maio 2007

Laboratórios vêem risco de saúde pública se Brasil quebrar patente

2007-05-03T00:00:00-03:00maio 3, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

O Ministério da Saúde pode decretar pela primeira vez a licença compulsória da patente de um medicamento contra Aids  Em uma das decisões mais polêmicas já tomadas na área de saúde pública, o governo brasileiro pode anunciar nos próximos dias a quebra da patente do medicamento Efavirenz, usado em larga em escala no Brasil para prolongar a sobrevida de pacientes com Aids. Na semana passada, o governo informou que esperaria até hoje uma proposta do laboratório americano Merck Sharpe & Dohme, detentor da patente, para uma redução "satisfatória" dos preços. Se não houver acordo, o Ministério da Saúde poderá encaminhar amanhã pedido para que presidente Luiz Inácio Lula da Silva decrete a licença compulsória da patente de remédio. O presidente-executivo da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), Gabriel Tannus, afirmou que vê risco de saúde pública caso o governo leve adiante o processo para a licença compulsória. Nesse caso, o Brasil planeja importar medicamentos semelhantes de três empresas da Índia (Ranbaxy, Cipla e Aurobindo), que poderiam fornecê-lo a um preço 70% menor. Tannus afirmou, entretanto, que não há testes que mostrem que o medicamento indiano será tão eficiente quanto o produzido pela Merck. Ele informou que o Efavirenz consegue proporcionar uma sobrevida média de 100 meses a pacientes com Aids e que o remédio indiano pode não atingir os mesmos resultados. "A Índia tem o pior sistema de tratamento de Aids do planeta e vende esses remédios apenas para exportação", afirmou. "Se a pessoa não melhorar com o remédio, o governo vai ter de pagar o custo de internação e de outros tratamentos bem mais caros." Já a Merck afirmou que a licença compulsória "não é a melhor solução para as duas partes e, principalmente para os pacientes". Em sua defesa, o Ministério da Saúde disse que as indústrias da Índia que poderão fornecer o medicamento ao Brasil têm certificação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e seguem padrões mais rigorosos até mesmo que os adotados dentro do Brasil. O governo brasileiro paga hoje US$ 1,59 por cada comprimido do Efavirenz e quer reduzir esse custo para US$ 0,65 – mesmo valor pago pela Tailândia, que também ameaçou decretar a licença compulsória. O medicamento é utilizado por 75 mil dos cerca de 200 mil pacientes que deverão procurar a rede pública de saúde neste ano para o tratamento da Aids. O ministério afirma que poderá importar medicamento semelhante da Índia ao custo de US$ 0,45 por comprimido mais 1,5% de royalties a serem pagos à Merck. A economia até 2012, quando expiraria a patente do Efavirenz, poderia chegar a US$ 236,8 milhões, segundo cálculos do governo. A Merck afirma que o preço do medicamento no Brasil hoje já é 86% menor do que o cobrado nos Estados Unidos. A empresa também diz que levou em consideração o número de pacientes e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para conceder esse desconto ao Brasil. O Ministério da Saúde, entretanto, afirma que nenhum outro país tem um programa público de tratamento à Aids do tamanho do brasileiro e que isso ainda não está embutido no preço. O governo desembolsa R$ 900 milhões por ano apenas com os remédios do programa. Comércio e investimentos O presidente-executivo da Interfarma também afirmou que o Brasil poderá perder investimentos no setor farmacêutico e também enfrentar problemas comerciais com os Estados Unidos caso transforme a ameaça de quebrar a patente em realidade. "O tratamento da Aids exige sempre o desenvolvimento de novos medicamentos. Mas será que as empresas vão querer lançar medicamentos mais avançados no país caso não tenham a garantia da proteção da patente?", questiona. "É igual investir em petróleo na Bolívia. A Petrobras fez de tudo para ajudar os camaradas e agora eles querem tomar tudo para eles. Você acha que haverá novos investimentos?" O escritório de representação comercial dos EUA (USTR) manifestou na última segunda-feira preocupação com a possibilidade de quebra de patente e afirmou que espera que o governo brasileiro ouça todos os interessados na questão antes de tomar uma decisão. Os ministérios da Saúde e das Relações Exteriores afirmam, porém, que o licenciamento compulsório está previsto na legislação brasileira e também está de acordo com as regras da OMC. Os EUA já chegaram a questionar o mecanismo na OMC, mas retiraram o processo após forte pressão de ONGs. A estratégia do Brasil tem sido usar a ameaça de licenciamento compulsório para forçar a negociação dos preços pagos. Foi assim com o Kaletra, outro remédio anti-Aids produzido pelo laboratório Abott. Após pressão governamental, a empresa concordou em baixar o preço do medicamento em 46%.

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abril 2007

Brasil poderá quebrar patente

2007-04-29T00:00:00-03:00abril 29, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

BRASÍLIA (Folhapress) - O Brasil planeja comprar da Índia a versão genérica do remédio anti-Aids efavirenz caso o detentor da patente, o laboratório Merck Sharpe & Dohme, não reduza o preço em pelo menos 136% até o dia 1º de Maio. A ameaça de quebra de patente faz parte da estratégia do governo para pressionar o fornecedor na negociação de preços para 2007. O governo paga hoje US$ 1,59 por comprimido. O pedido de redução para US$ 0,65 - preço pago pela Tailândia - foi recusado. Se o governo de fato optar pela compra do genérico na Índia, ao preço de US$ 0,45, estima que fará uma economia de US$ 30 milhões por ano, sem ameaçar a qualidade e o abastecimento do medicamento, que é utilizado por 75 mil dos 180 mil pacientes de Aids atendidos pelo rede pública de saúde. Três laboratórios na Índia - Ranbaxy, Cipla e Aurobindo - já foram consultados e poderiam atender a demanda brasileira a partir de agosto, quando acaba o atual estoque da Merck. Se esse novo contrato for fechado, o Brasil pagará royalties de 1,5% para a Merck. Na última semana foi publicado no "Diário Oficial'' da União a portaria que declara de interesse público os direitos de patente desse anti-retroviral. O governo prevê que, se houver uma contraproposta, ela será avaliada. Se não for satisfatória, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinará um decreto que determina o licenciamento compulsório da patente por três anos. Com isso, o custo por paciente com esse medicamento pode cair de US$ 580 por ano para US$ 163,22. PROTESTO A organização não-governamental Gestos - Soropositividade, Comunicação e Gênero, promoveu um ato, na última semana, na frente do Consulado Americano, na Boa Vista, em favor da decisão do governo tailandês em quebrar as patentes de remédios antiretrovirais. A mobilização também apoiou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que considerou o medicamento de utilidade pública. "Derrubar as patentes é muito importante inclusive para Pernambuco, que possui o Lafepe, um laboratório que tem plenas condições de desenvolver antiretrovirais", acrescentou Alessandra Nilo, coordenadora do Gestos. Após a mobilização, o grupo entregou uma Carta Aberta ao Consulado.

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Patente de remédio para Aids perde exclusividade

2017-01-10T17:18:20-03:00abril 26, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

BRASÍLIA. O governo iniciou seu primeiro processo de licenciamento compulsório de patente do Efavirenz, o medicamento importado mais usado no tratamento da Aids no Brasil. A medida foi estabelecida depois que a fabricante da droga, a Merck, negou-se a vendê-la no Brasil — que paga US$ 1,59 por comprimido — ao preço cobrado na Tailândia: US$ 0,65. A medida tira a exclusividade do dono da patente e vai permitir que o medicamento seja comprado de produtores de genéricos da Índia. Ontem, o governo publicou no Diário Oficial a portaria que torna o medicamento de interesse público. É o primeiro passo para o licenciamento compulsório, conhecido como quebra de patente. Desde novembro, a empresa fez uma única proposta de reduzir o preço em só 2%. O licenciamento compulsório será feito após sete dias, se governo e laboratório não chegarem a um acordo. Pode ser o primeiro caso de licenciamento compulsório de patente. — Não há quebra de patente, pois seguimos as leis e vamos pagar 1,5% de r oyalties sobre os genéricos que comprarmos. Outra coisa: essa medida visa apenas ao programa de tratamento de Aids. Não queremos incentivar laboratórios locais nem vender esse medicamento a terceiros — disse o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Hoje, 65 mil pacientes usam o Efavirenz, 38% das 180 mil pessoas atendidas pelo programa. O Brasil gasta US$ 42 milhões por ano com essa compra. Segundo Temporão, há negociação com três laboratórios da Índia para produzir o genérico por cerca de US$ 0,45 por comprimido.

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Brasil dá primeiro passo para quebrar patente de droga anti-Aids

2007-04-26T00:00:00-03:00abril 26, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira que declarou de "interesse público" o anti-retroviral efavirenz, medicamento importado utilizado no tratamento da Aids, o primeiro passo para a quebra da patente da droga. "A medida foi tomada porque o laboratório Merck, detentor da patente do efavirenz, não aceitou proposta de redução de preço que fosse satisfatória para o Brasil, um dos maiores compradores mundiais do medicamento", disse em comunicado o Programa Nacional de DST/Aids, do Ministério da Saúde, O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, assinou portaria publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial da União com a medida. Segundo o ministério, estima-se que, até o fim do ano, 75 mil dos 200 mil pacientes que receberão tratamento do governo farão uso do efavirenz. A chamada licença compulsória da patente está prevista no artigo 31 do Acordo sobre os Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionadas ao Comércio (Trips, na sigla em inglês) e, segundo o ministério, pode ser implementada nos casos previstos na Lei de Propriedade Industrial Brasileira (9279/96). O Brasil prevê o uso da medida em situações como o exercício abusivo dos direitos, abuso do poder econômico, comercialização insatisfatória, emergência nacional e interesse público. O chamado licenciamento compulsório com base no interesse público deve ser concedido para uso não comercial, exploração não exclusiva, e de forma temporária, prevendo a remuneração devida ao detentor da patente, segundo o ministério. As negociações entre o governo e o laboratório começaram em novembro de 2006 para a redução do preço do medicamento para o contrato deste ano. "A proposta era que o laboratório praticasse o mesmo preço pago pela Tailândia que é 0,65 centavos de dólar por comprimido de 600 mg, enquanto que o Brasil paga 1,59 dólar. A diferença entre os preços praticados pelo mesmo laboratório para os dois países é de 136 por cento", afirmou. A proposta de equiparação de preços não foi aceita pela empresa, que propôs uma redução de apenas 2 por cento, segundo o governo. "A contraproposta do laboratório foi considerada inaceitável pelo Ministério da Saúde, porque houve redução dos custos de produção, conforme anunciado recentemente pela própria Merck; além de existirem ofertas de preços mais baixos de outros produtores", afirmou o comunicado. Segundo o governo, há propostas de organismos internacionais para aquisição da versão genérica do efavirenz, produzida por laboratórios pré-qualificados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Nesse caso, os valores variam de 163,22 dólares a 166,36 dólares o custo por paciente/ano. Atualmente o Brasil paga 580 dólares por paciente/ano. A compra da versão genérica, no entanto, só pode ser realizada com o chamado licenciamento compulsório (quebra da patente). Procurado pela Reuters, o laboratório Merck Scharp & Dohme disse que se pronunciaria mais tarde. Em 2005, o Brasil anunciou que quebraria a patente do remédio anti-retroviral Kaletra, produzido pelo laboratório Abbott, por falta de acordo em relação ao preço, mas depois voltou atrás e nunca chegou a quebrar patente de nenhum medicamento anti-Aids.

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Fabricante defende negociação

2007-04-26T00:00:00-03:00abril 26, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

A multinacional Merck Sharp & Dohme (MSD), fabricante da Efavirenz, defende a manutenção da negociação do preço com o governo federal. Segundo o diretor de comunicação da empresa, João Sanches, o Ministério da Saúde teria concordado em negociar até 1.°de maio. “Não achamos que o licenciamento compulsório, popularmente chamado de ‘quebra de patente’, é a melhor solução para ninguém”, diz o diretor de comunicação da empresa, João Sanches. Segundo ele, o Brasil transmite um sinal ruim para a comunidade internacional ao se inclinar para essa direção, uma vez que o preço do medicamento seguiria critérios acordados em fóruns estrangeiros. E reforça o investimento em pesquisa realizado pela empresa. “É essencial que a pesquisa continue”, afirma. Os critérios internacionais a que se refere dizem respeito à determinação do preço diferenciado cobrado pelo laboratório: US$ 0,65 por comprimido de 600 mg na Tailândia, US$ 1,59 no Brasil. Sanches afirma que a disparidade entre os valores é determinada pelo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de cada país e da taxa de incidência de HIV que apresenta. A Tailândia está em 74.º lugar no ranking do IDH; o Brasil, em 69.º. “Desde que o Efavirenz chegou ao mercado brasileiro, houve uma redução de 78% no preço”, diz o representante da MSD. Ele se recusou a detalhar o valor oferecido pela empresa em resposta à solicitação do ministério. O Brasil conta atualmente 600 mil portadores de HIV e uma taxa de incidência de 19,2 casos por 100 mil habitantes.

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Governo dá prazo antes de quebrar patente de droga

2007-04-26T00:00:00-03:00abril 26, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que o Laboratório Merck terá sete dias, contados a partir de ontem, para decidir se aceita o preço pleiteado pelo governo brasileiro para a compra do Efavirenz, medicamento para tratamento de aids. Caso o acordo não seja feito nesse prazo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretará a licença compulsória do remédio, lançado em 1998. Anteontem, conforme antecipou o Estado, o governo deu o primeiro passo para que a medida seja realizada: decretou de interesse público os direitos de patente. Atualmente, o Brasil gasta R$ 90 milhões por ano com a compra do medicamento, usado por 77 mil pacientes. Caso a licença compulsória seja decretada, o País deverá comprar remédios genéricos da Índia - com qualidade garantida pela Organização Mundial da Saúde. Com essa mudança, o Brasil teria uma economia de R$ 30 milhões por ano. Temporão afirmou que a portaria decretando a utilidade pública do remédio é fruto de uma decisão de governo e tem a anuência do presidente. “Temos de garantir a viabilidade econômica do programa.” O ministro garantiu que a mudança não provocará nenhum tipo de ameaça ao abastecimento. A coordenadora do Programa Nacional de DST-Aids, Mariangela Simão, afirmou que o País tem estoque do medicamento até agosto. Caso a licença compulsória seja decretada, o fornecedor indiano poderá entregar lotes encomendados em oito semanas. Esta não é a primeira vez que o Brasil decreta interesse público de um remédio. Há dois anos, fez isso com o Kaletra, remédio antiaids fabricado pelo Abbott. Na época, no entanto, dias depois da declaração, o governo chegou a um entendimento com o fabricante e a idéia do uso da licença compulsória foi arquivada. Desta vez, o cenário é diferente. Em fevereiro, a direção da Fundação Oswaldo Cruz afirmou ter condições de produzir o genérico do Efavirenz e pediu, publicamente, apoio do Ministério da Saúde para que a licença compulsória fosse decretada. Há menos de um mês, a Fiocruz firmou um acordo com o Laboratório Federal de Pernambuco para a produção do remédio. A idéia é que os dois laboratórios se encarreguem de fazer o abastecimento nacional. O preço de cada unidade também sairia a US$ 0,45. “Mas a produção seria só para abastecimento do mercado nacional”, disse o secretário de Ciência e Tecnologia do ministério, Reinaldo Guimarães. O ministro contou que as negociações entre governo e Merck já duram um ano. Semana passada, uma reunião foi realizada com o representante da América Latina da indústria, o seu ministério e o de Desenvolvimento, Indústria e Comércio. “Não chegamos a um acordo e, anteontem, uma nova reunião foi realizada, também sem entendimento.” Nas negociações, o Brasil propôs pagar pela unidade do Efavirenz o mesmo pago pela Tailândia: US$ 0,65. Hoje, paga U$ 1,65. A empresa, no entanto, aceitou reduzir o preço em 2%: US$ 1,57.

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Governo dá primeiro passo para baratear remédio contra aids

2007-04-26T00:00:00-03:00abril 26, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Brasília - O Ministério da Saúde informou hoje (25) que pode decretar a licença compulsória do remédio anti-retroviral Efavirenz, utilizado no tratamento de cerca de 75 mil portadores do vírus HIV no Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, a licença para produção do medicamento é do laboratório Merck Sharp & Dohme. Portaria do ministério publicada hoje declarou que o Efavirenz é de interesse público, o que significa o primeiro passo do Brasil para o licenciamento compulsório da patente, de acordo com a legislação internacional. Dessa maneira, o país poderá comprar uma versão genérica do produto, mais barata. Ou então produzi-lo. No entanto, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, acredita que o país não tem condição de fazê-lo. "Temos todo o interesse de fortalecer a capacidade nacional de produzir os medicamentos que consideramos estratégicos. Hoje não existe tecnologia suficiente para produzir este produto, mas vamos buscar esta tecnologia". O ministério espera economizar, até o final do ano, cerca de R$ 60 milhões. Temporão disse que isso ajudará o financiamento do programa de combate à aids, que gasta cerca de R$ 960 milhões por ano somente com medicamentos, e permitirá custear outros tratamentos. “Essa economia de recurso vai ser estratégica para que a gente melhore, qualifique e amplie o atendimento a outras doenças como hepatites B e C, que atingem os mesmos pacientes com HIV e são tratamentos caros”, afirmou o ministro. De acordo como o Ministério da Saúde, a empresa Merck tem sete dias para apresentar uma proposta de redução do valor praticado. O governo brasileiro paga US$ 1,59 pelo Efavirenz, enquanto a Tailândia, por exemplo, paga US$ 0,65. Se a Merck não apresentar uma proposta satisfatória, o ministério estuda recorrer a empresas certificadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que produzem o Efavirenz na Índia. No país asiático, o remédio é comercializado a US$ 0,45. Desde 2006, o governo brasileiro tenta negociar com a Merck a redução do valor. Segundo José Gomes Temporão, até o momento o laboratório só ofereceu 2%. O Efavirenz é um dos 17 anti-retrovirais distribuídos gratuitamente pela rede pública de saúde. Desses, oito são produzidos no Brasil e os demais, importados. Procurada pela Agência Brasil, a Merck não se manifestou. O Ministério das Relações Exteriores divulgou nota reforçando que o governo brasileiro tentou negociar um preço mais barato com a Merck antes de tomar esta medida, em "diversas reuniões" - que "até o momento, não resultaram em acordo em termos e condições razoáveis para atender ao interesse público". O MRE informa que, a partir da publicação da portaria e da notificação da empresa, "estará facultado ao presidente da República conceder, por decreto, o licenciamento compulsório da patente".

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Ministério da Saúde pode quebrar patente de medicamento para Aids

2007-04-26T00:00:00-03:00abril 26, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

BRASÍLIA - O Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, assinou portaria publicada nesta quarta-feira pelo Diário Oficial da União que declara de interesse público o anti-retroviral Efavirenz, medicamento importado mais utilizado no tratamento da aids. A declaração é o primeiro passo para o licenciamento compulsório, ou quebra de patente, para uso público não comercial. A medida foi tomada porque o laboratório Merck, detentor da patente do Efavirenz, não aceitou proposta de redução de preço que fosse satisfatória para o Brasil, um dos maiores compradores mundiais do medicamento. Atualmente, 38% dos doentes utilizam o remédio nos seus esquemas terapêuticos. Estima-se que até o final deste ano, 75 mil das 200 mil pessoas farão uso do Efavirenz. Em novembro de 2006, o governo federal iniciou negociações para a redução do preço do medicamento para o contrato deste ano. A proposta era que o laboratório praticasse o mesmo preço pago pela Tailândia, que é US$ 0,65 por comprimido de 600 mg, enquanto o Brasil paga US$ 1,59. A diferença entre os preços praticados pelo laboratório para os dois países é de 136%. "O licenciamento compulsório por interesse público caracterizou-se como medida legítima e necessária para a garantia do acesso ao Efavirenz a todos os pacientes que fazem uso do medicamento por intermédio do Programa Nacional de DST/Aids", divulgou o Ministério da Saúde. Utilizado por países como Itália e Canadá, o licenciamento compulsório deve ser concedido para uso não comercial, exploração não exclusiva, e de forma temporária. A medida também garante que remuneração devida ao detentor da patente está assegurada.

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País quer fim de patente de droga anti-Aids

2007-04-26T00:00:00-03:00abril 26, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Brasil pretende comprar da Índia um genérico do efavirenz se laboratório não reduzir preço do remédio até 1º de maio Nova ameaça de quebra de patente é estratégia do governo para pressionar o fornecedor na negociação de preços para 2007 O Brasil planeja comprar da Índia a versão genérica do remédio anti-Aids efavirenz caso o detentor da patente, o laboratório Merck Sharpe & Dohme, não reduza o preço do medicamento até o dia 1º de Maio. A ameaça de quebra de patente faz parte da estratégia do governo para pressionar o fornecedor na negociação de preços para 2007. O governo paga hoje US$ 1,59 por comprimido. O pedido de redução para US$ 0,65 -preço pago pela Tailândia- foi recusado. Se o governo optar pela compra do genérico ao preço cobrado na Índia (US$ 0,45), estima que fará uma economia de US$ 30 milhões por ano, sem ameaçar a qualidade e o abastecimento do medicamento, usado por 75 mil dos 180 mil pacientes de Aids da rede pública. Três laboratórios na Índia -Ranbaxy, Cipla e Aurobindo- já foram consultados e poderiam atender a demanda brasileira a partir de agosto, quando acaba o atual estoque da Merck. Se esse novo contrato for fechado, o Brasil pagará royalties de 1,5% para a Merck. Isto porque a "quebra de patente" é na verdade um "licenciamento compulsório". "Tivemos nove reuniões infrutíferas", disse o ministro José Gomes Temporão (Saúde). "Estranhamos a falta de flexibilidade da empresa." A assessoria da Merck foi procurada por telefone e email, mas não respondeu à Folha. Ontem foi publicado no "Diário Oficial" da União a portaria que declara de interesse público os direitos de patente desse anti-retroviral. Com isso, a empresa tem sete dias corridos para se manifestar. O governo avalia que se houver uma contraproposta, ela será avaliada ao lado do preço dos remédios genéricos. Se não for satisfatória, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinará um decreto que determina o licenciamento compulsório da patente por três anos. Com isso, o custo por paciente com esse medicamento pode cair de US$ 580 por ano para US$ 163,22. Segundo o ministro, a economia seria aplicada na ampliação do tratamento de doenças como Hepatite B e C, que são ligadas à Aids. "É uma decisão de governo, autorizada pelo presidente Lula", disse Temporão. Ele negou que a ameaça de quebra de patente será usada para outros remédios do coquetel anti-Aids. Dos 17, oito já são produzidos no Brasil. O custo do programa brasileiro, apenas com medicamentos, subiu de R$ 500 milhões para R$ 900 milhões nos últimos quatro anos. Segundo o ministério, a Merck tem preços diferenciados por país para o efavirenz, a partir de dados de prevalência da Aids, renda e IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) -a variação é de US$ 277,40 a US$ 697 por paciente por ano. Precedente Em 2005, o governo já havia ameaçado um laboratório com a quebra de patente como forma de reduzir o preço de medicamento anti-Aids. A Abbott abaixou o custo do remédio Kaletra em 46% após negociação.

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Governo vai quebrar patente do Efavirenz

2007-04-25T00:00:00-03:00abril 25, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Farmanguinhos tem condição de produzir genérico 50% mais barato O governo tem pronta para publicar nos próximos dias, no Diário Oficial, portaria em que declara de utilidade pública o remédio antiaids Efavirenz, produzido pela Merck. A medida é o primeiro passo para a decretação da licença compulsória do remédio, liberado para a terapia contra a aids em 1998 e uma das drogas mais caras usadas no coquetel. Os rumores de que o governo tomaria essa medida aumentaram depois da posse de José Gomes Temporão no cargo de ministro da Saúde e da indicação, como seu secretário de Ciência e Tecnologia, de Reinaldo Felippe Nery Guimarães, um especialista ligado aos laboratórios oficiais. A decretação de utilidade pública, porém, não significa que negociações entre laboratório e governo tenham sido definitivamente rompidas. Há dois anos, por exemplo, o governo decretou o medicamento Kaletra, da Abbott, como de utilidade pública, mas pouco tempo depois foi fechado um acordo para a compra do remédio a preços que o governo considerou aceitáveis. Desta vez, no entanto, há uma diferença crucial. Uma das principais justificativas para o governo não lançar mão do recurso da quebra de patente era o discurso de que o País não teria capacidade para produzir os remédios. Tal argumento caiu por terra quando a direção de Farmanguinhos, laboratório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), solicitou publicamente o apoio da Casa Civil e do Ministério da Saúde para obter o licenciamento compulsório do remédio distribuído para 70 mil portadores do HIV. O Farmanguinhos assegurou que teria condições técnicas para produzir o genérico do Efavirenz, a um preço 50% inferior ao que é cobrado pela Merck. Para a compra do remédio, são gastos R$ 90 milhões. Em declarações posteriores, a própria coordenadora do Programa Nacional de DST-Aids, Mariângela Simão, afirmou que o Brasil teria capacidade de produzir a droga. Ela sempre ponderou, no entanto, que tal medida somente seria adotada quando houvesse condições propícias para tanto. Mesmo que a patente venha a ser quebrada, o Farmanguinhos não assumiria, de imediato, a obrigação de abastecer todo o mercado nacional. O mais provável é que, num período de transição, o medicamento fosse adquirido, em sua forma genérica, de outros países.

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