julho 2007

BNDES reduz juros de financiamento para indústria farmacêutica

2007-07-03T00:00:00-03:00julho 3, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, anunciou nesta segunda-feira (2), ao lado do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, a redução da taxa de juros fixa de 6% ao ano para 4,5% ao ano para os projetos aprovados no Profarma (Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Cadeia Produtiva Farmacêutica) e a linha de Inovação P,D & I. Trata-se da mais baixa taxa cobrada nos financiamentos concedidos pelo BNDES --a medida faz parte de iniciativas de estímulo à inovação, pesquisa e desenvolvimento no país, disse Coutinho. O Profarma foi criado em 2004 com o objetivo de incentivar o aumento da produção de medicamentos para uso humano e seus insumos no país. O financiamento do Banco visa estimular investimentos em atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação da cadeia produtiva farmacêutica brasileira. Até maio de 2007, o Profarma acumulou uma carteira de 47 operações, totalizando solicitação de financiamentos de R$ 935 milhões. Criada em fevereiro de 2006, a linha Inovação P, D & I tem como meta apoiar projetos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, voltados para novos produtos e processos. A linha tem em carteira R$ 20,5 milhões de projetos já contratados e outros R$ 68,2 milhões a contratar, somando R$ 88,6 milhões. Planta de protótipos Também hoje o BNDES informou sobre a aprovação de um financiamento no valor de R$ 30 milhões para a construção da primeira planta de protótipos do Brasil para o desenvolvimento de produtos biotecnológicos e a produção de medicamentos estratégicos para a política de saúde pública, utilizados no tratamento de doenças como câncer, AIDS, hepatite B e C e anemias associadas à insuficiência renal crônica. Aprovado no âmbito do Funtec (Fundo Tecnológico), o financiamento do BNDES, não-reembolsável, será destinado à Bio-Manguinhos, unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio. Atualmente, Bio-Manguinhos importa de Cuba os ingredientes ativos dos medicamentos. A planta de protótipos é um laboratório dotado com a infra-estrutura necessária para a formulação de lotes experimentais de medicamentos e vacinas. A nova planta de protótipos viabilizará a produção de substâncias da escala laboratorial para a escala industrial.

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Brasil recebe primeiro lote de genérico para Aids

2007-07-03T00:00:00-03:00julho 3, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

BRASÍLIA - O governo brasileiro recebeu nesta segunda-feira o primeiro lote da versão genérica do medicamento anti-retroviral Efavirenz, produzido na Índia. A entrega foi acompanhada por representantes da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV, do Distrito Federal. O Efavirenz é o remédio importado mais usado no combate à Aids. A compra da versão genérica só foi possível porque no dia 4 de maio o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou licenciamento compulsório do Efavirenz, produzido pelo laboratório Merck Sharp & Dohme. Para garantir a continuidade do tratamento aos usuários do remédio, logo após o decreto, o Ministério da Saúde entrou em contato o Unicef e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para agilizar o processo de compra do produto. O processo de aquisição da primeira remessa de Efavirenz genérico, produzido pelo laboratório indiano Aurobindo, ficou a cargo do Unicef. A carga entregue tem 9 toneladas e inclui 3,3 milhões de comprimidos de 600mg, comprados pelo preço unitário de US$ 0,46, e 108 mil cápsulas de 200mg, adquiridas por US$ 0,22, cada. Além da entrega desta segunda-feira, estão previstas mais sete remessas com o mesmo quantitativo referente à apresentação de 600mg, e mais três entregas referente à apresentação de 200mg. A última entrega está prevista para acontecer até 30 de janeiro de 2008. Ao todo, serão adquiridos 13,5 milhões de comprimidos, por meio do Unicef, e mais 13,5 milhões, pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), totalizando 27 milhões de comprimidos de 600mg, número suficiente para abastecer por 12 meses os estoques do governo federal.

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Chega ao País 1.º lote de Efavirenz genérico

2007-07-03T00:00:00-03:00julho 3, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

A diretora do Programa Nacional de DST e Aids, Mariângela Simão, e a representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no Brasil, Marie-Pierre Poirier, receberam ontem o primeiro lote da versão genérica do anti-retroviral Efavirenz. A compra foi possível porque, em maio, o presidente Lula decretou o licenciamento compulsório da droga, do laboratório Merck.

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Fábrica da Fiocruz terá R$ 30 milhões do BNDES

2007-07-03T00:00:00-03:00julho 3, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Primeira planta para produção de medicamentos experimentais do país reduzirá gastos do governo RIO e BRASÍLIA. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, assinou, ontem, em evento realizado na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com a participação do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, um financiamento de R$ 30 milhões para construir a primeira fábrica de protótipos de medicamentos e vacinas do país, que desenvolverá produtos de alto custo, em caráter experimental, para tratamento de anemia, Aids, câncer e hepatite. — É uma planta de protótipos que vai permitir tirar do laboratório, para a produção industrial, medicamentos e vacinas para o sistema de saúde. São medicamentos importados a um custo relativamente alto. É um projeto muito relevante dentro da estratégia de desenvolvimento da inovação em farmoquímica para o Brasil — disse Coutinho. A unidade, que será inaugurada em 2009, fará parte do Centro Integrado de Protótipos Biofármacos e Reativos para Diagnóstico Laboratorial (CIPBR) do Complexo Tecnológico de Bio-Maguinhos. Entre as principais substâncias a serem produzidas estão a eritropoetina humana recombinante, para tratamento de anemias associadas à insuficiência renal crônica, ao câncer e à Aids, e o interferon Alfa 2b humano recombinante, usado no tratamento de hepatite e de alguns tipos de câncer. — Isso vai permitir que a Fiocruz dê um salto de qualidade, produção e desenvolvimento no fornecimento de biotecnológicos de qualidade para os diversos programas do Ministério da Saúde, visando o atendimento da população — disse Ricardo Galler, vice-diretor de desenvolvimento tecnológico da Fiocruz, acrescentando que a unidade vai gerar economia para o governo. — Na parte de biofármacos, o governo gasta hoje de R$ 800 milhões a R$ 900 milhões anualmente, com cerca de 14 medicamentos especiais. A expectativa é que possamos reduzir esse valor à metade. Aqui esperamos produzir entre quatro e cinco desses medicamentos. Para o ministro da Saúde, a redução de custos não é o mais importante, mas sim o investimento em conhecimento: — Essa planta de protótipos poderá estar aberta a qualquer empresas que queira trazer sua tecnologia para cá, para ver se há viabilidade. Na mesma cerimônia, presidente do BNDES anunciou a redução dos juros do Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Cadeia Produtiva Farmacêutica (Profarma), de 6% para 4,5% ao ano. O objetivo é estimular investimentos em inovação e pesquisa. Ele disse que espera dobrar em dois anos o total da carteira da linha Profarma que, de 2004 a maio de 2007, acumula R$ 935 milhões em 47 pedidos de financiamento. Chega ao Brasil o primeiro lote de genérico para Aids Um grupo de portadores do vírus HIV, causador da Aids, do Distrito Federal foi ontem ao Aeroporto Internacional de Brasília para, em ato simbólico, receber o primeiro lote do medicamento genérico anti-retroviral Efavirenz a ser distribuído no país. A compra foi possível por causa da quebra da patente do produto original do laboratório Merck Sharp & Dohme, decisão inédita anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 4 de maio. O novo remédio é muito mais barato e foi fabricado na Índia, pelas empresas Aurobindo e Ranbaxy.

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Sem estardalhaço

2007-07-01T00:00:00-03:00julho 1, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Depois de alardear o licenciamento compulsório de um remédio antiaids, o governo negocia com o fabricante a compra da versão líquida do medicamento, indicada para crianças O Ministério da Saúde anunciou, na semana passada, a chegada ao Brasil do primeiro lote do genérico do anti-retroviral efavirenz, fabricado na Índia. O efavirenz é um dos principais medicamentos do coquetel antiaids distribuído gratuitamente a 75.000 doentes. A importação do genérico é fruto do licenciamento compulsório (quebra de patente, na prática) do remédio desenvolvido pelo laboratório americano Merck Sharp&Dohme. A medida foi objeto de grande estardalhaço. Sem nenhum barulho, no dia 18 de maio, duas semanas depois da quebra de patente, o governo teve de recorrer à Merck para reabastecer seus estoques de efavirenz líquido, usado no tratamento pediátrico da aids. Num fax da Subsecretaria de Assuntos Administrativos, o Ministério da Saúde solicitou a compra de 28 000 frascos do remédio em xarope. Essa quantidade é suficiente para atender, por um ano, 1 000 pacientes de até 12 anos portadores do vírus HIV. No Brasil, o número de crianças infectadas cai continuamente desde 2003 (veja o quadro abaixo). Cerca de 70% delas foram contaminadas durante o parto. Nenhuma companhia farmacêutica produz o anti-retroviral em xarope – a não ser a Merck. O primeiro lote, com 7.000 frascos, será entregue ao governo nos próximos trinta dias. O restante, em setembro, novembro e janeiro. Quando o estoque terminar, o contrato deverá ser renovado. Daqui a alguns dias, o Ministério da Saúde assinará um contrato com o laboratório americano Abbott, fabricante do anti-retroviral Kaletra. O acordo prevê um desconto de 30% na compra do medicamento, o que representa uma economia de 10 milhões de dólares por ano. Resta a pergunta: por que não se celebrou um contrato semelhante com a Merck? Segundo o presidente da divisão latino-americana do laboratório, Tadeu Alves, também foi oferecido ao governo um desconto de 30% na venda do efavirenz. Além disso, a Merck sugeriu transferir a tecnologia de fabricação do remédio ao Brasil dois anos antes do fim da patente. O benefício financeiro, aliado ao industrial, seria maior do que o obtido com o licenciamento compulsório. Mas é o tipo de coisa que não rende manchetes.

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junho 2007

STJ mantém aplicação do preço cap na compra de medicamentos

2007-06-29T00:00:00-03:00junho 29, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

O Sistema Único de Saúde obteve a sua primeira vitória no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra o mandado de segurança impetrado pela Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) que pedia a suspensão dos efeitos do preço CAP - Coeficiente de Adequação de Preço, instituído pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos CMED. Por decisão unânime, o plenário da 1ª Seção do STJ julgou a ação improcedente e acatou todos os argumentos apresentados pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que preside a CMED. De acordo com voto da ministra Eliana Calmon, a aplicação do CAP obedece à Lei nº. 10.742/2003, que destaca ser de competência da CMED, a definição de critérios para a fixação e ajuste de preço de medicamentos. Ainda segundo a relatora, o CAP contribui para que se faça cumprir o importante papel do Estado em efetivar a saúde pública no Brasil de acordo com o que está determinado no artigo 196 da Constituição Federal. A ministra confirmou que a iniciativa do poder público para impor parâmetros e limitações aos preços de medicamentos para o consumidor nacional na forma da resolução é "razoável, legítima e não fere a concorrência". O coeficiente, definido em 24,69%, exige que as distribuidoras e empresas produtoras de medicamentos apliquem esse índice mínimo em compras realizadas pelos entes da Administração Pública Direta e Indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Da aplicação do CAP sobre o Preço de Fábrica resultará o Preço Máximo de Venda ao Governo - PMGV.

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EUA decidem eliminar isenção tarifária para freios de automóveis

2017-01-10T17:18:14-03:00junho 29, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

O governo dos Estados Unidos anunciou ontem a eliminação de vantagens comerciais que beneficiavam dois produtos exportados pelo Brasil para o mercado americano. A decisão tem pouco significado econômico, mas foi vista pela indústria brasileira como um sinal preocupante de insatisfação dos EUA. A decisão foi anunciada poucas semanas depois de o Brasil quebrar a patente de um remédio para aids fabricado pelo laboratório americano Merck, e dias depois do fracasso da última tentativa de retomar as negociações da Rodada Doha de liberalização comercial. Os EUA atribuem ao Brasil grande parte da responsabilidade pelo fiasco. "Eu não sei se foi uma retaliação ou não, mas parece um recado", disse o diretor-adjunto do departamento de comércio exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Carlos Cavalcanti. "Eles poderiam ter mantido as vantagens, mas preferiram tirá-las." Os dois produtos brasileiros atingidos pela decisão de ontem são o ferrozircônio, uma liga metálica, e freios para automóveis. Ambos entravam no mercado americano isentos de tarifas, graças ao Sistema Geral de Preferências (SGP), um programa que beneficia o Brasil e outros países em desenvolvimento e existe há mais de três décadas. De acordo com as regras do SGP, os produtos beneficiados pelo programa podem perder as vantagens que recebem quando se tornam muito competitivos, quando suas vendas para os Estados Unidos ultrapassam determinado limite ou eles passam a dominar nichos específicos. Mas o governo pode manter os benefícios em caráter excepcional se preferir. As vendas de freios do Brasil para os Estados Unidos atingiram US$ 32 milhões no ano passado, mas passaram do limite previsto nas regras do SGP no ano anterior, quando alcançaram US$ 174 milhões. As vendas de ferrozircônio atingiram apenas US$ 490 mil em 2006, mas o produto do Brasil representou 97% das importações americanas no ano. Com a exclusão do SGP, os fabricantes de freios terão que pagar uma tarifa de 2,5% para entrar no mercado americano. Eles poderão reduzir suas margens de lucro para continuar fazendo negócios com os EUA. Se não conseguirem, perderão os clientes americanos para fornecedores baseados em outros países. O país mais prejudicado pela decisão de ontem foi a Índia, outro que os EUA responsabilizam pelo fiasco da Rodada Doha. Os indianos exportaram no ano passado US$ 2,2 bilhões em jóias para o mercado americano. Com a perda dos benefícios do SGP, os fabricantes indianos passarão a recolher uma tarifa de 5,5%. O Brasil vendeu para os EUA US$ 3,7 bilhões por meio do SGP no ano passado, o equivalente a 14% das exportações brasileiras para o mercado americano. De tempos em tempos, o governo e o Congresso dos Estados Unidos ameaçam excluir o país do SGP, por achar que ele já é grande demais para precisar desse tipo de benefício.

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Brasil consegue desconto de 30% para remédio antiAids

2007-06-27T00:00:00-03:00junho 27, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Quase dois meses depois de quebrar pela primeira vez a patente de um remédio do tratamento da Aids, por causa do valor elevado cobrado pelo fabricante, o Brasil conseguiu o barateamento de mais um medicamento do coquetel antiAids. Ainda nesta semana, o governo assinará um novo contrato com o laboratório americano Abbott, que fabrica o medicamento Kaletra. De acordo com o Ministério da Saúde, o remédio ficará 30% mais barato, o que significará uma economia anual de US$ 10 milhões (cerca de R$ 19,3 milhões) aos cofres públicos. Atualmente, as 17 drogas do coquetel antiAids custam R$ 1 bilhão ao ano. No início de maio, o governo brasileiro quebrou a patente do Efavirenz, produzido pelo laboratório americano Merck. A decisão, inédita e polêmica, foi tomada após várias tentativas, sem sucesso, de reduzir o preço do medicamento. O Brasil deixou de comprar o remédio produzido pelo laboratório que o criou. Passou a comprar uma versão genérica - muito mais barata - produzida na Índia. “Depois daquele licenciamento compulsório (a quebra de patente), os outros laboratórios foram procurados para discutir os preços. Este (a redução do preço do Kaletra) é o primeiro resultado”, afirmou ontem o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, numa sabatina realizada em São Paulo pelo jornal Folha de S.Paulo. O governo brasileiro já havia ameaçado quebrar a patente do Kaletra. A ameaça, em 2005, só não foi concretizada porque o laboratório conseguiu negociar uma redução do valor que agradou ao Ministério da Saúde. Temporão fez questão de destacar que, desta vez, o laboratório Abbott não foi ameaçado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Brasil recebe lote de genérico do Efavirenz

2007-06-27T00:00:00-03:00junho 27, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Após quebra de patente, governo compra remédio vindo da Índia O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, informou ontem que já chegou ao País a encomenda de remédios genéricos do Efavirenz produzidos por laboratórios indianos e destinados a pacientes com Aids. A encomenda foi entregue quase dois meses após o governo brasileiro ter decretado a licença compulsória do medicamento produzido pelo laboratório americano Merck, detentor da patente do Efavirenz. A decisão, inédita e polêmica, foi tomada no início de maio, após tentativas, sem sucesso, segundo o governo brasileiro, de reduzir o preço do produto. Em solenidade no Palácio do Planalto ontem pela manhã, Temporão disse que agora só falta fazer a distribuição dos medicamentos por meio do Programa Nacional de DST-Aids, que estava prevista para setembro. Nesse primeiro lote importado, o Brasil recebeu 3,378 milhões de comprimidos do medicamento produzido na Índia, além de 108 mil cápsulas destinadas ao tratamento pediátrico. O Programa Nacional de DST-Aids informou que o estoque brasileiro do Efavirenz produzido pela empresa Merck será suficiente para atendimento dos pacientes até agosto. O laboratório Merck cobrava US$ 1,59 por pílula do remédio. O governo brasileiro informou que a pílula do genérico está sendo comprada agora por cerca de US$ 0,45. PARCERIA A compra do produto vindo da Índia está sendo feita com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O Brasil solicitou ao organismo internacional a intermediação no negócio por ser uma forma de garantir a qualidade do produto e o preço mais baixo, além de ter a chancela de um órgão ligado às Nações Unidas. No pedido feito com o Unicef, o Brasil espera receber dos laboratórios indianos aproximadamente 13,5 milhões de unidades do Efavirenz genérico. Além do Unicef, o governo brasileiro fará a compra do produto genérico com a intermediação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Serão mais 13,5 milhões de unidades até atender à necessidade do País, considerado modelo mundial no programa de combate e tratamento da Aids. Atualmente, 180 mil pacientes recebem gratuitamente medicamentos anti-retrovirais que compõem o chamado "coquetel". ROYALTIES Em maio, logo após decretar a licença compulsória, o governo havia anunciado que pagará à Merck 1,5% do valor que será destinado para a compra dos lotes de remédios genéricos devido aos royalties - uma espécie de compensação pelo direito do uso da patente. Isso significa que, a cada US$ 100 pagos para produtores indianos, outro US$ 1,50 deve ser pago para a Merck. Pelas regras internacionais, esse porcentual pode variar entre 0,5% até 4%. Anteontem, Temporão também anunciou um acordo com outro laboratório americano, o Abbott, que fabrica o medicamento Kaletra, também para pacientes com Aids. Nesse caso, a empresa aceitou reduzir o preço do remédio, que ficará 30% mais barato em relação ao valor cobrado hoje. Com isso, o governo prevê uma economia de US$ 10 milhões anuais (cerca de R$ 19,3 milhões).

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Roche vai acompanhar pacientes

2017-01-10T17:18:15-03:00junho 26, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

O Laboratório Farmacêutico Roche começou a cadastrar os pacientes brasileiros que estavam usando o medicamento Viracept (Nelfinavir). A idéia é acompanhá-los para atestar se desenvolverão células cancerígenas. O anti-retroviral fazia parte do coquetel para pacientes com HIV e estava sendo distribuído pelo governo federal até o início do mês, quando a Roche recolheu todos os lotes no Brasil por suspeita de contaminação. Cerca de 9 mil adultos e 250 crianças faziam uso do medicamento. Em nota, a Roche anunciou que o cadastramento dos usuários brasileiros do remédio "faz parte de uma série de ações de acompanhamento dos pacientes estabelecida pelo laboratório". Há suspeita de que os lotes de Viracept que foram recolhidos tenham sido contaminados pela substância química cancerígena conhecida como ácido éster metanossufônico. Os primeiros resultados ficarão prontos no final do ano.O governo exigiu do laboratório que a identidade dos pacientes que serão examinados seja mantida sob o mais absoluto sigilo. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já coletou amostras do Viracept para análise, que será feita pelo Instituto Nacional de Qualidade em Saúde da Fiocruz. Na Europa, a licença de comercialização desse medicamento também foi suspensa e os pacientes que faziam uso estão sendo chamados para realização de exames clínicos. No Brasil, o Ministério da Saúde anunciou que está tomando providências para ser ressarcido, já que os lotes recolhidos pelo laboratório já estavam pagos. Em nota, a diretora do Programa Nacional de DST/Aids, Maiângela Simão, disse que "todos os pacientes de Aids em uso do Nelfinavir, que ainda não procuraram o serviço de saúde onde são atendidos, devem procurar imediatamente um médico para receber orientações e substituição do medicamento". Na nota, Mariângela ressalta também que "os pacientes que ainda não fizeram a substituição devem continuar tomando o medicamento", mesmo com a suspeita de contaminação. "O tratamento não deve ser interrompido", disse.

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