janeiro 2007

Sociedade civil pede campanha sobre direito ao tratamento contra aids

2007-01-26T00:00:00-03:00janeiro 26, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Brasília - O representante da organização não-governamental Bem-me-quer, José Roberto Pereira, defendeu hoje (26) a realização de uma ampla campanha informativa sobre o direito de portadores do vírus HIV ao tratamento contra aids. Ele participa do Seminário Nacional Direitos Humanos e HIV/AIDS, promovido pelo Ministério da Saúde. “A falta de escolaridade e de informação impede que as pessoas façam uso dos medicamentos. Muitas vezes essas pessoas não sabem que têm direito a isso e não procuram os postos de saúde”, afirma Pereira. A distribuição de remédios para tratar a aids é assegurada pela Lei nº 9.313/96. Segundo dados do Ministério da Saúde, no Brasil, 600 mil pessoas são portadoras do vírus HIV, mas apenas 180 mil recebem tratamento - menos de 1/3 dos infectados. De acordo com os técnicos do ministério, o número é baixo porque nem todos os infectados pelo vírus precisam de tratamento. Em geral, os medicamentos são recomendados para os pacientes que estão com a taxa de vírus alta no organismo e apresentam a imunidade baixa. Ainda assim, segundo o representante da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids, Paulo Giacomini, faltam remédios na rede pública em períodos de negociação do governo com laboratórios, quando surge um novo medicamento ou quando aumenta a demanda por um remédio. “No ano passado, nós tivemos alguns períodos de falta de medicamento e até fracionamento da medicação”, disse Giacomini. Desde 1980, foram registrados 443.067 casos de aids no Brasil e mais de 180 mil pessoas morreram em decorrência da doença.  Colaborou Juliane Sacerdote  Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/01/26/materia.2007-01-26.6452035227/view Consultado em 26/01/2007

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Brasil testa substâncias que podem combater o HIV

2007-01-25T00:00:00-03:00janeiro 25, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Pesquisadores brasileiros começam em fevereiro a testar substâncias com potencial atividade anti-HIV em animais, células humanas e tecido humano. O objetivo do estudo é produzir um microbicida, um produto para ser usado na área genital que possa prevenir contra o vírus da aids. A iniciativa é uma parceria entre o Instituto Oswaldo Cruz (IOC), a Universidade Federal Fluminense (UFF), a Fundação Ataulpho de Paiva (FAP) e o centro inglês Saint George's Medical School. A primeira substância a ser testada é um composto químico chamado dolabelano diterpeno, extraído de algas marinhas de origem brasileira. "O desenvolvimento de um microbicida anti-HIV significará uma grande economia para o país, que gasta quase R$ 1 bilhão por ano com a compra e fabricação de medicamentos que foram desenvolvidos no exterior", disse o chefe do Laboratório de Imunologia Clínica do IOC, Luiz Roberto Castello Branco. A primeira substância a ser testada já se mostrou bastante eficiente para o controle do HIV-1 em testes realizados in vitro, método no qual as células são isoladas em laboratório para a realização de pesquisas. "A substância inibiu em até 95% a replicação do vírus em linfócitos e macrófagos, células envolvidas na resposta imunológica do organismo", confirmou o pesquisador do IOC Dumith Chequer Bou-Habib. O vírus HIV age destruindo as células do sistema imunológico humano, que é responsável por proteger o corpo contra doenças. Os testes começarão em camundongos. "O estudo em animais é indispensável para a testagem em humanos", afirmou a pesquisadora Fátima Conceição-Silva, que coordenará essa fase do estudo. Em paralelo, serão feitos testes em pedaços de tecido do útero, retirados por biópsia e mantidos vivos em cultura em laboratório. Essa técnica, denominada explante, é disponível somente na Inglaterra. Por isso, essa etapa da pesquisa será realizada no Centro de Testagem de Microbicidas da Divisão de Doenças Infecciosas do Saint George's Medical School.  Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1370847-EI298,00.html Consultado em 15/02/2007

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Governo da Tailândia emite mais duas licenças compulsórias

2007-01-25T00:00:00-03:00janeiro 25, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Decisão visa a permitir a fabricação de genéricos de um medicamento usado no tratamento de doença cardíaca e de outro para a Aids O governo da Tailândia emitiu duas licenças compulsórias para um medicamento para doença cardíaca e outro para a Aids, informou nesta quinta-feira a agência de notícias Reuters. O anúncio da medida foi feito pelo ministro da Saúde da Tailândia, Mongkol na Songkhla. O ministro afirmou que a decisão foi tomada devido ao alto custo dos tratamentos que utilizam esses medicamentos. "Nós temos que fazer isso porque temos muitos pacientes para tratar com muita pouca verba. Não podemos ver as pessoas morrer e as patentes deles já existem há muito tempo", disse Mongkol, segundo a Reuters. De acordo com a agência,os jornais do país afirmaram que os medicamentos em questão são o Kaletra, da Novartis, e o Plavix, um anticoagulante vendido pela Sanofi-Aventis e Bristol-Myers Squibb. O ministro, no entanto, não confirmou as informações. Segundo o diretor de Médicos Sem Fronteiras na Tailândia, Paul Cawthorne, Bangcoc gasta 11,580 baht ($330) por paciente por mês na compra do Kaletra. Ele ressalta que esse custo pode ser reduzido a um terço se o tratamento utilizar um medicamento genérico. "Esse é um método perfeitamente legal para garantir o acesso a medicamentos essenciais que os tailandeses precisam", afirmou Cawthorne em entrevista à agência Reuters. Essa não foi a primeira vez que o governo da Tailândia tomou uma medida como esta. Em novembro do ano passado, o governo emitiu sua primeira licença compulsória, para que fosse fabricada a versão genérica do anti-retroviral Efavirenz. A decisão foi saudada por Médicos Sem Fronteiras, que considerou a iniciativa necessária para a manutenção do tratamento de HIV/Aids na Tailândia, uma vez que a situação monopolista afetou tanto o suprimento quanto a disponibilidade do medicamento no país. Detentor da patente, a Merck cobra pelo medicamento na Tailândia (1,500 baht/mês – US $41) o dobro do preço estipulado por fabricantes de genéricos na Índia (800 baht/mês – US $22). Além disso, em várias ocasiões a Merck não conseguiu fornecer o medicamento naquele país. Estima-se que pelo menos 12 mil pessoas na Tailândia precisem atualmente do efavirenz, mas devido ao custo e às dificuldades de suprimentos, o número de pessoas recebendo os medicamentos é significantemente menor. Na próxima segunda-feira, outra grande questão envolvendo a concessão de patentes será analisada. A Alta Corte da Índia julgará um processo contra o governo da Índia movido pelo Laboratório Novartis, que teve um pedido de patente para o tratamento de câncer Gleevec negado no ano passado. Médicos Sem Fronteiras acredita que um veredicto favorável à Novartis pode prejudicar o acesso a medicamentos, uma vez que a Índia é um dos maiores produtores de genéricos do mundo. Em seus projetos para HIV/Aids, que atendem mais de 80 mil pessoas, grande parte dos medicamentos usados por MSF é fabricado na Índia. Para tentar demover a Novartis de ir adiante com o processo, MSF lançou no dia 20 de dezembro um petição pedindo que o laboratório desista da ação. Para assiná-la, basta acessar: http://www.msf.org/petition_india/brazil.html  Fonte: http://www.msf.org.br/noticia/msfNoticiasMostrar.asp?id=661 Consultado em 07/03/2007

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Fórum agenda encontro internacional para debater saúde pública

2017-01-10T17:18:21-03:00janeiro 24, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Nairóbi (Quênia) - Uma das resoluções do 2º Fórum Social Mundial da Saúde, encerrado hoje (24) na África, foi a realização, em julho de 2008, de uma conferência internacional sobre Sistemas Universais de Saúde. A data, segundo Armando de Negri, da organização do encontro, é motivada pelos 20 anos de aniversário do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. "Mesmo com todos os problemas que imagino que tenha, o SUS ainda é, na teoria, o sistema que defendemos'', afirma o médico Nicola Delussu, especializado em saúde do trabalhador, que representa a Associação de Trabalhadores na Saúde da Itália. ''Lógico que na Itália temos uma situação de saúde melhor, mas, com a privatização dos hospitais públicos que começou na Espanha e na Grécia, vamos perder o que o SUS garante, que é um sistema de atendimento universal''. Koneh Solange Sanogo, coordenadora de um trabalho comunitário na Costa do Marfim, concorda. ''Pelos relatos dos brasileiros, a situação dos pobres de lá é tão ruim quanto a dos pobres daqui. Mas é totalmente diferente poder contar com um atendimento público, por pior que seja". Além do seminário para divulgar sistemas universais de saúde, surgiram outras 12 propostas do Fórum Mundial de Saúde. Entre elas, a realização de uma Campanha Mundial pelo Direito a Saúde, para alertar contra a privatização dos serviços públicos, e uma campanha pela quebra de patentes dos medicamentos para combater o vírus HIV.  Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/01/24/materia.2007-01-24.8863402914/view Consultado em 16/02/2007

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Genéricos faturam mais de US$ 1 bi

2017-01-10T17:18:21-03:00janeiro 24, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

As vendas de medicamentos no varejo brasileiro cresceram 6,7% no ano passado e mais uma vez foram impulsionadas pelos remédios genéricos, que tiveram um crescimento em torno de quatro vezes superior ao do mercado total. Conforme dados do IMS Health, empresa que audita o setor, a indústria farmacêutica brasileira vendeu 1,43 bilhão de unidades (caixas) em 2006, ante as 1,34 bilhão do ano anterior. O segmento de genéricos contribuiu com 194 milhões de unidades no ano passado, registrando um aumento de 27,8% quando comparado as 151,9 milhões de caixas comercializadas em 2005. Os maiores volumes vendidos e a variação cambial levaram a categoria de genéricos a ultrapassar, pela primeira vez, a barreira de US$ 1 bilhão em faturamento. Foram US$ 1,054 bilhão em 2006, alta de 52,2% ante a receita de US$ 692,5 milhões do ano anterior. O mercado farmacêutico total cresceu 27,1% na comparação dos mesmos períodos, passando de US$ 7,7 bilhões para US$ 9,8 bilhões no ano passado. Vera Valente, diretora-executiva da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), avaliou o desempenho como muito positivo e ressaltou que o crescimento é resultado da entrada de novos consumidores no mercado. "Nos últimos anos os genéricos cresceram tomando participação dos medicamentos de marca. Agora, com o crescimento de todo o mercado, o segmento também ganhou novos consumidores", disse. Vera anunciou ontem que deixará a direção executiva da entidade (leia mais sobre o assunto nesta página). "Fico mais 30 dias no cargo, mas saio com a sensação de missão cumprida, de ter ajudado a consolidar esse mercado, que estimo vai crescer 20% este ano, em unidades." Com o desempenho, a participação dos genéricos no mercado total subiu para 13,5% no ano passado, em unidades. Em 2005, a fatia foi de 11,4%, o que mostra uma elevação de 19,2% em 2006. Em dólar, a participação subiu de 8,9% para 10,7% em 2006, crescimento de 19,8%. A meta da Pró Genéricos é chegar a 30% de participação, que deve ser alcançada em cinco anos, prevê o presidente da entidade, Luiz Borgonovi, que acaba de assumir o cargo. Também vice-presidente de mercado do Grupo EMS-Sigma Pharma, uma dos maiores laboratórios brasileiros de capital nacional, Borgonovi tem a mesma expectativa de Vera para o segmento em 2007. "Esperamos a regulamentação dos órgãos reguladores para a entrada dos genéricos na classe terapêutica de hormônios e contraceptivos este ano, o que impulsionará ainda mais as vendas. " O presidente da subsidiária brasileira do laboratório alemão Ratiopharm e também vice-presidente da Pró Genéricos, Odnir Finotti, assumirá a função de Vera interinamente até a escolha de um novo executivo. Finotti observou que os resultados de 2006 mostram um progresso importante para o segmento, que começou a existir há pouco mais de cinco anos. Na moeda nacional, sem a interferência do câmbio, afirmou o executivo, o crescimento foi de 32,7% e as receitas com genéricos passaram de R$ 1,72 bilhão em 2005 para R$ 2,29 bilhões no ano passado. LANÇAMENTOS Contribuíram para os maiores volumes comercializados não apenas a elevação das vendas de medicamentos já maduros como também a entrada de novos genéricos, disse Finotti. Em 2005, foram 1.212 produtos; número que pulou para 1.500 no ano passado. "Há vários genéricos para a mesma substância, o que beneficia o consumidor." O preço em média 40% inferior em relação ao remédio de referência também é outro atrativo forte e colabora para o crescimento consecutivo do segmento, disse.  Fonte: http://www.redemed.com.br/not_detalhe.cfm?idpostagem=638 Consultado em 22/02/2007

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Pró Genéricos tem novo presidente

2007-01-24T00:00:00-03:00janeiro 24, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

A Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), que reúne os oito principais fabricantes do segmento no País, responsáveis por cerca de 88% do mercado, está sob novo comando. Jairo Yamamoto, presidente da Medley Indústria Farmacêutica, líder do segmento, deixou a presidência da entidade após as últimas eleições, realizadas em dezembro. Yamamoto ocupava o cargo desde 2002 e em seu lugar assumiu este mês Luiz Borgonovi, vice-presidente de mercado do Grupo EMS-Sigma Pharma, que disputa de perto a primeira posição no segmento. Vera Valente também deixará a direção executiva da entidade em um mês e o atual vice-presidente da Pró Genéricos, Odnir Finotti, ficará no cargo até a escolha do sucessor. Borgonovi e Finotti lamentam a saída de Vera e dizem que o seu trabalho foi determinante para o desenvolvimento do mercado brasileiro de genéricos. Conforme o novo presidente, muda o comando, mas as ações da entidade permanecem no mesmo foco: o do crescimento. "Vamos trabalhar para chegar a 30% de participação no mercado total e há bastante espaço para isso." A meta é de cinco anos. Para alcançá-la, os novos líderes seguem com a estratégia já delineada de tentar impedir a extensão do prazo de validade de patentes, o que impossibilida o lançamento de mais genéricos; insistir junto ao governo para que reduza a carga tributária que incide sobre os remédios da categoria; e trabalhar junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que agilize a entrada das fabricantes no segmento de hormônio e contraceptivos, o que já elevaria a fatia dos genéricos para perto de 20% do mercado total. Ex-gerente geral de genéricos da Anvisa na gestão do então ministro da Saúde, José Serra, Vera foi uma das responsáveis pela implantação desse mercado no País. Deixa a entidade, onde começou em 2003 quando essa indústria tinha apenas 7% de participação no bolo total, para assumir a presidência da Prevsaúde PBM Assistência Farmacêutica, uma das poucas empresas no País especializadas em gestão de benefícios e assistência farmacêutica. "Esse mercado tende a evoluir no Brasil e ampliar o acesso a medicamentos." Vera atendeu ao convite de Omilton Visconti Junior, que adquiriu o controle da Prevsaúde (tem 65%) após vender a Biosintética, de propriedade de sua família, ao Aché Laboratórios, em 2005.  Fonte: http://www.redemed.com.br/not_detalhe.cfm?idpostagem=637 Consultado em 22/02/2007

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Seminário em Brasília discute direitos humanos e HIV/aids

2007-01-24T00:00:00-03:00janeiro 24, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Brasília - A elaboração de um plano estratégico de promoção e defesa dos direitos humanos das pessoas que vivem com HIV/Aids e das populações vulneráveis à epidemia é o principal objetivo do Seminário Nacional de Direitos Humanos e HIV/Aids, que começa hoje e vai até sexta-feira (26) no Ministério da Saúde em Brasília. Agora de manhã, uma mesa-redonda discute o tema Direitos Humanos e HIV/Aids: Compromissos Firmados”. À tarde, ocorrem os painéis Acesso Universal a Meios de Prevenção, Tratamento, Assistência e Direitos Humanos e Não-discriminação e Igualdade perante a Lei. São esperados no encontro 180 participantes de coordenações estaduais e municipais de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Aids, do Ministério Público, do Ministério da Saúde e das secretarias de Direitos Humanos. Ao final do encontro, será definido um plano estratégico de atuação nessa área.  Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/01/24/materia.2007-01-24.4444773014/view Consultado em 19/02/2007

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Ação Global: é hora de olhar a aids em longo prazo

2007-01-24T00:00:00-03:00janeiro 24, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Após anos apenas apagando o incêndio da aids, chegou a hora de desenvolver uma estratégia de longo prazo para lidar com a pandemia, disse na quarta-feira o diretor de um fundo global criado para combater a doença. "Quando levamos o caminhão de bombeiro para o local e começamos a debelar um incêndio, o que eu acho que está acontecendo, nossa atenção deve começar a se concentrar no longo prazo", disse Richard Feachem, diretor-executivo do Fundo Global para o Combate à adis, Tuberculose e Malária. Ele participou de uma reunião de organizações internacionais e laboratórios paralela ao Fórum Econômico Mundial, para debater como a pandemia vai se desenvolver até 2025. Nos primeiros 20 anos, o mundo não conseguiu conter a devastação provocada pela aids nos países pobres, mas isso segundo Feachem mudou nos últimos cinco anos. "Agora temos os primeiros sucessos, com 1,5 milhão de pessoas na terapia anti-retroviral - e o número está dobrando a cada ano", afirmou. A aids atinge cerca de 40 milhões de pessoas, a maioria na África, e matou cerca de 2,9 milhões em 2006, segundo a ONU. Mas, apesar dos recentes avanços na distribuição de medicamentos, para cada pessoa tratada há dez novos contaminados. O resultado, no dizer de Feachem, é um "horizonte recessivo" no combate à epidemia. Também há crescentes problemas financeiros, já que a sobrevida dos pacientes significa que eles passarão mais tempo recebendo remédios e provavelmente desenvolverão resistência, o que os obrigará a passar para os medicamentos de segunda e terceira linha, ainda mais caros. Feachem cobrou uma prevenção coerente e disse que nos próximos anos será necessário tomar decisões sobre o papel de microbicidas vaginais e da circuncisão masculina, assim como do potencial de uma eventual vacina.  Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1368607-EI298,00.html Consultado em 14/02/2007

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Acionistas da italiana Zambon lançam planos para elevar negócios no Brasil

2017-01-10T17:18:21-03:00janeiro 23, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Pouco mais de quatro décadas atrás Gaetano Zambon já pressentia que restringir seus negócios à Itália não era exatamente um acerto. Mesmo distante um longo tempo do que se chama hoje de globalização, o fundador do laboratório farmacêutico Zambon resolveu se aventurar. Arrumou suas malas, elaborou um projeto e desembarcou no Brasil para montar o que seria uma das suas primeiras filiais da farmacêutica fundada em 1906 em Vicenza, na Itália, que na década de 80 se expandiria pela Europa e outros países. Presente em 16 países, número que é elevado para 20 nações quando se contabiliza as operações realizadas com distribuidores, o Zambon se auto-define como um laboratório de porte médio, avesso à fusões, disposto a manter sua independência e sem planos para o mercado de capitais por ora. Crenças essas que foram ditas ao Valor por uma das herdeiras, Elena Zambon. Ao lado lado da irmã Margherita, da principal executiva global, Paola Pellegrini, e do presidente no Brasil, Waldir Eschberger Jr., ela detalhou por mais de uma hora os planos da farmacêutica para o país e para o mundo. Com uma receita global de 410 milhões de euros no segmento farmacêutico e de 80 milhões de euros na operação de química fina, o Zambon objetiva modificar a relação entre medicamentos que necessitam de prescrição médica e remédios sem receita (chamados de OTC), além de dobrar suas vendas no Brasil. "Segundo dados de 2005, o OTC representa 20% do faturamento mundial da divisão farmacêutica, enquanto que o receituário responde pelo restante. Em três anos, portanto, desejamos que essa relação fique 30% com OTC e 70% com medicamentos de prescrição", afirmou Paola. No Brasil, a duplicação de receita tem exigido um esforço nada desprezível. Isso, porque a meta é dobrar as vendas obtidas em 2005, que foram de R$ 82 milhões, até o fim de 2008. A julgar pelo desempenho do ano passado, Elena Zambon, que atualmente preside o conselho de administração da multinacional, e Paola podem ficar esperançosas. A receita cresceu 17% e alcançou R$ 96 milhões, quando a previsão feita inicialmente era de um incremento de 15% para 2006. "Nossa estratégia está apoiada em aquisição, licenciamento e lançamento de medicamentos", disse Eschberger Jr. Sendo assim, o executivo revela que pretende elevar o portfólio de produtos da companhia dos atuais 30 para 38 remédios até 2008. E espera incrementar a receita deste ano em 18%. Com uma operação instalada em São Paulo (SP), capaz de produzir até 13 milhões de unidades por ano e cuja ociosidade é de 40%, a empresa vai concentrar os investimentos em marketing, vendas e aquisições. Além de querer entrar com força em OTC, o Zambon estuda investir ao redor de 25% do seu faturamento no Brasil para viabilizar lançamentos de medicamentos, realizar ações de marketing e comercial. Contudo, tanto no Brasil como no mundo, o Zambon elegeu como foco as áreas de medicamentos respiratórios, de saúde feminina e dor, além de apostar em um modelo de pesquisa e desenvolvimento de remédios, que consome 8% do seu faturamento global. Os recursos são usados para viabilizar parcerias com a comunidade científica para desenvolver remédios, sendo que a companhia costuma receber 100 projetos por ano. Neste jogo de crescimento, o Zambon sabe que o Brasil é peça-chave. Tanto assim que atualmente a operação local ocupa a quarta colocação, atrás da líder Itália, da vice-colocada Espanha e da terceira França. Outro ponto favorável ao país é que há uma fábrica instalada aqui, fato que só acontece também na Suiça, na Itália e na China. Não há planos, segundo a principal executiva da corporação, de abrir outras operações pelo mundo. Esse planejamento é tratado de perto pela corporação. Tanto que um dos motivos da família ter se afastado do dia-a-dia do negócio foi justamente para que pudessem pensar os rumos da companhia. "Tomamos essa decisão em 1999 e a meta era nos concentrarmos na estratégia", afirma Elena. A família Zambon detém 80% da companhia, sendo que os 20% restantes pertencem a outra parte da família, cujo nome não foi revelado. Foi a primeira vez que o conselho da companhia se reuniu no Brasil.  Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6688 Consultado em 22/02/2007

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Pfizer anuncia plano de reestruturação e planeja cortar 10 mil empregos

2007-01-22T00:00:00-03:00janeiro 22, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

O laboratório farmacêutico Pfizer anunciou nesta segunda-feira um plano de reestruturação que inclui o corte de 10 mil empregos e o fechamento de unidades, para reduzir gastos em até US$ 2 bilhões até 2008. As unidades a serem fechadas são três institutos de pesquisa no Estado de Michigan (centro-norte do país) e duas fábricas, nos Estados de Nova York e Nebraska (costa leste e centro, respectivamente). Os planos ainda incluem a possível venda de uma fábrica na Alemanha e de centros de pesquisa no Japão e na França. Esse é o segundo plano de cortes de gastos em dois anos, em meio ao esforço da Pfizer em compensar as perdas de cerca de US$ 14 bilhões em receitas que deve registrar neste ano, em que patentes de medicamentos-chave no catálogo da empresa devem expirar. Analistas do setor farmacêutico disseram que a empresa pode perder 41% de suas vendas entre 2010 e 2012 devido à competição com medicamentos genéricos. Para este ano e o próximo as receitas da Pfizer devem ficar estáveis, mas os lucros devem crescer, nos mesmos períodos, entre 6% e 9%, segundo a empresa. Os cortes anunciados hoje devem incluir os 2.200 postos na equipe de vendas da empresa nos EUA, anunciados em 2006. No quarto trimestre do ano passado, o lucro da Pfizer teve um crescimento acentuado devido à venda de sua divisão de produtos de cuidados pessoais de saúde por US$ 16,6 bilhões --o ganho líquido com a operação foi de US$ 7,9 bilhões. Os resultados ajustados, desconsiderando a operação, no entanto, mostraram uma queda de 15% nos lucros e vendas estáveis.  Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u113902.shtml Consultado em 16/02/2007

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