, e dessa forma facilitar o maior acesso de medicamentos por parte da populações pobres de países em desenvolvimento", explicou o embaixador. Segundo ele, a previsão é de que a central comece a funcionar com cerca de US$ 300 milhões de recursos oriundos do Brasil, França, Chile, Noruega e Reino Unido. Ele disse ainda que num primeiro momento, a Cicom funcionará na OMS, mas de forma independente, já que o órgão será responsável por identificar de quais laboratórios os medicamentos poderão ser comprados. O coordenador da reunião do grupo-piloto, Ernesto Rubarth, explicou que como as carências são muito grandes e os recursos da central são limitados, o trabalho do grupo será feito com base em quatro áreas de atuação: a de interrupção da transmissão vertical do HIV, de formulações pediátricas para o tratamento da aids, da compra de anti-retrovirais de segunda linha, voltados para pacientes que já desenvolveram resistência aos medicamentos, e do tratamento da malária, "entendida como uma doença negligenciada".  Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2006/07/05/materia.2006-07-05.4941802242/view Consultado em 16/02/2007

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UnB faz do cerrado usina de remédios

2016-02-02T20:45:59-03:00julho 5, 2006|Categories: Acervo|

O Banco de Extratos do Bioma do Cerrado, da Universidade de Brasília (UnB), guarda algumas das maiores riquezas vegetais da região. Trata-se de um acervo com mais de mil espécies catalogadas, de onde os pesquisadores esperam extrair, por exemplo, remédios contra as chamadas doenças negligenciadas - para as quais as indústrias farmacêuticas destinam pouca atenção -, como a leishmaniose, malária, dengue e doença de Chagas. O projeto busca princípios ativos que possam se transformar em novos antibióticos, antifúngicos, antiparasitários e anticancerígenos. "Hoje nossas empresas farmacêuticas só manipulam princípios ativos importados", diz a coordenadora do banco de extratos, Laíla Salmen Espíndola. Um dos resultados das investigações é a recente descoberta da capacidade do extrato das folhas de Jitó, ou Guarea sp, árvore do cerrado, de matar o parasita causador da leishmaniose cutânea, o Leishmania amazonense. O princípio ativo obtido a partir da planta é letal ao parasita, sem atacar as células dos tecidos humanos. De acordo com levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), 90% dos casos de leishmaniose ocorrem em países como Brasil, Bolívia, Peru, Índia e Nepal . O principal medicamento usado nos casos de leishmaniose cutânea ainda é o antimônio pentavalente, administrado em injeções de cinco a dez mililitros - um tratamento doloroso que pode se estender por até 40 dias. O uso do medicamento, no entanto, tem alguns inconvenientes. Os casos de interrupção no tratamento e subdosagem são freqüentes. "O antimônio não é uma droga ideal, com nível de insucesso de até 30%", diz Marcelo Nascimento Burattini, professor da Universidade Federal Paulista. MALÁRIA Entre as doenças endêmicas negligenciadas pelas indústrias farmacêuticas, a malária é a com o maior número de casos no Brasil. O tratamento ainda é feito com drogas à base de sulfato de quinina, como a cloroquina e a primaquina. Os efeitos colaterais como vertigens, cefaléias e outros sintomas no sistema nervoso são constantemente descritos como piores que a própria doença e sua eficácia perdeu efeito com o tempo. O Camboatá Branco, ou Matayba sp, é uma das esperanças do Banco de Extratos para o tratamento da malária. A planta tem propriedades ativas sobre o Plasmodium falciparum, parasita causador da doença, sem os efeitos colaterais do quinino. O mesmo acontece com a Guaçatonga, ou Casearia sp, um arbusto do cerrado. Com características químicas que podem ser usadas no combate ao parasita Trypanosoma cruzi, causador da Doença de Chagas, a planta tem baixa toxicidade para as células humanas. O Instituto Farmanguinhos , da Fundação Oswaldo Cruz, é o principal fornecedor do Ministério da Saúde de medicamentos para doenças negligenciadas. Remédios contra doenças endêmicas no País são desenvolvidos com princípios ativos na grande maioria importados. "Já temos capacidade técnica para a pesquisa de princípios ativos", diz Jamaira Giora, coordenadora de assistência farmacêutica da instituição. "O que falta são os investimentos na capacidade operacional." Para ela, o investimento em desenvolvimento de novos medicamentos a partir de recursos naturais significaria grande avanço para a farmacologia nacional. "Mas a riqueza da flora brasileira é subaproveitada", lamenta.  Fonte: http://www.universia.com.br/html/noticia/noticia_clipping_dbjfi.html Consultado em 15/02/2007

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junho 2006

Brasileiros se consideram saudáveis, mas compram remédios

2017-01-10T17:18:25-03:00junho 26, 2006|Categories: Acervo|

SÃO PAULO - Segundo pesquisa realizada pela Market Analysis, 63% dos brasileiros que participaram do estudo responderam que têm uma ótima saúde, mas mesmo assim compram medicamentos. Questionadas pessoalmente em seus domicílios, mais de um quarto dos entrevistados avaliaram possuir uma saúde excelente (29%) e os que constataram ter saúde boa contabilizaram 41%. Foram entrevistados 800 adultos, entre 18 e 69 anos de idade, que moram em oito capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Curitiba, Porto Alegre e Brasília. A pesquisa foi realizada entre novembro e dezembro de 2005, e apresenta margem de erro de 3,46%. Mídia A relação dos entrevistados com a TV, notícias de rádio, leitura de jornais e navegação na internet também foi levada em consideração. A pesquisa relatou que há pouca interferência da mídia na percepção das pessoas sobre a própria saúde. O número de brasileiros que considera ter uma saúde excelente aumenta 12% quando está mais exposto à mídia. Entre os que se auto-avaliaram com saúde regular, diminui 11% quando a exposição aos meios de comunicação é baixa. Compras Quanto à compra de remédios, o índice de exposição à mídia tem reflexos. Quando a exposição é maior, mais se compra. Das pessoas que apresentam alto grau de consumo de mídia, 76% compram algum tipo de medicamento.  Fonte: http://web.infomoney.com.br/templates/news/view.asp?codigo=525553&path=/suasfinancas/ Consultado em 15/02/2007

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Cuba produzirá remédio contra a Aids

2017-01-10T17:18:25-03:00junho 22, 2006|Categories: Acervo|

Cuba produzirá este ano 10 milhões de tabletes de VIMANG, um produto natural extraído da cortiça da manga e usado com sucesso na terapia anti-retroviral para doentes de Aids, informou um especialista local. O diretor do Centro de Química Farmacêutica (CQF), Alberto Núnez, citado nesta quinta-feira pelo jornal Juventud Rebelde, disse que parte desta produção "será destinada à realização de estudos clínicos que permitam validar as qualidades terapêuticas do VIMANG". Núnez, que também é um dos principais criadores do produto, destacou que o VIMANG demonstrou ser útil para melhorar a qualidade de vida de pacientes soropositivos e na redução dos níveis de glicemia e do consumo de medicamentos em diabéticos do tipo I. O medicamento também serve para eliminar dores no corpo associadas ao envelhecimento em pessoas com mais de 65 anos. O especialista cubano apresentou uma palestra sobre as propriedades do VIMANG no I Congresso Internacional da Manga, celebrado da cidade de Santiago de Cuba (sudeste), com a participação de oito países, entre eles Venezuela, França, Itália e República Dominicana. O VIMANG é um preparado natural que se obtém a partir do extrato da cortiça de algumas variedades da mangueira, cujos efeitos analgésicos, antiinflamatórios, imunomoduladores e antiangiogênicos têm sido descritos e comprovados em estudos feitos na ilha caribenha nos últimos cinco anos. Segundo o jornal Juventud Rebelde, o VIMANG é comercializado em todo o país em seis formulações: tabletes, xaropes, cremes, ungüentos, extratos e infusões. Fonte: http://saude.terra.com.br/interna/0,,OI1050197-EI298,00.html Consultado em 15/02/2007

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Nova classe de medicamentos para o HIV levanta dúvidas

2017-01-10T17:18:25-03:00junho 19, 2006|Categories: Acervo|

As drogas atacam uma parte do sistemas imunológico humano, e não o vírus em si, o que provoca preocupações. WASHINGTON - A empolgação em volta de uma nova classe de drogas para combater o HIV foi abalada pelos temores de que elas poderiam representar sérios riscos à segurança, incluindo a possibilidade de acelerar a progressão da aids. A nova classe de medicamentos, chamados de antagonistas do receptor CCR5, bloqueia uma passagem secundária, mas essencial, usada tipicamente pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) para entrar nas células do corpo. Os pesquisadores sabem, há mais de uma década, que as pessoas que não possuem uma versão funcional dessa passagem, chamada de receptor, são, na melhor das hipóteses, altamente resistentes à infecção pelo HIV e, na pior, demoram para desenvolver a aids depois de infectadas. Do ponto de vista do tratamento, medicamentos que forneçam o mesmo benefício seriam uma adição bem-vinda à mistura de remédios que são utilizados atualmente para combater o HIV. As drogas representariam uma transformação no combate contra o HIV, já que seu alvo não é o próprio vírus, como nos outros 27 outros tratamentos já aprovados pela Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) nos EUA. Essa diferença é a raiz da maioria das preocupações no que se refere aos medicamentos. As drogas atacam um alvo nos glóbulos brancos dos seres humanos, que possuem um papel importante no sistema imunológico. Mesmo enquanto o desenvolvimento continua, existe uma cautela crescente sobre o futuro desses medicamentos. Muito da preocupação é de que as drogas poderiam acelerar a transição de uma variante do HIV para outra, que é encontrada com mais freqüência nos pacientes de aids mais doentes. Também não está claro se o medicamento forneceria a mesma proteção que ocorre naturalmente em algumas pessoas. Os pesquisadores não sabem os efeitos a longo prazo para a saúde dos medicamentos, já que eles mexem com células que são as sentinelas das defesas do corpo contra infecções e doenças. Algumas das drogas foram ligadas a problemas de fígado e câncer. Além disso, um estudo recente mostrou que o vírus do Nilo Ocidental pode ser mais letal em pessoas sem uma passagem CCR5 funcional. Os pesquisadores alertaram que o mesmo poderia acontecer em pacientes tratados com os medicamentos que bloqueiam essa passagem. Há um ano, havia esperança de que os antagonistas do CCR5 seriam introduzidos como uma classe totalmente nova de drogas. Agora, parece mais provável que eles apareçam aos poucos - se aparecerem. Enquanto isso, a FDA sugeriu, como condição para a aprovação, que as companhias farmacêuticas acompanhem por cinco anos a saúde dos pacientes envolvidos em testes clínicos. Empresas, pesquisadores e outros dizem que isso não é viável, dada a mobilidade da sociedade americana e a probabilidade de que esses pacientes comecem a tomar outros medicamentos para o HIV. Isso confundiria os esforços para mapear os efeitos a longo prazo das drogas. Fonte: http://www.copa.esp.br/ciencia/noticias/2006/jun/19/256.htm Consultado em 16/02/2007

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Proteína da gardênia pode virar droga contra diabetes

2017-01-10T17:18:25-03:00junho 8, 2006|Categories: Acervo|

Um trabalho unindo biologia molecular avançada e medicina tradicional chinesa resultou em uma descoberta que pode render uma droga contra o diabetes tipo 2. Pesquisadores da Escola Médica de Harvard, nos EUA, e da Universidade de Nanquim, na China, encontraram em frutos da planta da gardênia uma proteína que promove a produção de insulina. A genipina, molécula encontrada no vegetal, atua bloqueando a enzima UCP2, que normalmente inibe a atividade das chamadas células beta, as produtoras de insulina no pâncreas. A falta desse hormônio é o que causa excesso de glicose no sangue e outros sintomas de diabetes. A proteína foi testada com sucesso em células pancreáticas cultivadas em laboratório e já despertou o interesse de laboratórios de companhias farmacêuticas. Segundo os pesquisadores de Harvard, antes de alguém investir em testes com animais e humanos, é preciso provar a segurança da molécula. A genipina tem propriedades químicas que ainda precisam ser estudadas, mas as perspectivas são boas. "Bolamos alguns testes para ver se essas propriedades eram requisitos para a droga inibir a UCP2 e descobrimos que elas não são necessárias, o que é bom", disse à Folha Bradford Lowell, líder da pesquisa em Harvard. "Isso significa que poderiam ser feitas versões mais específicas da genipina contendo apenas as propriedades desejadas para tratar diabetes." Lowell conta que, para isolar a molécula, a ajuda do grupo de Chen-Yu Zhang, um especialista em medicina tradicional chinesa, foi fundamental. Para encontrar uma droga com propriedades desejadas, pesquisadores de empresas farmacêuticas normalmente fazem ensaios clínicos in vitro automatizados com incontáveis compostos até encontrar aquele com a propriedade desejada. Lowell, porém, não teve como usar uma abordagem tão direta. Ajuda da China Uma vez que, além de encontrar a propriedade desejada, Lowel queria também saber se a proteína atuava por meio da inibição de UCP2, era preciso fazer um ensaio clínico paralelo. Para isso foram usados camundongos geneticamente alterados para não produzir UCP2, mas o estudo acabou ficando complicado demais. "Dada a natureza desse ensaio, não teríamos como testar milhares e milhares de compostos, então decidimos fazer uma varredura em um número menor de extratos vindos de fontes naturais", conta Lowell. "Aí que Zhang entrou no nosso trabalho, com seu conhecimento de medicina tradicional chinesa. Ele obteve alguns extratos de diferentes fontes e começamos os trabalhos." A genipina foi isolada de uma variedade oriental da gardênia, a Gardenia jasminoides, uma das cerca de 250 espécies descritas do vegetal. Apesar de ter descoberto um composto promissor para tratar diabetes tipo 2, Lowell procurava primeiramente uma droga para fins científicos. "Somos um laboratório de pesquisa básica, não uma empresa farmacêutica", diz. A genipina deve se tornar uma ferramenta útil para estudar o funcionamento das mitocôndrias, organelas celulares responsáveis por processar energia. Lowell e Zhang descrevem o achado na edição atual do periódico científico "Cell Metabolism". Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u14712.shtml Consultado em 16/02/2007

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maio 2006

Brasil leva à ONU propostas para o combate à Aids

2017-01-10T17:18:25-03:00maio 31, 2006|Categories: Acervo|

O Brasil vai defender na 26ª Sessão Especial da Assembléia Geral das Nações Unidas em HIV e Aids que seja facilitada a produção de medicamentos anti-retrovirais genéricos, sem deixar de se respeitar a legislação internacional. O encontro acontecerá na sede da ONU, em Nova York, entre esta quarta-feira e a sexta-feira. Segundo o Ministério da Saúde, a proposta brasileira é de que a saúde pública tenha primazia sobre interesses comerciais. Outros pontos defendidos pelo Brasil são a definição clara do conceito de populações vulneráveis ao vírus HIV e de prazos para o cumprimento das metas. As recomendações e metas para o combate à epidemia de Aids nos próximos anos serão discutidas na assembléia e estarão reunidas na Declaração Política assinada por 189 países. O documento definirá as políticas públicas dos países membros até 2010. A reunião servirá também para rever os progressos alcançados e renovar o compromisso político global para o enfrentamento da epidemia assumidos na Sessão Extraordinária da Assembléia Geral das Nações Unidas sobre HIV e Aids (Ungass), realizada em 2001. O balanço da resposta brasileira teve ampla participação da sociedade civil, inclusive com a realização, a partir de 2003, de três fóruns Ungass Brasil, com apoio do Programa Nacional de DST e Aids (PN-DST/Aids) e do Programa das Nações Unidas para HIV e Aids (Unaids). O documento brasileiro anexa ainda um estudo de caso realizado por ONGs que destaca questões locais.  Fonte: http://www.agenciaaids.com.br/AIDS_31052006.htm Consultado em 13/02/2007

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Epidemia da Aids perde fôlego depois de 25 anos

2017-01-10T17:18:25-03:00maio 31, 2006|Categories: Acervo|

Relatório das Nações Unidas aponta número de casos inferior a projeções do ano passado. Situação ainda é crítica na África e Ásia Pela primeira vez em 25 anos, a incidência de novos casos de contaminação pelo vírus HIV, causador da Aids, parece se estabilizar. Levemente abaixo das previsões do ano passado de 40 milhões de infectados, o número atual de soropositivos em todo o mundo é de 38,6 milhões. As informações fazem parte de um relatório das Nações Unidas sobre HIV/Aids divulgado ontem na sede do órgão em Nova York, nos Estados Unidos. De acordo com especialistas, a queda se deve ao aumento dos dados disponíveis e à maior população analisada. O trabalho contou com pesquisas em 126 países e abordou todos os adultos maiores de 15 anos infectados. A resposta à epidemia ainda é considerada distante da adequada. O documento enumera uma série de avanços no combate à doença. A ONU encontrou evidências significativas de mudanças de comportamento, como o crescimento no número de pessoas adeptas do preservativo, com menos parceiros sexuais e propensas a iniciar a vida sexual mais tarde. A quantidade de pessoas que buscam os exames e orientação é quatro vezes maior do que há cinco anos. De acordo com dados de 58 países, 74% das escolas de ensino fundamental e 81% das escolas de ensino médio oferecem aulas sobre Aids. No entanto, o relatório aponta que menos da metade dos jovens está bem-informada. Além disso, o suprimento global de preservativos e de drogas anti-retrovirais ainda é bem incipiente. O número de camisinhas distribuídas mundialmente é 50% menor que o ideal. Os medicamentos, embora estejam mais disponíveis que no ano passado, ainda são considerados caros. “Como não é possível reverter essa pandemia e seus prejuízos no curto prazo, precisamos sustentar uma reação em grande escala durante as próximas décadas”, defende o relatório. Quadro preocupante O alento na situação global não coincide com a realidade de todas as nações. A situação é cada vez mais preocupante no Leste Europeu e na Ásia central, onde o número de infectados está em expansão. A Índia, por exemplo, se tornou o país com maior número de soropositivos em todo o mundo: 5,7 milhões de pessoas. Em seguida, aparece a África do Sul, com 5,5 milhões de casos. A situação mais alarmante continua a ser a da África Subsaariana, onde a doença afeta 24,5 milhões. Só na Suazilândia, um terço dos adultos foram infectados com o vírus HIV em 2005. A ONU também manifestou preocupação com o Paquistão, onde havia cerca de 85 mil pessoas portadoras do vírus no final de 2005, o que representa 0,1% da população adulta. Pelo menos 3 mil delas morreram em decorrência da doença. “É necessário que este país faça mais esforços preventivos, se quiser evitar um grave aumento da situação”, alerta o informe, que relaciona a expansão da Aids no Paquistão às drogas. No último ano, a Aids tirou a vida de 2,8 milhões de pessoas, e mais de 4,1 milhões foram infectadas. Nos 25 anos transcorridos desde a identificação da doença, o HIV infectou cerca de 65 milhões de pessoas, das quais cerca de 25 milhões morreram. BALANÇO DA EPIDEMIA Contaminação Em todo o mundo, 38,6 milhões de pessoas são portadoras do vírus HIV. Apenas em 2005, mais de 4 milhões foram infectados. Diariamente, o HIV contamina 1,8 mil crianças, a maioria recém-nascidas Áreas críticas A África continua sendo o continente mais atingido, com 24,5 milhões de portadores em 2005. A Ásia, com 8,3 milhões, ocupa o segundo lugar. A Índia é o país com maior número de infectados Mulheres Metade dos doentes ou portadores do HIV é de mulheres. Delas, 75% vivem na África Subsaariana Prevenção Em escala mundial, apenas uma entre oito pessoas interessadas tem condição de submeter-se a teste para detectar a presença do HIV Brasil é elogiado A atuação brasileira no combate à Aids foi mais uma vez elogiada pelo relatório da ONU. As constatações de avanços também se estenderam a outros países latino-americanos. “Os países mais pobres da América Central e da região andina continuam se esforçando para ampliar o acesso ao tratamento e superar os obstáculos de financiamento”, destaca o informe. Apesar de não ter proporcionalmente uma das maiores taxas de contágio, o Brasil concentra a maior população de latino-americanos com HIV, e o governo reconhece que ainda tem sérios desafios a enfrentar. “Este estudo mostra que existe uma mobilidade internacional, da qual o Brasil faz parte. No entanto, há muitos desafios que devem ser levados em conta. A diminuição dos casos em termos globais, considerando as projeções anteriores, não é expressiva”, ressaltou o diretor-adjunto do programa nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde Carlos Passarelli ao Correio. Ele destacou ainda que é preciso melhorar o acesso ao diagnóstico. “É importante que o teste de HIV seja ampliado ao maior número de pessoas. Nós temos hoje 600 mil infectados com o vírus no país. Mas somente 180 mil estão em tratamento. A diferença representa o número de brasileiros que não sabem que estão contaminados.” O Ministério da Saúde negocia a compra de 1 bilhão de preservativos — um quarto do que é produzido em todo o mundo. O estoque deverá ser distribuído ainda em 2007. “Para as nossas necessidades, ainda é pouco, mas 1 bilhão representa 25% da produção mundial. É preciso que a comunidade internacional aumente sua compra”, destacou Passarelli. Desde 2004, foram comprados cerca de 667 milhões de preservativos pelo governo brasileiro.  Fonte: http://www.agenciaaids.com.br/AIDS_31052006.htm#_Toc136826245 Consultado em 13/02/2007

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Programa do Brasil para Aids ´é insustentável´

2017-01-10T17:18:25-03:00maio 30, 2006|Categories: Acervo|

O programa brasileiro de distribuição de anti-retrovirais para portadores do vírus HIV é insustentável a longo prazo da maneira que é hoje, alerta o diretor do Instituto de Saúde de São Paulo, Alexandre Grangeiro, entre outras autoridades no assunto. Em entrevista à BBC Brasil, Grangeiro disse que o Brasil gastou cerca de R$ 6 mil por paciente beneficiado pelo programa em 2005, valor que, segundo ele, só poderá ser mantido às custas de outros programas de Saúde. "Manter a atual política de anti-retrovirais significa comprometer os tratamentos de outros programas (do Ministério da Saúde), o que já aconteceu em 2005", disse o especialista, que esteve à frente do programa nacional de combate à doença. O Brasil é elogiado em um relatório do Unaids (programa da ONU para a Aids) divulgado nesta terça-feira. ► Clique aqui para ler mais sobre o relatório da Unaids Grangeiro baseia a sua conclusão em um estudo assinado por ele e outros especialistas, incluindo outro ex-diretor do programa brasileiro para a Aids, Paulo Teixeira, em que analisaram a resposta nacional à doença entre os anos de 2001 e 2005. Já publicado na Revista de Saúde Pública, o estudo será discutido na Conferência sobre a Aids que começa nesta quarta-feira em Nova York, e deverá servir de base a uma das proposições da declaração final do evento. "A tendência de aumento da proporção do PIB e das despesas federais com saúde destinadas à aquisição de anti-retrovirais demonstra que a sustentabilidade da política de acesso aos medicamentos será garantida apenas se o país crescer a uma taxa anual de 6%, cenário que se mostra pouco provável", diz o artigo. Os cenários traçados pelos especialistas foram baseados em estimativas de crescimento de 2% a 4%. Segundo Grangeiro, se decidir não comprometer o orçamento da Saúde em detrimento de outras doenças, o Brasil vai ter que escolher entre diminuir a qualidade do tratamento atualmente dispensado aos soropositivos - com remédios que garantem menor sobrevida, por exemplo - ou atacar as causas do aumento dos preços dos remédios. Embora ressalte que o custo vem aumentando também por causa do maior número de pessoas em tratamento, Grangeiro avalia que o aumento se deve ao principalmente ao descrédito da indústria nacional de genéricos, que deixou de fabricar medicamentos importantes e deixou de ser uma ameaça para os grandes laboratórios em relação à quebra de patentes. "Até 2003, havia a percepção de que a indústria (pública) nacional tinha capacidade técnica de produzir drogas patenteadas. Desde 2004, a indústria nacional está desacreditada", afirma Grangeiro. Para o especialista, o descrédito é "gerencial e político", já que os laboratórios públicos têm capacidade técnica para fabricar "qualquer medicamento". Ele argumenta que a quebra da patente é a medida de última instância, mas a fabricação dos genéricos é um instrumento importante não só para o avanço da pesquisa científica como para aumentar o poder de negociação do governo brasileiro junto aos laboratórios. Segundo Grangeiro, existe uma expectativa de órgãos ligados ao combate à Aids de que o Brasil quebra uma patente e reassuma a liderança na questão. "Existe até uma frustração internacional de que o Brasil ainda não tenha quebrado uma patente". O Brasil ameaçou quebrar patentes de medicamentos anti-terovirais em diversas situações, mas acabou chegando a um acordo com os laboratórios detentores em todos os casos. A quebra da patente é considerada legal em situações de emergência de saúde pública. Embora avalie que o encarecimento do programa brasileiro põe em risco os bons resultados atingidos, Grangeiro compartilha da avaliação positiva feita no relatório da Unaids divulgado nesta terça-feira. "A resposta do Brasil à Aids continua a ser louvável. A prevalência nacional do HIV era 0,5% em 2005, infecções de HIV relacionadas ao uso injetável de droga estão em queda em diversas cidades e o acesso ao tratamento é amplamente difundido. Cerca de 170 mil dos 209 mil brasileiros precisando de terapia retroviral estavam recebendo-a em 2005, incluindo 30 mil usuários de drogas injetáveis." O relatório destaca ainda como motivo de preocupação estatísticas do Ministério da Saúde indicando que um terço dos jovens entre 15-24 anos se tornam sexualmente ativos antes dos 15 anos. "Essas tendências reforçam a necessidade de sustentar e ajustar esforços de prevenção". Como em outros países, no Brasil a ONU chama a atenção para o fato de que as mulheres continuam a ser afetadas do que homens pela doença. Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2006/05/060530_aidsbrasilvalecg.shtml Consultado em 13/02/2007

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