Gazeta Mercantil
O resultado do ano passado da Novartis Biociências consolidou a posição do laboratório como a maior farmacêutica multinacional do mercado brasileiro, colocação conquistada em agosto último, informou a empresa ontem durante a apresentação do seu desempenho mundial.
A receita líquida no grupo suíço Novartis no Brasil aumentou 14% em 2006, em relação ao ano anterior, para R$ 1,56 bilhão. As vendas da divisão pharma, de remédios de prescrição, com uma fatia de 73% do total, cresceram 16%, alcançando R$ 1,14 bilhão. Ao lado de Estados Unidos, China, Rússia e Coréia do Sul, o Brasil ajudou a empresa a ter mais um desempenho global recorde em 2006, com lucro líquido 17% maior, atingindo US$ 7,2 bilhões, e receitas líquidas de US$ 37 bilhões, 15% superiores.
O diretor de finanças e administração da subsidiária, Jochen Bohner, disse que o resultado levou a companhia a uma maior participação no mercado de medicamentos do País, de 6,15%, segundo o IMS Health, que audita as vendas do setor no varejo. A fatia garantiu à Novartis a manutenção da terceira posição, que obteve em agosto de 2006, atrás das empresas brasileiras Aché Laboratórios e Grupo EMS-Sigma Pharma, primeira e segunda colocadas, respectivamente, e superando as multinacionais Sanofi-Aventis, de capital francês, e Pfizer, dos EUA.
Bohner observou que a subsidiária cresceu em todas as áreas, com exceção da divisão Sandoz, de medicamentos genéricos, que manteve a receita estável e ficou com 11% do total das vendas. Mundialmente, a Sandoz cresceu 27%, para US$ 6 bilhões. No negócio consumer health – que envolve medicamentos isentos de prescrição, a linha Gerber, produtos para saúde animal, entre outros -, o crescimento foi de 17%, ficando a divisão com 16% da receita líquida obtida no Brasil. Em âmbito global, essa área cresceu 8% e ficou com US$ 6,5 bilhões em vendas.
Na divisão pharma, disse Bohner, as altas mais expressivas foram do anti-hipertensivo Diovan, 32% superior e faturamento de R$ 105 milhões no ano passado; de Glivec, para leucemia, com receita líquida 28% maior, para R$ 204 milhões; e Exelon, para o mal de Alzheimer, cujas vendas subiram 38% e foram a R$ 88 milhões.
Esses medicamentos também foram os que mais contribuíram para o desempenho mundial da divisão pharma, que cresceu 11% e foi a US$ 22 bilhões. As vendas de Diovan subiram 15% em 2006 em relação ao ano anterior, para mais de US$ 4 bilhões. Já as de Glivec cresceram 17%, para US$ 2,5 bilhões.
Na performance global, a aquisição do laboratório de biotecnologia Chiron, especializado na produção de vacinas, contribuiu com 7% do crescimento de 2006, disse Bohner. As vendas da divisão somaram US$ 956 milhões.
O diretor corporativo da Novartis Biociências, Nelson Mussolini, observou que as exportações da subsidiária cresceram de cerca de R$ 30 milhões em 2004 para R$ 140 milhões no ano passado, fruto de investimentos de R$ 50 milhões em média por ano, nos últimos três anos, para o aumento da capacidade de produção no País. São quatro fábricas no Brasil. O avanço mundial e local, disse, é resultado dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento, que somaram US$ 5,4 bilhões em 2006, volume 17% maior. "Temos o maior pipeline da indústria farmacêutica." Em 2006, foram 138 projetos ante os 75 do ano anterior.
Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6687
Consultado em 22/01/2007