julho 2007

Exemplar

2007-07-13T00:00:00-03:00julho 13, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Já surtiu o efeito desejado pelo ministro José Gomes Temporão o licenciamento compulsório, apelidado de quebra de patente, do medicamento anti-Aids Efavirenz, do laboratório Merck. Esta semana o laboratório Abott informou ao Ministério da Saúde que decidiu reduzir voluntariamente o preço do Kaletra, outro importante antiretroviral.

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Anti-retroviral em comprimidos

2017-01-10T17:18:14-03:00julho 11, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

O que vem por aí O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, assinou um acordo com o laboratório Abbott que reduz em 29,5% o preço da nova apresentação, em comprimido, do anti-retroviral lopinavir/ritonavir, conhecido como Kaletra. A versão anterior do medicamento era em cápsulas. A previsão de redução de gastos, no primeiro ano do acordo, é de cerca de US$ 11,4 milhões. Além disso, a nova apresentação permite ao paciente diminuir o número de doses diárias. A nova apresentação do medicamento ainda não havia sido incorporada ao conjunto de medicamentos usados no coquetel de tratamento da aids. A partir de setembro será utilizado apenas o Kaletra em comprimido para o tratamento de adultos. Até lá, há estoques de cápsulas do medicamento, que garantem o abastecimento em todo o País. Rastreamento A cura para a hepatite C, doença que acomete cerca de 3 milhões de pessoas no Brasil, já pode ser considerada uma realidade. A enfermidade, principal causa de transplantes de fígado no mundo, é vista como uma questão de saúde pública e infecta até cinco vezes mais que a aids. A boa notícia foi anunciada com a conclusão de um estudo americano com cerca de mil pacientes, que eliminaram o vírus do sangue no final do tratamento com a combinação de dois medicamentos - o interferon peguilado alfa-2a (Pegasys) e a ribavirina. Os pacientes se mantiveram sem a doença seis meses após a retirada dos remédios. Essa situação é o melhor indicador do sucesso do tratamento, podendo ser entendida como a cura da hepatite C. Problemas circulatórios Aproveitando a época de férias, o angiologista e cirurgião vascular José João Lopes alerta para o comprometimento do sistema vascular em viagens muito longas, especialmente quando está atrelado a outros fatores de risco. Assim, vôos longos e viagens de carro com grandes percursos podem comprometer o sistema vascular. Permanecer com o corpo em uma mesma posição durante muito tempo influencia o desenvolvimento de varizes. A quase total ausência de movimento aliada à falta de espaço e o desconforto típico dessas viagens são os principais fatores que aumentam os problemas circulatórios. Geralmente os resultados são pernas e pés inchados, acúmulo de líquidos, além da dor e dificuldade de locomoção. Situações extremas O psiquiatra brasileiro José Toufic Thomé faz parte de uma comissão da ONU que está preocupada com o aumento nos casos de transtornos psíquicos ocorridos nas populações expostas a situações extremas. Ocorrências desse tipo não são mais observadas somente após situações excepcionais geradas pela natureza, como tsunamis e furacões. "Diariamente, catástrofes causadas pelo próprio homem geram situações limite desorganizadoras, com alto poder de desequilíbrio emocional e psíquico", afirma o psiquiatra. Guerras, crises econômicas, corrupção, conflitos sociais e terrorismo internacional também são eventos potencialmente adoecedores, mesmo que as pessoas não estejam diretamente expostas às conseqüências dos desastres. Cirurgia íntima Anualmente, a busca pela beleza leva milhares de mulheres em todo o mundo a procurar cirurgiões plásticos para resolver suas "imperfeições". Uma insatisfação das mulheres, bem menos alardeada, está relacionada à sua intimidade. Por puro constrangimento, grande parte delas deixa de discutir o assunto com seus especialistas. "É a cirurgia da intimidade, que ajuda a resolver problemas estéticos da aparência genital ou de aspectos não funcionais da região", explica o cirurgião plástico Marlon Chiaratti. Os procedimentos, geralmente muito simples, podem ser indicados para vários casos como desproporção do tamanho dos mamilos ou acúmulo de gordura na região do púbis. Grande parte deles se refere aos pequenos lábios, pois algumas mulheres possuem excesso de pele nessa região, o que pode ocasionar desconforto durante as relações sexuais.

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Governo vai investir mais de R$ 35 bilhões na área de tecnologia

2017-01-10T17:18:14-03:00julho 11, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Belém - PAC da C&T combina recursos de quatro ministérios, de parcerias com governos estaduais e com o setor privado. Somando recursos de quatro ministérios, de parcerias com governos estaduais e com o setor privado, o governo federal pretende investir entre 35 bilhões de reais e 40 bilhões de reais no Plano de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Nacional, de acordo com o secretário executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia, Luiz Antonio Rodrigues Elias. Elias apresentou o plano, que tem sido chamado de PAC da C&T, na segunda-feira (09/07) durante a 59ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Belém. “É um programa que se pretende horizontal, mas é importante destacar que se trata de premissas que não estão consolidadas. São proposições que recebemos da sociedade e estamos integrando em um grande projeto”, disse Elias à Agência Fapesp. O plano prioriza quatro linhas estratégicas: consolidação e expansão do sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação; incorporação da inovação no processo produtivo das empresas; pesquisa e desenvolvimento em áreas estratégicas para o país; e ciência e tecnologia para o desenvolvimento social. “O importante é que teremos recursos para a inovação no Brasil para os próximos quatro anos. A dimensão disso está sendo trabalhada para que tenhamos um programa concreto”, afirmou Elias. Segundo ele, com nova lei de regulamentação do Fundo Nacional de Desenvolvimento em Ciência e Tecnologia (FNDCT), os fundos setoriais deverão assegurar recursos para todas as áreas da ciência, garantindo boa parte dos investimentos. “Somando todos os anos até 2010, o FNDCT terá 7,5 bilhões de reais dos fundos setoriais. Chegaremos ao fim de 2010, sem contingenciamento, com 2,4 bilhões de reais. Mas o FNDCT é apenas uma das fontes de recursos, trabalharemos em conjunto com outros ministérios e haverá orçamento envolvendo o Fundo Nacional de Desenvolvimento (FND) e recursos do FAT (recursos reembolsáveis, administrados pelo Ministério do Trabalho)”, disse. Elias mencionou uma das áreas estratégicas eleitas pelo plano – a ciência e tecnologia na Amazônia – para exemplificar a cooperação entre os ministérios. “Para tratar dessa questão, o MCT integrará ações com os ministérios da Saúde, da Educação e da Agricultura. A idéia é que o plano seja o elemento adicional, conjunto, do que se chamou de ativos tangíveis – ou seja, do PAC, que é o plano da infra-estrutura.” Se o Plano de Aceleração do Crescimento tem como objetivo estimular o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) por meio de mais investimentos na economia, o MCT, segundo Elias, reforçará o setor de ciência e tecnologia com uma contribuição na área de pesquisa. “O plano complementará o processo já lançado de infra-estrutura”, disse. Os investimentos de até 40 bilhões de reais, segundo Elias, virão dos ministérios da Agricultura, da Educação e da Saúde, além do MCT. “A idéia é que esses recursos sirvam a uma integração de propostas, elegendo algumas áreas centrais – como a cadeia farmoquímica, o programa de Aids, o programa espacial, energia nuclear, Amazônia, biocombustíveis e a questão de mudanças climáticas globais”, destacou. Dentro da primeira área prioritária, de expansão do sistema nacional de ciência e tecnologia, o plano prevê que serão necessários recursos de 1 bilhão de reais para apoio à infra-estrutura das instituições no setor, além de 444 milhões de reais para fomento ao desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação. Uma das metas, que é ampliar o número de bolsas em todas as modalidades das 65 mil atuais para 95 mil até 2010, demandará recursos de 3,4 bilhões de reais. A área prioritária com mais programas é a de apoio à inovação tecnológica nas empresas. Para o Programa Nacional de Apoio às Incubadoras e Parques Tecnológicos (PNI), por exemplo, haverá demanda de 360 milhões de reais para o período de 2007 a 2010. Serão investidos cerca de 170 milhões de reais em capacitação de recursos humanos para a inovação. Nesta área prioritária, o plano prevê ainda 375 milhões de reais para serviços tecnológicos, 2,3 bilhões de reais para tecnologias da informação e comunicação e 255 milhões de reais para biocombustíveis e energias do futuro. Cerca de 5,7 bilhões de reais deverão vir da Incubadora de Fundos Inovar, uma parceria da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) com o Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o fundo de previdência Petros. Na área prioritária de pesquisa e desenvolvimento em áreas estratégicas, o PAC da C&T prevê demanda de 569 milhões de reais para biodiversidade e recursos naturais, 329 milhões de reais para meteorologia e mudanças climáticas, 380 milhões de reais para defesa nacional e segurança pública. A área de ciência para o desenvolvimento social demandará 413 milhões de reais para popularização da ciência e melhoria do ensino de ciências.

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Temporão diz que quebra de patente de remédio antiAids foi caso específico

2017-01-10T17:18:14-03:00julho 10, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Novartis gasta R$ 223 milhões para expandir fábricas em Resende e SP RESENDE. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse ontem em Resende, no Sul Fluminense, para um auditório de empresários da indústria farmacêutica, que a quebra de patente do medicamento Efavirenz, produzido pelo laboratório Merck Sharp & Dohme e utilizado no tratamento de Aids, foi um “caso circunscrito”. O ministério tenta afastar a desconfiança dos empresários do setor. — O decreto para o licenciamento compulsório foi um caso circunscrito. O governo foi obrigado, pela intransigência da empresa, a tomar essa medida — afirmou o ministro, que participou ontem da inauguração da expansão de duas fábricas da farmacêutica suíça Novartis, uma em Resende e outra em Taboão da Serra (SP). Na expansão das fábricas, a empresa investiu R$ 223 milhões, com a expectativa de triplicar o volume de exportações até 2012. Serão criados 400 empregos diretos. A Novartis fornece aos programas do governo, sob patente, três medicamentos para os tratamentos de hanseníase, câncer e hipertensão. Foi a primeira reunião de Temporão com um presidente de indústria farmacêutica depois do decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, há dois meses, permitindo aos laboratórios brasileiros a produção de um genérico do Efavirenz. Após o encontro com o ministro, o presidente mundial da Novartis, Daniel Vasella, foi recebido, ontem à noite, por Lula, em Brasília. Descartando a possibilidade de novas quebras de patente, Temporão conclamou a indústria a investir no país: — A postura do governo não é a intransigência. Venham para o Brasil e podem confiar no presidente Lula. A quebra de patente só aconteceu, segundo Temporão, diante da dificuldade de acordo para a redução do valor do medicamento mais utilizado para o tratamento de casos de Aids no país. Antes da assinatura do decreto, o ministério se reuniu oito vezes com executivos da empresa. A Merck vendia o comprimido do Efavirenz por US$ 1,59, enquanto na Tailândia o valor é de US$ 0,65. O diretor corporativo da Novartis, Nelson Mussolini, confirmou a preocupação do mercado farmacêutico. Ele criticou a quebra de patente: — Existe uma preocupação, e acreditamos que a quebra de patente não pode ser usada de forma atabalhoada pelo governo — disse Mussolini, apontando, entretanto, que a legislação do país está de acordo com as definições da Organização Mundial de Saúde. Mussolini descartou que a atitude do governo tenha feito recuar os planos de expansão de investimentos no país.

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Para empresários, garantia de compra estatal é fundamental

2007-07-10T00:00:00-03:00julho 10, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Do Rio Empresários do setor de fármacos esperam que, em breve, o governo comece a usar o poder de compra do Estado para ampliar a demanda por medicamentos no país. Eles consideram fundamental ter garantia de compra para fortalecer a empresa nacional e fazê-la avançar no mercado doméstico e global, o que já ocorre em outros países. Ogari Pacheco, da Cristália, critica a forma como são feitas atualmente as concorrências públicas, sem levar em conta o custo-Brasil, que representa 33% sobre o preço do produto, enquanto as multinacionais só têm uma alta de 2% no custo, por conta de seguro e frete. A empresa de Pacheco, que tem 100% de capital nacional, é a única no país a produzir o medicamento ritonavir para aids. Recentemente, a empresa perdeu para uma multinacional uma concorrência feita pelo Ministério da Saúde para fornecimento do princípio ativo. Para ele, a iniciativa do BNDES só dará certo "se o exercício deste poder de compra for efetivo, com o Estado dando um tratamento diferenciado para a indústria localmente, sem subsídio às avessas. Só assim o jogo é limpo", diz. Pacheco informou que perdeu a concorrência porque "trouxeram a matriz para competir conosco e baixaram o preço para um nível que se pratica em país africano, para fins humanitários". A Cristália fornecia o ritonavir para o governo há quatro anos. Agora, busca mercado para exportar o produto. "Através da inovação, temos patentes registradas nos EUA, Europa e China", diz Pacheco. A Cristália, que é líder do mercado latino-americano de anestésicos e tem quatro fábricas três em Itapira e uma em São Paulo investe 7% do lucro em pesquisa e desenvolvimento e reinveste 90% na própria empresa. No momento, Pacheco estuda a compra de empresas no mercado doméstico e examina a abertura de uma filial na Argentina. Alberto Mansur, da Nortec, que produz matéria-prima para o Dorflex e a Neosaldina, se diz estimulado a investir pelo apoio ao setor sinalizado pelo BNDES. A empresa aplica 8% da receita na pesquisa e desenvolvimento de produtos. Este ano, a Nortec está voltada para desenvolver produtos cujas patentes no mundo estão vencendo entre 2007 e 2008, como a fosfenitoina, princípio ativo usado para fabricação de remédios para epilepsia pediátrica. Um outro produto, a quetiapina, com patente vencendo em 2008, será fabricada numa joint-venture com a americana Cambrex. Também pesquisa com Farmanguinhos e a Unicamp um redutor para colesterol. Dante Alario Jr., da Biolab, acha "ótimo" o uso do poder de compra do governo para estimular o setor. "Isso já existe em outros países e aqui o assunto ainda está em discussão.". Ele disse que participa de licitações há muito tempo, mas nunca entrou numa licitação pública. Criticou o que chamou de "licitações predatórias" , nas quais concorre com empresas indianas, onde predomina o preço político. Alario Jr. contou que a Biolab estuda montar uma fábrica nos EUA e avalia uma aquisição ou parceria na Argentina. A Biolab tem liderança no Brasil de produtos cardiológicos e ocupa 14% do mercado de produtos ginecológicos. No mercado doméstico, estuda operações de aquisições de duas médias empresas. "Nossa meta é juntarmos forças para nos tornarmos um grupo maior". A Biolab tem 12 projetos de inovação para serem financiados pelo BNDES. A Genoa considera "importantíssima" a política de apoio do banco. "Para uma empresa como a nossa, que está começando e investindo muito em inovação, os recursos próprios são limitados", disse Luiz Fernando Camara Lopes, diretor de marketing da empresa. (VSD)

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“Inovação é crucial para o sucesso econômico”

2007-07-09T00:00:00-03:00julho 9, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

De São Paulo À frente da Novartis desde 1996, Daniel Vasella explica, em entrevista ao Valor, seu ponto de vista em relação a decisões recentes do governo brasileiro que afetam a indústria farmacêutica: Valor: Como o Sr. avalia o uso por parte do governo brasileiro do licenciamento compulsório? Daniel Vasella: O acordo Trips permite que os países possam em caso de emergência nacional usar o licenciamento, mas é importante que o façam de modo circunspecto porque isto pode ser visto como padrão de violação ou de interesse econômico. Isto mina a credibilidade do país e o local para investimento. A inovação é absolutamente crucial para qualquer país ter sucesso econômico. Não existe outra alternativa senão a patente para incentivar o investimento em pesquisas a longo prazo. Valor: O Sr. diz que patentes podem salvar vidas... Vasella: As patentes não podem, elas, de fato, salvam vidas. A mortalidade de doenças como câncer ou infarto cardíaco caiu 40% a 70% nos últimos 40 anos. Isso é resultado de bons medicamentos que não teríamos se não houvesse patente. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a maioria dos remédios não é protegida por patente, o que significa um enorme espaço para o avanço no tratamento de doenças. Se o objetivo é progredir em novos medicamentos genéricos, é preciso do sistema que incentive a inovação. Valor: Por outro lado, alguns especialistas dizem que preços altos matam os pacientes. Vasella: Na maioria dos países, os medicamentos representam 10%-25% dos gastos com Saúde. O resto são as despesas com serviços médicos, hospitais e de acompanhamento. Em muitos casos, ainda que os remédios sejam caros, eles economizam uma quantidade tremenda de custos. Quando as primeiras drogas contra aids surgiram, elas eram muito caras, mas poupavam uma grande quantidade de dinheiro. Hoje, os pacientes podem deixar o hospital e serem incorporados novamente aos postos de trabalho. Os remédios criam valor econômico à sociedade. É preciso um ponto de equilíbrio entre o incentivo para criação de valor e a limitação do preço. Mas ninguém tem uma só resposta correta para esse problema. Valor: As compras públicas brasileiras de remédios terão um desconto obrigatório de 25% sobre os preços de fábrica. A Novartis contesta a medida na Justiça. Essa é uma boa parceria com o governo? Vasella: Todos os acordos unilaterais são difíceis enquanto uma parte não concorda com a visão da outra. Prefiro um debate construtivo. Nós trazemos empregos para o Brasil, mas também queremos ganhar dinheiro. Nós importamos e exportamos. É uma parceria. Mas, em todos os países democráticos, existe um sistema de Justiça independente em que qualquer empresa privada pode usá-lo para reclamar aquilo que é certo ou errado. E é o juiz quem vai definir. (AV)

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Tailândia quer anti-aids mais barato que o Brasil

2007-07-07T00:00:00-03:00julho 7, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Tailândia - A Tailândia quer cortes de preços ainda maiores do que o obtido nesta semana pelo Brasil em acordo com o laboratório Abbott para evitar a quebra da patente do medicamento anti-aids Kaletra, disse nesta sexta-feira uma autoridade sanitária do país. Vichai Chokevivat, mentor da polêmica iniciativa de quebrar as patentes do Kaletra e de duas outras drogas, disse que a oferta da Abbott ao Brasil - US$ 1.000 por paciente/ano - ainda é muito cara em comparação com as versões genéricas, que saem a US$ 695 por ano. A Tailândia diz ser legal o licenciamento compulsório que anunciou recentemente para dois medicamentos anti-aids e para um remédio para o coração. O país alega que a decisão respeita as regras da Organização Mundial do Comércio. Ativistas aplaudiram a iniciativa, enquanto os laboratórios protestaram. A Tailândia é elogiada por ter conseguido reduzir o ritmo da epidemia de aids e de oferecer tratamento a mais de 100 mil dos seus 580 mil portadores do vírus HIV. Mas o governo diz sofrer pressões orçamentárias, já que está aumentando a procura pelo tratamento na rede de saúde pública, que atende a mais de 80 por cento dos 63 milhões de tailandeses. Do Terra, com agências

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Preço de remédio contra aids cai 29,5%

2007-07-05T00:00:00-03:00julho 5, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

A decisão do governo brasileiro de quebrar a patente do anti-retroviral Efavirenz, da Merck, em maio deste ano, melhorou a posição do Ministério da Saúde nas negociações com os grandes laboratórios farmacêuticos. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, assinou ontem acordo com o laboratório Abbott que reduz em 29,5% o preço do medicamento Kaletra (lopinavir/ritonavir), usado no tratamento de pacientes de Aids, depois de mais de três anos de dura batalha entre o governo e a multinacional. Cada comprimido do Kaletra, que hoje custa US$ 1,04, será vendido ao ministério por US$ 0,73 ainda neste ano, e por US$ 0,68 em 2008, o que representa uma redução de 30% nas despesas do governo com a compra do medicamento. - A questão do licenciamento do Efavirenz foi marcante nesse processo. Houve muita polêmica, muita crítica, mas o fato é que o licenciamento criou uma nova conjuntura que facilitou a aproximação dos laboratórios com o governo - admitiu o ministro, depois de assinar o novo contrato com o laboratório Abbott, que vai garantir o fornecimento de 37 milhões de comprimidos e 24 mil frascos de solução oral do Kaletra sob os novos preços acordados com o governo. Mudanças na composição da diretoria do laboratório e o chamado "efeito Tailândia" - resultado da iniciativa do governo tailandês de quebrar as patentes do Efavirenz e do Kaletra, no ano passado - também colaboraram para azeitar a negociação entre o Brasil e o laboratório Abbott, disse Temporão. Ainda sob o efeito da mudança de tom na relação com laboratórios, o ministério está elaborando uma lista com os medicamentos com maior impacto no orçamento da Saúde e prepara novas negociações de contratos com as indústrias do setor. De acordo com Temporão, o governo pretende fazer um levantamento dos preços internacionais dos medicamentos como base para renegociar preços com os laboratórios e ampliar a ação do governo com medicamentos de alto custo para o tratamento de outras doenças. Segundo Temporão, o governo deve iniciar hoje negociações com o laboratório Novartis para reduzir o preço de um remédio utilizado no tratamento do câncer. Ele afirmou que o ministério não fará ameaças. - Não ameaçamos ninguém, porque somos um governo democrático, educado, com um ministro extremamente polido - disse Temporão. Depois do Efavirenz, da Merck, o Kaletra é o segundo anti-retroviral mais utilizado no país para o tratamento da Aids. Cerca de 31 mil pacientes adultos e 1,2 mil crianças utilizam o remédio fabricado pela Abbott no Brasil. A aquisição do remédio representava impacto de US$ 37 milhões por ano no orçamento da Saúde, que vai economizar US$ 11,5 milhões em 2007, já como efeito do novo contrato.

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Remédio contra a Aids mais barato

2007-07-05T00:00:00-03:00julho 5, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Abbot aceita fazer acordo com o governo brasileiro O Abbott Laboratories, o terceiro maior laboratório dos Estados Unidos, aceitou reduzir o preço de seu novo medicamento de combate à Aids, o Kaletra, em 30% para o mercado brasileiro. O corte ocorre dois meses após o País ter quebrado a patente do Efavirenz, fabricado pela Merck & Co. O Abbott reduzirá o preço da nova versão de seu medicamento Lopinavir/ritonavir, conhecido pelo nome comercial Kaletra, para US$ 0,73 por comprimido este ano e para US$ 0,68 por comprimido em 2008, a partir do US$ 1,04 cobrado atualmente, disse o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, em cerimônia realizada em Brasília. O Governo brasileiro prevê que o acordo reduzirá seus gastos com medicamentos em cerca de US$ 11,4 milhões este ano. O Governo brasileiro pressionou os laboratórios para que fossem concedidos descontos nos preços dos medicamentos de combate à Aids, em momento em que tenta limitar seus gastos e garantir a eficiência de seu programa de fornecimento gratuito de tratamento para todas as 200 mil pessoas com Aids ou portadoras do vírus HIV, disse Temporão. O acordo segue-se a decisão tomada no último dia 4 de maio pelo Governo, que quebrou a patente do medicamento de combate à Aids Efavirenz, da Merck, após a empresa não ter satisfeito as exigências relativas a preços do governo brasileiro. O acordo substitui contrato assinado em 2005, quando o Abbott reduziu o preço da versão anterior do Kaletra em 46% para o Brasil, após o Governo ter ameaçado quebrar sua patente.

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Acordo entre governo e Abbott reduz em 30% preço de Kaletra

2017-01-10T17:18:14-03:00julho 5, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Ministério da Saúde estima economizar US$ 11,4 milhões, no primeiro ano, nas compras do remédio. O Ministério da Saúde e a subsidiária brasileira da farmacêutica norte-americana Abbott Laboratories assinaram ontem, em Brasília, um novo acordo para a mais moderna apresentação do anti-retroviral Kaletra (lopinavir/ritonavir), que reduz em 29,5% o preço do inibidor de protease, utilizado no coquetel de remédios para o tratamento da aids. O Ministério estima economizar cerca de US$ 11,4 milhões no primeiro ano de acordo. Em 2005, governo e laboratório formalizaram acordo de US$ 1,04 para cada comprimido da nova apresentação adquirido a partir deste ano. Com o ajuste, o preço ficou em US$ 0,73 em 2007 e em US$ 0,68 a partir do próximo ano, o que diminuirá o custo anual de tratamento por paciente para US$ 1 mil. O Ministério prevê que 31 mil adultos e 1,2 mil crianças utilizem Kaletra até o fim deste ano. O Brasil usa a versão antiga (cápsulas) de Kaletra desde 2002 e a mais nova (comprimidos) chegará aos pacientes a partir de setembro, substituindo a atual. O remédio da Abbott é o segundo anti-retroviral importado mais consumido no País, segundo o Ministério, atrás apenas do Efavirenz, da Merck, submetido a licenciamento compulsório pelo governo em maio último. A nova apresentação, lançada nos Estados Unidos em 2006, traz a vantagem de poder ser ingerida em jejum, não necessita de refrigeração e aumenta a adesão ao tratamento, já que deve ser tomada apenas quatro vezes ao dia, ante as seis doses diárias da versão antiga, explicou o diretor da Abbott, Roberto Alvarenga, observando que ela será importada da fábrica alemã da empresa. Conforme o executivo, o processo de renegociação partiu da própria Abbott, que, "além de querer colaborar para o desenvolvimento do Programa Nacional de DST/Aids", estabeleceu, a partir de discussões com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o mesmo valor, de US$ 1 mil anual por paciente, para 45 países considerados de baixa e médio-baixa renda, entre eles o Brasil. Esse programa global, que visa ampliar o acesso ao medicamento, foi apresentado em abril passado. Em 2005, contudo, governo e Abbott chegaram a entrar num embate, parecido com o ocorrido com a Merck este ano, com direito à ameaça de licenciamento compulsório para Kaletra, segundo o Ministério. Depois de quatro meses de negociação, foi fechado preço 47% menor, de US$ 0,63 a cápsula.

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