Zero Hora

O Brasil defenderá hoje na Organização Mundial de Saúde (OMS) seu direito de quebrar patentes sempre que necessário e quando o diálogo fracassar.

No discurso que fará na Assembléia Mundial da Saúde, em Genebra, o chanceler brasileiro, Celso Amorim, tocará no tema das patentes perante ministros de 191 países mas sem um tom de ameaça e reiterando que o país prefere sempre a via da negociação.

Antes de chegar a Genebra, ontem, Amorim esclareceu que a posição do Brasil em relação a patentes de medicamentos é a de "sempre negociar, sempre que for possível" com os laboratórios farmacêuticos. Mas, quando a negociação atingir a exaustão, o país exercerá seu direito legal se for necessário, como ocorreu no caso da Merck no início do mês, quando o governo decidiu pelo licenciamento compulsório do Efavirenz, usando no tratamento da Aids.