abril 2007

Abbott faz concessão com anti-aids na Tailândia

2007-04-23T00:00:00-03:00abril 23, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

A Abbott Laboratories recuou de um confronto de grandes proporções com o governo tailandês em torno da patente de um popular remédio contra a AIDS, numa concessão que pode fortalecer outros países em desenvolvimento que pressionam os grandes laboratórios farmacêuticos a baixar o preço de seus produtos. A Abbott propôs-se a vender a mais recente versão do Kaletra na Tailândia com desconto, disse Miles D. White, o diretor-presidente da empresa. A medida reverte a decisão de fevereiro de retirar a nova versão do remédio, chamada Aluvia em alguns países, da Tailândia, depois que o governo tailandês anunciou que venderia versões genéricas da droga e de outros remédios patenteados para permitir o acesso dos pacientes a tratamentos mais baratos. "Neste caso em particular, em nome do acesso para os pacientes, propusemos reapresentar o Aluvia em nosso novo preço, que é mais baixo que o de qualquer genérico, desde que eles não emitam uma licença compulsória", disse White.

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Política brasileira de aids é reconhecida na Argentina

2007-04-19T00:00:00-03:00abril 19, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Especialistas em HIV/aids reunidos nesta quinta-feira em Buenos Aires, na Argentina, elegeram o Brasil como um país com política bem-sucedida de acesso universal a medicamentos anti-retrovirais. Eles participaram do seminário ‘Acesso universal: atenção e tratamento nos diferentes sistemas de saúde’, que também contou com a participação do diretor-adjunto do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde, Carlos Passarelli. O diretor falou sobre a experiência do SUS (Sistema Único de Saúde), a produção nacional de anti-retrovirais e a participação da sociedade civil no controle social, fatores determinantes para o êxito da política brasileira de luta contra a aids. “O SUS, na medida em que prevê e garante em seus princípios o acesso universal, serve como experiência exitosa. Mostra que um país em desenvolvimento é capaz de alcançar metas propostas pela iniciativa internacional de acesso a medicamentos anti-aids”, explicou Passarelli. Ao expor a realidade do acesso à anti-retrovirais na América Latina e Caribe, Pedro Cahn, presidente da Sociedade Internacional de Aids, citou o Brasil para explicar que uma cobertura ampla reduz índices de mortalidade e reduz internações devido à aids. “Países como Brasil e Argentina têm eficácia de terapia semelhante aos países em desenvolvimento”, avaliou Cahn. Antes de começar sua política de acesso universal, em 1991, o Brasil tinha prevalência de aids igual a da África do Sul. Dez anos depois, quando passou a oferecer tratamento a todos os que precisam, a prevalência baixou 300 vezes. Pedro Cahn lembrou o desafio dos governos diante dos altos custos dos novos medicamentos anti-retrovirais. O impacto da entrada de novas drogas no orçamento dos governos é sentido no Brasil, onde três medicamentos são responsáveis por 80% dos gastos com anti-retrovirais. O país oferece 17 medicamentos anti-aids e produz oito deles. Cooperação - A representante da sociedade civil que esteve presente ao seminário, que é coordenadora da Fundação Vencer, Mirta Ruiz, comentou o acesso precário à medicação na América Latina e Caribe. “Que nenhum cidadão tenha de sair do seu país em busca de tratamento. No meu país, Paraguai, pessoas que vivem com aids cada vez mais buscam a fronteira para receber medicamentos no Brasil ou Argentina”, disse a ativista. Ela agradeceu a cooperação brasileira, que complementa o tratamento oferecido aos paraguaios com anti-retrovirais produzidos no Brasil. A cooperação começou com 100 tratamentos e hoje o país oferece acesso universal para o Paraguai.

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China sintetiza sua primeira droga contra o HIV

2007-04-17T00:00:00-03:00abril 17, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

PEQUIM - As autoridades sanitárias chinesas autorizaram o início dos testes clínicos para um novo remédio contra o Vírus de Imunodeficiência Humana (HIV), o primeiro contra a aids sintetizado por laboratórios da China, informou nesta terça-feira o jornal oficial China Daily. O Nifeviroc foi desenvolvido de forma conjunta pelo cientista Pei Gang, do Instituto de Ciências da Vida de Xangai, e Ma Dawei, um pesquisador do Instituto de Química Orgânica da mesma cidade. Os dois institutos pertencem à Academia Chinesa de Ciências, subordinada ao Executivo. O novo remédio inibe a proteína CCR5, que se encontra de forma natural na superfície das células imunológicas e que facilita o acesso do HIV às células sadias, que passa a infectar. - Se desativarmos essa proteína, podemos deter o vírus antes que ele entre nas células - explica Ma. As perspectivas do Nifeviroc, com poucos efeitos secundários, segundo os pesquisadores, são promissoras na China. O país tem 640 mil infectados pelo HIV, oficialmente, e 5 milhões segundo dados de diversas ONGs. Como o Governo chinês não reconhece a extensão da epidemia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não pode conceder ao país a licença para produzir genéricos sem infringir a patente das multinacionais, uma solução adotada com sucesso em países como o Brasil. O remédio chinês pode ser combinado com outros tratamentos. Os cientistas de todo o mundo começaram a fixar a sua atenção na proteína CCR5 em meados da década de 1990. Hoje, um laboratório americano está desenvolvendo a terceira fase dos testes clínicos de um composto semelhante ao Nifeviroc. Os cientistas acreditam que precisarão de três a cinco anos para que o Nifeviroc possa ser usado clinicamente. Os dois cientistas chineses dedicaram mais de seis anos aos estudos para sintetizar o composto. A Target Pharmaceutical, co-fundadora dos dois institutos, acha que com o remédio a China alcança o Ocidente na pesquisa contra a aids. - Segundo os resultados das análises de laboratório, seus efeitos são tão bons quanto os conseguidos pelos cientistas americanos. O preço será muito mais barato que o dos remédios estrangeiros - afirma Chen Li, diretor-geral da Target.

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Fiocruz e Lafepe firmam convênio de cooperação técnico-científica

2007-04-17T00:00:00-03:00abril 17, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Um convênio de cooperação técnica entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (Lafepe) será assinado nesta terça (17) pelo governador do Estado, Eduardo Campos, e pelo presidente da Fiocruz, Paulo Buss. O convênio permitirá o desenvolvimento de programas, projetos e atividades no campo da pesquisa, ensino, desenvolvimento tecnológico, produção, informação técnico-científica e assistência à saúde. A parceria também possibilitará a produção do medicamento Efavirenz, destinado ao combate do HIV. Liberado em 1998 para ser consumido com outros remédios contra o vírus da Aids, o produto deve ser fabricado a partir de julho de 2008 pelo Farmanguinhos, no Rio de Janeiro, e pelo laboratório pernambucano. Fabricado por uma empresa multinacional, atualmente o Efavirenze faz parte da cesta de medicamentos contra a Aids do Ministério da Saúde (MS). Com a produção pelo Lafepe e Fiocruz haverá uma redução de 40 a 45% no custo do medicamento para o MS. A Fiocruz e o Lafepe ainda poderão firmar parcerias para a produção de outros tipos de medicamentos, como a dose fixa combinada para tratamento da Aids e a dose fixa combinada para tratamento da tuberculose.

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OMS elogia decisão de reduzir preços de antiretrovirais de segunda linha para combate à Aids

2007-04-11T00:00:00-03:00abril 11, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Rio - A Organização Mundial de Saúde (OMS) comemorou nesta terça-feira a decisão dos Laboratórios Abbot de reduzir significativamente os preços da terapia de antirretrovirais de segunda linha, utilizados com sucesso em pacientes portadores de HIV. Em nota, a OMS reafirmou o compromisso de impulsionar os trabalhos para conseguir o acesso univerasl aos coqueteis até 2010. O organismo da ONU classificou como alentador o aumento do número de pessoas com acesso ao tratamento em países pobres. E explicou que o incremento signifca que mais soropositivos precisam dos coqueteis de segunda linha, já que demostram resistência aos medicamentos receitados originalmente.

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Grupo de Trabalho do Conselho Nacional de Saúde divulga parecer sobre licença compulsória. Segundo estudos, Brasil está capacitado a produzir antir-retrovirais

2017-01-10T17:18:20-03:00abril 8, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

No ano passado, o Conselho Nacional de Saúde promoveu uma reunião fechada em Brasília com diferentes representantes da indústria nacional de medicamentos. Grupos de trabalho foram formados para acompanhar as Políticas em DST/Aids e a Capacidade de Produção de Medicamentos, com o objetivo de concluir o Relatório do Seminário Nacional de Produção de anti-retrovirais na Indústria Brasileira, realizado em agosto de 2006. Os resultados apresentados nos diferentes estudos atestam que o país tem capacidade para produzir os medicamentos, apesar da existência de entraves. Leia os principais argumentos dos grupo, em texto assinado pelo ativista José Marcos de Oliveira. Resolução 352/2005 No dia 28/03 ocorreu a reunião dos Grupos de Trabalho para Acompanhamento das Políticas em DST/Aids e o de Capacidade de Produção de Medicamentos na Indústria Nacional, com o objetivo de concluir o Relatório do Seminário Nacional de Produção de Anti-retrovirais na Indústria Brasileira, que foi realizado em 8/8/2006. As conclusões desta reunião em 28/03 apontam que o seminário ocorreu por deliberação do Plenário do Conselho Nacional, com o objetivo subsidiar a discussão referente à Resolução CNS 352/2005, que não chegou a ser homologada pelo Ministro da Saúde. O evento serviu de espaço para discussão e apresentação de estudos e opiniões sobre a capacidade de produção local de ARVs - questionada por diferentes atores no país e que vem sendo utilizado como justificativa principal para não emissão de licença compulsória para a produção de medicamentos anti-retrovirais, tão importantes para a saúde pública. Os resultados apresentados nos diferentes estudos atestam que o país tem realmente capacidade para produzir os medicamentos ARVs de 1ª e 2ª linhas, apesar da existência de entraves, conforme consta do relatório de Seminário. A congruência desses resultados pode ser considerada uma forma de validação dos estudos, o que representa importante evidência a ser utilizada nas decisões de emissão de licença compulsória no país para garantir a sustentabilidade no longo prazo do acesso universal a medicamentos no âmbito do Sistema Único de Saúde. Neste sentido, entendemos que deveríamos recomendar ao Pleno do Conselho Nacional de Saúde que: 1 - Deve ser reconhecida a capacidade nacional de produção de ARVs, tendo em vista as reiteradas afirmações, por parte de diversos palestrantes, de que o Brasil possui efetiva capacidade de produção em que pese a existência de restrições de diferentes natureza; 2 - Incluir todos os atores envolvidos na questão de produção nacional, na elaboração, planejamento, implementação e controle de políticas que garantam a sustentabilidade do Programa Nacional de HIV/AIDS e a superação dos entraves à produção; 3 - O Brasil deve utilizar as flexibilidades previstas em lei para ampliar e garantir o acesso a medicamentos essenciais, o que inclui a emissão de licenças compulsórias; 4 - Adotar medidas que impulsionem a competitividade das indústrias instaladas no território nacional frente ao mercado internacional, entre as quais destaca-se a revisão da Lei 8666/93 (lei de licitações); 5 - Fomentar a Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) no setor farmoquímico para que o Brasil se torne menos dependente no setor de matérias primas e produtos acabados; 6 – Reeditar e atualizar Resolução 352/2005, acrescentar a ela as considerações anteriores e mantendo as seguintes deliberações já tomadas pelo Plenário do CNS: A) que sejam emitidas licenças compulsórias dos medicamentos anti-retrovirais patenteados que oneram ou venham onerar o orçamento do Sistema Único de Saúde - SUS; B) que tenha início a fabricação local dos medicamentos, com investimento e fortalecimento dos laboratórios nacionais, em condições de produzir ARVs, e ampliação dos recursos destinados à pesquisa, inclusive visando a produção dos princípios ativos; C) que, frente aos Tratados Internacionais, sejam considerados desleais e ilegais quaisquer retaliações comerciais contra o Brasil, após a adoção do licenciamento compulsório; e D) que o Ministério da Saúde promova amplo debate sobre o impacto das patentes no acesso a medicamentos no país, a análise e a revisão da legislação brasileira de patentes visando a ampliação das salvaguardas de interesse para a saúde pública, bem como suas regulamentações; Por fim, já solicitamos a Mesa Diretora que seja este encaminhamento pautado na próxima reunião, mas em função a agenda do CNS, não posso lhe afirmar se apreciaremos nesta reunião de Abril ou na de Maio, de qualquer forma considero um avanço. Expresso aqui meus agradecimentos a todos que participaram do processo, com especial menção ao Mário Scheffer, Jorge Beloqui e Carlos Duarte. José Marcos de Oliveira Conselheiro Nacional de Saúde

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Baratinho, mas ordinário

2017-01-10T17:18:20-03:00abril 7, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Grupos interessados no comércio de produtos importados da China estão se movimentando para impedir que um dos mais conceituados laboratórios públicos do Brasil - Farmanguinhos - mude o seu processo de aquisição de insumos farmacêuticos para melhorar a qualidade dos medicamentos produzidos para o programa do Ministério da Saúde de combate à Aids. Após cinco anos de esforços infrutíferos para conciliar a política governamental de compras por pregões eletrônicos com requisitos mínimos de qualidade, o laboratório da Fiocruz decidiu limitar suas concorrências a fornecedores com unidades produtivas instaladas no País, de forma a poder acompanhar o processo de fabricação e assim evitar constantes prejuízos com matérias-primas inadequadas. O barato estava saindo muito caro, além de concorrer para drenar empregos e renda de brasileiros. O produto importado, além dos conhecidos subsídios recebidos na sua origem, é oferecido em pregões internacionais sem recolher imposto aos cofres públicos nacionais, enquanto que a indústria brasileira é gravemente penalizada na sua fabricação local, pagando um total de tributos da ordem de 36% sobre seu faturamento. Porque se comparam alhos com bugalhos - ou seja, importados livres de impostos com nacionais pesadamente onerados - os porta-vozes do "baratinho" chinês alardeiam diferenças de preços irreais, que convencem os desavisados. Além disso, enquanto o fármaco ou o medicamento fabricado no País deve ter suas instalações certificadas e, periodicamente, fiscalizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão para o qual o produtor local recolhe taxas anuais que, embora justas, não são de pequeno valor, o produto importado passa ao largo dessa fiscalização. Por força de uma legislação mal interpretada, dos fornecedores estrangeiros não se exigem os mesmos cuidados impostos aos nacionais. E mais: como, pelo sistema de pregões, o Ministério da Saúde não pode prever quem será o fornecedor para o próximo ciclo de produção, nem Farmanguinhos nem os demais laboratórios públicos têm condições de registrar seus produtos como genéricos, pois os critérios de qualidade da Anvisa determinam um máximo de três fornecedores. Ao longo dos últimos cinco anos de aquisições por meio de pregões eletrônicos internacionais, Farmanguinhos contabilizou uma alta taxa de rejeição dos produtos recebidos - houve casos de devolução de 60% da compra - e, em decorrência, atrasos no atendimento ao Ministério da Saúde. Além disso, elevados índices de reprocessamento industrial foram registrados porque uma parte das matérias-primas importadas, embora aparentemente fosse adequada, ao entrar nas máquinas endurecia ou gerava granulações que não cabiam nas cápsulas. Num estudo técnico-econômico feito com a Zidovudina, um dos anti-retrovirais usados no coquetel anti-Aids, ficou demonstrado que, se Farmanguinhos comprasse uma matéria-prima 100% adequada ao seu processo industrial, poderia adquiri-la até 30% mais cara do que nos pregões internacionais que ainda assim teria melhor retorno: mantido o mesmo preço pago por comprimido pelo Ministério da Saúde, o laboratório aumentaria em 25% a sua remuneração. Não se trata de reeditar, em plena era da globalização, o anacrônico antagonismo do nacional versus estrangeiro. Inúmeras indústrias de capital estrangeiro estão estabelecidas no Brasil e produzindo com altíssima qualidade. A questão é que, em setores e produtos que tenham algum sentido estratégico para o País - e os programas de saúde pública inegavelmente o têm - a fabricação local é imprescindível para gerar e conservar determinados padrões de qualidade. Esta, inclusive, é uma das premissas de grandes corporações transnacionais: pensar globalmente, agir localmente. Seguindo essa orientação o Brasil não estará inovando nem revolucionando coisa alguma, mas sim adaptando os princípios da globalização aos seus próprios interesses, como fazem todos os países de Primeiro Mundo e também todos os emergentes que hoje crescem mais do que nós. Nelson Brasil de Oliveira é vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Química Fina

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março 2007

Remédio poderá ficar até 11% mais em conta

2007-03-27T00:00:00-03:00março 27, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Governo isentou de PIS/Cofins 72 substâncias vendidas em 300 versões. Medida não é automática, pois laboratórios têm de pedir isenção BRASÍLIA - Os consumidores de medicamentos de uso contínuo com tarja preta ou vermelha ganharam ontem um alívio na hora das compras. Isso porque o governo isentou do pagamento de PIS/Cofins 72 substâncias (vendidas em 300 apresentações), que poderão ter redução de 11% nos preços. A medida, publicada no Diário Oficial por meio de um decreto presidencial, amplia para 1.472 o número de substâncias que compõem a lista isenta dos tributos. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), entre os produtos que poderão ficar mais baratos para a população estão o Sutent (utilizado no tratamento de câncer), Exjade (para tratar excesso de ferro no organismo), Baraclude (para Hepatite B), Bonviva (para osteoporose) e vacinas Anti HPV e para rotavírus. Atualmente, 65% dos medicamentos cujos preços são controlados pelo governo são isentos do pagamento de PIS/Cofins. Mas, de acordo com a Anvisa, a redução dos preços com a nova medida não é automática. Os laboratórios precisam apresentar um pedido de isenção à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed). O requerimento será então analisado pela Câmara por um prazo de cinco dias. Este ano, a Cmed já autorizou um reajuste de até 3% para os medicamentos que têm os preços controlados. Os produtos cujos genéricos representam mais de 20% do mercado tiveram autorização para subir até 3%. Já os remédios em que a venda dos genéricos alcança entre 15% e 20% do mercado tiveram autorização para um reajuste de 2,01%. No entanto, aqueles cujos genéricos representam menos de 15% do mercado puderam subir apenas 1%. Dessa maneira, a média dos reajustes ficou em 1,5%.

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Variação de até 102% nas farmácias

2007-03-27T00:00:00-03:00março 27, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

A guerra de preços está acirrada nas farmácias de Belo Horizonte. A diferença no valor dos medicamentos mais vendidos nas drogarias da capital chega a 102,18%, de acordo com pesquisa feita nos dias 15 e 16 deste mês e divulgada ontem pelo site MercadoMineiro. A maior variação encontrada foi para o Renitec 20 mg, com 20 comprimidos. Ele custa de R$ 22,91, na Unifar, a R$ 46,32, nas drogarias Trade e Farbrasil. Ainda segundo o levantamento, dos 28 medicamentos pesquisados, 20 apresentam diferenças de preços entre 40% e 50%. Como o governo anunciou o de reajuste de até 3,02% no valor de cerca de 20 mil medicamentos com preços controlados, previsto para este sábado, existe o temor de que as variações fiquem ainda maiores. Para o diretor executivo do site, Feliciano Abreu, o consumidor deve pesquisar e aproveitar que os aumentos ainda não são uma realidade para a compra de medicamentos. Ele diz que constataram que algumas farmácias e drogarias seguem os preços no valor mais alto permitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). "Esperam o consumidor argumentar sobre o preço", pondera. Depois disso, cobrem as ofertas da concorrência, em alguns casos. O coordenador do Instituto de Defesa dos Usuários de Medicamento (Idum), Antônio Barbosa, explica que existe uma norma do governo que determina uma margem máxima de comercialização para os preços dos remédios, próxima dos 40%. Por esse motivo, ele não se espanta que a maioria dos remédios pesquisados pelo MercadoMineiro, têm variações perto dessa margem. Algumas redes de farmácias podem estar com o medicamento em promoção, até motivadas por laboratórios, e outras trabalham com o preço cheio, previsto em catálogos, como a revista da ABCFArma. Ele não concorda com o aumento liberado pelo governo, de 3,02%. "Vai representar um prêmio de R$ 600 milhões para o faturamento das indústrias farmacêuticas", calcula.

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Medicamentos podem ficar 11% mais baratos

2007-03-27T00:00:00-03:00março 27, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

BRASÍLIA. Os consumidores de medicamentos de uso contínuo com tarja preta ou vermelha ganharam ontem um alívio na hora das compras. Isso porque o governo isentou do pagamento de PIS/Cofins 72 substâncias vendidas em 300 apresentações), que poderão ter redução de 11% nos preços. A medida, publicada no Diário Oficial por meio de um decreto presidencial, amplia para 1.472 o número de substâncias que compõem a lista isenta dos tributos. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), entre os produtos que poderão ficar mais baratos para a população estão Sutent (utilizado no tratamento de câncer), Exjade (para tratar excesso de ferro no organismo), Baraclude (para Hepatite B), Bonviva (para osteoporose) e vacinas Anti HPV e para rotavírus. Atualmente, 65% dos medicamentos cujos preços são controlados pelo governo são isentos do pagamento de PIS/Cofins. Mas, de acordo com a Anvisa, a redução dos preços com a nova medida não é automática. Os laboratórios precisam apresentar um pedido de isenção à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed). O requerimento será então analisado pela Câmara por um prazo de cinco dias. Este ano, a Cmed já autorizou um reajuste de até 3% para os medicamentos que têm os preços controlados. Os produtos cujos genéricos representam mais de 20% do mercado tiveram autorização para subir até 3%. Já os remédios em que a venda dos genéricos alcança entre 15% e 20% do mercado tiveram autorização para um reajuste de 2,01%. No entanto, aqueles cujos genéricos representam menos de 15% do mercado puderam subir apenas 1%. Dessa maneira, a média dos reajustes ficou em 1,5%.

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