A Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA), o Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual da (GTPI/Rebrip) e a (SPW) manifestam profunda solidariedade às vítimas do massacre perpetrado pelo Estado do Rio de Janeiro contra a sua própria população.

Cenas de dor e desespero expõem, mais uma vez, o colapso de um modelo de segurança pública que transforma a vida nas favelas em alvo e legitima a morte como resposta do Estado. Não se trata de operação: é chacina, é massacre.

O governo do estado do Rio de Janeiro não fracassa apenas em sua responsabilidade de garantir a vida e a paz: ele reproduz um projeto político estruturado na violência, no racismo e na máquina de morte. Não estamos diante de um erro de gestão, mas do colapso de um sistema, sustentado por governadores desastrosos que aprofundam desigualdades e legitimam o extermínio como política de Estado.

Quantas vidas mais serão sacrificadas nessa engrenagem de violações e assassinatos que faz da morte uma ferramenta de poder? Este governo estadual mostrou que só conhece a linguagem do horror e da morte.

A morte de mais de uma centena de pessoas evidencia a falência de uma política baseada na lógica da guerra, do extermínio e do racismo estrutural.

Exigimos investigação imediata, responsabilização e punição dos responsáveis por essa tragédia que afronta os direitos humanos e fere a democracia.

A nossa luta é pela saúde e pela vida. Uma política que coloca em risco a vida e a saúde de centenas de milhares de pessoas é um absurdo que precisa ser interrompido com urgência.

Reafirmamos nosso compromisso com os direitos humanos, com a democracia e com um projeto de sociedade solidário que garanta dignidade, segurança e vida para todas e todos.