fevereiro 2007

Genéricos: risco aos remédios isentos

2017-01-10T17:18:20-03:00fevereiro 14, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Os medicamentos genéricos ocupam um espaço fundamental nos sistemas de saúde de vários países, principalmente naqueles mais desenvolvidos, que contam com sistemas de reembolso. No Brasil, apesar de ainda não termos um programa universal de assistência farmacêutica que forneça medicamentos sem custos ou com diminuição acentuada destes, o medicamento genérico vem ocupando um espaço importante no acesso a produtos de uso crônico e de valores mais elevados, permitindo uma economia acentuada aos seus usuários. Após o término da patente, os genéricos, que por definição são cópia exata do produto patenteado, adentram ao mercado com preços bastante inferiores, tornando-se uma opção mais lógica em termos financeiros, já que foram criados para se contrapor a esta tendência de elevação contínua de custos. A dinâmica de mercado entre produto patenteado e genérico é fundamentada, portanto, na condição imprescindível da existência de um produto patenteado, de custo elevado, importante para os sistemas de saúde e para os sistemas de reembolsos. Os produtos isentos de prescrição (MIPs), por sua vez, são parceiros dos genéricos, tendo sido criados também para desonerar os sistemas de saúde. Os países com programas de reembolso desenvolveram um sistema de classificação de medicamentos que os separou em duas categorias: os essenciais e sob prescrição médica e os não essenciais ou sintomáticos, sem a necessidade da prescrição. Os medicamentos isentos de prescrição não têm patente, pois somente podem tornar-se sem prescrição após um período prolongado no mercado, necessário para observação de sua segurança farmacológica e que em geral ultrapassa o período de proteção. Não existindo patente, o número de concorrentes no mercado é grande desde o início, com concorrência acirrada e, portanto, com tendência sempre de preços baixos; não há necessidade, assim, de algum fator regulador de preço, tal como no mercado de patenteados. Em segundo lugar, o mercado de MIPs é totalmente aberto, sem proteções, havendo grande concorrência, com média de preços bastante abaixo do mercado farmacêutico em geral. Além disto, não são reembolsáveis e nem de fornecimento obrigatório para os sistemas de saúde. A dinâmica de mercado deste segmento é totalmente diversa daquela de produtos patenteados. Para lançar e estabelecer um produto neste mercado é necessário um grande investimento na promoção deste e na formação da marca sendo, portanto, necessário que, após o seu estabelecimento ocorra um volume bastante alto de vendas, para compensar os investimentos. A entrada de genéricos traria um grande risco para o segmento de MIPs, pois acarretando uma diminuição substancial de volumes de venda de um produto que perdesse a sua participação de mercado para o genérico, haveria um sério risco para a sua sobrevivência, já que os MIPs não têm o mesmo benefício dos patenteados - que podem explorar o mercado de forma monopolizadora por vários anos para recuperar os investimentos feitos no lançamento. Por outro lado, o lançamento de produtos novos neste tipo de mercado seria inviável já que, como citado anteriormente, o investimento necessário para a promoção é bastante elevado; não haveria estímulo algum para que um produtor investisse um alto valor de recursos lançando um novo produto. E vale ressaltar mais uma vez, que o produto original não teve nenhuma oportunidade de explorar o mercado antes da entrada do genérico, tal como ocorre com o produto patenteado. Desta forma, com o decorrer do tempo, este mercado chegaria num ponto em que não haveria nenhum produto novo e em que os antigos estariam condenados ao desaparecimento; como então poderia progredir o mercado de genéricos neste segmento? Vale lembrar que o genérico depende fundamentalmente de um mercado forte, com produtos bem estabelecidos, dos quais eles se tornam cópias fiéis; sem produtos bem estabelecidos, não há genéricos! A entrada de genéricos no segmento de MIPs seria o seu próprio algoz. Concluindo, devemos dizer que o mercado de MIPs tem características muito diversas daquele de produtos patenteados para os quais os genéricos foram criados. O mercado de MIPs não suporta a existência de genéricos e a entrada destes neste segmento vai sem dúvida acarretar a longo prazo, a sua total deterioração. E ninguém se beneficiaria com isto, muito menos a população, que sem dúvida exige que o mercado de MIPs persista e de forma saudável, com concorrência justa para que os preços se auto-regulem e para que não haja risco da falta de qualquer produto. Não é sem razão que em nenhum país do mundo existem genéricos de MIPs.  *Aurélio Villafranca Saez - Presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição (ABIMIP) e médico pediatra.  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6718 Consultado em 23/02/2007

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Grupo EMS-Sigma Pharma cresce 24,7% e vai à liderança

2007-02-13T00:00:00-03:00fevereiro 13, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

O Grupo EMS Sigma-Pharma anunciou ontem que atingiu no ano passado a liderança do mercado farmacêutico brasileiro em unidades comercializadas. A empresa havia finalizado 2005 na terceira colocação e em 2001 ocupava a 13. Conforme dados do IMS Health, que audita as vendas do setor no varejo, o laboratório de capital 100% nacional vendeu 115,67 milhões de unidades (caixas) de medicamentos em 2006, um aumento de 24,7% quando comparado ao ano anterior. Com esse volume, o grupo alcançou participação de 8,1% no mercado total, ante a fatia de 6,7% de 2005. Em faturamento, a empresa passou da terceira colocação para a segunda, superando o Aché Laboratórios, também de capital nacional, e atrás da francesa Sanofi-Aventis, de acordo com a mesma pesquisa. Foram R$ 1,36 bilhão em 2006, alta de 32,3% ante o ano anterior. A diretora de relações externas da companhia, Telma Salles, disse que o desempenho deixa o grupo apenas 0,2% atrás da primeira no ranking, por receita, e atribui a elevação do faturamento aos maiores volumes comercializados. Telma observou que o crescimento do grupo, acima do mercado no geral (de 6,7% em unidades no ano passado, segundo o IMS), foi fruto da sua agilidade comercial e do investimento em pesquisa e desenvolvimento. Anualmente, a EMS aplica 6% do faturamento na área e em 2006 lançou 315 produtos, entre novas apresentações e inovações. Desse total, 127 foram genéricos, segmento que contribuiu decisivamente para os resultados ascendentes do laboratório. O portfólio do grupo é composto por mais de 1,4 mil apresentações de remédios, somando todas as divisões. A área de medicamentos genéricos respondeu por 52% das vendas do grupo no ano passado, atingindo R$ 702,9 milhões, um aumento de 48,1% que rendeu à empresa 30,7% de participação nesse segmento - o segundo lugar no ranking brasileiro de genéricos, liderado pela Medley Indústria Farmacêutica. O crescimento nos volumes vendidos foi de 36,2% passando de 48,36 milhões de caixas em 2005 para 65,87 milhões no ano passado. Em unidades, a empresa é líder do mercado de genéricos, com uma fatia de 33,9%. Telma observou também que a divisão de prescrição registrou elevação de 9%, alcançando o 6 lugar em receituário médico no Brasil. A expectativa para 2007 é de aumento de 26% no faturamento total do grupo, bem como para a área de genéricos, disse. A executiva prevê para este ano número semelhante de lançamentos de remédios, ressaltando, porém, que a colocação de novos genéricos no mercado depende do vencimento de patentes dos medicamentos de referência. Neste primeiro trimestre, o grupo deverá colocar em operação sua nova fábrica, em Hortolândia (SP), que deverá triplicar a capacidade atual da EMS, de 220 milhões de unidades por ano. Foram investidos US$ 50 milhões no empreendimento.  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6716 Consultado em 23/02/2007

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Eurofarma vai entrar no clube do bilhão

2007-02-12T00:00:00-03:00fevereiro 12, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Laboratório faturou R$ 940 milhões no ano passado e prevê aumento de 20% para 2007. O crescimento nas principais áreas de atuação rendeu à Eurofarma Laboratórios, de capital nacional, ganho de participação no mercado brasileiro de medicamentos e, em conseqüência, elevação nos ranking do setor. A empresa fechou 2006 com faturamento de R$ 940 milhões, 26% a mais ante o do ano anterior. Se alcançar a meta de alta de 20% prevista para 2007, deverá encerrar o ano com vendas de R$ 1,13 bilhão, e será a mais nova integrante do clube das companhias do País com vendas superiores a R$ 1 bilhão. Das farmacêuticas nacionais, apenas o Aché Laboratórios e o Grupo EMS Sigma-Pharma têm receitas acima desse montante. A diretora de marketing corporativo da Eurofarma, Maria Del Pilar Muñoz, disse que a empresa encerrou 2006 na quinta posição do ranking das principais em vendas, em comparação ao sexto lugar do ano anterior. Já na área de genéricos, subiu da quarta para a terceira colocação - passando a Biosintética, que pertence ao Aché -, conforme dados do IMS Health, que audita o setor no varejo. A executiva observou que o crescimento se deu em todos os segmentos de negócios. Fundada em 1972, a Eurofarma fabrica medicamentos com marca, que respondem por 50% das vendas: genéricos, aproximadamente 18% do faturamento; e produtos de uso hospitalar e para saúde animal, que ficam com o restante da receita. No segmento de genéricos, a Eurofarma cresceu em torno de 35% no ano passado, para R$ 204 milhões e manteve a participação de 9% que detinha em 2005 nesse mercado. Maria Del Pilar explicou que o desempenho deveu-se principalmente à mudança de mix nessa área com o lançamento de produtos de maior valor agregado, particularmente para o combate a doenças do sistema nervoso central. "Apostamos mais em áreas terapêuticas menos concorridas, apesar de termos uma carteira de genéricos ampla, e consolidamos a linha de sistema nervoso central da Eurofarma como a mais completa do mercado." A empresa produz 13 remédios para problemas do sistema nervoso central, alguns exclusivos, do total de 55 genéricos que fabrica hoje. Em dezembro, lançou o Topiramato, para o tratamento da epilepsia e enxaqueca. Faz parte desse portfólio antidepressivos, anticonvulsivantes e ansiolíticos, entre outros. Maria Del Pilar tem a expectativa de incremento de 25% nas vendas de genéricos da Eurofarma neste ano, o mesmo percentual que estima de elevação para o segmento todo. Para atingir a meta, planeja lançar dez genéricos, ante os quatro do ano passado. "Geralmente, lançamos dez por ano, mas 2006 foi atípico." O foco continuará sendo os produtos de maior valor, como a linha de cardiológicos, que pretende ampliar. Somando todas as áreas, disse a executiva, serão em torno de 20 lançamentos neste ano. Com cinco unidades fabris (quatro em São Paulo e uma no Rio), a Eurofarma está em processo de concentração da produção em um complexo industrial, localizado em Itapevi (SP). Em março próximo deverá ser inaugurado o primeiro bloco do projeto: o de medicamentos líquidos, cremes e pomadas. O aporte no empreendimento, que triplicará a capacidade de produção da empresa, ficará em torno de R$ 260 milhões. A Eurofarma fabrica 80 milhões de unidades (caixas) de medicamentos por ano.  Fonte: http://www.redemed.com.br/not_detalhe.cfm?idpostagem=647 Consultado em 22/02/2007

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África do Sul terá maior teste de vacina anti-Aids

2007-02-08T00:00:00-03:00fevereiro 8, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Três mil pessoas vão participar na África do Sul do primeiro teste em grande escala de uma vacina contra o HIV, o vírus que causa a Aids. O grupo, composto de homens e mulheres, será acompanhado durante quatro anos por especialistas de vários países. O medicamento, desenvolvido pelo laboratório Merck, não contém o próprio HIV - portanto, não pode causar infecções - e sim cópias de três genes do vírus. A esperança dos pesquisadores é que a exposição a esses genes detone uma resposta do sistema imunológico levando o corpo a desenvolver anticorpos que no futuro poderiam reconhecer e destruir o HIV. "(O teste) vai determinar a utilidade de vacinas que induzem uma forte resposta imunológica a partes do vírus que são semelhantes nas diferentes variantes do HIV", disse o pesquisador Lawrence Corey, baseado no Centro de Pesquisas do Câncer Fred Hutchinson, em Seattle - instituição que lidera o estudo. Os pesquisadores esperam que o teste mostre ainda se a vacina, baseada na variante B do HIV, também protegeria contra a variante C, predominante na África do Sul. Com mais de 5,5 milhões de soropositivos, o país tem uma das maiores taxas de incidência da doença, que no mundo inteiro atinge um número estimado em 40 milhões de pessoas. Voluntários As pessoas que participarão do estudo têm entre 18 e 35 anos de idade. Parte do grupo receberá o medicamento, enquanto em outros será aplicada uma versão placebo. Todos terão orientações de como manter relações sexuais de forma segura. O estudo, aprovado por autoridades da África do Sul e dos EUA, está sendo conduzido pela HIV Vaccine Trials Network (HVTN) - organização internacional voltada para pesquisas sobre vacinas anti-Aids, e a South African Aids Vaccine Initiative (SAAVI), organização sul-africana com o mesmo objetivo. Mesmo se os resultados desse teste forem positivos, outros serão necessários até que a vacina esteja disponível para o público. Nesta semana, testes de um gel desenvolvido para combater o HIV foram suspensos depois que se constatou que as mulheres nas quais o produto estava sendo testados tornavam-se ainda mais vulneráveis à infecção pelo vírus. Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/02/070208_aidsvacinatestecg.shtml Consultado em 15/02/2007

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Brasil vai investir R$ 10 bi em biotecnologia

2007-02-08T00:00:00-03:00fevereiro 8, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

O governo brasileiro lançou nesta quinta-feira uma política de desenvolvimento da biotecnologia que vai contar com R$ 10 bilhões para pesquisas nos próximos dez anos e pretende tornar o país um dos mais importantes nesta área neste prazo. Para este ano, o orçamento dos vários ministérios para o setor é de R$ 1 bilhão, de acordo com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan. A maior parte dos recursos já existia nos orçamentos dos Ministérios do Desenvolvimento, da Saúde, Agricultura, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia, os cinco envolvidos no plano. A diferença, diz Furlan, é que agora eles serão canalizados para projetos de pesquisa com utilidade prática, que vão resultar em produtos e na criação de empregos. “Não temos falta de recursos. O que muitas vezes acontece é a falta de conectividade entre os fundos e o uso prático dessas pesquisas, em projetos que possam representar empregos”, afirmou o ministro A política que será lançada nesta quinta-feira, diz ele, é uma garantia de que o governo vai colocar recursos neste setor nos próximos dez anos. O governo quer ainda atrair investimentos privados, mas não tem uma estimativa de quanto dinheiro pode entrar no setor. Patentes O governo quer fazer um esforço para acelerar a concessão de patentes de medicamentos obtidos através de plantas nativas brasileiras. Neste caso, o que se patenteia não é a planta, nem o princípio ativo, mas o modo de extração do princípio ativo. Furlan diz que o programa que será lançado nesta quinta-feira já é a política oficial do governo para o setor, depois de ter sido discutido por quatro anos pelos cinco ministérios envolvidos. Será criado ainda um comitê para acompanhar a evolução das decisões que serão tomadas nos Ministérios. “As discussões sobre biotecnologia nunca estiveram tão presentes como agora. E o Brasil ocupa uma posição privilegiada”, diz Furlan. Com a nova política e a ação integrada dos vários ministérios, ele diz que ficam mais dificeis as ações de biopirataria ou o patenteamento de produtos brasileiros no exterior. Um dos projetos já em andamento é o desenvolvimento de kits de diagnóstico de doenças, atualmente importados. Com mais investimento em pesquisa, eles podem ser produzidos no país. O Ministério da Saúde também quer utilizar o poder de compra do governo para produzir no país vacinas que hoje são importadas. “Não é uma política de substituição de importações, mas de desenvolvimento de tecnologia para produção brasileira”, afirma Furlan.  Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u60720.shtml Consultado em 16/02/2007

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Faturamento da AstraZeneca sobre 16,4%

2007-02-06T00:00:00-03:00fevereiro 6, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

O bom desempenho dos seus principais medicamentos comercializados no mercado brasileiro ajudou o laboratório anglo-sueco AstraZeneca a elevar o faturamento no Brasil em 16,4% no ano passado, para R$ 794,9 milhões em relação aos R$ 644,4 milhões de 2005. Globalmente, as vendas da farmacêutica cresceram 11%, ficando em US$ 26,4 bilhões em 2006. O resultado operacional mundial subiu 26% nos mesmos períodos comparados, para US$ 8,2 bilhões. José Antônio Vieira, presidente da AstraZeneca do Brasil, disse que 2006 foi o segundo ano consecutivo de alta superior a 20% nas vendas da subsidiária no varejo, o que permitiu à empresa ganhar participação no mercado brasileiro e subir várias posições no ranking nacional. Conforme dados do IMS Health, que audita as vendas do setor para o varejo, a empresa cresceu 22,7% nesse canal em 2006, para R$ 415,7 milhões. "No mercado ético, passamos do 17 lugar que detínhamos em 2002 para 10 no ano passado em vendas no varejo." Se incluídos os negócios realizados com hospitais e governo, a companhia passou da 11 colocação em 2002 para a 7 no ano passado. O aumento das vendas no País é resultado, particularmente, da performance de Crestor, Seroquel e Nexium. As vendas de Crestor, indicado para o controle do colesterol, mais do que dobraram em 2006, ante o ano anterior, ficando em R$ 54,8 milhões, observou Vieira. Já as do antipsicótico Seroquel subiram 56%, e alcançaram R$ 22 milhões. Nexium, para tratar doença gastrintestinal, faturou 35% mais, com R$ 56 milhões. Fonte: http://www.interfarma.org.br/WEB.UIWEB/visualizarNoticia.aspx?codigo=1702 Consultado em 22/02/2007

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Fabricantes discutem mudanças nos anúncios de medicamentos OTC

2017-01-10T17:18:20-03:00fevereiro 5, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Há mais de um ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vem estudando alterações a serem feitas na regulamentação da propaganda de medicamentos isentos de prescrição médica, os chamados OTC. Esses produtos representam cerca de 30% do mercado farmacêutico total, com faturamento anual na casa dos R$ 6 bilhões ao ano. Entre as propostas em discussão no Ministério da Saúde está a de incluir as contra-indicações dos produtos, tanto na propaganda em televisão, quanto em jornais e revistas. Para avaliar como o consumidor recebe as informações veiculadas nessas propagandas, a Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição (Abimip) encomendou uma pesquisa à Inestra/Ibope - especializada em pesquisa e consultoria para o mercado farmacêutico. O estudo, feito com 400 pessoas na cidade de São Paulo, analisou, entre outros tópicos, os hábitos e comportamento da população em relação aos medicamentos vendidos sem receita médica. Foi avaliado também o grau de informação dos consumidores em relação às mensagens de advertência dos produtos. Mensagem não atinge alvo "Avaliamos apenas as mensagens em vigor atualmente, que alertam para o risco do consumo de medicamentos com ácido acetilsalicílico (AAS), no caso de suspeita de dengue. A pesquisa comprovou que mensagens de advertência na propaganda podem confundir o consumidor", diz o presidente-executivo da Abimip, Aurélio Saez. Segundo ele, a grande maioria dos consumidores (80%) não liga a substância - neste caso, o AAS - à advertência para não consumir em determinada situação. "O momento em que se vê a propaganda não é o mesmo momento em que se faz a compra. Assim, se a mensagem não for clara, ela não será lembrada." Em documento à Anvisa, a Abimip enviou a sugestão de que, na propaganda, seja feita uma advertência genérica, mas educativa, que leve o consumidor a procurar informações, dessa forma conscientizando a população. "Advertências e outras informações importantes deveriam ser colocadas na embalagem. A propaganda, por sua vez, deveria divulgar, por exemplo, a frase: ‘Não compre este medicamento antes de ler as advertências nas embalagens’", acrescenta Saez. Saída é mudar embalagem Ainda de acordo com o executivo, a indústria prefere mudar as embalagens do que divulgar informações com frases longas, o que acabaria quebrando o ritmo da propaganda. "A proposta é ter uma recomendação genérica e educativa, pois conforme o estudo os consumidores tendem a não comprar medicamentos que não conhecem sem antes buscar informações", argumenta Saez. Segundo a pesquisa, 75% dos consumidores não compram produtos que não conhecem, de propaganda que ouviram ou viram, mesmo servindo para algum problema que eles têm ou costumam ter.  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6711 Consultado em 23/02/2007

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Disputa judicial adia remédio mais barato

2007-02-04T00:00:00-03:00fevereiro 4, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Laboratórios farmacêuticos e o governo brigam nos tribunais em razão de os fabricantes de remédios desejarem prorrogar a patente de produtos. Estender as patentes significa adiar o início da produção de genéricos das drogas. A quebra das patentes ocasionaria uma redução de 35% no preço dos medicamentos, segundo a legislação nacional, e estenderia o acesso ao medicamentos. Estima-se hoje que 50 milhões de brasileiros não tenham acesso a remédios --não só os patenteados. Por outro lado, as indústrias dizem que as patentes são suas principais garantias para seguirem investindo em novas descobertas e que as solicitações de extensão são justas. O governo argumenta que é hora de o Judiciário ser mais sensível e pensar mais no interesse público do que na propriedade intelectual como instrumento econômico. "As extensões de patentes causam desequilíbrio entre o interesse público e o setor industrial", afirma Mauro Maia, procurador-chefe do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual, órgão ligado ao Ministério do Planejamento. A reportagem verificou que, entre 22 dos casos que correm nos tribunais brasileiros (estima-se que haja 70 processos), nove pedem extensão de um ano da patente. "É claro que, se houver genérico, é melhor para todo mundo. O ideal era não haver patente nenhuma", diz o advogado Sérgio Morales, 60, consumidor do Actos (pioglitazona), remédio para controle do diabetes, R$ 164,98 a caixa, patente vencida em 2005, com pedido de extensão até 2011. O presidente da Interfarma (que reúne gigantes do setor farmacêutico), Gabriel Tannus, afirmou que os pedidos de extensão de patentes são casos isolados. "Existem casos isolados que acompanhamos e que houve extensão no país de origem da patente. Isso tem sido o principal motivo para as empresas fazerem os pedidos aqui", disse Tannus.  Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u131315.shtml Consultado em 16/02/2007

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Para especialista, Brasil investe pouco em patenteamento de produção científica

2007-02-04T00:00:00-03:00fevereiro 4, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Rio de Janeiro - O Brasil tem poucos registros de patentes de sua produção científica, avalia Odilon Marcuzzo, presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Em entrevista à Agência Brasil, ele afirmou que o país responde por 0,2% dos registros efetuados no escritório de patentes dos Estados Unidos, embora seja responsável por cerca de 1,8% do conhecimento científico produzido no mundo, medido por publicações indexadas internacionalmente. Segundo Marcuzzo, os recursos investidos em conhecimento no Brasil, ou seja, em pesquisa, desenvolvimento e inovação, representam 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB), soma das riquezas geradas no país. Nos países em desenvolvimento que se destacam no cenário mundial neste setor, o índice supera 2%. “Isso se reflete em outros índices”, constata o presidente da Finep. “Quando se pega, por exemplo, os índices de patenteamento dos Estados Unidos e União Européia, verifica-se que o Brasil se apresenta de forma absolutamente irrisória, apesar de termos um índice razoável na produção do conhecimento propriamente dito em termos internacionais”. Falta, segundo ele, fazer a ponte entre a produção de conhecimento e a transformação dele em produto, entre a pesquisa e a indústria. Apesar das críticas, o dirigente da Finep considera que, com a economia estável, a situação deve melhorar. “Justamente porque a estrutura econômica é mais sólida, a moeda mais estável, os juros começam a declinar. Isso tudo forma um panorama mais favorável para o empresário investir em inovação. Inovação é risco”. Marcuzzo considera “muito baixo” o nível educacional brasileiro, tomando por base o percentual de jovens na faixa dos 18 aos 25 anos – adequada à vida universitária. O Brasil detém um dos menores índices da América Latina, entre 9% e 10%, inferior ao Paraguai (11%) e muito abaixo da Argentina: 30%. Ele afirma que, em termos mundiais, a faixa entre 25% e 30% é considerada satisfatória.  Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/01/30/materia.2007-01-30.3260504055/view Consultado em 16/02/2007

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Cimed negocia fábrica com laboratório indiano

2007-02-02T00:00:00-03:00fevereiro 2, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Depois da entrada no Brasil das gigantes indianas do setor farmacêutico, como a Ranbaxy, Torrent e Dr. Reddy`s, agora é a vez dos laboratórios de menor porte da Índia apostarem no mercado brasileiro. No início do ano, a Maneesh Pharmaceuticals comprou o Laboratório Sanobiol, com fábrica em Pouso Alegre (MG). Negócio avaliado em US$ 10 milhões. Hoje, estão em curso negociações entre o Grupo Cimed, com unidades fabris em São Paulo e Pouso Alegre, e a Unichem, sediada em Goa, conforme informações do jornal indiano "The Economic Times" reproduzidas há cerca de dez dias pela "Reuters". O empresário e diretor comercial da Cimed, João Adibe, disse ontem que a companhia estuda no momento vários tipos de acordos com um laboratório indiano. Um deles envolve a venda das instalações de uma das empresas do grupo brasileiro, a Neckerman Indústria Farmacêutica. Conforme especialistas do setor farmacêutico, aquisição é a melhorar maneira de entrar no País e a maior parte das indianas presentes aqui comprou um laboratório pequeno ou fez parcerias. A aquisição encurta a entrada no mercado, pois remédios e linhas de produção já estão validados pelos órgãos reguladores. Adibe mantém em sigilo o nome do possível futuro parceiro, por motivos contratuais. O empresário também não revela valores envolvidos no negócio. Segundo o chairman da Unichem, P.A. Mody, ouvido pelo jornal indiano, a cifra de aquisição giraria em torno de US$ 25 milhões. A Neckerman tem uma fábrica na capital paulista pouco utilizada atualmente - só produz injetáveis -, afirmou Adibe. A maior parte da sua linha de produtos é terceirizada na unidade do grupo em Pouso Alegre. Os medicamentos que levam a marca da empresa estão fora das negociações. O acordo poderá incluir ainda parceria na distribuição, já que o Grupo Cimed tem distribuição própria, e terceirização à empresa brasileira da produção dos indianos, que têm interesse em explorar o mercado de genéricos, uma área bastante atrativa também para o Cimed. O acordo, se vingar, deverá ser celebrado logo após o Carnaval. O estágio atual é de análises de balanço. A Cimed, especializada em similar, entrou no segmento de genéricos no final de 2005 e quer dar neste ano "a grande arrancada", disse Adibe, observando que a companhia tem estudado parcerias com outras fabricantes do setor para se fortalecer nessa área e deverá transformar boa parte de suas marcas de similares em genéricos até o final do ano. "Vamos lançar 30 produtos nesse segmento em 2007 e alguns são similares que revalidaremos para transformá-los em genéricos." Em 2006, a empresa lançou 20 genéricos. Indianos e Cimed estão de olho no crescimento das vendas do segmento, que somaram mais de US$ 1 bilhão no ano passado, um aumento de 52%. Fundado em 1976 e fruto da fusão de quatro indústrias, o Grupo Cimed anunciou ontem aumento de 16% no faturamento do ano passado em comparação a 2005. As vendas somaram R$ 223 milhões e a expectativa de Adibe, que se divide entre a administração da empresa e corridas de automóveis, é de crescimento de 30% neste ano, para perto de R$ 290 milhões. Adibe informou que hoje os genéricos respondem por 10% do faturamento, a linha de remédios de venda livre (OTC) fica com 40% e a de similar, com o restante. "O crescimento do mercado de genérico é muito maior que o de similar." Na área de OTC, ele prevê 12 novos produtos para 2007 e a entrada no segmento de cosmecêuticos, com sabonete íntimo feminino e posterior ampliação da linha. Para comportar o crescimento, a Cimed finaliza daqui a cerca de dois meses a expansão da fábrica em Pouso Alegre, que passa de 61 milhões de unidades (caixas) por ano para 100 milhões e recebeu investimento de R$ 26 milhões. "A nossa demanda é maior que a produção. Em 2006, vendemos 64 milhões de unidades, um crescimento de 21%." Conforme Adibe, as principais áreas de atuação da companhia são a produção de anti-hipertensivos, antibióticos e antiinflamatórios, que respondem por 50% do faturamento. Para revalidar os similares, as empresas têm de fazer testes de biodisponibilidade e bioequivalência exigidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que, explicou o empresário, são realizados pela própria Cimed em seu instituto de pesquisa e desenvolvimento, localizado em Pouso Alegre. Adibe calcula investimento de aproximadamente R$ 5,7 milhões este ano somente nos testes. Outros R$ 5 milhões serão aplicados em marketing esportivo.  Fonte: http://www.anvisa.gov.br/divulga/imprensa/clipping/2007/fevereiro/020207.pdf Consultado em 2202/2007

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