Gazeta Mercantil

As vendas de medicamentos genéricos no País cresceram 27,5% no acumulado do ano até setembro, ante igual intervalo de 2005, quando foram comercializadas 142,03 milhões de unidades (caixas), conforme o IMS Health, que audita o setor farmacêutico. Em valor, o aumento foi de 53,5%. Enquanto entre janeiro e setembro de 2005 o faturamento do segmento atingiu US$ 492,2 milhões, neste ano chegou a US$ 755,6 milhões. No terceiro trimestre, o volume cresceu 26,9% em relação ao mesmo período do ano passado, para 51,4 milhões de unidades. Já o faturamento subiu 48,89%, alcançando US$ 284,2 milhões.

Vera Valente, diretora-executiva da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), disse que a elevação do faturamento resulta, além do aumento dos volumes, da variação cambial e do lançamento de remédios de maior valor agregado. Para Vera, o crescimento das vendas reflete a confiança do consumidor no genérico, já que o segmento cresceu mais uma vez acima do mercado farmacêutico total.

Conforme o IMS, o total de vendas de medicamentos no País foi de 371,6 milhões de unidades no terceiro trimestre, alta de 8% em relação ao mesmo período de 2005. Já o faturamento total evoluiu 23% e atingiu US$ 2,6 bilhões no trimestre.

A executiva observou, entretanto, que os genéricos, que responderam no terceiro trimestre por 14,2% do mercado farmacêutico total em volume, já poderiam ter participação mais representativa, de 20%, fatia que ela estima alcançar somente em 2007. "Faltam políticas públicas contundentes para que remédios cheguem a mais camadas da população e o genérico, que custa em média 45% menos que o medicamento de referência, pode ampliar o acesso." Campanhas governamentais de conscientização sobre os benefícios dos genéricos em regiões mais pobres e a co-participação do governo nos gastos com remédios impactariam mais positivamente as vendas do segmento, disse.

Tais ações poderiam equilibrar o consumo nas diversas regiões no País. Pesquisa da entidade feita no primeiro semestre do ano mostra que o Sudeste, por exemplo, concentrou 65,14% das vendas de genéricos do período; Sul ficou com 15,27%; Nordeste, com 13,43%; Norte, 2,41%; e Centro-Oeste, com 3,75%. Segundo o estudo, enquanto a média nacional de participação dos genéricos no mercado total ficou em 12,28% no semestre, as regiões Norte ((8,3%), Nordeste (9,78%) e Centro-Oeste (8,29%) ficaram abaixo da média. "O que significa que estão comprando mais remédios mais caros." Por estado, o Rio (15,47%) é o que teve a maior fatia de genéricos e o Acre (0,78%), a menor. São Paulo ficou em 6, com 12,48%. 

Fonte: http://www.febrafarma.org.br/divisoes.php?area=co&secao=visualiza&modulo=clipping&id=6628
Consultado em 23/02/2007