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Havana, 14 mai (EFE).- O presidente cubano, Fidel Castro, apoiou a decisão do Governo brasileiro de quebrar a patente de um remédio para o tratamento da aids, além de falar sobre as negociações entre Brasil e Bolívia e sobre biocombustíveis, mas não comentou a situação de Cuba, em mensagem divulgada hoje em Havana por fontes oficiais.

"Apoiamos totalmente o decreto de nacionalização da patente de uma transnacional farmacêutica para a produção e comercialização no Brasil de um remédio contra a Aids, o Efavirenz, de preço abusivamente alto, como muitos outros", disse Castro em seu artigo.

No dia 4 de maio, o Governo brasileiro suspendeu a patente da droga fabricada pela multinacional Merck e passou a importar um genérico fabricado por um laboratório da Índia, mais de três vezes mais barato que o original.

Castro também deu seu apoio à recente solução "mutuamente satisfatória do conflito entre Brasil e Bolívia sobre as duas refinarias de petróleo".

"Reafirmo que sentimos profundo respeito pelo povo irmão do Brasil", afirmou.

No novo artigo de "reflexões", o sétimo desde março e o terceiro em uma semana, Castro voltou a falar sobre a produção de etanol e a exploração da cana de açúcar, temas que tem criticado em seus editoriais.

O chefe da revolução, que se recupera de uma doença mantida como segredo de Estado desde 31 de julho do ano passado, não comentou, mais uma vez, seu estado de saúde.