Nos dias 8 e 9 de novembro, ocorreu a III Cúpula Social dos Povos da América Latina e do Caribe, em Santa Marta – Colômbia, prévia à IV Cúpula entre a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) e a União Europeia (UE)CELAC-UE. O encontro reuniu movimentos sociais, organizações sociais, sindicais, políticas, camponesas, de mulheres, de jovens e de diferentes expressões sociais e culturais de toda a região.
Com a presença do presidente Petro na plenária de abertura, ecoou forte o grito pela soberania dos povos latino-americanos e em solidariedade com o Caribe diante dos ataques: “¡Petro sí, Yankees no!”
Com o objetivo de incidir diretamente nos debates intergovernamentais, a III Cúpula Social compôs mesas temáticas que levantaram assuntos como migração, integração regional, combate ao intervencionismo dos EUA e fortalecimento de perspectivas antipatriarcais e ambientais, reafirmando o papel decisivo dos movimentos sociais na formulação das agendas regionais.
Comissão Saúde

O Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual da Rede Brasileira pela Integração dos Povos – GTPI/Rebrip esteve no evento, participando da Comissão Saúde, ao lado de acadêmicos, ativistas e múltiplas organizações como a Rede Latino-Americana de Acesso a Medicamentos – REDLAM, ABIA, Fundación GEP, Ifarma, PHM Global (Peoples Health Moviment MSP), AIS-Peru dentre outras. Juntos, discutimos estratégias para ampliar a participação popular nos processos regionais, fortalecer o acesso a tecnologias em saúde e enfrentar a influência de interesses econômicos que impactam diretamente os direitos dos povos latino-americanos e caribenhos.
Seguimos reforçando a integração entre organizações da região e a luta pelo direito à saúde, pela soberania e por políticas públicas que respondam às necessidades reais dos povos. Estar na Cúpula Social é reafirmar nosso compromisso com uma América Latina mais justa, democrática e solidária.
Declaração da III Cúpula Social dos Povos
O evento culminou com um forte chamado à mobilização social na Declaração da III Cúpula Social dos Povos, que destaca a urgência de enfrentar o avanço da extrema direita, do fascismo e do sionismo; condena a escalada militarista imperialista; rejeita tratados de livre comércio e mecanismos de arbitragem que submetem Estados ao poder corporativo; denuncia dívidas ilegítimas; e defende uma nova arquitetura financeira global.