Por: Olair Nogueira
Perfil News
Este ano a Leishmaniose já foi confirmada em 25 municípios
De acordo com relatório apresentado este mês pelo governo estadual, através da Secretaria de Saúde, Três Lagoas possui 17 casos de leishmaniose com seis casos de óbitos.
Para minimizar o problema nos 78 municípios do estado, a Secretaria de Saúde apresentou no relatório as ações que devem garantir a exterminação do mosquito flebótomo.
Este ano a Leishmaniose já foi confirmada em 25 municípios, nos quais foi registrada a presença do mosquito flebótomo, cães positivos ou casos em humanos.
Segundo a secretaria, a Leishmaniose não é uma doença sazonal, pois a proliferação do mosquito ainda está em estudo, independe do clima. Até agora, de acordo com o Sinan (Sistema de Informações de Agravos de Notificação), já foram confirmados 140 casos positivos de leishmaniose visceral em Mato Grosso do Sul, com 14 óbitos.
O primeiro município do estado com maior incidência é Campo Grande (93 casos confirmados/ 6 óbitos), seguido por Três Lagoas (17 casos confirmados/6 óbitos) e Anastácio (8 casos confirmados, sem óbitos). Nos demais municípios aconteceram casos isolados da doença provavelmente importada dos locais com maior índice de infestação.
Para conter o aumento da doença, desde o ano passado a SES vem realizando várias atividades dentro do Programa Estadual de Controle das Leishmanioses como: capacitação para servidores das oito regionais de Saúde, que abrangem os municípios de Campo Grande, Dourados, Jardim, Nova Andradina, Três Lagoas, Paranaíba, Coxim e Fátima do Sul sobre entomologia; capacitação na área de vigilância epidemiológica e canina para veterinários e servidores da Saúde nos municípios de Três Lagoas e Corumbá; ações de vistoria e vigilância epidemiológica das leishmanioses nos municípios e núcleos regionais de Três Lagoas, Corumbá, Bela Vista, Aquidauana, Anastácio, Ponta Porâ, Ladário, Sidrolândia, Bela Vista e Jardim; entre outras ações.
EDUCAÇÃO SANITÁRIA
Com base em todo o trabalho já desenvolvido, a SES lança agora uma campanha de educação sanitária, que consiste em reforçar a capacitação dos agentes de saúde (PSF – Programa Saúde da Família), fornecendo mais material educativo a todos os municípios, além de deflagrar um alerta à população para a limpeza dos quintais e áreas nos domicílios que possam reunir matéria orgânica em decomposição (folhas, frutos), facilitando o desenvolvimento do mosquito flebótomo.
Fonte: http://www.perfilnews.com.br/noticias/?id=128665
Consultado em 15/02/2007