Gazeta Mercantil
São Paulo, 6 de Novembro de 2007 – O mercado brasileiro de medicamentos genéricos, que superou US$ 1 bilhão em vendas no acumulado do ano até setembro, tem novos concorrentes. As gigantes multinacionais Organon, da Holanda, e a Sanofi-Aventis, de origem francesa, deram, sem muito alarde, os primeiros passos para disputar esse segmento, dominado por quatro laboratórios nacionais – Medley, EMS, Aché e Eurofarma, que detêm cerca de 90% das vendas.
A Organon, uma das líderes do mercado mundial e nacional de contraceptivos, obteve seus primeiros registros na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para produzir genéricos de anticoncepcionais. A autorização foi publicada ontem no Diário Oficial da União. A empresa mantém em sigilo a estratégia para avançar no segmento. Fontes do mercado afirmam, entretanto, que ela não enfrentará essa tarefa sozinha, pois estaria se aliando à EMS e costurando um acordo de co-marketing. À EMS caberia também a produção, disseram as fontes.
A Sanofi-Aventis, que disputa a liderança do setor farmacêutico no Brasil, está em processo mais avançado. No final de agosto seu primeiro produto genérico, para tratamento de pós-enfarto, chegou ao mercado em meio a uma briga que se arrasta na Justiça a respeito da extensão do prazo de patente do medicamento de referência, o Plavix, que é da própria Sanofi. A farmacêutica informou que o genérico de Plavix é o seu primeiro no mercado nacional, entre vários outros que prevê lançar no primeiro semestre de 2008.