julho 2007

Acordo reduz preço de droga antiAids

2007-07-05T00:00:00-03:00julho 5, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Governo faz convênio com laboratório Abbott para compra do Kaletra BRASÍLIA. Dois meses depois de o governo ter quebrado a patente do medicamento antiAids Efavirenz, do laboratório americano Merck Sharp & Dohme, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, assinou ontem convênio com o laboratório Abbott, também americano, que garante a economia de US$ 11,4 milhões por ano na compra do Kaletra, igualmente usado no tratamento de pacientes com Aids. A redução, voluntária, no preço foi de 29,5%. As negociações se arrastavam desde o ano passado mas, segundo Temporão, ganharam novo fôlego em janeiro, quando a nova diretoria da empresa passou a ver a causa com mais entusiasmo. O ministro negou ter ameaçado o Abbott com a quebra de patente, caso a empresa não concordasse com a redução do preço do Kaletra. Mas afirmou acreditar que a quebra de patente de outros remédios feita pelo governo pode ter ajudado a sensibilizar o laboratório. — Não ameaçamos ninguém. Somos um governo democrático e educado, com um ministro polido — disse Temporão. — A conversa com o Abbott fluiu bem, e o acordo vai ser muito importante para a ampliação do programa DST/Aids no Brasil. — O acordo simboliza o que pode ser alcançado quando governo e indústria encontram juntos soluções práticas para lutar contra a epidemia — disse a vice-presidente do Abbott para América Latina e Canadá, Heather Mason. Kaletra é o nome comercial do segundo anti-retroviral mais usado no país, o lopinavir/ritonavir. Estima-se que 31 mil adultos e 1,2 mil crianças utilizarão o remédio até o fim do ano. Antes do convênio, o governo pagava US$ 39 milhões por ano pelo medicamento. O preço previsto no acordo fechado em 2005 era de US$ 1,04 por comprimido, a partir da primeira compra, prevista para este ano. Com o acordo, passa para US$ 0,73 até o fim do ano. Em 2008, custará US$ 0,68. — Seria muito bom que o exemplo da Abbott fosse adotado por outros laboratórios — disse Temporão, que confirmou estar negociando com a Novartis a redução de preços de remédios para tratar câncer.

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Ganho de R$ 23 milhões

2017-01-10T17:18:14-03:00julho 5, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Governo faz acordo com fabricante de remédio do coquetel anti-Aids e reduz preço em 29,5%, após três ameaças de quebra de patente Depois de ameaçar quebrar a patente do medicamento Kaletra (Lopinavir/ritonavir) por três vezes, o governo brasileiro fez mais um acordo com o laboratório Abbott para reduzir os preços cobrados pelo anti-retroviral. O medicamento integra o coquetel utilizado por pacientes com o vírus HIV. Segundo o contrato assinado ontem entre Ministério da Saúde e o fabricante estrangeiro, o preço do Kaletra foi reduzido em 29,5%. Pelo acordo, o governo passará a comprar a nova apresentação do medicamento em comprimido. A versão anterior era em cápsulas e alguns pacientes encontravam dificuldades para engoli-lo. Segundo cálculos do governo, a previsão de redução de gastos, no primeiro ano do acordo, é de cerca de R$ 23 milhões. Atualmente, os recursos para a compra de medicamentos para pacientes com o vírus chegam a R$ 1 bilhão. "O governo está empenhado em reduzir o preço de outros medicamentos e está aberto a outras propostas dos laboratórios", anunciou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Outra vantagem da compra, segundo Temporão, é que o novo medicamento não precisa ser armazenado em geladeira, como a versão em cápsula. A nova apresentação também permite ao paciente diminuir o número de doses, substituindo a ingestão de seis cápsulas por dia para quatro comprimidos. No acordo realizado em 2005, o preço da unidade seria de US$ 1,04, a partir da primeira compra, prevista para este ano. Com a assinatura do novo contrato, esse valor passa para US$ 0,73 até o fim de 2007. Em 2008, a unidade custará US$ 0,68, reduzindo para US$ 1 mil o custo do tratamento anual de cada paciente, segundo cálculos do governo. Como o laboratório estava irredutível nas negociações, a nova apresentação do Kaletra ainda não havia sido incorporada ao coquetel de medicamentos usados no tratamento da Aids. Como o contrato foi assinado ontem, a distribuição deve começar em setembro. Enquanto isso, os pacientes continuarão usando a versão em cápsula do medicamento. Em uso no Brasil desde 2002, o Kaletra é o segundo anti-retroviral importado mais consumido no país, depois do Efavirenz. Estima-se que 31 mil pacientes adultos e 1,2 mil crianças estejam usando o medicamento até o fim de 2007. Em 24 de junho de 2005, o governo brasileiro declarou interesse público do anti-retroviral e ameaçou adotar o licenciamento compulsório do medicamento, caso o produtor não atendesse às condições apresentadas para a garantia da sustentabilidade do Programa Nacional DST/Aids. Depois de quatro meses de negociação, foi fechado o acordo, em 2005, que garantiu redução de 47% no preço do medicamento, que passou de US$ 1,17 para US$ 0,63, a cápsula. Esse preço era relativo a uma versão antiga do remédio, já em desuso. Na nota divulgada pelo Abbott logo depois de selado o acordo, o laboratório diz que "o governo aceitou a oferta da Abbott em fornecer Kaletra comprimidos pelo preço equivalente a US$1 mil por paciente/ano, estabelecendo um novo acordo com a empresa". Segundo a nota, a negociação é resultado do anúncio feito pela empresa, em 10 de abril de 2007, de redução do preço de lopinavir/ritonavir em cápsulas e comprimidos para 45 países de baixa e médio-baixa renda. Os executivos da Abbott dizem ainda que, como o Banco Mundial classifica o Brasil como país de médio-baixa renda, o laboratório incluiu o país na lista de nações atendidas pela nova política da empresa. "Nós queríamos que o Brasil fosse beneficiado com o mesmo preço oferecido a outros países com o mesmo nível de desenvolvimento econômico", ressalta Heather Mason, vice-presidente para operações da Abbott na América Latina e no Canadá. Por mais de três anos, o governo tentou negociar com o laboratório Merck Sharp & Dohme a redução do anti-retroviral Efavirenz e não obteve sucesso. A saída foi iniciar os procedimentos de quebra de patente, que ainda estão em andamento. para saber mais Fortes efeitos colaterais O Kaletra é um medicamento que contém as substâncias lopinavir e ritonavir que, em combinação com outros agentes, são indicadas para o tratamento da Aids. O medicamento tem o objetivo de controlar a quantidade de vírus e promover a melhora do sistema de defesa do organismo da pessoa infectada pelo HIV. Mas o medicamento tem efeitos colaterais muito fortes. Durante o tratamento, os pacientes podem desenvolver outras infecções, que são conhecidas como oportunistas, e até mesmo outras complicações associadas com a Aids, como gordura localizada, diabetes e pancreatite.

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Medicamento anti-Aids deve ter preço reduzido

2007-07-04T00:00:00-03:00julho 4, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Será assinado hoje, às 11h, um acordo entre o Ministério da Saúde e o laboratório Abbott para a redução do preço do Kaletra, medicamento usado no tratamento de Aids. O Ministério da Saúde não divulgou oficialmente qual será a redução de preço, mas o valor deve ficar em torno dos 30% já anunciados pelo ministro José Gomes Temporão.

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BNDES reduz juros de financiamento para indústria farmacêutica

2007-07-03T00:00:00-03:00julho 3, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, anunciou nesta segunda-feira (2), ao lado do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, a redução da taxa de juros fixa de 6% ao ano para 4,5% ao ano para os projetos aprovados no Profarma (Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Cadeia Produtiva Farmacêutica) e a linha de Inovação P,D & I. Trata-se da mais baixa taxa cobrada nos financiamentos concedidos pelo BNDES --a medida faz parte de iniciativas de estímulo à inovação, pesquisa e desenvolvimento no país, disse Coutinho. O Profarma foi criado em 2004 com o objetivo de incentivar o aumento da produção de medicamentos para uso humano e seus insumos no país. O financiamento do Banco visa estimular investimentos em atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação da cadeia produtiva farmacêutica brasileira. Até maio de 2007, o Profarma acumulou uma carteira de 47 operações, totalizando solicitação de financiamentos de R$ 935 milhões. Criada em fevereiro de 2006, a linha Inovação P, D & I tem como meta apoiar projetos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, voltados para novos produtos e processos. A linha tem em carteira R$ 20,5 milhões de projetos já contratados e outros R$ 68,2 milhões a contratar, somando R$ 88,6 milhões. Planta de protótipos Também hoje o BNDES informou sobre a aprovação de um financiamento no valor de R$ 30 milhões para a construção da primeira planta de protótipos do Brasil para o desenvolvimento de produtos biotecnológicos e a produção de medicamentos estratégicos para a política de saúde pública, utilizados no tratamento de doenças como câncer, AIDS, hepatite B e C e anemias associadas à insuficiência renal crônica. Aprovado no âmbito do Funtec (Fundo Tecnológico), o financiamento do BNDES, não-reembolsável, será destinado à Bio-Manguinhos, unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio. Atualmente, Bio-Manguinhos importa de Cuba os ingredientes ativos dos medicamentos. A planta de protótipos é um laboratório dotado com a infra-estrutura necessária para a formulação de lotes experimentais de medicamentos e vacinas. A nova planta de protótipos viabilizará a produção de substâncias da escala laboratorial para a escala industrial.

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Brasil recebe primeiro lote de genérico para Aids

2007-07-03T00:00:00-03:00julho 3, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

BRASÍLIA - O governo brasileiro recebeu nesta segunda-feira o primeiro lote da versão genérica do medicamento anti-retroviral Efavirenz, produzido na Índia. A entrega foi acompanhada por representantes da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV, do Distrito Federal. O Efavirenz é o remédio importado mais usado no combate à Aids. A compra da versão genérica só foi possível porque no dia 4 de maio o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou licenciamento compulsório do Efavirenz, produzido pelo laboratório Merck Sharp & Dohme. Para garantir a continuidade do tratamento aos usuários do remédio, logo após o decreto, o Ministério da Saúde entrou em contato o Unicef e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para agilizar o processo de compra do produto. O processo de aquisição da primeira remessa de Efavirenz genérico, produzido pelo laboratório indiano Aurobindo, ficou a cargo do Unicef. A carga entregue tem 9 toneladas e inclui 3,3 milhões de comprimidos de 600mg, comprados pelo preço unitário de US$ 0,46, e 108 mil cápsulas de 200mg, adquiridas por US$ 0,22, cada. Além da entrega desta segunda-feira, estão previstas mais sete remessas com o mesmo quantitativo referente à apresentação de 600mg, e mais três entregas referente à apresentação de 200mg. A última entrega está prevista para acontecer até 30 de janeiro de 2008. Ao todo, serão adquiridos 13,5 milhões de comprimidos, por meio do Unicef, e mais 13,5 milhões, pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), totalizando 27 milhões de comprimidos de 600mg, número suficiente para abastecer por 12 meses os estoques do governo federal.

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Chega ao País 1.º lote de Efavirenz genérico

2007-07-03T00:00:00-03:00julho 3, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

A diretora do Programa Nacional de DST e Aids, Mariângela Simão, e a representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no Brasil, Marie-Pierre Poirier, receberam ontem o primeiro lote da versão genérica do anti-retroviral Efavirenz. A compra foi possível porque, em maio, o presidente Lula decretou o licenciamento compulsório da droga, do laboratório Merck.

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Fábrica da Fiocruz terá R$ 30 milhões do BNDES

2007-07-03T00:00:00-03:00julho 3, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Primeira planta para produção de medicamentos experimentais do país reduzirá gastos do governo RIO e BRASÍLIA. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, assinou, ontem, em evento realizado na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com a participação do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, um financiamento de R$ 30 milhões para construir a primeira fábrica de protótipos de medicamentos e vacinas do país, que desenvolverá produtos de alto custo, em caráter experimental, para tratamento de anemia, Aids, câncer e hepatite. — É uma planta de protótipos que vai permitir tirar do laboratório, para a produção industrial, medicamentos e vacinas para o sistema de saúde. São medicamentos importados a um custo relativamente alto. É um projeto muito relevante dentro da estratégia de desenvolvimento da inovação em farmoquímica para o Brasil — disse Coutinho. A unidade, que será inaugurada em 2009, fará parte do Centro Integrado de Protótipos Biofármacos e Reativos para Diagnóstico Laboratorial (CIPBR) do Complexo Tecnológico de Bio-Maguinhos. Entre as principais substâncias a serem produzidas estão a eritropoetina humana recombinante, para tratamento de anemias associadas à insuficiência renal crônica, ao câncer e à Aids, e o interferon Alfa 2b humano recombinante, usado no tratamento de hepatite e de alguns tipos de câncer. — Isso vai permitir que a Fiocruz dê um salto de qualidade, produção e desenvolvimento no fornecimento de biotecnológicos de qualidade para os diversos programas do Ministério da Saúde, visando o atendimento da população — disse Ricardo Galler, vice-diretor de desenvolvimento tecnológico da Fiocruz, acrescentando que a unidade vai gerar economia para o governo. — Na parte de biofármacos, o governo gasta hoje de R$ 800 milhões a R$ 900 milhões anualmente, com cerca de 14 medicamentos especiais. A expectativa é que possamos reduzir esse valor à metade. Aqui esperamos produzir entre quatro e cinco desses medicamentos. Para o ministro da Saúde, a redução de custos não é o mais importante, mas sim o investimento em conhecimento: — Essa planta de protótipos poderá estar aberta a qualquer empresas que queira trazer sua tecnologia para cá, para ver se há viabilidade. Na mesma cerimônia, presidente do BNDES anunciou a redução dos juros do Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Cadeia Produtiva Farmacêutica (Profarma), de 6% para 4,5% ao ano. O objetivo é estimular investimentos em inovação e pesquisa. Ele disse que espera dobrar em dois anos o total da carteira da linha Profarma que, de 2004 a maio de 2007, acumula R$ 935 milhões em 47 pedidos de financiamento. Chega ao Brasil o primeiro lote de genérico para Aids Um grupo de portadores do vírus HIV, causador da Aids, do Distrito Federal foi ontem ao Aeroporto Internacional de Brasília para, em ato simbólico, receber o primeiro lote do medicamento genérico anti-retroviral Efavirenz a ser distribuído no país. A compra foi possível por causa da quebra da patente do produto original do laboratório Merck Sharp & Dohme, decisão inédita anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 4 de maio. O novo remédio é muito mais barato e foi fabricado na Índia, pelas empresas Aurobindo e Ranbaxy.

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Sem estardalhaço

2007-07-01T00:00:00-03:00julho 1, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Depois de alardear o licenciamento compulsório de um remédio antiaids, o governo negocia com o fabricante a compra da versão líquida do medicamento, indicada para crianças O Ministério da Saúde anunciou, na semana passada, a chegada ao Brasil do primeiro lote do genérico do anti-retroviral efavirenz, fabricado na Índia. O efavirenz é um dos principais medicamentos do coquetel antiaids distribuído gratuitamente a 75.000 doentes. A importação do genérico é fruto do licenciamento compulsório (quebra de patente, na prática) do remédio desenvolvido pelo laboratório americano Merck Sharp&Dohme. A medida foi objeto de grande estardalhaço. Sem nenhum barulho, no dia 18 de maio, duas semanas depois da quebra de patente, o governo teve de recorrer à Merck para reabastecer seus estoques de efavirenz líquido, usado no tratamento pediátrico da aids. Num fax da Subsecretaria de Assuntos Administrativos, o Ministério da Saúde solicitou a compra de 28 000 frascos do remédio em xarope. Essa quantidade é suficiente para atender, por um ano, 1 000 pacientes de até 12 anos portadores do vírus HIV. No Brasil, o número de crianças infectadas cai continuamente desde 2003 (veja o quadro abaixo). Cerca de 70% delas foram contaminadas durante o parto. Nenhuma companhia farmacêutica produz o anti-retroviral em xarope – a não ser a Merck. O primeiro lote, com 7.000 frascos, será entregue ao governo nos próximos trinta dias. O restante, em setembro, novembro e janeiro. Quando o estoque terminar, o contrato deverá ser renovado. Daqui a alguns dias, o Ministério da Saúde assinará um contrato com o laboratório americano Abbott, fabricante do anti-retroviral Kaletra. O acordo prevê um desconto de 30% na compra do medicamento, o que representa uma economia de 10 milhões de dólares por ano. Resta a pergunta: por que não se celebrou um contrato semelhante com a Merck? Segundo o presidente da divisão latino-americana do laboratório, Tadeu Alves, também foi oferecido ao governo um desconto de 30% na venda do efavirenz. Além disso, a Merck sugeriu transferir a tecnologia de fabricação do remédio ao Brasil dois anos antes do fim da patente. O benefício financeiro, aliado ao industrial, seria maior do que o obtido com o licenciamento compulsório. Mas é o tipo de coisa que não rende manchetes.

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junho 2007

STJ mantém aplicação do preço cap na compra de medicamentos

2007-06-29T00:00:00-03:00junho 29, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

O Sistema Único de Saúde obteve a sua primeira vitória no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra o mandado de segurança impetrado pela Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) que pedia a suspensão dos efeitos do preço CAP - Coeficiente de Adequação de Preço, instituído pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos CMED. Por decisão unânime, o plenário da 1ª Seção do STJ julgou a ação improcedente e acatou todos os argumentos apresentados pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que preside a CMED. De acordo com voto da ministra Eliana Calmon, a aplicação do CAP obedece à Lei nº. 10.742/2003, que destaca ser de competência da CMED, a definição de critérios para a fixação e ajuste de preço de medicamentos. Ainda segundo a relatora, o CAP contribui para que se faça cumprir o importante papel do Estado em efetivar a saúde pública no Brasil de acordo com o que está determinado no artigo 196 da Constituição Federal. A ministra confirmou que a iniciativa do poder público para impor parâmetros e limitações aos preços de medicamentos para o consumidor nacional na forma da resolução é "razoável, legítima e não fere a concorrência". O coeficiente, definido em 24,69%, exige que as distribuidoras e empresas produtoras de medicamentos apliquem esse índice mínimo em compras realizadas pelos entes da Administração Pública Direta e Indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Da aplicação do CAP sobre o Preço de Fábrica resultará o Preço Máximo de Venda ao Governo - PMGV.

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EUA decidem eliminar isenção tarifária para freios de automóveis

2017-01-10T17:18:14-03:00junho 29, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

O governo dos Estados Unidos anunciou ontem a eliminação de vantagens comerciais que beneficiavam dois produtos exportados pelo Brasil para o mercado americano. A decisão tem pouco significado econômico, mas foi vista pela indústria brasileira como um sinal preocupante de insatisfação dos EUA. A decisão foi anunciada poucas semanas depois de o Brasil quebrar a patente de um remédio para aids fabricado pelo laboratório americano Merck, e dias depois do fracasso da última tentativa de retomar as negociações da Rodada Doha de liberalização comercial. Os EUA atribuem ao Brasil grande parte da responsabilidade pelo fiasco. "Eu não sei se foi uma retaliação ou não, mas parece um recado", disse o diretor-adjunto do departamento de comércio exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Carlos Cavalcanti. "Eles poderiam ter mantido as vantagens, mas preferiram tirá-las." Os dois produtos brasileiros atingidos pela decisão de ontem são o ferrozircônio, uma liga metálica, e freios para automóveis. Ambos entravam no mercado americano isentos de tarifas, graças ao Sistema Geral de Preferências (SGP), um programa que beneficia o Brasil e outros países em desenvolvimento e existe há mais de três décadas. De acordo com as regras do SGP, os produtos beneficiados pelo programa podem perder as vantagens que recebem quando se tornam muito competitivos, quando suas vendas para os Estados Unidos ultrapassam determinado limite ou eles passam a dominar nichos específicos. Mas o governo pode manter os benefícios em caráter excepcional se preferir. As vendas de freios do Brasil para os Estados Unidos atingiram US$ 32 milhões no ano passado, mas passaram do limite previsto nas regras do SGP no ano anterior, quando alcançaram US$ 174 milhões. As vendas de ferrozircônio atingiram apenas US$ 490 mil em 2006, mas o produto do Brasil representou 97% das importações americanas no ano. Com a exclusão do SGP, os fabricantes de freios terão que pagar uma tarifa de 2,5% para entrar no mercado americano. Eles poderão reduzir suas margens de lucro para continuar fazendo negócios com os EUA. Se não conseguirem, perderão os clientes americanos para fornecedores baseados em outros países. O país mais prejudicado pela decisão de ontem foi a Índia, outro que os EUA responsabilizam pelo fiasco da Rodada Doha. Os indianos exportaram no ano passado US$ 2,2 bilhões em jóias para o mercado americano. Com a perda dos benefícios do SGP, os fabricantes indianos passarão a recolher uma tarifa de 5,5%. O Brasil vendeu para os EUA US$ 3,7 bilhões por meio do SGP no ano passado, o equivalente a 14% das exportações brasileiras para o mercado americano. De tempos em tempos, o governo e o Congresso dos Estados Unidos ameaçam excluir o país do SGP, por achar que ele já é grande demais para precisar desse tipo de benefício.

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