julho 2007

Para empresários, garantia de compra estatal é fundamental

2007-07-10T00:00:00-03:00julho 10, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Do Rio Empresários do setor de fármacos esperam que, em breve, o governo comece a usar o poder de compra do Estado para ampliar a demanda por medicamentos no país. Eles consideram fundamental ter garantia de compra para fortalecer a empresa nacional e fazê-la avançar no mercado doméstico e global, o que já ocorre em outros países. Ogari Pacheco, da Cristália, critica a forma como são feitas atualmente as concorrências públicas, sem levar em conta o custo-Brasil, que representa 33% sobre o preço do produto, enquanto as multinacionais só têm uma alta de 2% no custo, por conta de seguro e frete. A empresa de Pacheco, que tem 100% de capital nacional, é a única no país a produzir o medicamento ritonavir para aids. Recentemente, a empresa perdeu para uma multinacional uma concorrência feita pelo Ministério da Saúde para fornecimento do princípio ativo. Para ele, a iniciativa do BNDES só dará certo "se o exercício deste poder de compra for efetivo, com o Estado dando um tratamento diferenciado para a indústria localmente, sem subsídio às avessas. Só assim o jogo é limpo", diz. Pacheco informou que perdeu a concorrência porque "trouxeram a matriz para competir conosco e baixaram o preço para um nível que se pratica em país africano, para fins humanitários". A Cristália fornecia o ritonavir para o governo há quatro anos. Agora, busca mercado para exportar o produto. "Através da inovação, temos patentes registradas nos EUA, Europa e China", diz Pacheco. A Cristália, que é líder do mercado latino-americano de anestésicos e tem quatro fábricas três em Itapira e uma em São Paulo investe 7% do lucro em pesquisa e desenvolvimento e reinveste 90% na própria empresa. No momento, Pacheco estuda a compra de empresas no mercado doméstico e examina a abertura de uma filial na Argentina. Alberto Mansur, da Nortec, que produz matéria-prima para o Dorflex e a Neosaldina, se diz estimulado a investir pelo apoio ao setor sinalizado pelo BNDES. A empresa aplica 8% da receita na pesquisa e desenvolvimento de produtos. Este ano, a Nortec está voltada para desenvolver produtos cujas patentes no mundo estão vencendo entre 2007 e 2008, como a fosfenitoina, princípio ativo usado para fabricação de remédios para epilepsia pediátrica. Um outro produto, a quetiapina, com patente vencendo em 2008, será fabricada numa joint-venture com a americana Cambrex. Também pesquisa com Farmanguinhos e a Unicamp um redutor para colesterol. Dante Alario Jr., da Biolab, acha "ótimo" o uso do poder de compra do governo para estimular o setor. "Isso já existe em outros países e aqui o assunto ainda está em discussão.". Ele disse que participa de licitações há muito tempo, mas nunca entrou numa licitação pública. Criticou o que chamou de "licitações predatórias" , nas quais concorre com empresas indianas, onde predomina o preço político. Alario Jr. contou que a Biolab estuda montar uma fábrica nos EUA e avalia uma aquisição ou parceria na Argentina. A Biolab tem liderança no Brasil de produtos cardiológicos e ocupa 14% do mercado de produtos ginecológicos. No mercado doméstico, estuda operações de aquisições de duas médias empresas. "Nossa meta é juntarmos forças para nos tornarmos um grupo maior". A Biolab tem 12 projetos de inovação para serem financiados pelo BNDES. A Genoa considera "importantíssima" a política de apoio do banco. "Para uma empresa como a nossa, que está começando e investindo muito em inovação, os recursos próprios são limitados", disse Luiz Fernando Camara Lopes, diretor de marketing da empresa. (VSD)

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Temporão diz que quebra de patente de remédio antiAids foi caso específico

2017-01-10T17:18:14-03:00julho 10, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Novartis gasta R$ 223 milhões para expandir fábricas em Resende e SP RESENDE. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse ontem em Resende, no Sul Fluminense, para um auditório de empresários da indústria farmacêutica, que a quebra de patente do medicamento Efavirenz, produzido pelo laboratório Merck Sharp & Dohme e utilizado no tratamento de Aids, foi um “caso circunscrito”. O ministério tenta afastar a desconfiança dos empresários do setor. — O decreto para o licenciamento compulsório foi um caso circunscrito. O governo foi obrigado, pela intransigência da empresa, a tomar essa medida — afirmou o ministro, que participou ontem da inauguração da expansão de duas fábricas da farmacêutica suíça Novartis, uma em Resende e outra em Taboão da Serra (SP). Na expansão das fábricas, a empresa investiu R$ 223 milhões, com a expectativa de triplicar o volume de exportações até 2012. Serão criados 400 empregos diretos. A Novartis fornece aos programas do governo, sob patente, três medicamentos para os tratamentos de hanseníase, câncer e hipertensão. Foi a primeira reunião de Temporão com um presidente de indústria farmacêutica depois do decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, há dois meses, permitindo aos laboratórios brasileiros a produção de um genérico do Efavirenz. Após o encontro com o ministro, o presidente mundial da Novartis, Daniel Vasella, foi recebido, ontem à noite, por Lula, em Brasília. Descartando a possibilidade de novas quebras de patente, Temporão conclamou a indústria a investir no país: — A postura do governo não é a intransigência. Venham para o Brasil e podem confiar no presidente Lula. A quebra de patente só aconteceu, segundo Temporão, diante da dificuldade de acordo para a redução do valor do medicamento mais utilizado para o tratamento de casos de Aids no país. Antes da assinatura do decreto, o ministério se reuniu oito vezes com executivos da empresa. A Merck vendia o comprimido do Efavirenz por US$ 1,59, enquanto na Tailândia o valor é de US$ 0,65. O diretor corporativo da Novartis, Nelson Mussolini, confirmou a preocupação do mercado farmacêutico. Ele criticou a quebra de patente: — Existe uma preocupação, e acreditamos que a quebra de patente não pode ser usada de forma atabalhoada pelo governo — disse Mussolini, apontando, entretanto, que a legislação do país está de acordo com as definições da Organização Mundial de Saúde. Mussolini descartou que a atitude do governo tenha feito recuar os planos de expansão de investimentos no país.

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“Inovação é crucial para o sucesso econômico”

2007-07-09T00:00:00-03:00julho 9, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

De São Paulo À frente da Novartis desde 1996, Daniel Vasella explica, em entrevista ao Valor, seu ponto de vista em relação a decisões recentes do governo brasileiro que afetam a indústria farmacêutica: Valor: Como o Sr. avalia o uso por parte do governo brasileiro do licenciamento compulsório? Daniel Vasella: O acordo Trips permite que os países possam em caso de emergência nacional usar o licenciamento, mas é importante que o façam de modo circunspecto porque isto pode ser visto como padrão de violação ou de interesse econômico. Isto mina a credibilidade do país e o local para investimento. A inovação é absolutamente crucial para qualquer país ter sucesso econômico. Não existe outra alternativa senão a patente para incentivar o investimento em pesquisas a longo prazo. Valor: O Sr. diz que patentes podem salvar vidas... Vasella: As patentes não podem, elas, de fato, salvam vidas. A mortalidade de doenças como câncer ou infarto cardíaco caiu 40% a 70% nos últimos 40 anos. Isso é resultado de bons medicamentos que não teríamos se não houvesse patente. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a maioria dos remédios não é protegida por patente, o que significa um enorme espaço para o avanço no tratamento de doenças. Se o objetivo é progredir em novos medicamentos genéricos, é preciso do sistema que incentive a inovação. Valor: Por outro lado, alguns especialistas dizem que preços altos matam os pacientes. Vasella: Na maioria dos países, os medicamentos representam 10%-25% dos gastos com Saúde. O resto são as despesas com serviços médicos, hospitais e de acompanhamento. Em muitos casos, ainda que os remédios sejam caros, eles economizam uma quantidade tremenda de custos. Quando as primeiras drogas contra aids surgiram, elas eram muito caras, mas poupavam uma grande quantidade de dinheiro. Hoje, os pacientes podem deixar o hospital e serem incorporados novamente aos postos de trabalho. Os remédios criam valor econômico à sociedade. É preciso um ponto de equilíbrio entre o incentivo para criação de valor e a limitação do preço. Mas ninguém tem uma só resposta correta para esse problema. Valor: As compras públicas brasileiras de remédios terão um desconto obrigatório de 25% sobre os preços de fábrica. A Novartis contesta a medida na Justiça. Essa é uma boa parceria com o governo? Vasella: Todos os acordos unilaterais são difíceis enquanto uma parte não concorda com a visão da outra. Prefiro um debate construtivo. Nós trazemos empregos para o Brasil, mas também queremos ganhar dinheiro. Nós importamos e exportamos. É uma parceria. Mas, em todos os países democráticos, existe um sistema de Justiça independente em que qualquer empresa privada pode usá-lo para reclamar aquilo que é certo ou errado. E é o juiz quem vai definir. (AV)

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Tailândia quer anti-aids mais barato que o Brasil

2007-07-07T00:00:00-03:00julho 7, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Tailândia - A Tailândia quer cortes de preços ainda maiores do que o obtido nesta semana pelo Brasil em acordo com o laboratório Abbott para evitar a quebra da patente do medicamento anti-aids Kaletra, disse nesta sexta-feira uma autoridade sanitária do país. Vichai Chokevivat, mentor da polêmica iniciativa de quebrar as patentes do Kaletra e de duas outras drogas, disse que a oferta da Abbott ao Brasil - US$ 1.000 por paciente/ano - ainda é muito cara em comparação com as versões genéricas, que saem a US$ 695 por ano. A Tailândia diz ser legal o licenciamento compulsório que anunciou recentemente para dois medicamentos anti-aids e para um remédio para o coração. O país alega que a decisão respeita as regras da Organização Mundial do Comércio. Ativistas aplaudiram a iniciativa, enquanto os laboratórios protestaram. A Tailândia é elogiada por ter conseguido reduzir o ritmo da epidemia de aids e de oferecer tratamento a mais de 100 mil dos seus 580 mil portadores do vírus HIV. Mas o governo diz sofrer pressões orçamentárias, já que está aumentando a procura pelo tratamento na rede de saúde pública, que atende a mais de 80 por cento dos 63 milhões de tailandeses. Do Terra, com agências

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Acordo entre governo e Abbott reduz em 30% preço de Kaletra

2017-01-10T17:18:14-03:00julho 5, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Ministério da Saúde estima economizar US$ 11,4 milhões, no primeiro ano, nas compras do remédio. O Ministério da Saúde e a subsidiária brasileira da farmacêutica norte-americana Abbott Laboratories assinaram ontem, em Brasília, um novo acordo para a mais moderna apresentação do anti-retroviral Kaletra (lopinavir/ritonavir), que reduz em 29,5% o preço do inibidor de protease, utilizado no coquetel de remédios para o tratamento da aids. O Ministério estima economizar cerca de US$ 11,4 milhões no primeiro ano de acordo. Em 2005, governo e laboratório formalizaram acordo de US$ 1,04 para cada comprimido da nova apresentação adquirido a partir deste ano. Com o ajuste, o preço ficou em US$ 0,73 em 2007 e em US$ 0,68 a partir do próximo ano, o que diminuirá o custo anual de tratamento por paciente para US$ 1 mil. O Ministério prevê que 31 mil adultos e 1,2 mil crianças utilizem Kaletra até o fim deste ano. O Brasil usa a versão antiga (cápsulas) de Kaletra desde 2002 e a mais nova (comprimidos) chegará aos pacientes a partir de setembro, substituindo a atual. O remédio da Abbott é o segundo anti-retroviral importado mais consumido no País, segundo o Ministério, atrás apenas do Efavirenz, da Merck, submetido a licenciamento compulsório pelo governo em maio último. A nova apresentação, lançada nos Estados Unidos em 2006, traz a vantagem de poder ser ingerida em jejum, não necessita de refrigeração e aumenta a adesão ao tratamento, já que deve ser tomada apenas quatro vezes ao dia, ante as seis doses diárias da versão antiga, explicou o diretor da Abbott, Roberto Alvarenga, observando que ela será importada da fábrica alemã da empresa. Conforme o executivo, o processo de renegociação partiu da própria Abbott, que, "além de querer colaborar para o desenvolvimento do Programa Nacional de DST/Aids", estabeleceu, a partir de discussões com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o mesmo valor, de US$ 1 mil anual por paciente, para 45 países considerados de baixa e médio-baixa renda, entre eles o Brasil. Esse programa global, que visa ampliar o acesso ao medicamento, foi apresentado em abril passado. Em 2005, contudo, governo e Abbott chegaram a entrar num embate, parecido com o ocorrido com a Merck este ano, com direito à ameaça de licenciamento compulsório para Kaletra, segundo o Ministério. Depois de quatro meses de negociação, foi fechado preço 47% menor, de US$ 0,63 a cápsula.

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Acordo reduz preço de droga antiAids

2007-07-05T00:00:00-03:00julho 5, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Governo faz convênio com laboratório Abbott para compra do Kaletra BRASÍLIA. Dois meses depois de o governo ter quebrado a patente do medicamento antiAids Efavirenz, do laboratório americano Merck Sharp & Dohme, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, assinou ontem convênio com o laboratório Abbott, também americano, que garante a economia de US$ 11,4 milhões por ano na compra do Kaletra, igualmente usado no tratamento de pacientes com Aids. A redução, voluntária, no preço foi de 29,5%. As negociações se arrastavam desde o ano passado mas, segundo Temporão, ganharam novo fôlego em janeiro, quando a nova diretoria da empresa passou a ver a causa com mais entusiasmo. O ministro negou ter ameaçado o Abbott com a quebra de patente, caso a empresa não concordasse com a redução do preço do Kaletra. Mas afirmou acreditar que a quebra de patente de outros remédios feita pelo governo pode ter ajudado a sensibilizar o laboratório. — Não ameaçamos ninguém. Somos um governo democrático e educado, com um ministro polido — disse Temporão. — A conversa com o Abbott fluiu bem, e o acordo vai ser muito importante para a ampliação do programa DST/Aids no Brasil. — O acordo simboliza o que pode ser alcançado quando governo e indústria encontram juntos soluções práticas para lutar contra a epidemia — disse a vice-presidente do Abbott para América Latina e Canadá, Heather Mason. Kaletra é o nome comercial do segundo anti-retroviral mais usado no país, o lopinavir/ritonavir. Estima-se que 31 mil adultos e 1,2 mil crianças utilizarão o remédio até o fim do ano. Antes do convênio, o governo pagava US$ 39 milhões por ano pelo medicamento. O preço previsto no acordo fechado em 2005 era de US$ 1,04 por comprimido, a partir da primeira compra, prevista para este ano. Com o acordo, passa para US$ 0,73 até o fim do ano. Em 2008, custará US$ 0,68. — Seria muito bom que o exemplo da Abbott fosse adotado por outros laboratórios — disse Temporão, que confirmou estar negociando com a Novartis a redução de preços de remédios para tratar câncer.

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Ganho de R$ 23 milhões

2017-01-10T17:18:14-03:00julho 5, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Governo faz acordo com fabricante de remédio do coquetel anti-Aids e reduz preço em 29,5%, após três ameaças de quebra de patente Depois de ameaçar quebrar a patente do medicamento Kaletra (Lopinavir/ritonavir) por três vezes, o governo brasileiro fez mais um acordo com o laboratório Abbott para reduzir os preços cobrados pelo anti-retroviral. O medicamento integra o coquetel utilizado por pacientes com o vírus HIV. Segundo o contrato assinado ontem entre Ministério da Saúde e o fabricante estrangeiro, o preço do Kaletra foi reduzido em 29,5%. Pelo acordo, o governo passará a comprar a nova apresentação do medicamento em comprimido. A versão anterior era em cápsulas e alguns pacientes encontravam dificuldades para engoli-lo. Segundo cálculos do governo, a previsão de redução de gastos, no primeiro ano do acordo, é de cerca de R$ 23 milhões. Atualmente, os recursos para a compra de medicamentos para pacientes com o vírus chegam a R$ 1 bilhão. "O governo está empenhado em reduzir o preço de outros medicamentos e está aberto a outras propostas dos laboratórios", anunciou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Outra vantagem da compra, segundo Temporão, é que o novo medicamento não precisa ser armazenado em geladeira, como a versão em cápsula. A nova apresentação também permite ao paciente diminuir o número de doses, substituindo a ingestão de seis cápsulas por dia para quatro comprimidos. No acordo realizado em 2005, o preço da unidade seria de US$ 1,04, a partir da primeira compra, prevista para este ano. Com a assinatura do novo contrato, esse valor passa para US$ 0,73 até o fim de 2007. Em 2008, a unidade custará US$ 0,68, reduzindo para US$ 1 mil o custo do tratamento anual de cada paciente, segundo cálculos do governo. Como o laboratório estava irredutível nas negociações, a nova apresentação do Kaletra ainda não havia sido incorporada ao coquetel de medicamentos usados no tratamento da Aids. Como o contrato foi assinado ontem, a distribuição deve começar em setembro. Enquanto isso, os pacientes continuarão usando a versão em cápsula do medicamento. Em uso no Brasil desde 2002, o Kaletra é o segundo anti-retroviral importado mais consumido no país, depois do Efavirenz. Estima-se que 31 mil pacientes adultos e 1,2 mil crianças estejam usando o medicamento até o fim de 2007. Em 24 de junho de 2005, o governo brasileiro declarou interesse público do anti-retroviral e ameaçou adotar o licenciamento compulsório do medicamento, caso o produtor não atendesse às condições apresentadas para a garantia da sustentabilidade do Programa Nacional DST/Aids. Depois de quatro meses de negociação, foi fechado o acordo, em 2005, que garantiu redução de 47% no preço do medicamento, que passou de US$ 1,17 para US$ 0,63, a cápsula. Esse preço era relativo a uma versão antiga do remédio, já em desuso. Na nota divulgada pelo Abbott logo depois de selado o acordo, o laboratório diz que "o governo aceitou a oferta da Abbott em fornecer Kaletra comprimidos pelo preço equivalente a US$1 mil por paciente/ano, estabelecendo um novo acordo com a empresa". Segundo a nota, a negociação é resultado do anúncio feito pela empresa, em 10 de abril de 2007, de redução do preço de lopinavir/ritonavir em cápsulas e comprimidos para 45 países de baixa e médio-baixa renda. Os executivos da Abbott dizem ainda que, como o Banco Mundial classifica o Brasil como país de médio-baixa renda, o laboratório incluiu o país na lista de nações atendidas pela nova política da empresa. "Nós queríamos que o Brasil fosse beneficiado com o mesmo preço oferecido a outros países com o mesmo nível de desenvolvimento econômico", ressalta Heather Mason, vice-presidente para operações da Abbott na América Latina e no Canadá. Por mais de três anos, o governo tentou negociar com o laboratório Merck Sharp & Dohme a redução do anti-retroviral Efavirenz e não obteve sucesso. A saída foi iniciar os procedimentos de quebra de patente, que ainda estão em andamento. para saber mais Fortes efeitos colaterais O Kaletra é um medicamento que contém as substâncias lopinavir e ritonavir que, em combinação com outros agentes, são indicadas para o tratamento da Aids. O medicamento tem o objetivo de controlar a quantidade de vírus e promover a melhora do sistema de defesa do organismo da pessoa infectada pelo HIV. Mas o medicamento tem efeitos colaterais muito fortes. Durante o tratamento, os pacientes podem desenvolver outras infecções, que são conhecidas como oportunistas, e até mesmo outras complicações associadas com a Aids, como gordura localizada, diabetes e pancreatite.

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Preço de remédio contra aids cai 29,5%

2007-07-05T00:00:00-03:00julho 5, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

A decisão do governo brasileiro de quebrar a patente do anti-retroviral Efavirenz, da Merck, em maio deste ano, melhorou a posição do Ministério da Saúde nas negociações com os grandes laboratórios farmacêuticos. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, assinou ontem acordo com o laboratório Abbott que reduz em 29,5% o preço do medicamento Kaletra (lopinavir/ritonavir), usado no tratamento de pacientes de Aids, depois de mais de três anos de dura batalha entre o governo e a multinacional. Cada comprimido do Kaletra, que hoje custa US$ 1,04, será vendido ao ministério por US$ 0,73 ainda neste ano, e por US$ 0,68 em 2008, o que representa uma redução de 30% nas despesas do governo com a compra do medicamento. - A questão do licenciamento do Efavirenz foi marcante nesse processo. Houve muita polêmica, muita crítica, mas o fato é que o licenciamento criou uma nova conjuntura que facilitou a aproximação dos laboratórios com o governo - admitiu o ministro, depois de assinar o novo contrato com o laboratório Abbott, que vai garantir o fornecimento de 37 milhões de comprimidos e 24 mil frascos de solução oral do Kaletra sob os novos preços acordados com o governo. Mudanças na composição da diretoria do laboratório e o chamado "efeito Tailândia" - resultado da iniciativa do governo tailandês de quebrar as patentes do Efavirenz e do Kaletra, no ano passado - também colaboraram para azeitar a negociação entre o Brasil e o laboratório Abbott, disse Temporão. Ainda sob o efeito da mudança de tom na relação com laboratórios, o ministério está elaborando uma lista com os medicamentos com maior impacto no orçamento da Saúde e prepara novas negociações de contratos com as indústrias do setor. De acordo com Temporão, o governo pretende fazer um levantamento dos preços internacionais dos medicamentos como base para renegociar preços com os laboratórios e ampliar a ação do governo com medicamentos de alto custo para o tratamento de outras doenças. Segundo Temporão, o governo deve iniciar hoje negociações com o laboratório Novartis para reduzir o preço de um remédio utilizado no tratamento do câncer. Ele afirmou que o ministério não fará ameaças. - Não ameaçamos ninguém, porque somos um governo democrático, educado, com um ministro extremamente polido - disse Temporão. Depois do Efavirenz, da Merck, o Kaletra é o segundo anti-retroviral mais utilizado no país para o tratamento da Aids. Cerca de 31 mil pacientes adultos e 1,2 mil crianças utilizam o remédio fabricado pela Abbott no Brasil. A aquisição do remédio representava impacto de US$ 37 milhões por ano no orçamento da Saúde, que vai economizar US$ 11,5 milhões em 2007, já como efeito do novo contrato.

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Remédio contra a Aids mais barato

2007-07-05T00:00:00-03:00julho 5, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Abbot aceita fazer acordo com o governo brasileiro O Abbott Laboratories, o terceiro maior laboratório dos Estados Unidos, aceitou reduzir o preço de seu novo medicamento de combate à Aids, o Kaletra, em 30% para o mercado brasileiro. O corte ocorre dois meses após o País ter quebrado a patente do Efavirenz, fabricado pela Merck & Co. O Abbott reduzirá o preço da nova versão de seu medicamento Lopinavir/ritonavir, conhecido pelo nome comercial Kaletra, para US$ 0,73 por comprimido este ano e para US$ 0,68 por comprimido em 2008, a partir do US$ 1,04 cobrado atualmente, disse o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, em cerimônia realizada em Brasília. O Governo brasileiro prevê que o acordo reduzirá seus gastos com medicamentos em cerca de US$ 11,4 milhões este ano. O Governo brasileiro pressionou os laboratórios para que fossem concedidos descontos nos preços dos medicamentos de combate à Aids, em momento em que tenta limitar seus gastos e garantir a eficiência de seu programa de fornecimento gratuito de tratamento para todas as 200 mil pessoas com Aids ou portadoras do vírus HIV, disse Temporão. O acordo segue-se a decisão tomada no último dia 4 de maio pelo Governo, que quebrou a patente do medicamento de combate à Aids Efavirenz, da Merck, após a empresa não ter satisfeito as exigências relativas a preços do governo brasileiro. O acordo substitui contrato assinado em 2005, quando o Abbott reduziu o preço da versão anterior do Kaletra em 46% para o Brasil, após o Governo ter ameaçado quebrar sua patente.

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Medicamento anti-Aids deve ter preço reduzido

2007-07-04T00:00:00-03:00julho 4, 2007|Categories: Notícias Antigas ?|

Será assinado hoje, às 11h, um acordo entre o Ministério da Saúde e o laboratório Abbott para a redução do preço do Kaletra, medicamento usado no tratamento de Aids. O Ministério da Saúde não divulgou oficialmente qual será a redução de preço, mas o valor deve ficar em torno dos 30% já anunciados pelo ministro José Gomes Temporão.

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