Os dados da balança comercial revelam a crescente dependência do Brasil em relação
aos Estados Unidos para a compra de medicamentos, apontou levantamento de dados
realizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e pelo Grupo de
Trabalho sobre Propriedade Intelectual da Rede Brasileira pela Integração dos Povos
(GTPI/Rebrip), coordenado pela Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA).

Entre 2020 e 2024, o Brasil aumentou ainda mais a sua dependência dos Estados Unidos
na compra de medicamentos prontos. Os números são alarmantes: as importações
aumentaram em 67% de 2020 a 2024, indo de US$ 560 milhões a mais de US$ 930
milhões. Importante ressaltar que os dados da balança comercial não representam todo
o envio de dinheiro que acontece – além da compra direta, há contratos de compra sob
sigilo e remessas de royalties pelo uso de medicamentos que estão sob monopólio
patentário de empresas estadunidenses.

Em valores percentuais, a participação dos EUA na importação de medicamentos
prontos para a venda foi, em média, de 16,10% entre 2020 e 2024 (com variação de 1%).
Contudo, em valores absolutos, o crescimento da participação norte-americana foi de
67%. Isso significa que mesmo mantendo o percentual da participação, o montante
absoluto destinado aos EUA passou a ser significativamente maior no período analisado.

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